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Os gastos do governo são o grande inimigo do crescimento econômico
Três razões por que eles emperram a economia

Imagine que você tenha um primo que mora muito longe, a uns 2 mil quilômetros de distância. No entanto, por algum motivo, ele consegue se apropriar de 40% de sua renda mensal. Consequentemente, ele é o responsável por 40% dos gastos totais de sua família.

Vivendo tão longe, e com tão pouco interesse em melhorar sua qualidade de vida, os resultados esperáveis de tal esquema são fáceis de serem previstos. Sua família não apenas terá problemas para se manter, como também estará bastante desmotivada para produzir, pois sabe que terá de sustentar esse primo folgado que vive às suas custas.

Substitua 'primo' por 'estado' no relato acima e o raciocínio se mantém.

O governo toma dinheiro do setor produtivo e gasta com o suposto intuito de gerar bens públicos. Do ponto de vista keynesiano, este sistema é benéfico para a economia, pois, segundo tal escola de pensamento econômico, o gasto do governo estimula a demanda e isso gera crescimento econômico por meio do famoso "multiplicador keynesiano".

Mas não apenas a teoria do multiplicador keynesiano é falsa (clique aqui para entender por quê), como também a realidade é mais parecida com a do nosso primo.

Para começar, a diferença de um governo para uma família é que suas receitas são auferidas de maneira coercitiva, sendo confiscada de todos aqueles trabalhadores assalariados e empreendedores que atuam no setor produtivo da economia. 

Neste sentido, um aumento dos gastos do governo significa, de maneira muito simples, que o governo ou aumentará os impostos para fazer frente a esses novos gastos ou irá se endividar ainda mais — o que significa que, dado que o governo está tomando mais crédito, sobrará menos crédito disponível para financiar empreendimentos produtivos. 

Há uma terceira hipótese, que seria a simples criação de dinheiro pelo Banco Central para financiar diretamente o governo.  Sempre que essa medida foi utilizada — como no Brasil da década de 1980 —, o resultado foi a hiperinflação.

Portanto, tendo em mente que o governo só pode gastar aquilo que ele antes confiscou de alguém, a ideia de que gastos do governo estimulam a "demanda agregada" e geram crescimento econômico equivale a dizer que tomar dinheiro de uns para gastar com outros pode enriquecer a todos. Para se utilizar uma metáfora, tal ideia significa dizer que tirar água da parte funda da piscina e jogá-la na parte rasa fará o nível geral de água na piscina aumentar.

Consequentemente, os gastos do governo não apenas não podem "estimular a demanda", como também geram uma maior carga tributária, um maior endividamento do governo e uma maior inflação.

E dado que os gastos do governo são financiados via impostos e endividamento do governo, eles desestimulam a poupança, a produção e o investimento.

Mas piora: o gasto do governo é inevitavelmente de má qualidade. Há três problemas incontornáveis em relação aos gastos do governo, os quais impedem que ele possa ter efeitos benéficos.

Problemas de incentivos

A relação negativa entre gasto público e crescimento econômico (comprovada empiricamente) tem várias explicações. A primeira é que o governo enfrenta o inevitável problema dos incentivos.

Como explicava de maneira bem simples Milton Friedman, existem quatro maneiras de gastar dinheiro.

1) Gastar o seu dinheiro com você mesmo: neste caso, você procurará o menor custo e a máxima qualidade.

2) Gastar o seu dinheiro com os outros: você almejará o menor custo e a mínima qualidade.

3) Gastar o dinheiro dos outros com você: o maior custo e a máxima qualidade serão seu objetivo.

4) Gastar o dinheiro dos outros com os outros: você não terá nenhum preocupação com custo e qualidade.

Para Friedman, a maneira mais eficiente de gasto é a primeira. Ali, você se preocupa com o custo do que compra e também com a qualidade. Já a última maneira, por sua vez, é a menos eficiente de todas. O comprador não se preocupa com os recursos, pois não são dele, e também não se preocupa com a qualidade do que é comprado, pois o receptor também não será ele. O resultado será uma compra cara e de má qualidade.

Quando o governo gasta, ele utiliza uma combinação das maneiras 3 e 4, gerando ineficiência na economia. O governo gasta o dinheiro alheio (dos impostos) com os outros (funcionalismo público, subsídios para grandes empresários amigos do regime, obras públicas feitas por empreiteiras ligadas a políticos, artistas e eventos culturais etc.) e consigo próprio (salários, benefícios e mordomias para políticos; ministérios, agências reguladoras, secretarias e estatais; campanhas eleitorais; contratação de apadrinhados; propagandas etc.).

Nenhum desses gastos está ligado à maximização do bem-estar social.

Outra consequência não-premeditada dos gastos do governo são os incentivos adversos que ele gera. De acordo com uma recente publicação do britânico Institute of Economic Affairs:

Os gastos do governo em consumo tendem a diminuir o crescimento. O gasto em programas sociais mal desenhados pode ser especialmente nefasto, uma vez que reduz os incentivos ao trabalho e à produção.

O governo simplesmente não possui os incentivos corretos para gastar de maneira eficaz. E muito menos pode gastar de modo a maximizar o crescimento econômico. Ademais, seu gasto distorce os incentivos da sociedade, reduzindo-os.

Problemas de informação

Um segundo problema é a questão da informação. A maneira como o setor privado utiliza as informações de mercado disponíveis é diferente da maneira como o setor estatal as utiliza.

O setor privado é guiado pelo sistema de preços, o qual permite todo o cálculo econômico. Os preços informam o que está sendo demandado pelos consumidores, quais produtos estão em falta, quais estão em excesso, e permitem o cálculo dos lucros e prejuízos.

Acima de tudo, os preços ajudam os empreendedores a alocar recursos escassos de maneira eficiente. Se o preço de algo está demasiado alto, isso significa que os consumidores estão necessitando de uma maior quantidade deste bem, o que estimula os empreendedores a aumentarem a produção. Sob este arranjo, produz-se aquilo que gera benefício econômico, e este benefício decorre da melhor satisfação das necessidades dos consumidores.

Já o setor público não tem como produzir seguindo este critério do benefício econômico. Com efeito, se algum empreendimento estatal gera perdas financeiras, isso é prontamente justificado pela tese de que o governo busca "objetivos sociais". Os gastos do governo até podem almejar objetivos amorfos, como solidariedade e igualdade, mas o fato é que eles são ineficientes do ponto de vista econômico e, consequentemente, reduzem o crescimento.

Por exemplo, dado que o governo não se guia pelo sistema de preços e nem pelo critério de lucros e prejuízos — pois o dinheiro vem de impostos ou é tomado emprestado (sendo que essa dívida também será paga com impostos) —, é provável que ele construa uma ponte que ligue o nada a lugar nenhum, e faça tal obra utilizando materiais caros e pagando preços superfaturados (os fornecedores, por saberem que o governo não tem preocupação com custos, irão cobrar o máximo possível por seus materiais).

Neste caso, é óbvio que estes mesmos recursos poderiam ter sido mais bem utilizados pelo setor privado, o qual tem de se preocupar com custos e com o sistema de lucros e prejuízos.

Por causa deste problema de informação enfrentado pelo governo, seu gasto é menos eficiente e faz uma pior alocação dos recursos escassos da sociedade. Aquilo que é utilizado em um setor será necessariamente retirado de outro setor. Se os gastos do governo concentraram recursos em um setor, então outros setores ficaram sem estes mesmos recursos.

A consequência será um menor crescimento econômico. Não há crescimento econômico genuíno se os gastos são ineficientes e não se preocupam com o sistema de lucros e prejuízos.

(Para entender com mais detalhes por que até mesmo obras públicas subtraem riqueza da população, veja este artigo).

Mais gasto é mais imposto

Este é o mais óbvio, mas é também amplamente ignorado.

Maior gasto público significa, a curto ou longo prazo, maior carga tributária. Tudo o que o governo gasta foi antes retirado da sociedade. O dinheiro do gasto, como já dito no início, é oriundo ou de impostos ou de endividamento. Quando é oriundo de impostos, o confisco é direto. Pessoas e empresas ficam com menos dinheiro para que o governo tenha mais. Já quando o dinheiro é oriundo de endividamento, isso significa que, em algum momento futuro, o dinheiro de impostos será utilizado para pagar o serviço desta dívida.

E isso gera maiores incertezas: se o governo está se endividando continuamente para gastar, então essa dívida terá de ser futuramente quitada com mais impostos. Essa mera possibilidade de aumentos de impostos futuros já serve para inibir investimentos produtivos. Como investir quando não se sabe como serão os impostos no futuro?

Portanto, os impostos são a contra-partida dos gastos do governo, e seus efeitos sobre os incentivos a poupar, a investir produtivamente, a abrir empresas e a produzir são deletérios.

Os impostos são como uma mochila pesada nas costas dos reais criadores de riqueza da sociedade, e aumentá-los em decorrência de um maior gasto público é a receita garantida para que a economia fique estagnada.

Conclusão

O gasto público é o inimigo do crescimento econômico. E tanto argumentos teóricos quanto empíricos sustentam esta afirmação. Para que uma economia se reative, o governo tem de seriamente considerar reduzir seus gastos.

O melhor e mais recente exemplo é a Irlanda, que, de 2010 a 2015, reduziu os gastos do governo de incríveis 65% do PIB para "apenas" 29,5% do PIB. Como consequência, isso fez os investimentos dispararem, e o crescimento econômico foi junto: nada menos que 13,4% em dois anos.

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Leia também:

Ciclo nefasto: a economia cresce, o governo gasta, e os gastos do governo depredam a economia

O exemplo irlandês - como a redução dos gastos do governo impulsionou o crescimento da economia

Gastos públicos, lucros privados


autor

Iván Carrino
é analista econômico da Fundación Libertad y Progreso na Argentina e possui mestrado em Economia Austriaca pela Universidad Rey Juan Carlos, de Madri.


  • Rafael  05/07/2017 16:02
    Essa questão dos gastos do governo privilegiarem uns poucos à custa de todos me lembrou de uma frase que vi recentemente:

    "Brasil: país em que a definição de "cidadania" é sair às ruas pra protestar para que políticos corruptos lhe prometam serviços públicos péssimos e "grátis" pagos com o dinheiro roubado de você mesmo."
  • Andre  05/07/2017 16:15
    Também tem exercer a cidadania ao votar, votar em quem vai devorar as ovelhas, o lobo ou o leão.
  • Ronaldo  05/07/2017 18:32
    Enquete: O que é mais fácil?

    A) Votar nos governantes certos para administrarem todo o aparato estatal de forma razoavelmente eficaz.

    B) Acertas as 6 dezenas da mega.
  • Bruno  05/07/2017 16:05
    Estive em Brasília no Carnaval e fiz uma visita guiada ao Congresso. Obtive a informação de que apenas lá trabalhavam 8 MIL SERVIDORES! É insustentável.
  • Infiliz  11/07/2017 20:51
    Acho que a primeira mudança a ser feita e com custo baixíssimo é trocar a nomenclatura "servidor" por "mamador"
  • Thiago Ramos  05/07/2017 16:06
    O Estado precisa superar a ideia de impostos, os quais são retirados sem qualquer prestação direta estatal em favor da pessoa. Nesse sentido, realmente, a doutrina jurídica minoritária está correta ao afirmar que contribuições são impostos. Não há uma contraprestação estatal para a pessoa, ela paga por usar um serviço no qual o Estado exige um "pedaço" apenas por ser Estado: é uma transação financeira, entre particulares, mas o Estado usa de força coercitiva para obter uma porção dos valores para si.

    Eu costumo sempre fazer a provocação: se o Estado é realmente o melhor arranjo social, qual o medo dele em eliminar os impostos e somente cobrar por serviços efetivamente prestados para as pessoas, dentro de um regime de concorrência com a iniciativa privada?

    Ora, se o Estado é realmente bom, é óbvio que seu serviço de segurança será melhor do que o serviço de segurança privado; que seu serviço de saúde será melhor prestado do que o da iniciativa privada; seu serviço de educação será melhor do que o da iniciativa privada, e assim sucessivamente: solução de conflitos, etc.

    Dizer que "tem que ser o Estado prestando tais serviços, do contrário não seria possível" é uma afirmação vaga demais.

    O que eu vejo é uma ausência de reflexões das pessoas sobre esses temas.

    Não se pode, p.ex., proteger uma empresa de refrigerante sob o argumento de que permitir que outras forneçam o mesmo produto "não daria certo": ora, se não der certo é evidente que a concorrente irá "fechar as portas", quebrar e vida que segue!

    Não faz sentido nenhum, em minha visão sobre um sistema da qualidade de vida para as pessoas, dizer-se que somente o Estado pode prestar serviços de solução de conflitos para todas as causas. Dirão: "empresas de solução de conflitos decidirão de forma corrupta." Não faz sentido. Se a empresa decidir de forma corrupta todos irão notar que o Estado é o único que presta o melhor serviço de solução de conflitos e ninguém irá contratar uma empresa privada para esse serviço.

    Os ocupantes do Estado não possuem o conhecimento necessário para implantar essas reformas:

    Quantos mais setores diversos de empreendimento uma sociedade tiver, sempre, eu repito, sempre essa sociedade terá mais opções para encontrar os produtos e serviços que precisa para o cotidiano.

    Elevar impostos em vez de reformar o sistema, permitindo ingresso de empresas privadas nos serviços atualmente prestados pelo Estado é uma agressão brutal à sociedade. Se o Estado não tem dinheiro, permita que o capital privado, em regime de livre concorrência, preste os mesmos serviços: será um serviço a mais, um empreendimento a mais na sociedade.

    Deixai fazer, deixai ir, deixai passar! Pois, tendo liberdade, nenhuma atividade mal prestada se manterá.
  • Miss Rand  05/07/2017 17:24
    Como diria John Galt: - Saiam da minha frente!
  • Crys   12/07/2017 00:56
    ?? está de parabéns pelo seu ponto de vista..
  • André  30/01/2021 13:50
    Tenho opinião que o Estado tem que ser mínimo, mas temos que ter o Estado.
    Se o Estado reduzir sua parcela paga de impostos destinado a saúde, se você tiver uma boa renda essa parcela será significativamente suficiente pra você pagar um bom plano de saúde e desfrutar da prestação de serviço particular de ótima qualidade. Agora, um mero trabalhador assalariado, a parcela dele destinada a saúde provavelmente só conseguirá comer um bife a mais por semana e ficará sem um mínimo de prestação de saúde. Com a diminuição significativa de recursos destinados a saúde, será ainda mais sucateada (se isso for possível RS) e a parte pobre afetada. Entendo que o Estado serve pra isso, pra balancear um pouco. Masssss acredito que devem ser cobrados por gastos mais inteligentes, menos corrupção e o máximo possível destinar a iniciativa privada. Uma classe operária enfraquecida reflete na qualidade da mão de obra e na produção de riquezas. Enfim, Estado é um mal necessário.
  • anônimo  30/01/2021 20:57
    Olá André, li seu comentário e só posso dizer uma coisa: Recomendo absorver mais os conteúdos desse site. A maioria dos especialistas daqui são anarcocapitalistas convencidos de que o Estado é inútil, argumentos de quê o Estado é desnecessário não vai faltar nesse instituto.

    Falo isso porquê, lendo seu comentário, parece quê você acompanha esse site á pouco tempo, e eu acho desnecessário por minha parte ter quê ensinar para leigos, sendo que existem mais de 2000 artigos nesse site

    Eu mesmo, antes de tentar refutar a escola austríaca, me dei ao menos trabalho de tentar absorver todo o conteúdo primeiro, e depois eu acabei me auto-convertendo sem querer, e virei Libertário, sendo que meu objetivo era outro.
  • rraphael  31/01/2021 01:15
    "um mero trabalhador assalariado, a parcela dele destinada a saúde provavelmente só conseguirá comer um bife a mais por semana e ficará sem um mínimo de prestação de saúde"

    justamente o principal responsavel por alguem ser pobre, ganhar pouco e ter dificuldade de acesso a serviços como de saude é quem vai ficar a cargo de garantir o oposto
    evidente contradiçao e bem comum entre as pessoas
    existe o que a pessoa espera e existe o que acontece na vida real
    por mais que alguem faça leis , bata panela , crie hashtag no twitter por "mais saúde" nao vai fazer chover estrutura, equipamento e mao de obra
    se o salario vale cada vez menos é justamente pela presença cada vez maior do estado e nao por falta dele
    mesmo o obvio hoje em dia nao parece ser explicito o bastante
  • BAD_MALUCO  31/01/2021 15:17
    Você quer mudar o estado de dentro ?
    A única solução para o estado é quebrar de vez, fique tranquilo ,pois já esta no caminho correto.

    Faça sua parte ::::::::::::::> SONEGUE, FREELANCER e BTC.

    MATE O PARASITA DE FOME.
  • anônimo  05/07/2017 17:00
    A mudança de sistema não vai vir pela democracia porque o nosso sistema burocrático e nacional-desenvolvimentista não veio pela democracia.
  • Fabiano  05/07/2017 17:20
    Vale a pena gastar tributando e se endividando se for pra investir na extração de nióbio e na produção de grafeno.
  • Tarabay  06/07/2017 13:57
    Claro que não, pois irá acontecer o mesmo que na Petrobras em relação a exploração de petróleo, onde uma empresa pública que só dá prejuízo e serve como cabide de empregos para apadrinhados.

    O ideal é SEMPRE DEIXAR COM A INICIATIVA PRIVADA.
  • Rafael  05/07/2017 17:24
    Prezados,

    Assunto fora do tópico:

    Existe algum artigo no mises sobre a origem e desenvolvimento da escrita?

    Entendo que se originou organicamente, no entanto foi necessário o Estado (Egito, China, etc) para unificá-la. Quais foram os prós e contras desta unificação?

    Sugestões sobre artigos ou livros sobre o assunto?

    Agradeço desde já.
  • Tarabay  06/07/2017 14:08
    "Existe algum artigo no mises sobre a origem e desenvolvimento da escrita?"

    No Mises nunca lí, mas como um bom descendente de libanês, posso lhe afirmar que foram os Fenícios quem a inventaram. Os mesmos também inventaram o comércio e a escrita serviu como forma de comunicação entre vendedores e compradores.

    "Entendo que se originou organicamente, no entanto foi necessário o Estado (Egito, China, etc) para unificá-la. Quais foram os prós e contras desta unificação?"

    ERRADO, como já havia dito, quem inventou a escrita foram os Fenícios, com intuito de facilitar o comércio.

    "Sugestões sobre artigos ou livros sobre o assunto?"

    www.sohistoria.com.br/ef2/fenicios/

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Fen%C3%ADcia

    www.infoescola.com/civilizacoes-antigas/fenicios/

    historiadomundo.uol.com.br/fenicia/


    "Agradeço desde já."

    É um prazer falar dos meus ancestrais.
  • Eduardo  06/07/2017 17:20
    Na verdade, o primeiro povo a desenvolver a escrita foram os sumérios, alguns milênios antes dos fenícios...
  • Tarabay  06/07/2017 18:14
    Correto, foram os Sumérios mesmo, parece que eu confundi escrita com alfabeto.
  • Andre  06/07/2017 18:47
    Mais antiga evidência de escrita cabe aos povos mesopotâmicos, aos fenícios cabe provavelmente a escrita semântica, muito mais eficiente.

    https://www.britannica.com/topic/writing/History-of-writing-systems
  • Dalton C. Rocha  05/07/2017 17:29
    " Não falta quem se esforce para destruir minhas esperanças no país



    05/07/2017 02h00



    Em artigo para lá de interessante, Caio Farah Rodriguez defende que uma das consequências da Lava Jato seria a imposição do capitalismo ao empresariado nacional por força dos acordos de leniência, que criariam uma governança severa para as empresas, supostamente as impedindo de continuar com as práticas expostas ao público de 2014 para cá.

    É um argumento bem formulado, e, juro, bem que queria acreditar, mas não estou convencido de sua validade.

    Não é de hoje que o capitalismo brasileiro vai mal das pernas. Louvada em verso e prosa em alguns círculos, a industrialização do país se deu sob o manto protetor do governo, à base de subsídios, crédito artificialmente barato, proteção desmedida e outras formas de intervenção.

    Com raras exceções, a indústria nacional se mostrou incapaz de competir na arena global, e —a despeito dos protestos de neodesenvolvimentistas, novo-desenvolvimentistas, velho-desenvolvimentistas e o diabo— não há taxa de câmbio que compense a baixa produtividade.

    E que não se diga que esse problema se deve à presumida concentração em setores pouco produtivos.

    Trabalho recente da FGV ("O Brasil em Comparações Internacionais de Produtividade: Uma Análise Setorial" ) revela que esse fenômeno explica fração modesta do hiato entre o país e a fronteira tecnológica; a maior parcela se deve à distância existente em todos os setores da economia nacional com relação aos países desenvolvidos.

    Em outras palavras, não jogamos mal porque nossos atletas estão na posição errada; o plantel é que é ruim mesmo...

    Parte disso reflete a qualidade lamentável da educação nacional, visível em qualquer comparação internacional, como os resultados do Pisa. Outra parte resulta da nossa má organização institucional.

    Como chamei a atenção há alguns meses, sob o arranjo institucional brasileiro, o empresário, como regra, não vai ficar rico pela inovação, mas pela sua capacidade de cultivar as ligações corretas com os donos do poder.

    Se restasse alguma dúvida (a mim, não, há muito tempo), esta teria se dissipado com a revelação das conversas entre o presidente Temer e o inefável Joesley.

    Uma empresa de proteína animal foi elevada às maiores do país não por qualquer coisa que cheirasse a competência empresarial, mas porque teve acesso a toda sorte de favores governamentais. E, como fica claro pelo acordo de leniência, tais favores não foram obtidos gratuitamente, muito pelo contrário...

    Iremos mudar esse estado de coisas?

    Não, a depender de políticos como a senadora Vanessa Grazziotin, que aqui mesmo na Folha cometeu um artigo defendendo a Zona Franca de Manaus, mamata que apenas em renúncias fiscais consumiu algo como R$ 28 bilhões/ano entre 2012 e 2016 (pouco mais que o Bolsa Família) e foi prorrogada para 2073, na expectativa de que nos próximos 56 anos consiga atingir o que não obteve nos últimos 50.

    Se quem se pretende defensor dos desvalidos promove mecanismos tão óbvios de captura e concentração de renda, com efeitos nefastos sobre a produtividade e crescimento, o que esperar do mundo político?

    Ando pessimista com o país há mais do que gostaria, mas não falta quem se esforce para confirmar meus piores temores e destruir as poucas esperanças que me restam." > Autor: Alexandre Schwartsman > Artigo da Folha de São Paulo de 5 de julho de 2017 > www1.folha.uol.com.br/colunas/alexandreschwartsman/2017/07/1898376-nao-falta-quem-se-esforce-para-destruir-minhas-esperancas-no-pais.shtml
  • Leandro  05/07/2017 18:51
    O Alexandre Schwartsman, de quem gosto bastante, deu uma bola fora num trecho deste artigo que você postou. Ele critica a Zona Franca de Manaus dizendo que é mamata e que o certo é o governo tributá-la.

    Isso é errado. Ele está cometendo o clássico erro de confundir isenção com subsídio. Subsídio é o governo tomar dinheiro de Paulo e repassar a Pedro. Já isenção é o governo não tributar Paulo.

    Subsídio é errado, imoral e economicamente ineficiente. Já isenção é o governo retirar uma barreira que ele próprio erigiu e que nem sequer deveria existir. Isenção é exatamente a política a ser adotada (o ideal seria o governo expandir a isenção para todos, e simplesmente desaparecer).

    O governo tem de acabar com os subsídios, e não com as isenções. Ao defender o fim das isenções e o retorno da tributação, Schwartsman faz o jogo da esquerda. Tiro n'água.

    O que realmente tem de ser feito é impor concorrência estrangeira à Zona Franca, baixando acentuadamente (de preferência, abolindo) as tarifas de importação.


    Isenções tributárias não são subsídios; por isso, devem ser mantidas e até mesmo expandidas

    A sociedade voluntária, os impostos, e os subsídios
  • Fabiano  05/07/2017 21:49
    Falando sério agora, acho que ele critica o tratamento distinto. Uns são tributados demais; outros, de menos. Ele erra na mão a propor um meio termo em vez de expandir a isenção pra geral.
  • Kaio  22/07/2017 06:07
    Erro clássico.
  • Tadeu  29/11/2017 15:40
    Leandro, olha o que um primo meu escreveu para mim!

    "O capitalismo é uma força avassaladora que abafa o poder das massas, hoje inertes diante da desgraça política e crise econômica no Brasil.
    Isso é mera propaganda enganosa. Essa política de auteridadade entrega a economia para os grandes capitalistas internacionais e poucos grandes idiotas capitalistas nacionais, o povo fica na miséria, escravos, amebas do capital.
    Para que serve conhecimento? Será que não temos capacidade mínima para absorver o que ocorre no mundo?
    Nenhuma economia tornou - se desenvolvida sem um estado forte, estratégico, pensando no desenvolvimento da nação. Que passa hoje pela educação, desenvolvimento de consciência humana, cidadania, respeito a maioria, ideário de nação. Exemplo dos EUA. Além de pesquisa, desenvolvimento industrial e na nova revolução criação e ampliação de tecnologias de rede, softwares, etc.
    O Brasil faz o contrário, movido pelo interesse idiota de corruptos.
    Não é reduzindo estado que se desenvolve. É criando consciência no povo para transformar a nação em prioridade, acima de qualquer interesse individual.
    O meio para isso exige um estado forte e representante do interesse da maioria. Que não é o caso.
    Exige reformas estruturais para o bem da economia. Estamos fazendo o contrário, é o povo não faz nada. Temos que parar o Brasil.
    Veja, avalie e reflita. Estamos sendo enganados pela ilusão da liberdade divina. Ela é satânica. No futuro verá.
  • Alfredo Gontijo  29/11/2017 17:13
    Esse seu primo é a perfeita encarnação do idiota útil (perdoe-me pela sinceridade). Defende mais poder para políticos e burocratas, mais reserva de mercado para o grande baronato industrial (o que ferra com o poder de compra da população), e mais dinheiro de impostos retirado dos pobres e direcionado para a plutocracia em conluio com o governo.

    Ele defende isso tudo ao mesmo tempo em que jura estar combatendo essas mesmas pessoas. É o perfeito "revoltado a favor".

    O que entristece é saber que a maioria da população pensa exatamente como ele. Daí o risco trazido pela democracia.
  • 4lex5andro  25/09/2018 12:55
    O comentário do primo do confrade se chama dissonância cognitiva, no seu melhor exemplo.
  • 5 minutos de IRA!!!  27/01/2021 13:56
    Os EUA se tornaram a grande potência mundial justamente quando havia a menor intervenção estatal. Após medidas de centralização de poder, essa grande nação só serviu para se meter em guerras e, lentamente, perder a sua superioridade. Hoje, é um fantasma de seus tempos glórios do início do século XX.

    A Europa tomou conta do mundo justamente quando o poder era descentralizado, feudal. Enquanto havia cidades estado, vice reinados quase independentes e iniciativas individuais da burguesia em ascenção, o mundo ia se curvando à Europa. As monarquias absolutistas vieram após o domínio global europeu e só serviram para, lentamente, destruir o poder continental. Vamos mais a fundo: Portugal conquistou o Oceano Índico pela iniciativa do vice rei das Indias, sem mesmo ter permissão do Rei (ele acabara de ser deposto do cargo quando derrotou toda a armada inimiga); a Holanda cresceu graças à Companhia das Indias, entidade privada; Veneza e Gênova, assim como Florença eram cidades-estado governadas por grupos de comerciantes; os mercados franceses eram cobiçados pelas grandes famílias nobres pela sua riqueza enquanto seu território era altamente fragmentado (isso também vale para os reinos do Sacro-império). Então iniciou-se o processo do absolutismo monárquico e, em seguida, guerras avassaladoras, colônias se separando e revoluções internas. Se alguma dessas nações se sobressaiu (a inglesa, por exemplo), foi porque expoliou outras através de guerra, pirataria e quebra de alianças (como fez com os territórios portugueses), ou seja, pelo banditismo estatal.

    A china, enquanto foi uma nação cosmopolita comercial, dominou o comércio do velho mundo. Após o fechamento comercial na dinastia Ming, entrou numa aspiral de atrazo duradoura. Está crescendo agora porque há 40 anos, o partido deixou de lado o poder total da economia e iniciou um processo de abertura. Só podemos imaginar onde estariam caso a abertura fosse total. Aqui deixo claro um ponto: "ah, mas é uma ditadura" - libertarianos não têm paixão pela democracia, meu caro, só pela diminuição do tamanho do Estado!!!

    Para conceber o grande erro do seu caro primo, de que nenhuma nação se tornou poderosa sem um Estado poderoso, é necessário entender que os resultados de uma mudança no tamanho do Estado não são instantâneos. É necessário acompanhar os movimentos através do tempo, muitas vezes de Séculos. Vamos mais a fundo: uma nação pobre se torna livre e desimpedida pelo Estado; com o passar do tempo, depois de um século, ela se torna poderosa (durante boa parte desse tempo, ela não era considerada uma potência, mas era a liberdade que possibilitava seu crescimento). Em seguida, em seu auge, ela se torna um Estado totalitário (muitos vão dizer: Olha lá, um Estado totalitário poderoso!!!!), para então, no decorrer de mais um Século, ela definhar e se tornar um grande cachorro morto.

    Mais casos: Itáliae Alemanha. Eram simplesmente o centro do mundo (cada uma em seu tempo). Demoraram a se unificar. Hoje, depois de um século e meio, a Itália já é uma sombra do que foi e a Alemanha insiste, mas nós, austríacos, sabemos qual é o seu futuro........... enquanto a Irlanda, Estônia e companhia, bem, leia atentamente o artigo!!!
  • Imperion  27/01/2021 16:38
    Adendo: de 1800 a 1920, os EUA imitaram a Inglaterra em liberdade econômica e isso fez com que a imigração de pessoas querendo liberdade ocorresse. Países perderam mão de obra, capital, e os EUA ganharam.

    A própria Inglaterra, ao sair na frente em liberdade econômica (dentro seu território), ficou tão forte que no século 19 tinha força pra dominar três quartos dos países. Os outros países com suas economias de servidão não tinham como concorrer contra a eficiência de uma economia que era muitas vezes mais livre.

    Os EUA a alcançaram no século vinte.

    E foi depois das medidas restritivas de liberdade que eles estacionaram (século vinte pra frente).
  • 5 minutos de IRA!!!  28/01/2021 10:50
    Muito bem lembrado em relação à Inglaterra..... Enquanto no Brasil perdurava o comércio exclusivo com a metrópole e a proibição de manofaturas, nos EUA havia o comércio triangular e a liberdade de se empreender.
    Quando finalmente a família real aportou aqui e abriu os portos e permitiu o surgimento de empreendimentos por aqui, já era tarde e Portugal era apenas um reino fantoche da Inglaterra.
  • Dúvida  05/07/2017 18:37
    Qual seria exatamente a diferença, em termos econômicos gerais, de uma obra feita pelo estado e de outra feita voluntariamente pela iniciativa privada?
  • Leandro  05/07/2017 18:43
    1) Se a obra é estatal -- isto é, se ela é feita de acordo com critérios políticos --, então não há como saber que ela está sendo genuinamente demandada pelos consumidores. Não há como saber se ela realmente é sensata ou não, se ela é racional ou não. (Vide os estádios da Copa na região Norte do país). O que vai predominar serão os interesses dos políticos e de seus amigos empreiteiros, ambos utilizando dinheiro de impostos. Não haverá nenhuma preocupação com os custos.

    2) Se a obra é estatal, haverá superfaturamento. (Creio que, para quem vive no Brasil das últimas décadas, isso não necessariamente é uma conclusão espantosa). Havendo superfaturamento, os preços desses insumos serão artificialmente inflacionados, prejudicando todos os outros consumidores. Os preços, portanto, subirão muito mais ao redor do país.

    3) Por outro lado, se é o setor privado -- e não o estado -- quem voluntariamente está fazendo a obra, então é porque ele notou que há uma demanda pelo projeto. Ele notou que há expectativa de retorno. (Se não houvesse, não haveria obras). Consequentemente, os preços dos insumos serão negociados aos menores valores possíveis. Caso contrário -- ou seja, caso houvesse superfaturamento --, a obra se tornaria deficitária, e seria muito mais difícil a empresa auferir algum lucro.

    Isso, e apenas isso, já mostra por que os efeitos sobre os preços dos insumos são muito piores quando a obra é estatal. Tudo é bancado pelos impostos; não há necessidade de retorno financeiro para quem faz a obra (o governo e suas empreiteiras aliadas); não há accountability; os retornos são garantidos pelos impostos do populacho.

    Já em uma obra feita voluntariamente pela iniciativa privada, nada é bancado pelos impostos; a necessidade de retorno financeira pressiona para baixo os custos; há accountability; os impostos da população não são usados para nada.

    Dentre esses dois arranjos, o estatal pressionará bem mais os preços dos insumos, prejudicando todos os outros empreendedores do país.
  • Victor  05/07/2017 19:07
    Uma obra feita pelo governo vai usar recursos que não são dele. Isso faz com que, COMO JÁ DITO NO TEXTO, não exista a mínima preocupação com o controle no uso dos recursos. Aqui você já tem um ponto:
    1)obras privadas tendem a ser mais baratas

    obras públicas são geralmente usadas para desvio de dinheiro """""público""""". esse dinheiro saiu da economia, onde pessoas HONESTAS trabalharam por ele, e agora não podem mais atender suas demandas com esse dinheiro, e vai ir pra mão de políticos, que atenderão as próprias demandas privadas (viagens de primeira classe, carrões, mansões, etc). então você tem aí o segundo efeito nefasto pra economia:
    2)desbalanço total na disponibilidade de bens e serviços para o civil comum

    o fato dessas obras acontecerem com dinheiro roubado também causa um desbalanço na oferta de materiais (cimento, aço, tijolo, etc). como essa demanda surge do nada, o mercado não está preparado. ou seja, o estado vai pagar mais do que o normal, porque não aconteceu ANTES todo o ciclo de crédito que iria permitir o nascimento de empresas de matérias-primas (poupança, que gera crédito barato, que permite abrir empresas que o mercado tem condições de sustentar). ou seja, não basta que o estado vai gastar MUITO MAIS material do que deveria, afinal dane-se, ele nunca fica no prejuízo, ele também vai pagar mais caro por cada unidade do material. isso na prática é drenar recursos das pessoas pequenas (afinal imposto é SEMPRE no pobre, por DEFINIÇÃO), pra dar pros barões já estabelecidos do setor de construção civil. ou seja, temos outro efeito
    3)aprofundamento da desigualdade (que, adivinha, é uma das coisas que o estado jura combater)

    outro ponto, derivado desse, é que como haverá desperdício de material, mais terá que ser produzido e transportado, gerando assim mais uso de recursos naturais, mais emissão de gases, mais desperdício de água. temos aqui mais um ponto:
    4)agressão aumentada ao meio ambiente, que o estado vai usar pra justificar novos impostos e regulações atravancando a economia

    outro ponto é que com essa demanda forte e repentina do estado, o material vai subir de preço também para as pessoas comuns. e como não houve aquele aumento de crédito prévio que eu mencionei lá atrás, não surgirão novos concorrentes pra se aproveitar desse novo cenário de preços, mantendo assim a concorrência restrita apenas aos poucos barões que já estão no mercado. temos aqui outro efeito, que é:
    5)aumento do preço dos materiais de construção para os civis

    se é o estado que tá fazendo, ele não vai se preocupar com os custos de manutenção, nem com otimização de espaço. ou seja, se é do estado, com certeza poderia ser menor, ter menos salas, com menos iluminação, menos refrigeração. temos aqui outro efeito:
    6)aumento da quantidade de energia demandada da rede.

    citei aqui só seis, mas tem muitos mais, como a desapropriação forçada que o estado sempre promove antes de construir alguma coisa, o que seja prejuízos pros antigos donos. ou ainda o fato de que, já que o estado não paga a conta de nada, será mais um prédio pra "precisar" de reformas o tempo todo, gerando novas licitações fraudadas, que geram, entre outros, novos recursos pra compra de votos. etc, etc, etc
  • Taxidermista  05/07/2017 21:34
    Capítulo IV de Hazlitt:

    www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=25
  • Paulo Henrique  05/07/2017 21:36
    Não concordo que todo e qualquer gastos tenham os mesmos prejuízos sobre a sociedade. Alguns são piores que os outros.. Se é pra torrar meu dinheiro, o seu, acho que ainda é mais racional um setor publico que tente imitar minimamente o setor privado, do que um que se comporte irracionalmente erguendo piramides e pontes para todos os lados..

    Um exemplo muito claro de gasto pior que os outros gastos (tipo em educação, ciência) é as guerras, já que destrói o setor produtivo, literalmente.
    Então mesmo que eu concorde com essa incerteza, não acho que de pra falar que todos os gastos são igualmente ruins..

    Um governo que gasta em escolas e pesquisas cientificas ainda é melhor que um que faz pontes e piramides ou entra em guerras ..

    Fora que ele pode ''imitar'' o comportamento do setor privado, olhando como ele faz, e tentar emular a coisa. Isso talvez também ajude a reduzir a ineficiência. Governos que não fazem isso creio que tenham gastos piores que os que fazem..

    Se vc levar em consideração isso, talvez explique pq algumas economias aguentam uma expansão de gastos publícos maiores que as outras..

    O Brasil é o pior tipo, gastou com lobbysta, BNDES, Consumismo em crédito barato, obras superfaturadas, funcionalismo e salários fora da realidade. Mas o orçamento em ciência é um gota no oceano.
  • Borges  05/07/2017 22:02
    "Um governo que gasta em escolas e pesquisas cientificas ainda é melhor que um que faz pontes e piramides ou entra em guerras"

    O governo brasileiro (municipais, estaduais e federal) gasta com escolas, universidades e pesquisas científicas. Como resultado, o país está continuamente no último lugar de todos os rankings mundiais de educação.

    Ao se arrogar a tarefa de educar e financiar pesquisas, ele impede que o próprio setor privado o faça (escolas e universidades particulares nem sequer podem ter um currículo próprio; todas são obrigadas a seguir o currículo especificado pelo MEC).

    Fora o fato de que as escolas e universidades públicas nada mais são do que fábricas de marxistas e militantes de esquerda. O sujeito entre normal e sai burro, sem saber nada de importante.

    Comparado as isso, um governo gastar com argamassa, cimento, pontes e rodovias é muito melhor. Pelo menos sai algo de minimamente útil (ainda que bastante ineficiente). Ao poupar a mente dos jovens da doutrinação (e do emburrecimento) marxista, o estrago para o país é muito menor.

    Entre pontes e pirâmides, ou humanas da USP e Unicamp, fico com a primeira sem titubear.

    "Fora que ele pode ''imitar'' o comportamento do setor privado, olhando como ele faz, e tentar emular a coisa. Isso talvez também ajude a reduzir a ineficiência. Governos que não fazem isso creio que tenham gastos piores que os que fazem.."

    Não existe isso. Esse é um dos maiores mitos que já inventaram, o qual é gostosamente repetido por políticos espertalhões que sabem como iludir os incautos. "Vou gerir o governo como se fosse uma empresa" -- isso é absolutamente impossível.

    Mises escreveu um livro inteiro (Burocracia) explicando por que isso é impossível (por mais genuinamente competente e bem intencionado que seja o político).

    Dizer que o governo poderia simplesmente mandar burocratas agirem como se estivessem em uma empresa em busca de lucros, e que operassem da mesma maneira que uma empresa privada, desconhecem princípios básicos de economia e do funcionamento do governo.

    Primeiro, é impossível brincar de empresa. Empreender significa arriscar o próprio dinheiro em um investimento. Burocratas e políticos não têm incentivos reais em desenvolver habilidades empreendedoriais, em se ajustar de fato às demandas do consumidor. Eles não arriscam a perda do próprio dinheiro no empreendimento.

    Segundo, fora a questão dos incentivos, mesmo os mais ávidos administradores estatais não poderiam operar como se fossem empreendedores privados. Independente do tratamento concedido ao empreendimento após ele já ter se estabelecido, tudo é feito com dinheiro de impostos — portanto, por meio da taxação coerciva. Esse empreendimento estatal já nasceu com um grave defeito "enraizado" em seus órgãos vitais. Ademais, quaisquer gastos futuros poderão ser feitos utilizando-se de receitas tributárias, o que faz com que as decisões dos administradores estejam sujeitas aos mesmos vícios. A facilidade de se obter dinheiro irá inevitavelmente distorcer as operações.

    Esqueça essa ideia de "governo imitar empresa privada". Isso é absolutamente impossível.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  05/07/2017 22:28
    Os governos devem simplificar-se sem aumentar ou criar impostos.
  • Kelvin  06/07/2017 15:22
    Leandro, existe uma pesquisa de 2011 falando sobre isso também. Foi publicado no Journal Of Economic Surveys, os economistas suecos Andreas Bergh e Magnus Henrekson(ambos do Research Institute Of Industrial Economics at Lund University) encontraram uma "correlação negativa" significativa entre o tamanho do governo e o crescimento econômico. Especificamente, eles disseram que um aumento no tamanho do governo em 10 pontos percentuais está associada a uma taxa de crescimento anual de 0,5% a 1% menor.

    Existe uma outra pesquisa - The Impact Of High And Growing Government Debt on Economic Growth: An Empirical Investigation for the Euro Area - feita pelo BCE em 2010, Cristina Checherita e Philipp Rother argumentaram que a dívida pública aumentando, o crescimento econômico será menor a longo prazo.

    No "Public Debt Overhangs: Advanced-Economy Episodes Since 1800" por Carmen M. Reinhart, Vincent R. Reinhart, Kenneth S. Rogoff publicado em 2012 - Journal of Economic Perspectives, os autores analisaram 26 casos diferentes. Apesar das muitas diferenças entre os casos, o crescimento econômico caiu em todos, exceto em três dos 26 casos. Todos os casos, que duraram uma média de 23 anos, estão incluídos no documento. Eles descobriram que o crescimento anual médio é 1,2% menor para os países com uma subida da dívida do que para os países sem.

    Em um outro artigo eu tinha te perguntado, mas eu acho que você não respondeu.

    A minha pergunta foi referente a relação entre a dívida pública e privada? Se são correlacionadas, até que ponto chega essa relação?
    Um país como os EUA, com uma dívida privada em 273% do PIB, e a dívida pública em 101% do PIB, no total gerando uma dívida total de 374% do PIB, alguma ação governamental deve ter para chegarem a esse absurdo de dívida.
  • Leandro  07/07/2017 01:01
    Sim, endividamento privado também é uma política de governo, pois é o governo quem incentiva o endividamento privado (para consumo e para investimentos) para aditivar o PIB.

    A questão é qual a composição do endividamento privado. Se ele for majoritariamente voltado para investimentos, então ele é benéfico. Investimentos (bem sucedidos) criam um fluxo de renda futura, e este fluxo ajuda a quitar a dívida. Já se o endividamento for para o mero consumismo, então isso é ruim, pois o consumismo não cria nenhum fluxo de renda futura, e a dívida só poderá ser quitada por meio da redução do consumo futuro.

    Perceba que, no primeiro caso (investimentos), o crescimento econômico é sustentável. No segundo, é temporário. O maior consumismo hoje será contrabalançado pelo menor consumismo amanhã (no Brasil, já estamos no amanhã).

    Endividamento voltado para o consumo, além de ser um desperdício da poupança da sociedade, solapa o crescimento econômico futuro. Dinheiro emprestado para consumidores é dinheiro que deixou de ser emprestado para investimentos físicos. Ao desperdiçar sua poupança no consumismo, uma sociedade está solapando seu padrão de vida futuro.
  • Cético  06/07/2017 16:47
    No Brasil, anualmente, mais de 50% do orçamento do governo federal fica a cargo exclusivamente da previdência e dos juros e amortizações da dívida. Inclusive em alguns anos é mais de 60%. É impossível cortar estes gastos, desestatizar a previdência é algo que demoraria décadas para ser feito, e não pagar os juros e amortizações da dívida seria um calote que geraria caos econômico. Infelizmente não há o que ser feito, cortes realmente significativos de gastos são impossíveis de ocorrerem. O que vai ocorrer é que, graças à PEC do Teto, o governo vai ser obrigado a cortar os gastos em outros setores quando os inevitáveis déficits da previdência ocorrerem. A estrutura do governo será enfraquecida mas o nível de gastos sempre permanecerá o mesmo.

    www.novascartaspersas.files.wordpress.com/2014/01/carga-tributc3a1ria-6-torta-auditoria-cidadc3a3o-da-dc3advida-pc3bablica.jpg
  • Anos 80  06/07/2017 19:14
    Uma hiperinflação abaixa dívida, gastos com previdência e funcionalismo rapidinho.
  • sheik  06/07/2017 20:24
    Tenho uma notícia não muito boa pra vocês, o apoio a ideias de esquerda cresce no Brasil.
  • Emir  06/07/2017 21:09
    Ué, e alguma vez estiveram em baixa? De onde você acha que vem nosso subdesenvolvimento e atraso?
  • Bruno Feliciano  06/07/2017 22:44
    A Suíça pode ser liberal, mas sabiam que o automobilismo é proibido por la?

    Sim meus caros, você vê que os Suíços são livres porem se for um fã da velocidade a liberdade é muito limitada.

    m dia, porém, as corridas eram permitidas. Inclusive, o Grande Prêmio da Suíça de F1 chegou a ser realizado dentro de seu território de 1934 até 1954, na cidade de Berna. Mas em 1955 foi iniciado o veto. Neste ano, ocorreu um grande acidente nas 24 Horas de Le Mans, tradicional prova francesa. O acidente, em que dois carros colidiram e um atingiu a área em que se localizava o público, matou mais de 80 espectadores , além do piloto francês Pierre Levegh.

    Então, o governo suíço, por considerar o automobilismo muito perigoso, o baniu do país. Esse veto chegou a ser retirado em 2007, porém, em 2009, o senado do país retornou a proibir eventos do tipo.

    Mesmo assim, o país já teve 25 pilotos na Fórmula 1.


  • Bruno Feliciano  07/07/2017 16:55
    Apenas para carros elétricos....
  • Marcio  07/07/2017 01:53
    Entrar na OCDE, é bom? Ruim? Ou não faz diferença para o Brasil?
  • Richard Stallman  07/07/2017 12:49
    Sugiro que o mises faça um matéria intitulada: "Entenda o que é deflação e por que ela é BOA para a economia":

    g1.globo.com/economia/noticia/entenda-o-que-e-deflacao-e-por-que-ela-e-um-problema-para-a-economia.ghtml

    Espero que os preços continue caindo.
  • Leandro  07/07/2017 13:35
    No ar daqui a pouco.
  • Marcio  08/07/2017 01:43
    Alguém pode me indicar matérias sobre o desenvolvimento das economias desenvolvidas, com dados, nunca teria imaginado que no mundo desenvolvido deflação era a norma até a 2°Guerra Mundial.
  • Emerson Luis  29/07/2017 11:58

    "...dado que o governo não se guia pelo sistema de preços e nem pelo critério de lucros e prejuízos..., é provável que construa uma ponte que ligue o nada a lugar nenhum, ... utilizando materiais caros e pagando preços superfaturados (os fornecedores, por saberem que o governo não tem preocupação com custos, irão cobrar o máximo possível)."

    Existe uma norma de se pedir orçamentos a pelo menos três possíveis fornecedores e optar pelo mais barato. Parece bom, mas também pode ser burlado de várias formas e (mesmo que tudo seja feito honestissimamente) induz a erros.

    Como diz o ditado: "o barato sai caro". É comum, p/ex, repartições públicas que atendem diretamente a população receberem canetas de péssima qualidade que logo começam a falhar mesmo com carga cheia e que foram compradas por serem as mais baratas.

    * * *
  • 4lex5andro  25/09/2018 13:17
    São fartos os exemplos de combinações de "concorrências" para que sempre os mesmos players se revezem na mesa de jogo.

    E o "dono" da banca nunca perde dinheiro.
  • Ricardo Athyla  15/08/2017 02:05
    "3) Gastar o dinheiro dos outros com você: o maior custo e a máxima qualidade serão seu objetivo.
    4) Gastar o dinheiro dos outros com os outros: você não terá nenhum preocupação com custo e qualidade."

    E o instituto da LICITAÇÃO? A lei 8.666 está aí pra tentar barrar os itens acima!
  • Renato  15/08/2017 13:17
    Oi?! Ah, sim, as licitações do governo, sempre probas, ínclitas e imaculadas. Sem nenhuma propina, clientelismo e privilégio.

    O politico recebe a propina da empreiteira, a empreiteira consegue a obra superfaturada do político, e toda a população banca a farra.

    Como isso tem funcionado para você?
  • Schmitt  20/02/2018 17:10
    Esse ano a movimentação financeira que o carnaval conseguiu arrecadar, foi MUITO maior que os investimento feito pelo governo. Ou seja, ele investiu um montante, e teve um retorno muito maior. Eu li que isso é bom, pois gera maior receita ao governo, que por sua vez poderá fazer investimentos em saúde, educação, etc. Mas eu também li que essa tese está errada, pois seguindo tal lógica, se tivéssemos carnaval todos os dias no ano, seria bom para nossa economia. Desconsiderando sobre a saúde, educação ou qualquer investimento estatal ser um mal negócio , poderiam me dizer o motivo de tal argumento do retorno que o Estado conseguiu ser falacioso?
  • Schmitt  20/02/2018 17:12
    Esse ano a movimentação financeira que o carnaval conseguiu arrecadar, foi MUITO maior que os investimento feito pelo governo. Ou seja, ele investiu um montante, e teve um retorno muito maior. Eu li que isso é bom, pois gera maior receita ao governo, que por sua vez poderá fazer investimentos em saúde, educação, etc. Mas eu também li que essa tese está errada, pois seguindo tal lógica, se tivéssemos carnaval todos os dias no ano, seria bom para nossa economia. Desconsiderando sobre a saúde, educação ou qualquer investimento estatal ser um mal negócio , poderiam me dizer o motivo de tal argumento do retorno que o Estado conseguiu ser falacioso?
  • Bastiat  20/02/2018 17:28
    "Esse ano a movimentação financeira que o carnaval conseguiu arrecadar, foi MUITO maior que os investimento feito pelo governo."

    Essa frase, por si só, dá a entender o seguinte: o governo investiu $100 no carnaval, e todos os gastos dos foliões geraram uma receita de $110.

    Até aí, beleza.

    Mas a pergunta é: essa receita de $110 foi para quem? Para o governo ou para as empresas privadas que organizaram o carnaval?

    Se foi para o governo, então, duh, a economia perdeu. Pois, no final, havia mais dinheiro nas mãos de burocratas do que antes.

    Se foi para empresas privadas, então estamos perante um explíctio caso de corporativismo. O governo gastou $100 do povo e $110 foram parar nas mãos de alguns poucos privilegiados com conexões com o governo.

    Em ambos os casos, houve uma lógica perniciosa em ação. Como isso pode ser "bom" para a economia como um todo? Que foi bom para alguns poucos provilegiados (ligados ao governo) não ha dúvida nenhuma. Mas quero entender por que foi bom para todos.

    Prossigamos.

    "Ou seja, ele investiu um montante, e teve um retorno muito maior."

    Aqui você dá a entender que todo o dinheiro arrecadado foi para o governo. Beleza.

    O que nos leva então ao primeiro cenário acima descrito: no final, havia mais dinheiro nas mãos de burocratas do que antes. Como isso é "bom" para a economia? Com efeito, dado que o governo terminou com mais dinheiro do que antes, qual exatamente é a diferença disso para um mero aumento de impostos? O efeito final é exatamente o mesmo.

    "seguindo tal lógica, se tivéssemos carnaval todos os dias no ano, seria bom para nossa economia"

    Exato. Mas, embora essa conclusão irônica esteja absolutamente correta, a questão principal nem é essa. A questão é: por que o governo ficar com mais dinheiro do que antes é "bom" para a economia? Isso é totalmente sem sentido. Por essa lógica, qualquer aumento de imposto tambem será igualmente "bom" para a economia.
  • AMLO  02/05/2019 18:38
    AMLO no México cortou tantos gastos do governo que o PIB se contraiu:

    www.eleconomista.com.mx/economia/AMLO-arranca-con-el-PIB-mas-bajo-en-cuatro-sexenios-20190501-0096.html

    Corte impressionante de 6% nos gastos do governo em poucos meses, quanto tempo até a economia privada reagir e aproveitar estes recursos que foram liberados?
  • Salinas  02/05/2019 18:59
    Cadê os cortes?

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/mexico-government-spending@2x.png?s=mexicogovspe&v=201903231005a1&d1=20090101&d2=20191231

    Cadê o PIB negativo?

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/mexico-gdp-growth-annual@2x.png?s=mxgctot&v=201904301307a1&d1=20140101&d2=20191231&type=column

    Não houve nem uma coisa nem outra. E a honestidade intelectual me obrigou a vir defender um governo de esquerda, algo duplamente nefasto.
  • Humberto  02/05/2019 19:08
    A moeda do México se apreciou enormemente após a eleição dele. Um dólar custava 21 pesos quando ele foi eleito. Hoje, custa 19 pesos. Apreciação de 10%.

    Todo mundo esperava que ele fosse um esquerdista maluco, e o cara acabou se revelando (pelo menos por enquanto) um sujeito austero, equilibrado e sensato.
  • Victor  02/05/2019 19:19
    Salinas, este primeiro gráfico ainda não contém o primeiro trimestre do governo AMLO e o segundo acho que ainda não foi atualizado, a notícia de 2 dias atrás é que o PIB do México caiu 0,2% no primeiro trimestre do ano e a mídia local atribui a queda ao corte de gastos públicos, que para eles é ruim.

    Ando acompanhando noticiário do México pois tenho uns clientes por lá e me surpreendo que o tiozinho não se parece em nada com a típica esquerda latino americana.
  • Salinas  02/05/2019 22:11
    PIB de -0,2% em relação ao trimestre imediatamente anterior é algo corriqueiro e está longe de configurar recessão.

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/mexico-gdp-growth@2x.png?s=mxgpqtr&v=201904301337a1&d1=20090101&d2=20191231&type=column

    E se tiver sido por causa do "corte de gastos" do governo (que não ocorreu), melhor ainda.

    E eu sendo obrigado a defender um governo (nominalmente) de esquerda em nome da honestidade intelectual.
  • Frans  17/10/2019 18:39
    Uma dúvida, e se afirmarem que tomar dinheiro de uns para gastar com outros pode sim enriquecer a todos? Digo, no sentido de que esses outros que receberam os gastos terem mais dinheiro, consumirem mais, fazendo com que os produtores aumentem a produção, contratem mais gente, aumentando a o nível geral da renda, emprego, etc? Vou apresentar uma monografia falando mal dos gastos públicos brasileiros, mas a banca é keynesiana roxa, são muito fanáticos. Já ouvi esse argumento. Alguém saberia refutar? Ou qual livro posso ler para entender melhor esse assunto contra Keynes?

  • Beckenbauer  17/10/2019 19:01
    "e se afirmarem que tomar dinheiro de uns para gastar com outros pode sim enriquecer a todos?"

    Isso atenta contra a lógica mais básica e trivial do mundo. Se eu tomei dinheiro seu e gastei (ou repassei para outro), como é que você pode ter ficado mais rico? Meu Deus do céu, isso é de uma lógica tão básica, que é até constrangedor ter de desenhar assim.

    Se redistribuição tivesse essa mágica de criar riqueza, então a primeira coisa que teríamos de fazer seria legalizar o assalto.

    Afinal, todo assaltante sempre irá gastar o dinheiro que roubou (ele rouba dinheiro exatamente para poder comprar coisas). Logo, ao gastar o dinheiro roubado, esse dinheiro volta para "a sociedade", sendo portanto irracional tipificar o assalto como crime.

    Se, por exemplo, o dono de uma padaria tem seu estabelecimento assaltado, é irracional querer que os assaltantes sejam presos. Afinal, eles irão gastar esse dinheiro. E, ao fazerem isso, o dinheiro retorna para sociedade, sendo portanto irracional tipificar um assalto a uma padaria como crime.

    Aliás, por que parar no assalto? O mesmíssimo raciocínio vale para a corrupção. Quando um político desvia dinheiro para si próprio, ele irá futuramente gastar esse dinheiro (afinal, não se come dinheiro). Ato contínuo, ao gastar o dinheiro que roubou, esse dinheiro volta para a sociedade. Ninguém perdeu. Né?

    A conclusão é que quanto mais empreendedores forem roubados, mais eles devem agradecer, pois esse dinheiro irá voltar para eles. Consequentemente, quanto maior for o roubo, maior será a quantidade de dinheiro que voltará para os empreendedores.

    "Digo, no sentido de que esses outros que receberam os gastos terem mais dinheiro, consumirem mais, fazendo com que os produtores aumentem a produção, contratem mais gente, aumentando a o nível geral da renda, emprego, etc?"

    Isso é inacreditável. O dinheiro a mais que você tem para gastar significa um dinheiro a menos que o assaltado tem para gastar. Gente, não é possível, isso é por definição.

    Todo o dinheiro que você pode gastar a mais é um dinheiro que a outra pessoa tem para gastar a menos. Qualquer outro arranjo seria pura mágica. Se eu tomo $100 seus e saio gastando, o aumento de $100 em minha capacidade de consumo ocorreu à custa da sua capacidade de consumo. Eu só posso gastar $100 a mais exclusivamente porque você agora perdeu $100 de capacidade de consumo.

    Dizer que essa transferência de recursos enriqueceu a todos significa barbarizar a lógica.

    Mas isso ainda é o de menos. O fato de que você está gastando meu dinheiro no meu lugar não tem a capacidade de gerar mais investimentos e mais aumento de produção. Investimento e produção dependem de poupança. Você tomar meu dinheiro (minha poupança) e gastar esse meu dinheiro (minha poupança) não fará surgir mais produtos. Não fará surgirem mais máquinas. E nem mais tratores. E nem mais bens de capital. E nem mais computadores.

    Tomar dinheiro e gastar não tem como aumentar a capacidade produtiva de uma economia. Economia é algo um pouquinho mais complexo do que esse modelo tosco faz parecer. Se tudo o que fosse necessário para uma economia bombar fosse gastar dinheiro, então bastaria colocar o Banco Central para imprimir dinheiro e colocar todo mundo pra consumir. Aí viraríamos uma Suíça, né? Com a exceção de que isso foi exatamente o que foi feito na década de 1980, de triste memória.

    "Vou apresentar uma monografia falando mal dos gastos públicos brasileiros, mas a banca é keynesiana roxa, são muito fanáticos. Já ouvi esse argumento. Alguém saberia refutar? Ou qual livro posso ler para entender melhor esse assunto contra Keynes?"

    Há vários artigos cruciais sobre isso, mas vou citar os mais essenciais:

    Dizer que a solução para uma economia estagnada é "estimular a demanda" é um atentado à lógica

    O erro central da teoria keynesiana em uma única frase

    Ciclo nefasto: a economia cresce, o governo gasta, e os gastos do governo depredam a economia

    O multiplicador keynesiano: mágica ou estelionato?

    Eis a lei econômica irrefutável que é o antídoto para as mais populares falácias econômicas
  • Frans  06/12/2019 02:58

    Beckenbauer, obrigada pela ótima resposta. Seu comentário está muito bem explicado e me ajudou muito!!!
  • Daniela Rosa  20/01/2021 00:31
    Olha veja bem, se o governo aumentar os gastos, dependendo do gasto, como auxilio emergencial, isso sim pode aumentar a nossa renda, e demanda agregada.. Então não é correto a analogia da piscina, uma vez que isso é verdadeiro.
  • Bronson  20/01/2021 02:34
    É isso aí. Quanto mais o governo tributar e repassar, maiores serão os gastos, maior será o crescimento econômico e maior será o enriquecimento de todos. Né?

    Se eu tomar dinheiro seu e gastar (ou repassar para outro), você ficará mais rica.

    Por isso, sou totalmente a favor de se legalizar o assalto. Afinal, todo assaltante sempre irá gastar o dinheiro que roubou (ele rouba dinheiro exatamente para poder comprar coisas). Logo, ao gastar o dinheiro roubado, esse dinheiro volta para "a sociedade", e todos enriquecem.

    Se, por exemplo, o dono de uma padaria tem seu estabelecimento assaltado, é irracional querer que os assaltantes sejam presos. Afinal, eles irão gastar esse dinheiro. E, ao fazerem isso, o dinheiro retorna para sociedade e todos ficam melhor do que estavam antes. Quem garante são os keynesianos. Logo, acho irracional tipificar o assalto como crime.

    Aliás, por que parar no assalto? O mesmíssimo raciocínio vale para a corrupção. Quando um político desvia dinheiro para si próprio, ele irá futuramente gastar esse dinheiro (afinal, não se come dinheiro). Ato contínuo, ao gastar o dinheiro que roubou, esse dinheiro volta para a sociedade. E todos enriquecem.

    A conclusão é que quanto mais empreendedores forem roubados e quanto mais dinheiro for desviado e extraído do povo, mais eles devem agradecer, pois esse dinheiro irá voltar para eles. E, ao voltar, todos ficarão mais ricos. Consequentemente, quanto maior for o roubo e a corrupção, mais rica será a sociedade.

    Quem pode discordar?


    P.S.: É impressionante a quantidade de gênios que habitam esse país. Ainda mais incrível é que ainda não estejamos todos andando de quatro e se comunicando por meio de um relincho...
  • Imperion  20/01/2021 15:21
    Auxílio emergencial só enriqueceu quem recebeu. Quem pagou empobreceu. E no longo prazo, caso se mantivesse, com a diminuição da produção a economia iria a zero. Resultado: dinheiro circulando e nenhum bem ou serviço ofertado.

    E quem recebeu o dinheiro era exatamente quem não tinha nenhum direito a ele. Os donos foram espoliados pra sustentar quem não colaborou em nada com a geração de riqueza.
  • rraphael  20/01/2021 20:23
    não é uma piscina, é um buraco
    quanto mais tira , maior fica
    o que eu vejo bem é pq nao tem o2, nao tem insumos, nao tem logistica, combustivel sobe, alimentos sobem , desemprego sobe , falencia sobe
    isso a rosa nao ve né, rosa
  • Libertarian  26/01/2021 23:14
    Isso! vamos dar quantias cada vez maiores do nosso dinheiro a indivíduos que não produzem nada, já que ao gastar esse dinheiro com suas futilidades pessoais, estes tais estarão "movimentando" a economia e gerando mais riquezas para todo mundo criando demanda agregada! Genial! Afinal, temos que pagar as lagostas do STF.
  • Tesla  26/01/2021 22:52
    Guedes está empenhado em destruir o Real.
  • Elon  27/01/2021 00:41
    Por menor que seja a minha simpatia pelo chicaguista, é uma questão de justiça ressaltar que a moeda é atribuição do Banco Central, sendo exclusivamente deste a culpa.

    Você pode até dizer, e corretamente, que o BC é pau-mandado da Fazenda. Correto. Mas ainda assim a atribuição de tudo é do BC. Este é o real culpado.
  • Rod  27/01/2021 03:42
    E a selic, quando sobe?
  • Elon  27/01/2021 04:37
    Havendo algum resquício de juízo, em março agora. E deveria subir já para 3%, no mínimo.
  • AGB  27/01/2021 19:27
    Tem toda a razão. O chefe da quadrilha mandou o capanga assaltar senão será capado. Logo o capanga é o culpado. Deveria ter dito que assaltar é crime.
  • Cristian  27/01/2021 12:33
    O maior problema é cultural.

    Aqui em Banania, o brasileiro "estudado" (aquele que tem diploma) quer mais estado e mais impostos o tempo todo. Seja ele esquerdista ou direitista. Não importa o time que ele torce, ele quer isso para ele e para as próximas gerações.

    Por incrível que pareça, é mais fácil você conversar e tentar convencer uma pessoa mais humilde (sem estudos) de que estado grande é o caminho da desgraça e imposto é roubo, do que os pseudo-intelectuais que ostentam a porcaria de um diploma que nada mais é do que um status social.

    Saiu um novo escândalo (toda semana tem um) sobre a farra de gastos alimentares cometidos pelo executivo federal. E observando ao menos em dois grupos no whatsapp as discussões a respeito disso, ninguém, absolutamente ninguém levantou a simples questão: "Caramba, os caras gastam esses absurdos revelados porque é dinheiro vindo de impostos, ou seja, não ta saindo do bolso deles. Temos que acabar com essa farra, temos que tirar esse poder deles".

    Que nada! O máximo que conseguiram concluir é que esse governo precisa sair do poder. Ou, em outras palavras, esses caras que estão agora no poder não podem cometer essa farra, mas outros mais "carismáticos" que entrarem lá poderão sim. É triste. Eles condenam essas pessoas e não o sistema que é o responsável por isso.

    Discussão formada por engenheiros, delegado, professor, médico....só gente estudada e "preparada" para "construir" uma sociedade melhor.

    Eu não vejo solução para esse país enquanto a cultura básica do brasileiro seja apenas louvar estado e políticos de estimação. Sei que isso faz parte de um processo de + 100 anos de doutrinação pelas escolas, tv, radio e etc. Mas essas pessoas tem preguiça de pensar por conta própria. Aí não tem como. Vai sair o bolsonaro, seja em 2022 ou 2026 e vai surgir um novo ídolo para manter o status quo. E se esse for aceito pela maioria, pronto, ta feito a merda. Ele vai aumentar ainda mais o estado e será aplaudido.
  • Chat Noir  27/01/2021 19:53
    ***OFF-TOPIC***

    Estava assistindo uns vídeos de alguns comunistas, e eles falam do problema que é posto a eles "Socialismo não funciona", dizendo que houveram embargos, e os países se fecharam economicamente (houve uma seletividade pelo 'imperialismo') e davam exemplos de sabotagens na economia da União Soviética.

    Porque, eu até entendo nos refutarmos ele por meio de lógica-dedutiva, onde existem falhas na economia socialista...

    Mas minha dúvida central, é no saber de; se realmente houve uma perseguição ideológica nas economias socialistas e embargos para as mesmas, que validariam esse argumento que a economia socialista teve impedimentos.

    Desde já agradeço!
  • Hugo  27/01/2021 20:27
    Essa lógica é sensacional. Antes de 1959, o problema de Cuba era a presença de relações econômicas com os Estados Unidos. Depois, o problema se tornou a ausência de relações econômicas com os Estados Unidos.

    Quando há comércio com os americanos, tudo o que há de ruim é causado por esse comércio. Quando não mais há comércio com os americanos, tudo o que há de ruim também é causado agora pela ausência de comércio. Para a esquerda, a existência do comércio gera miséria, e a ausência gera mais miséria ainda.

    Detalhe: Cuba tem e sempre teve livre comércio com todo o resto do planeta. Só não tinha com os EUA. Mas, na prática, nem isso ocorre, pois os cubanos podem comprar produtos americanos pelo México.  Podem comprar carros do Japão, eletrodomésticos da Alemanha, brinquedos da China ou até cosméticos do Brasil.

    A desconhecida história do embargo cubano

    Quanto aos outros argumentos, é sempre aquela velha e surrada história: se não funciona é porque "não era socialismo de verdade".

    Só é socialismo enquanto funciona; quando deixa de funcionar, nunca foi socialismo

    Sim, o "socialismo real" já foi tentado. E foi um desastre

    Aviso aos socialistas: é impossível argumentar contra o histórico 100% fracassado do socialismo

    "A culpa é das sanções!" - por que a esquerda continua perdida em relação à Venezuela
    Por fim, entenda por que é simplesmente impossível um arranjo socialista funcionar, mesmo que ele seja gerido inteiramente por anjos:

    Quando Mises destruiu o socialismo: 100 anos do mais importante artigo econômico já escrito

    Se o socialismo é economicamente inviável, por que ele dura tanto tempo?
  • Imperion  28/01/2021 03:07
    O embargo só provou que o socialismo não funciona. Um país que depende de outro pra ter alguma coisa é um pais dependente. Eles botam a culpa nos EUA que se fecharam a eles. Se o socialismo funcionasse, eles produziriam para o mercado interno. Mercado externo pra quê? Exportar a riquesas dos cubanos?

    Socialista é assim mesmo: quer que os outros os sustentem. Veio o regime, metade fugiu para os EUA e os que ficaram ficam dependentes dos dólares dos cubanos que estão nos EUA.

    O que o regime queria é receber dinheiro dos outros países. Quanto mais um depende do outro, só mostra que o socialismo dele não funciona.

    Se funcionasse o povo cubano estaria produzindo pra si produtos e serviços. Mas não estão porque o governo não deixa. Tudo o que fosse produzido o governo tomaria pra ele.

    Os EUA têm todo direito de não querer fazer comércio com Cuba. O governo de Cuba roubou propriedades dos americanos. Se um ladrão entra na sua casa, você não é obrigado a fazer negócios com ele.

    Assim os comunistas cubanos culpam o embargo. Porque pra eles deixar o povo trabalhar e produzir riquezas pra si é contra o social. Então tem que proibir o povo de produzir. E enfiar neles as coisas que o estado dá. So que ninguém produziu nada.

    O estado vai dar o que, se ninguém produziu nada? Então eles mendigam aos outros países, depois de roubar o próprio povo, os parasitas querem parasitar os outros povos.
    Esses são os males da divisão forçada (roubo). Acaba o butim, e você tem que tirar de outros. Assim, os comunistas culpam os outros que não querem ser roubados pela pobreza deles.

    É a mesma lógica do ladrão que culpa você por não dar a ele o que ele quer roubar de você. Você é o culpado por ele não ter nada. Porque se você desse, ele teria.

    Sem o embargo, o governo cubano ia vender o resto das riquezas dos cubanos aos outros países. E o povo cubano ficaria com menos ainda. Se não tivesse embargo, o povo produziria mais só pra entregar aos estrangeiros?

    Se o povo pode produzir, por que não deixaram antes eles produzirem pra si mesmos ?

    Essa lógica do embargo não tem sentido nenhum. É apenas desculpa pra enrolar leigos em economia.
  • Brasileiro Medroso  27/01/2021 19:54
    Porque o dolar não abaixa? Democratas em maioria nas casas, no executivo, gastos e impressão de dolar na veia. E nada do dolar cair, sera que biden é progressista de garganta só?
  • Vladimir  27/01/2021 20:32
    Explicado aqui praticamente todo dia: juros reais negativos (e menores que os da Suíça) em conjunto com uma venezuelana expansão monetária causaram uma brutal desvalorização cambial e uma aguda elevação dos preços no atacado e das commodities.

    Seguidor da Teoria Monetária Moderna, nosso ultra-keynesianismo Banco Central implantou uma Selic irrealisticamente baixa, o que gerou juros reais negativos e desvalorizou artificialmente a moeda.

    E taxa de câmbio é poder de compra da moeda. Moeda que foi desvalorizada e perdeu poder de compra não tem como ser forte em relação a uma moeda que é simplesmente a mais demandada do mundo.
  • Brasileiro Medroso  28/01/2021 00:57
    Mas ja ta anunciado e claro que os juros vão subir esse ano e nada de refletir no real
  • Victor  28/01/2021 03:20
    A Selic está em 2% ao ano. O IPCA acumulado em 12 meses está previsto para ultrapassar 6% em junho deste ano.

    Não é necessário ser Ph.D. em economia para entender que, enquanto a Selic estiver abaixo de 6%, gringo que vier para cá vai levar ferro.

    Aí eu inverto a pergunta: por que o dólar deveria estar caindo neste cenário?
  • Victor  28/01/2021 03:29
    Aqui a explicação desenhada:

    ibb.co/rMv96NM

    Enquanto a linha vermelha estiver abaixo da linha azul, esqueça qualquer possibilidade de dólar baixo.
  • Felipe  29/01/2021 14:53
    Como você conseguiu elaborar esse gráfico?
  • Felipe  30/01/2021 13:47
    Nem a equipe econômica do segundo mandato do FHC conseguiu essa proeza.
  • Felipe  27/01/2021 20:48
    O DXY ainda está moderadamente alto. Eu acho a Janet Yellen ainda uma incógnita, já que o dólar sob ela no Fed se manteve forte e estável.

    Calma também, papel flutuante em país desenvolvido não afunda como em países como o Brasil, mesmo com esquerdistas no poder.

    Eis uma notícia interessante de ontem.
  • Lucas  28/01/2021 04:21
    O DXY ainda está moderadamente alto.

    Não acho que esteja alto (nem moderadamente). Pelo contrário, poucas vezes esteve tão baixo.

    Do dia 2 de novembro de 2020 até o dia 5 de janeiro de 2021 acumulou quase 5% de queda. Só começou a reverter a tendência a partir do dia 6 de janeiro. E até ontem acumulou 1,35% de alta. Somente após o dia 14 de janeiro é que conseguiu estabilizar acima de 90 USD, mas desde 9/dez/2020 não consegue ficar acima de 91 USD.

    Aliás, o DXY atual está nos niveis dos primeiros meses de 2018. A meu ver, tem muito o que recuperar ainda. Se voltar a ficar acima de 92 USD, que foi um suporte quase intransponível por um bom tempo no decorrer de 2020, aí sim eu direi que está voltando ao normal.

    Há quem diga que os "pacotes de estímulo" do governo Biden deverão fazer com que a economia apresente uma aparente melhora, mas por tempo limitado, até que os efeitos negativos desse tipo de intervenção comecem a se manifestar. Se isso se confirmar, então creio que não veremos uma queda tão cedo, mas ela deve acontecer eventualmente.
  • Felipe  28/01/2021 12:34
    Comparado aos anos do governo Bush e em grande parte do governo Obama, ainda está um pouco alto.
  • Felipe  28/01/2021 13:26
    Outro mensurador importante da saúde de uma moeda é o índice de commodities. Veja que, apesar de elas terem subido, elas continuam em mínimas históricas em dólares americanos.

    No Brasil, por outro lado, estamos em máxima histórica.

    O real brasileiro se desvalorizou em relação até a peso colombiano.
  • Felipe  27/01/2021 22:59
    Acesse aqui e veja que várias moedas se desvalorizaram em relação ao dólar americano: moedas como peso mexicano, renminbi, iene japonês, franco suíço, dólar canadense e rublo russo.
  • Beethoven  28/01/2021 11:17
    O Fed é público ou privado?

    Pq se não me engano é como se fosse um sistema híbrido (parceira público-privada de bancos)
  • Fernando  28/01/2021 14:24
    Híbrido. O presidente do Fed é apontado pelo presidente americano, e a autoridade do Fed é derivada do Congresso americano, o qual tem poderes de supervisão sobre o Fed, embora não tenha (em tese!), poderes sobre a política monetária que este adota.

    Ademais, o presidente do Fed, após ser escolhido pelo presidente americano, precisa ser aprovado pelo Congresso.

    É também o governo quem determina os salários de alguns dos funcionários do alto escalão do Fed.

    Agora, o Fed é "privado" em dois sentidos:

    1) Suas 12 sucursais (Boston, Nova York, Filadélfia, Cleveland, Richmond, Atlanta, Chicago, St. Louis, Minneapolis, Kansas City, Dallas e San Francisco) são geridas privadamente (é como se as sucursais do Banco Central no Rio, em São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza etc. tivessem gerência privada). Mas elas apenas obedecem às ordens do Fed de Washington, que é quem manda em todo o sistema.

    2) O Fed como um todo não sofre qualquer auditoria política. Trata-se de uma caixa-preta mais impenetrável que a CIA.
  • Oliveira  28/01/2021 03:54
    Boa noite!
    Pessoal, sei que não tem nada a ver com o artigo, que é ótimo por sinal, mas o que tá acontecendo entre WallStreet e GME?
    Vi que WS tá desesperada com o que tá acontecendo! Expliquem ai fazendo favor, incluindo as consequências.
  • Lucas  28/01/2021 04:37
    Dá uma olhada nesse vídeo (a partir de 9:08):



    Foi a explicação mais simples e didática que encontrei até o momento.

    Para uma análise mais aprofundada, recomendo este outro:

  • Aquele que tudo sabe  28/01/2021 05:04
    Tudo dando certo, amanhã.
  • Fabio de Araujo  30/01/2021 21:30
    O Estado só deve existir se estiver a serviço da sociedade e pautar pela eficiência, isto é, fazer o máximo com o mínimo, e pela moralidade e probidade. Isto é exatamente ao contrário do que existe no Brasil e na maioria dos países, exceto em Cingapura (República de Cingapura), que dizem ter a melhor gestão pública do mundo. Tenho um parente, brasileiro, que se formou em Ciências Políticas em Cingapura e contou que os funcionários públicos não têm estabilidade de emprego. Ganham bem e nção trabalhou direito, está despedido. Cingapura possui a 4a maior renda per capita do planeta.
  • Imperion  31/01/2021 20:17
    É porque em Cingapura, estatais e departamentos são administrados como se fossem iniciativa privada, de modo a gerar lucros aos seus donos. Lá não tem espaço pra cabide de emprego. Os donos, que são o povo, cobram o melhor serviço, com o menor custo. Lá o emprego estatal não pertence ao funcionário. E só fica lá se for produtivo como na iniciativa privada. 
  • anônimo  01/02/2021 01:13
    N entendo isso, se as empresas estatais de lá são geridas como se fossem privadas, porquê elas ainda continuam sendo consideradas "estatais"? Ora, se elas são geridas como privadas, então ela supostamente não está pegando uma fatia dos impostos, ou estão?

    Ps: eu até gostaria de pesquisar no Google, mas estou sem internet, e estranhamente esse site funciona no meu celular eu tendo internet ou não.
  • anônimo  05/02/2021 14:57
    Acho que ele quis dizer que, mais ou menos, as estatais por lá sao geridas ao que a gente conhece aqui como "empresas de economia mista", ou seja CLT, e não vínculo estatutário, no qual a demissão é muito mais difícil e a estabilidade é praticamente garantida.
  • Felipe  05/02/2021 19:02
    Mais ou menos o que acontece no Banco do Brasil?
  • Imperion  06/02/2021 05:36
    São estatais porque pertencem ao estado. Obviamente o estado não cobra impostos de si mesmo. O que acontece é que os funcionários públicos não têm estabilidade, têm que ser produtivos. A atuação da empresa é por preços de mercado.

    Contêm despesas, perseguem o lucro. O lucro, os dividendos vão obviamente para o estado (funciona como arrecadação).
    Com isso o estado cingapuriano pode se dar ao luxo de cobrar menos impostos da população, o que desafoga o setor privado.

    No Brasil, as estatais são cabide de emprego, sem eficiência, são pra gastar, gerar prejuízo e obrigar o Tesouro a cobrir o rombo com o dinheiro dos impostos. Gastos excessivos do governo mantém uma carga tributária soviética desviando recursos da sociedade.
  • 4lex5andro  05/02/2021 14:13
    Está havendo uma troca de ideias interessante nesse link.
    www.noticiasautomotivas.com.br/anfavea-somos-exageradamente-tributados-e-pouco-incentivados/
    No entanto, a maioria dos foristas resiste em despertar.
    É um caminho longo.
  • Ex-microempresario  05/02/2021 17:09
    A lógica econômica do brasileiro se resume a meia dúzia de frases feitas:

    "As empresas não pagam imposto, quem paga é o consumidor" (que outra fonte de receita uma empresa tem senão o consumidor?)

    "Não adianta baixar o imposto porque o preço não vai abaixar" (nunca foi tentado, mas é uma certeza)

    "Todo empresário é ganancioso e toda empresa no Brasil têm lucros enormes"

    "Não há problema nenhum em cobrar muito imposto, desde que haja retorno para a população"

    Quem tenta apresentar algum argumento sério no debate é xingado.
  • Felipe  05/02/2021 19:08
    Esperar o que de uma moeda que se desvaloriza em relação ao peso colombiano?

    Aqui o serviço é feito de maneira profissional.

    Enquanto isso, no México o Obrador é criticado pela mídia por ter sido o governo mais austero durante a pandemia. Em 2020, ele aboliu dez ministérios, cortou salários do governo em 25 %, diminuiu subsídios ao setor agrícola e congelou contratações no funcionalismo. Pena que ele ainda seja socialista, já que em 2019 ele fez inúmeras trapalhadas e espantou investidores (e causou uma severa recessão no México), além de querer insistir em algumas obras faraônicas.


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