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Você acredita que o mundo está piorando ou melhorando? Faça o teste
Eis alguns fatos (e uma sugestão) para elevar seu espírito

Tenha o leitor a bondade de testar seu conhecimento sobre o mundo atual com as seguintes questões de múltipla escolha:

1. Nos últimos 20 anos, a proporção da população mundial vivendo na pobreza extrema:

a) praticamente dobrou

b) permaneceu a mesma

c) caiu pela metade

2. Quantas pessoas ao redor do mundo têm algum acesso à eletricidade?

a) menos de 20%

b) aproximadamente 50%

c) mais de 80%

3. Em 1820, aproximadamente 95% da população mundial vivia na pobreza, com uma estimativa de que 85% viviam na pobreza "abjeta". Em 2015, qual porcentagem da população mundial continuou a viver na pobreza extrema?

a) Os mesmos 85%

b) 40%

c) menos de 10%

4. De 1950 até hoje, aqueles países que se abriram para a globalização apresentaram qual dos seguintes desempenhos?

a) crescimento econômico médio anual de 1,5 ponto percentual superior ao daqueles outros países que não o fizeram

b) ficaram na mesma

c) empobreceram em relação aos mais fechados

5. Economistas encontraram uma forte correlação entre pobreza extrema e intensidade da abertura à globalização de um país. Qual você acha que é essa correlação?

a) mais abertura comercial, menos pobreza extrema

b) mais abertura comercial, mais pobreza extrema

c) mais abertura comercial, variação nula da pobreza extrema

6. As taxas de mortalidade infantil estavam em 6,5% (65 mortes a cada 1.000 partos) em 1990. Em 2016, este percentual foi de:

a) 6,5%

b) 5%

c) 3,05%

7. De todas as crianças com um ano de idade ao redor do mundo, quantas já foram vacinadas contra alguma doença?

a) 20%

b) 50%

c) 80%

8. Ao redor do mundo, homens de 30 anos de idade passaram 10 anos na escola, em média. Quantos anos as mulheres da mesma idade passaram na escola?

a) 9 anos

b) 6 anos

c) 3 anos

9. Em 1996, tigres, pandas gigantes e rinocerontes negros eram listados como espécies em extinção. Quantas dessas espécies estão em perigo hoje?

a) duas delas

b) uma delas

c) nenhuma delas

10. Atualmente, qual a taxa de redução da pobreza extrema?

a) não há redução, a pobreza extrema está aumentando

b) a pobreza extrema segue, na média, inalterada

c) uma pessoa sai da pobreza extrema a cada segundo

Eis as respostas:

1) c; 2) c; 3) c; 4) a; 5) a; 6) c; 7) c; 8) a; 9) c; 10) c

Surpreso? Se não está, então você pertence a uma ínfima parcela da população mundial que está atipicamente bem informada.

Um livro para levantar seu ânimo

Hans Rosling foi um médico sueco que se tornou uma "celebridade da estatística". Ele ficou famoso por sua mensagem endereçada ao mundo sobre o crescimento populacional: "Não há motivo para pânico". Neste vídeo, ele mostra que todos os países estão em uma tendência de maior expectativa de vida e maior padrão de vida (o exato contrário do que havia previsto Malthus).

Por que cito Rosling? Estou lendo seu livro — publicado postumamente (infelizmente, Rosling faleceu em 2017) — intitulado Factfulness: Ten Reasons We're Wrong About the World (Fatos Plenos: 10 motivos por que estamos errados sobre o mundo), o qual, para minha grata surpresa, já se tornou um bestseller na Amazon. As questões acima foram baseadas neste livro.

Se você quiser dar um tempo na enxurrada de notícias — veiculadas pela grande mídia — sobre como o mundo está na iminência do colapso, não há recomendação mais alvissareira do que este livro repleto de fatos e, acima de tudo, extremamente divertido.

Aliás, vou ainda mais adiante: sugiro este livro como ponto de partida para qualquer tipo de discussão sobre economia, política e o estado geral do mundo.

Todo o livro gira em torno da evolução do nosso padrão de vida. Seu objetivo é provar, por meio de uma implacável série de fatos, que estamos vivendo mais, melhor, com mais saúde, mais riqueza e em um ambiente mais limpo do que jamais vivemos em toda a história da humanidade — e o aumento de todos estes fatores é tão impressionante, que deveríamos fazer uma pausa para realmente meditar e, acima de tudo, se impressionar com essa façanha.

Considere apenas este ponto: a porcentagem da população mundial vivendo na pobreza extrema caiu pela metade nos últimos 20 anos. Isso é uma notícia absolutamente eletrizante, para não dizer fascinante. Mas você realmente sabia disso?

Ainda mais importante: você realmente entende o que isso implica para temas urgentes como globalização, mercados e tecnologia?

E, ainda assim, não estamos realmente prestando atenção. Com efeito, a maioria das pessoas erra as respostas de boa parte das questões apresentadas acima. Eu mesmo testei alguns conhecidos antes de escrever este artigo. O melhor resultado foi uma pontuação de 40%. O pior resultado foi uma pontuação de 20%. Essencialmente, não somos otimistas o bastante.

O livro mostra adicionalmente que doenças, mortes, acidentes aéreos, derramamentos de petróleo, infecções por HIV e inanição estão apresentando quedas dramáticas. Colheitas, imunizações, acesso a água limpa e potável, eletricidade, educação, acesso a telefones celulares, e novos filmes e músicas estão aumentando. E substantivamente.

Por que tanto pessimismo?

O propósito do livro não é apenas revelar fatos sobre o mundo ao nosso redor e as tendências que estão impulsionando essas mudanças. Rosling busca também explicar nossa relutância em aceitar — e até mesmo em incorporar em nossa mente — boas notícias sobre o mundo.

Ele lista um número de pré-conceitos e vieses, os quais ele chama de instintos. Temos um instinto de sermos atraídos pela negatividade, pelo medo e pela tendência de generalizar casos isolados. Gostamos de atribuir culpas a pessoas, coisas e fenômenos, e estamos sempre em busca de problemas que alimentam esse desejo. Pensamos apenas nas notícias ruins que acabamos de ler ou ouvir, e dificilmente fazemos uma abordagem de longo prazo. Ainda segundo Rosling, a mídia gosta de alimentar esse nosso desejo porque está em busca de audiência.

Tudo isso parece fazer sentido, mas há também uma explicação mais simples. Nossa mente é moldada pela narrativa de nossas próprias vidas. Vivemos o hoje e pensamos no futuro, ao passo que o passado é uma abstração que ou não vivemos ou já esquecemos.

Por exemplo, sabemos que, mil anos atrás, estaríamos todos vivendo em choupanas, dormindo sobre palhas, ameaçados diariamente de violência por terceiros querendo a escassa comida que conseguimos coletar, presos em nossa própria comunidade, morrendo jovens, sofrendo dores alucinantes causadas por todos os tipos de doenças, incapazes de vivenciar qualquer coisa semelhante a progresso — isso se conseguíssemos nos manter vivos.

Sabemos disso, dizemos isso, e até nos esforçamos para imaginar como seria isso, mas nunca realmente vivenciamos isso. Tudo o que vivenciamos é a nossa atual prosperidade, a qual damos como certa e garantida ao mesmo tempo em que nos queixamos dos vários problemas mundanos que temos em nossas vidas. E são esses que realmente nos consomem. Mas ao menos há um ponto positivo nessa nossa postura: ela torna a mente humana mais ambiciosa, o que nos impulsiona a tentar construir um futuro mais do nosso agrado.

A motivação

E qual o objetivo de se adotar uma visão de mundo baseada mais em fatos e menos em impressões? Rosling afirma que ela é essencial, pois assim conseguimos navegar melhor pela vida, da mesma maneira como um GPS nos ajuda a navegar por uma cidade. Conhecer os fatos sobre a vida à nossa volta nos traz mais conforto. Ficamos menos alarmados com as notícias. Ficamos menos propensos a ser manipulados por discursos políticos terroristas e por promessas políticas demagógicas. Ficamos mais aptos a enxergar através da neblina, nos tornando mais calmos, racionais e perceptivos.

Acima de tudo, perceber todo o progresso que nos foi concedido pela livre iniciativa, pelos mercados, pelo comércio e pela cooperação humana nos deixa mais céticos quanto a promessas grandiosas de que o progresso será implantado via coerção estatal e planejamento centralizado.

Se você observar com cuidado as fabulosas tendências e invenções de nossa era, verá que nada foi resultado de imposição e decreto, mas sim de cooperação humana, tecnologia, descentralização e dispersão do conhecimento.

É assim que o mundo melhora.

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autor

Jeffrey Tucker
é Diretor-Editorial do American Institute for Economic Research. Ele também gerencia a Vellum Capital, é Pesquisador Sênior do Austrian Economic Center in Viena, Áustria.  Associado benemérito do Instituto Mises Brasil, fundador e Diretor de Liberdade do Liberty.me, consultor de companhias blockchain, ex-editor editorial da Foundation for Economic Education e Laissez Faire books, fundador do CryptoCurrency Conference e autor de diversos artigos e oito livros, publicados em 5 idiomas. Palestrante renomado sobre economia, tecnologia, filosofia social e cultura.  

  • Pobre Paulista  23/04/2018 16:00
    Infelizmente a esquerda é imune à fatos; o máximo que conseguirão é dizer que "esse avanço todo é reflexo das regulamentações estatais, do contrário o capitalismo teria destruído a humanidade" (ou algo do gênero).
  • Amante da Lógica  23/04/2018 16:36
    Mesmo esse argumento não se sustenta logicamente. Para haver estado regulador, é necessário que este se mantenha extraindo riqueza da livre iniciativa. Sem a livre iniciativa criando riqueza, não há como o estado existir.

    Para que o estado continue existindo, é necessário haver um setor privado criando riqueza continuamente, a qual é espoliada pelo estado para que este continue existindo.

    Logo, por uma questão de lógica pura, o estado, em vez de ser o promotor do crescimento e da criação de riqueza, é um mero sorvedor e destruidor de riqueza.

    Por definição, algo que só existe porque esbulha a riqueza alheia não pode ser ele próprio o criador desta riqueza.

    Se você contrata uma empresa de segurança privada para proteger a sua empresa, você não pode creditar a ela o seu enriquecimento. Ao contrário: essa empresa de segurança só existe e só se mantém porque você paga para ela continuar existindo. Se você empobrecer, essa empresa de segurança entra em extinção. Seria impossível você sair da pobreza e ir para a riqueza simplesmente contratando uma empresa de segurança.

    Com o estado é a mesma coisa: o máximo que ele pode fazer, na melhor das hipóteses, é espoliar pouco a sua riqueza. E só.
  • Engenheiro Falido  23/04/2018 16:38
    Pela lógica, sabemos o capitalismo busca o lucro - o lucro vem do consumo - maior consumo > lucro, o capitalismo se importa com as pessoas, apenas pela lógica, quanto mais pessoas, quanto mais dinheiro, mais lucro. Não há como se ignorar isso.
  • Erlem Henrique  24/04/2018 03:18
    Lógica errada amigo. Teoricamente, você fez uma análise baseada no achismo que corrobora um pensamento que generaliza e reduz o papel e o verdadeiro conceito do capitalismo, que não avisa apenas lucro, mas o lucro como consequência da constante busca para gerar mais qualidade de vida e melhorar de forma significativa a vida das pessoas. O capitalismo é dinâmico! Sua força esta exatamente criar riqueza melhorando os meios de produção, gerando emprego, qualidade de vida, prazer e satisfação ao consumidor, o que é pouco provável em uma economia controlada pelo estado via socialismo ou comunismo.
  • Skeptic  21/01/2020 16:53
    Falso, consumismo não gera riqueza, só keynesiano pra acreditar nisso.
  • Bezerra  23/04/2018 16:22
    Vale lembrar que há duzentos anos o processo de produção era o mesmo de mil, dois mil, três mil anos atrás. Praticamente ainda viviamos sob os frutos da Revolução Agrícola ocorrida na Pré-História. O que abriu as portas para a Revolução Industrial foi a implantação das idéias dos economistas liberais, particularmente Adam Smith, no final do séc. XVIII, como já disse Mises.

    É uma tristeza as salas de aula do Brasil verem os professores pregando que alguns países são ricos por causa de sindicalismo, socialismo, intervencionismo ou revoluções. Aliás coisas que América Latina e África estão cheios, porém são os continentes mais pobres do mundo.
  • Emerson Luis  08/05/2018 11:33

    Na verdade, a tecnologia na Antiguidade era maior do que na Idade Média. Na maior parte da História, a estagnação tecnológica e o retrocesso tecnológico foram a norma e os avanços foram a exceção.

    Com a Idade Média, o retrocesso tecnológico foi limitado; com a Era Moderna o progresso tecnológico tornou-se constante, mas a Era Moderna não teria ocorrido se a Idade Média não tivesse parado o ciclo de retrocesso tecnológico.

    * * *
  • Pedro L.  23/04/2018 16:24
    Não é preciso ser douto em economia - nem mesmo fazer análises com exuberante acurácia - para perceber os imensuráveis benefícios gerados pelo mercado ao longo da história. Isto é tão óbvio que chego a crer que muitos burocratas realmente sabem disso, mas continuam acreditando apenas no discurso populista como forma de angariar votos de maneira mais rápida e lucrativa.
  • Luiz  23/04/2018 16:37
    No mundo houve um grande êxodo para países capitalistas em busca de trabalho. Em Miami boa parte da população é de cubanos que fugiram da miséria em Cuba, e atualmente esses refugiados mandam mesada para familiares para atenuar a pobreza. Sustentam seus parentes pobres no socialismo com o capital que acumularam ao enriquecer no capitalismo.
  • Capital Imoral  23/04/2018 16:29
    Pastor Flávio Augusto passou. E aí, sua vida melhorou?

    Houve um tempo em que o pastor flávio augusto era praticamente o dono da internet, suas idéias, embora sejam meros tiros linguísticos, criou uma legião de fãs sentimentalistas no qual transformaram o capitalismo em uma espécie de cristianismo saudável. Esse cara ficou PODRE DE RICO com essa legião de bobos. Esta religião materialista passou e hoje vamos comentar sobre o que ficou.

    Imagine um homem que ganhou milhões apenas na base do falatório, imagine um homem que criou uma espécie de culto à sua personalidade e ao capitalismo. Muitas dessas pessoas que seguem flávio augusto e a teologia do empreendedorismo são verdadeiros analfabetos funcionais que estão desesperados buscando a redenção da própria vida na lábia desse homem (Qualquer semelhança com pastores não é mera coincidência). Eu estou falando de gente miserável, gente com uma mão na frente e outra atrá que estava gastando dinheiro de COMIDA para pagar cursos e livros de autoajuda. Gente que agora está tão perdida quanto a primeira vez que foi atingida pelos "gatilhos mentais do empreendedorismo". Gente que está pobre, e que continua pobre.

    A realidade que não te contaram
    Somos um país em que mais de 90% da população não têm capacidades linguísticas básicas, são pessoas que são formalmente conhecidas como analfabetos funcionais.
    Saber o mínimo sobre interpretação linguística nos permite ligar lé com cré, ou seja, fazer a conexão correta das idéias em nossa mente. Somos um país em que mais de 90% das pessoas não estão conseguindo ter pleno domínio das próprias idéias. Mas o que tudo isso tem haver com o pastor flávio augusto? Você não percebe? Ele é o homem que consegue pegar idéias já surradas por qualquer universitário de esquina e vender para esses mesmos analfabetos (que precisam de nossa misericórdia) como se fosse ouro. Chega a ser ridículo a quantidade de desenhos que há no seu livro "Geração de valor", acredite se quiser, essa porcaria que só tem desenhos já está na terceira edição. Me diga se este país não é um curral de trouxas? Tirar uma selfie ao lado desse livro é quase como que admitir que você é burro.

    Ele só consegue vender todo esse lixo porque as pessoas são ignorantes e estão desesperadas. Ele pega esse desespero e transforma em uma mensagem de conforto no qual todos seus problemas serão resolvidos se você for capitalista. Mas como ser capitalista, e posteriormente resolver todos problemas da alma, se você é um analfabeto funcional? Se você não sabe ligar corretamente as idéias?

    A verdade é que homens como Flávio Augusto nunca morrem
    Tenha um olhar atento para os nosso empreendimentos culturais e veja se não há tamanha semelhança com o que o pastor da iniciativa privada faz. Pegue qualquer palestrante e veja se seu material não é reciclado de alguém que realmente sabia o que estava falando.
    Inclusive, veja como as pessoas agem durante a palestra; logo você irá concluir que elas nem sequer escutam, mas querem estar presentes para dizer que de alguma forma participaram de um evento cultural. Toda essa mentira cultural que existe no Brasil, aproveitada por empresários, criou uma situação tão caótica que até às universidades se transformaram nesta farsa, neste jogo de gatilhos mentais, e o pior de tudo isso é que as pessoas realmente pensam que estão aprendendo.Isso é aterrorizante. Todos são parasitas vivendo de algo de segunda mão.

    Conclusão
    No Brasil existe um farsa intelectual que é constantemente aproveitada por empresários oportunistas como flávio augusto. É o conhecimento "caça-niquel" que impera neste país.
    No fundo ninguém irá ficar rico de verdade, mas até todos se darem conta da grana que gastaram nestes "eventos culturais", "cursos" e "livros" será tarde demais. Poucos sabem que a verdadeira riqueza intelectual sempre parte de matérias básicas como portugûes, matemática, história, etc. Mas ainda cabe uma pergunta. O que ficou? Ficou nossa cegueira intelectual e o desperdício de dinheiro em um grande falatório sem fim. Afinal, esta é a natureza do capitalismo.

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • Insurgente  23/04/2018 16:52
    Sim. A natureza do capitalismo é identificar a necessidade e empreender sobre isso. Nesse ponto ela é indiferente e até aqui não se pode ajuizar algo quando as pessoas decidem comprar livros de autoajuda enriquecendo um pastor que fala mentiras lambuzadas em mel para os seus irmãos- clientes.
  • Insurgente  23/04/2018 16:42
    Fico feliz em ter acertado 8 das 10 questões acima. Agradeço ao IMB pois o que soube responder foi aqui que descobri e aprendi. Tenho devorado de 5 a 08 artigos por dia.

    Obrigada por transferir tanta informação e conhecimento de maneira muito fácil e lógica!

    Meus sinceros agradecimentos!
  • P. J. Enrico  23/04/2018 17:15
    Eu acertei 10 das 10 questões. Não foi porque eu li Mises, é so você escolher a melhor conjuntura possível dentre as apresentadas, já que a intenção do artigo é louvar o capitalismo. Nunca que um artigo publicado nesse site diria falaria mal da livre associação entre pessoas para gerar avanços tecnológicos e sociais.
    Além disso, eu achei a pergunta dos animais em extinção um pouco tendenciosa, pois não só os rinocerontes-negros passam por maus bocados devido à caça ilegal, como várias outras espécies entraram em perigo recentemente: exame.abril.com.br/tecnologia/10i-icriveis-novas-especies-ameacadas-de-extincao/.Certamente a expansão econômica e ocupação de áreas interferem no ecossistema do território a ponto de colocar em risco algumas espécies.
    Também há 5 perguntas que tratam basicamente da mesma coisa: pobreza extrema. Esse critério se baseia no consumo diário de até U$1,90. Eu não entendo muito disso, mas o critério me parece meio "duro": basta um aumento ínfimo na renda para que se saia dessa situação, enquanto a situação real do indivíduo pode não ter melhorado nada.
  • Eduardo  23/04/2018 17:48
    "Nunca que um artigo publicado nesse site diria falaria mal da livre associação entre pessoas para gerar avanços tecnológicos e sociais."

    Ué, e o que isso tem a ver com os fatos e dados apresentados?!

    Por acaso se este site falasse mal da "livre associação entre pessoas para gerar avanços tecnológicos e sociais" isso alteraria a realidade dosfatos e dados apresentados?

    "Além disso, eu achei a pergunta dos animais em extinção um pouco tendenciosa, pois não só os rinocerontes-negros passam por maus bocados devido à caça ilegal, como várias outras espécies entraram em perigo recentemente"

    De acordo com a International Rhino Foundation, a populacao de rinocerontes, embora ainda em situacao "vulnerável", voltou a crescer

    rhinos.org/species/black-rhino/

    Curiosamente, esse crescimento se deu concomitantemente à legalização de práticas comerciais. Óbvio: se você quer vender as valiosas presas de marfim dos rinocerontes, o mais racional e lucrativo é você estimular a procriação dos rinocerontes. Caso contrário, chegará a um ponto em que você simplesmente não terá mais nada para vender.

    A propriedade privada sempre é a solução.

    "[Sobre a pobreza extrema] Esse critério se baseia no consumo diário de até U$1,90. Eu não entendo muito disso, mas o critério me parece meio "duro": basta um aumento ínfimo na renda para que se saia dessa situação, enquanto a situação real do indivíduo pode não ter melhorado nada."

    Oi?! Se a sua renda aumenta em termos reais, é óbvio ululante que a sua situação real melhorou. Aliás, é exatamente por isso que as pessoas trabalham: para obter renda e utilizar esta renda para adquirir bens e serviços, aumentando assim seu padrão de vida.
    Dizer que aumento real da renda não altera em nada a situação real do indivíduo equivale a dizer que ganhar dinheiro e não ganhar dinheiro nenhum é exatamente a mesma coisa. Bizarro.

    Ah, quanto à definição de US$ 1,90 por dia (quase R$ 200 por mês), converse com a ONU e o Banco Mundial (ambas organizações com impecáveis credenciais progressistas). Foram eles que estipularam este valor. Longe de mim querer defender estes órgãos, mas você dizer que R$ 200 por mês são a mesma coisa que R$ 0 por mês é esdrúxulo.
  • P. J. Enrico  23/04/2018 18:39
    "Por acaso se este site falasse mal da "livre associação entre pessoas para gerar avanços tecnológicos e sociais" isso alteraria a realidade dosfatos e dados apresentados? "

    Não questiono a realidade dos fatos e dados apresentados, até concordo com a maioria deles. Mas não dá pra negar que o Mises Brasil é voltado pro liberalismo, aqui não são publicadas (e nem precisariam ser) matérias escritas por autores de esquerda, com tendências centralizadoras e estatizantes. Dessa forma, o que afirmei foi que é fácil prever o resultados das perguntas, numa espécie de "macete".

    A situação dos rinocerontes ainda é MUITO crítica, esse site que você me passou afirma: "IUCN RED LIST: CRITICALLY ENDANGERED". Eu concordo que a propriedade privada é a solução, mas os governos da África já introduziram várias tecnologias de monitoramento nas reservas ecológicas, então esse fator também pesa.

    Sobre a questão da pobreza extrema, a renda da pessoa nessa situação pode ter ido de 0 a 200 reais ou de 190 pra 210, de qualquer modo é um avanço, mas eu não sei se o indivíduo realmente saiu da pobreza extrema, se ele tem acesso a serviços básicos de educação, saúde e moradia, privados ou públicos. Portanto, ainda que sejam valores da ONU e do Banco Mundial, eu não acho que esse parâmetro retrate de fato a realidade, entende ? É possível ser miserável ganhando 200 reais por mês. Falar que a pessoa saiu de fato da "pobreza extrema" me parece exagerado.

  • Gary  23/04/2018 20:32
    Está só melhorando.

    A difusão da tecnologia e dos aplicativos de celular que transformam a todos em empreendedores, em conjunto com a Lei de Moore (que diz que o poder de processamento da informática em geral dobra a cada 18 meses, e com custos decrescentes), está acelerando a divisão do trabalho ao aumentar o número de empreendedores e ao reduzir o custo da informação.

    Ao redor do mundo, os custos de comunicação estão caindo. A África está entrando no século XXI. Quando as baterias solares se tornarem mais baratas — e isso é garantido —, a África irá superar a barreira econômica imposta pelo complexo geração-linhas de transmissão-distribuição. Quando os sistemas de purificação de água se tornarem baratos o suficiente para que os vilarejos possam comprar, o continente irá superar a barreira econômica imposta pela necessidade de se ter encanamentos.

    O inventor e empreendedor Dean Kamen está trabalhando no sistema de purificação de água: o Slingshot. Dê a ele mais dez anos. Se ele fracassar, outros irão descobrir uma solução. É apenas questão de tempo.

    O que é válido para a África subsaarina se aplica também às áreas rurais da Índia e da China.

    Próxima etapa: Wi-Fi gratuita fornecida pela Google ou pela Amazon ou pelo Facebook. Quando? Não mais tarde do que 2025.

    E então teremos a penetração maciça dos smartphones:

    [...] analistas em geral concordam que a penetração de smartphones na África dobrará dentro de três a quatro anos. É difícil discordar dessa análise se você levar em conta a crescente presença de fabricantes de smartphones no continente, bem como os decrescentes preços cobrados pelos aparelhos mais simples e até mesmo medianos.

    Por exemplo, a Huawei, a terceira maior fabricante de smartphones do planeta, está presente em todas as regiões da África. A empresa chinesa tem sido agressiva em sua estratégia de introduzir smartphones android por menos de US$ 100. E seus Huawei Ascend Y220, vendidos por US$ 70, têm sido muito populares no Zimbábue.

    A Samsung já possui uma presença dominante no continente, e a gigante coreana tem a meta de manter uma fatia de 50% dos 22 milhões de smartphones vendidos na África em 2014.


    Com isso, rapidamente todo o mundo terá acesso à educação gratuita: a Khan Academy. E essa terá a concorrência de todos os cursos já disponibilizados no Coursera.

    O estado está cada vez mais desnecessário. A infraestrutura sempre foi a justificativa para uma maior centralização estatal. De que outra maneira as pessoas conseguiriam água e saneamento básico, eletricidade, linhas telefônicas e estradas?, perguntam os estatistas. Temos de ter serviços de utilidade pública, os quais devem ser estritamente regulados pelo estado, afirmam eles.

    Mas e se a energia solar fornecer 80% da energia de nossa casa — tudo exceto o ar condicionado?

    E se os satélites fornecerem 90% da nossa conexão de internet?

    Com isso, sobrariam apenas as estradas e os serviços de água e saneamento.

    Ao redor do mundo em desenvolvimento, linhas telefônicas e elétricas não mais são necessárias para o desenvolvimento de comunidades modernas. Se houver água subterrânea (como poços artesianos), encanamentos podem ser dispensados. Se houver um eficiente sistema de purificação de água, os complexos sistemas de tratamento também podem ser dispensados.

    A educação já é livre na internet. Hoje. Nenhuma escola estatal é necessária (a menos que o estado obrigue os pais a colocarem suas crianças na escola).

    Por causa dos dígitos eletrônicos, grandes fatias de infraestrutura que antes dependiam de impostos e burocratas não mais são necessárias. Isso significa que sociedades do terceiro mundo serão capazes de entrar no século XXI mais rapidamente. As principais barreiras serão políticas, éticas e tribais, não tecnológicas.

    Isso significa que a pobreza do terceiro mundo será superada rapidamente. Isso significa que a produtividade de pessoas criativas irá produzir mais riqueza para o resto de nós.

    A divisão do trabalho intelectual está só aumentando. E, junto com ela, a riqueza e o padrão de vida de todos.

    Aliás, nossa riqueza é tão grande, que hoje as pessoas se dão ao luxo de se preocupar com rinocerontes...
  • Insurgente  24/04/2018 13:05
    Estou digitando com os pés, pois minhas mãos estão ocupadas aplaudindo. Rsrsrs
  • P. J. Enrico  24/04/2018 16:51
    "Aliás, nossa riqueza é tão grande, que hoje as pessoas se dão ao luxo de se preocupar com rinocerontes... " - esse final parece querer reduzir meu raciocínio e o ridicularizar. Falei somente que, tecnicamente, os rinocerontes ainda estão em perigo (o que torna a resposta errada) e a pergunta dá uma ideia errada da situação, pois mais espécies entraram em extinção do que saíram.


    O restante do texto eu gostei de ler, mas não foi sobre isso que eu estava falando. Estou longe de achar que a solução para a Àfrica é mais Estado. O que abordei foi a insuficiência do critério monetário (1,90 dólares diários) para estabelecer que uma pessoa saiu de fato da "pobreza extrema". Temos que olhar também o acesso a serviços básicos e a qualidade de vida - com fatores como, conforme já citado por você, acesso a água potável, redes de comunicação ...-.
  • Guerreiro opressor  29/06/2020 17:19
    Sobre os rinocerontes, o fato de ter ações estatais para preservar a ecologia não significa que teve peso no processo. O aumento dos rinocerontes aconteceu apesar dessa ações, não por causa delas. Eu posso te dar o exemplo do Kenya que tentou utilizar exclusivamente isso para salvar elefantes e deu errado, aí você compara com o Zimbábue que fez pela propriedade privada cujo o resultado foi um sucesso. Falácia da falsa causalidade.
  • Woyzeck   23/04/2018 17:03
    Qual a relação de toda essa melhora material com a evolução do direito e da democracia ?

    O pobre hoje tem mais "direitos" do que antigamente.(Isso é fato)

    Até o cara lá na miséria da África ou os refugiados da Síria, todos estão sendo observados pelo mundo. Antigamente não tinha isso.


    O que nunca mudou, independente de dizer que um pobre vive melhor hoje do que a 200 anos atrás é que em qualquer época o rico continua tendo acesso ao que a época pode oferecer de melhor.


    Pq ideias progressistas estão ganhando força no mundo inteiro ? Pq as pessoas não param de falar em igualdade ? justiça social ? as empresas hoje falam de responsabilidade social, existia isso antigamente ?

    E os direitos humanos ? Existia isso antigamente ?






  • Yuri  23/04/2018 17:53
    "O que nunca mudou, independente de dizer que um pobre vive melhor hoje do que a 200 anos atrás é que em qualquer época o rico continua tendo acesso ao que a época pode oferecer de melhor"

    Pronto! Agora sim você revelou suas cores. Você não está nem aí para o pobre, mas sim para o rico. Você está defecando para a melhora de vida do pobre. O que realmente lhe incomoda é o fato de o rico também estar melhorando.

    Você prefere o pobre mais pobre desde que isso signifique que o rico está menos rico. Sério, isso é uma mentalidade doentia.
  • Laurêncio  23/04/2018 17:53
    A riqueza de Bill Gates (US$ 92 bilhões) deve ser 2.000.000 vezes maior que sua. Mas será que ele ingere 2.000.000 vezes mais calorias, proteínas, carboidratos e gordura saturada do que você? Será que as refeições dele são 2.000.000 vezes mais saborosas que as suas? Será que seus filhos são 2.000.000 vezes mais cultos que os seus? Será que ele pode viajar para a Europa ou para a Ásia 2.000.000 vezes mais rápido ou mais seguro? Será que ele pode viver 2.000.000 vezes mais do que você?

    O capitalismo que gerou essa desigualdade é o mesmo que hoje permite com que boa parte do mundo possa viver com uma qualidade de vida muito melhor que a dos reis de antigamente. Hoje vivemos em condições melhores do que praticamente qualquer pessoa do século XVIII.

    Diferenças na propriedade de ativos não significam uma igual diferença no padrão de vida, embora várias pessoas tenham esse fetiche.

    Sempre que ouço uma pessoa parolando sobre desigualdade, pergunto: será que ela está genuinamente preocupada com os pobres ou está apenas indignada com os ricos?

    E aí eu faço o teste: pergunto se ela aceitaria que os ricos ficassem ainda mais ricos se isso, no entanto, significasse condições de vida melhores para os mais pobres. Se a resposta for "não", então ela está admitindo que está incomodada apenas com o que os ricos têm, e não com o que os pobres não têm. Já se a resposta for "sim", então a desigualdade de renda é irrelevante.

    A preocupação deveria ser não com a pobreza relativa, mas sim com a pobreza absoluta. E esta, graças ao capitalismo, está nos menores níveis da história.

  • Régis  23/04/2018 17:57
    E eu achava que era exagero o tanto de artigos que o IMB publica sobre desigualdade e pobreza, mostrando que o segundo é o que importa, e não o primeiro. Pensava eu que essa era uma questão tão óbvia e clara, que nenhum ser humano racional ainda pensaria assim. No entanto, é sempre assustador constatar a quantidade de pessoas que ainda pensam que desigualdade e pobreza são a mesma coisa.
  • Joel  23/04/2018 18:02
    O que é melhor para os pobres: ter renda e consumo sabendo que a elite de seu país é muito mais rica do que eles jamais serão, ou passar fome com o consolo de que sua elite é formada de milionários e não bilionários? Pobreza ou desigualdade?

    Se o objetivo é melhorar as condições de vida humana, dando uma vida digna a todos, nossa preocupação é com a pobreza, e não com a desigualdade.

    Pobreza diz respeito às condições absolutas em que alguém se encontra. Tem comida? Acesso a água potável? Habitação? Trabalho? Seus filhos podem frequentar uma escola ou se veem forçados a trabalhar? Os critérios são muitos.

    Já desigualdade é uma variável relativa, que nada diz sobre as condições absolutas de vida. Um país que tenha uma pequena parcela de milionários e o restante da população passe fome é muito desigual. Já um onde todos passem fome é igualitário. A condição objetiva dos pobres em ambos, contudo, é a mesma.

    Igualmente, se os mais pobres viverem como milionários, e os mais ricos sejam uma pequena parcela de trilionários, a desigualdade será grande.

    A tendência mundial das últimas décadas tem sido o aumento da desigualdade dentro de cada país. Mas se olharmos para o mundo como um todo, comparando cidadãos de países pobres com os de países ricos como se a Terra fosse uma grande nação, a desigualdade vem caindo. A distância entre o cidadão médio de um país pobre para o de um país rico diminuiu.

    O principal índice para se medir a desigualdade econômica dentro dos países é o índice de GINI. Em geral, maior riqueza está associada a maior igualdade; só que há muitas e muitas exceções. Pelo índice de GINI, os EUA são mais desiguais que o Senegal. O Afeganistão é das nações mais igualitárias do mundo (o Canadá é mais desigual que o Afeganistão). Pelo mesmo índice, o Canadá é mais desigual que Bangladesh, a Nova Zelândia é mais desigual que o Timor Leste, a Austrália é mais desigual que o Cazaquistão, o Japão é mais desigual que o Nepal e a Etiópia.

    Onde os pobres vivem melhor: na Austrália (mais desigual) ou na Índia (menos desigual)?
  • Luiz  24/04/2018 17:27
    Capital,

    um filósofo não pode cometer erros de português como os que se veem no seu textão.

    Pretensão sem lastro é armadilha mortal, heheheh

  • Pobre Paulista  23/04/2018 18:41
    Eu avisei ;-)
  • Pedro Lopes  23/04/2018 20:14
    A mídia cartelizada pelo estado sempre age em conluio com os governos vigentes. Transmitir esse imaginário catastrófico é de enorme valia para os governos. Se o mercado, desimpedido, pode nos agraciar com produtos e serviços cada vez mais baratos e abundantes, não há necessidade alguma de termos estados inchados. Governantes, obviamente, não querem que a população pense que burocratas são inúteis. É imprescindível para o governo ser solicitado.
  • Bruno  24/04/2018 03:28
    ROTA 2030, o que vocês acham?

    carros.uol.com.br/noticias/redacao/2018/04/23/mdic-diz-que-anuncio-do-rota-2030-e-compromisso-do-governo-com-o-pais.htm

    Melhor que o fracassado INOVAR-AUTO?

    Abraços
  • Leandro  24/04/2018 12:39
    É impossível comentar porque não há detalhes sobre nada. Tudo está sendo a portas fechadas. O que se sabe é que as fabricantes querem isenções. Até aí, tudo bem; sempre sou a favor de isenções (desde que não se suba impostos em outras áreas como medida compensativa), pois isenções são o oposto de subsídios. Mas e as tarifas de importação? Serão reduzidas?

    Fala-se também em deixar de cobrar impostos por cilindrada ou potência (o que é bom), mas sim de acordo com o dispêndio de energia por quilômetro (mensurado em MJ/km). Isso é uma medida feita a rigor para agradar o lobby dos usineiros, que sonham em ver todo o mercado nacional utilizando apenas etanol.

    Mais: e a questão do índice de nacionalização? Nem sinal de que isso será abolido.

    No final, e por incrível que pareça, que fez o melhor diagnóstico foi o Banco Mundial. A instituição afirmou que barreiras à importação, isenções fiscais, requisitos de conteúdo local e outras medidas não incentivaram a inovação nem a produtividade —foram apenas subsídios que desencorajaram a entrada de novas empresas no mercado, levaram a um desperdício de recursos públicos e podem inclusive ter estimulado a corrupção.

    No final, o Rota 2030 pode até ser melhor que o Inovar Auto (pois não tem como ser pior), mas o erro permanece: essa obsessão de acreditar que um país precisa de política industrial. Ainda não entenderam que a melhor política industrial é simplesmente deixar o consumidor decidir.
  • Bruno  25/04/2018 00:16
    Perfeito Leandro, sabias palavras


    Obrigado
  • Felippe Borges  24/04/2018 03:45
    Muito bom o Comentário... mas eu tenho uma ressalva, o rinoceronte negro foi extinto, então n seria melhor mudar a resposta para uma apenas?
  • Bernardo  24/04/2018 12:41
    Não só segue vivo, como sua população está aumentando.

    The black rhino population is recovering and increasing very slowly, but the poaching threat remains great. […] the population now numbering between 5,042 – 5,455 in the wild.

    rhinos.org/species/black-rhino/
  • Marcus  24/04/2018 09:12
    Rinoceronte negro já não foi extinto?
  • Bernardo  24/04/2018 12:36
    Não só segue vivo, como sua população está aumentando.

    The black rhino population is recovering and increasing very slowly, but the poaching threat remains great. […] the population now numbering between 5,042 – 5,455 in the wild.

    rhinos.org/species/black-rhino/
  • Pobre Paulista  24/04/2018 12:52
    Não sei qual a relevância da espécie X ou Y existir ou estar extinta. E se extinguiu mesmo, e daí? Milhares de espécies entram em extinção naturalmente. Porquê só aquela que supostamente é "causada pelo homem" requer algum tipo de preocupação?

    Pensando globalmente, se uma dada espécie não tem utilidade para a humanidade, ela tem mais é que ser extinta mesmo, para parar de consumir recursos naturais que deveriam estar servindo primariamente aos homens.

    Eu deixo para os empreendedores mais ligados à biologia e à vida natural decidirem, através do sistema de preços, quais são as melhores espécies para fornecer os melhores insumos que se transformarão nos melhores produtos pra mim. Não sou qualificado para opinar sobre Rinocerontes, Pássaros e afins.
  • Pobre Mineiro  22/01/2020 13:57
    O verme da Guiné está quase extinto, ninguém das regiões antes afetadas pelas epidemias daquele verme está sentido falta dele. kkkkkkkkkkk

    Taí um exemplo de um ser vivo, em vias de extinção, e que ninguém se importa.
    (quem sofreu por causa do verme da Guiné, deseja que este seja extinto.)
  • Marcos  24/04/2018 13:07
    Marx estava certo em uma questão.

    Sou dentista e, entre meus pares, o pensamento libertário está em alta. São pessoas ligeiramente mais esclarecidas que a média e, mesmo os que não são, embarcam na onda cult da moda liberal.

    Esses dias, porém, deparei-me com uma discussão no facebook: eram colegas cobrando do CRO a fiscalização de uma farmácia que vendia material para clareamento dental direto ao consumidor. (sem o intermédio de um destista.... ABSURDO..... diziam).

    Eu, com a cabeça feita por Mises, fiz textão. Expliquei o corporativismo e o fato de tentar impôr às pessoas o que seria o melhor para elas, etc, etc, etc.............

    Mas o que eu aprendi dessa história é que basta você estar um degrauzinho acima na escala social vigente e você se torna um reacionário. Basta ter um Conselho Regional protegendo seu mercado de intrusos e vai por água abaixo o ideal libertário revolucionário. Marx estava certo, meio às avessas, mas estava.
  • Guerreiro opressor  29/06/2020 17:24
    Eu entendi a analogia com o poliogismo, mas não necessariamente Marx estava certo nisso. Ele falava que seu pensamento era determinado pela classe. Seu exemplo fala como as pessoas te retratam. Nada haver uma coisa com a outra.
  • Luiz Moran  24/04/2018 13:42
    Como se os dados econômicos pudessem ser o mais importante medidor de uma "melhora ou piora" do mundo... hahahaha.

  • anônimo  24/04/2018 21:12
    Quais dados deveriam ser usados, e por qual motivo?
  • Rodrigo  24/04/2018 22:06
    Também estou curioso. Quais os dados devemos utilizar? Nos ilumine com sua sabedoria.
  • Luiz Moran  25/04/2018 20:08
    Fala-se tanto em liberdade aqui no Mises Brasil.... vocês se esqueceram disso ?

    A tecnologia que nos proporciona uma vida mais "confortável" é a mesma que nos tirou a privacidade.

    Vivemos numa jaula eltrônica, sem NENHUMA privacidade, escravos dos governos e do politicamente correto.

    Somos os otários dessa sociedade administrada, entenderam ?
  • Pobre Paulista  04/06/2018 17:28
    Somos sim escravos do governo pois temos que pagar impostos à ele para não sermos presos.

    Mas escravo digital só é quem quer ser. Ninguém precisa ter uma vida on-line ativa, contas em redes sociais, nem sequer um e-mail.

    Mas se as pessoas trocam liberdade por conforto... Quem sou eu para dizer à elas que estão erradas? Quero mais é lucrar com a estupidez alheia.
  • Intruso  24/04/2018 21:22
    Ainda falta muito para as coisas melhorarem definitivamente. Temos ainda uma enorme porcentagem de favelados que com seus celulares inteligentes, moram em barracos que não possuem um mínimo de saneamento básico, em favelas onde o esgoto corre a céu aberto, contaminando as crianças que estão a brincar. Enfim, infelizmente falta muito. Concordo que a aquisição de bens domésticos de uso diário, como fogão, geladeira, lavadora, TVs, PCs e etc, foi enormemente disponibilizado aos pobres nas últimas décadas. Mas eles ainda sofrem muito pela falta de moradia digna.
  • Guilherme  24/04/2018 21:34
    E, curiosamente, todas as deficiências que você citou decorrem exatamente de serviços fornecidos monopolisticamente pelo estado.

    Repare: apesar dos altos impostos, das regulamentações, da burocracia e das barreiras contra importações, não existem no Brasil empresas estatais monopolistas fabricantes de TV's, geladeiras, micro-ondas, celulares, carros, móveis e imóveis.

    Por outro lado, serviços como esgoto, polícia, água e coleta de lixo são prestados por estatais monopolistas protegidas contra qualquer concorrência.

    (No caso do lixo, o serviço é geralmente feito por empresas privadas, que obtêm uma concessão monopolista dos governos locais).

    E então vem a pergunta: entre estes dois arranjos, qual é aquele ao qual os pobres conseguem ter acesso?

    Dados da Pnad mostram que, enquanto no país avança a presença nas residências de bens duráveis, como eletrônicos, boa parte dos estados fica paralisada -- ou até regride -- em serviços como água, esgoto e coleta de lixo.

    De 2011 para 2012, 14 estados tiveram redução no percentual de moradias com esses serviços (em 11 a rede de esgoto não teve nenhum avanço); apenas dois recuaram em bens duráveis.

    Um dos maiores entraves ainda é a rede de esgoto. Ao todo, 11 estados recuaram no acesso a este serviço. No Piauí, o percentual de casas com acesso à rede foi de 4% para 2,8% -- queda de incríveis 29%.

    A carência de recursos é apontada como justificativa nos estados onde a maioria das casas não tem rede de esgoto.

    Eis a lógica do setor público: sempre que um programa está indo mal, é necessário tomar mais dinheiro da população. O fracasso de uma iniciativa estatal significa que ela tem de ser recompensada com mais verbas confiscadas da população.

    Exatamente o contrário do que ocorre na iniciativa privada, onde o fracasso é punido e o sucesso é recompensado com maiores lucros.

    Enquanto o setor privado reage a um aumento na demanda com regozijo, o setor público reage ao mesmo fenômeno com ameaças. Enquanto o setor privado está sempre implorando por qualquer aumento na demanda, disputando acirradamente seus consumidores, o setor público está sempre culpando e punindo os consumidores por utilizarem demais seus serviços ou até mesmo por eles existirem.

    Você consegue imaginar a Coca-Cola gastando milhões para fazer propaganda pedindo para as pessoas beberem menos Coca-Cola? Pois é isso que as estatais monopolistas do fornecimento de água fazem, gastando milhões com suas campanhas pedindo para que as pessoas economizem água!

    "Mas se empresas privadas fornecessem água, empresários gananciosos iriam cobrar o quanto quisessem e os pobres não teriam acesso à água". Enquanto os "defensores dos pobres" ficam com estas divagações, os pobres vão tendo acesso à Coca-Cola e não à água.

    E quanto a "cobrar o quanto quisessem", o monopólio estatal do fornecimento de água já chegou a um nível tão absurdo que, em São Paulo, é mais barato comprar água de um caminhão-pipa do que do encanamento da Sabesp.

    Isso mesmo: o uso de um caminhão-pipa, o pagamento do motorista, da gasolina e do pedágio, e a compra da água em alguma fonte próxima — tudo isso sai mais barato do que o transporte por canos.

    E não podemos ignorar o custo extra do mercado negro, pois, como a Sabesp possui o privilégio monopolístico no fornecimento de água, é ilegal concorrer com ela na venda de água para imóveis.

    No entanto, ainda assim, centenas de imóveis em São Paulo enchem suas caixas d'água todas as noites com caminhões-pipa em vez de comprarem a água da Sabesp pelo encanamento.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1708
  • Adilson  25/04/2018 03:56
    Acertei todas. Fácil.
  • Helton Silva  25/04/2018 18:23
    Os rinocerontes negros foram extintos por isso não se encontram em perigo kkkkk
  • Bernardo  25/04/2018 18:35
    É mesmo?

    The black rhino population is recovering and increasing very slowly, but the poaching threat remains great. […] the population now numbering between 5,042 – 5,455 in the wild.

    rhinos.org/species/black-rhino/

    Ou seja, ele não só segue vivo, como sua população está aumentando.

    Como é que é mesmo? "kkkkk" (fiz certo?)

    É cada ignaro...

  • Desconhecido  25/04/2018 20:12
    O que está extinto são algumas sub espécies do rinoceronte negro. A espécie ainda não está extinta, mas vale ressaltar que ainda está classificada como criticamente em perigo.

    www.iucnredlist.org/details/6557/0
  • Helton Silva  09/05/2018 00:15
    Interessante, eu não tinha realmente pesquisado a fundo, obrigado por esclarecer. :)

  • Helton Silva  09/05/2018 00:44
    Realmente, fui muito ignorante, perdão.
  • Emerson Luis  08/05/2018 10:56

    Outros fatores que interferem na nossa percepção:

    1) Tendemos a nos comparar com quem tem/faz/é melhor do que nós;

    2) Se nossa situação melhorou, mas melhorou menos do que a de quem antes estava igual a nós, nossa impressão é que nossa situação piorou;

    3) Doutrinação/propaganda esquerdista.

    * * *
  • Larissa  28/09/2018 18:19
    Olha, mas eu queria dados sobre segurança no Brasil nos últimos 50 anos. A impressão é que piorou muito. Estou errada? Outro ponto que não sei se é verdade a desigualdade de renda e não a pobreza é um dos fatores geradores da violência. Poderiam me esclarecer? Outro ponto mais dinheiro e acesso a tecnologia implica necessariamente em maior bem estar? Parece que o índice de suicídios aumentos muito nas últimas décadas. Há alguns estudos que já viram correlação (não necessariamente causa) entre número de horas de uso de Smartphone e suicídio.
  • Andre  28/09/2018 18:59
    Tem apenas a partir de 1980, quando tínhamos taxa de homicídios de 11,4 por 100mil hab.

    www.cdc.gov/mmwr/preview/mmwrhtml/mm5308a1.htm

  • Mídia Insana  28/09/2018 19:32
    "Dados sobre segurança no Brasil nos últimos 50 anos,"

    50 anos é muito tempo. Nos últimos 50 anos houve urbanização, a população mais que dobrou de tamanho, a configuração familiar não é mais a mesma e os motivos que levava alguém a cometer um crime em 1968 já não são mais os mesmos que em 2018.

    O mais próximo que eu consegui para você é o trabalho do Flacso do mapa da violência, que acumula dados históricos sobre homicídio no Brasil. Há crime que não envolve homicídio, porém; mas sua suspeita de que a situação no Brasil só piora se confirma, apesar de a do mundo estar melhorando. Lembre-se: o autor é um economista de um país que tenta não ser, mas ainda é um país sério. Ele não pôde escrever o artigo acima especificamente para a realidade da Banânia.

    "Pobreza gera violência?"

    Não, pobre não é bandido. Pare de saquear o que a pessoa tenta vender, pare de impedi-la de trabalhar por menos do que você acha que ela deve receber, pare de transformá-la em bandido por vender algo que os outros querem comprar; pare de impor leis e burocracia para protegê-la dela mesma; pare de "proteger" as pessoas das drogas e assim tornar o narcotráfico tão lucrativo.



    "A desigualdade gera violência?"

    Violência certamente gera desigualdade. Áreas de risco afastam negócios e impedem o desenvolvimento da região, piorando ainda mais a situação para a população.

    Agora sobre a desigualdade: a Bolívia é mais desigual que o Brasil e o o Chile é tão desigual quanto o Brasil. Mas você não vê violência lá como vê aqui. Reduzir a violência a fruto da desigualdade e pobreza é uma trivialização brutal e factualmente errada. É preciso investigar a erosão das famílias, a existência de oportunidade dada a legislação de um determinado país, a cultura do povo daquele país e uma míriade de fatores que emaranham as relações de causa e efeito. Ironicamente, os proponentes dessa tese de 'desigualdade cria crime' nos EUA a usam para defender o welfare state - como se as décadas de dependência do welfare state não tivessem tornado os negros nos EUA, por exemplo, mais pobres em relação aos brancos hoje do que antes dos direitos civis.

    "Mais dinheiro e acesso à tecnologia implica em bem estar?"

    Certamente não é miséria, atraso e exclusão do acesso à tecnologia facilitadora que implica em bem estar.

    Índices de suicídio também vêm caindo desde 2010 entre todas as idades.
  • Nome  20/01/2020 17:28
    Vocês já leram a nova coluna do Pondé ? Foi feito para o IMB rsrs
    -


    Portaria inteligente ou remota. Claro que o termo "inteligente" aparece sempre que alguém quer vender algo que faz os inteligentinhos de mercado ficarem excitados.

    Tenho conversado com pessoas cujos condomínios contrataram portarias inteligentes e as opiniões são controversas. Mas a moda está pegando e a demissão em massa dos profissionais na área cresce.

    Uma portaria inteligente é uma portaria sem porteiros ou nenhum funcionário similar. Você fala com um cara, sei lá, no Acre, que monitora 150 portarias pelo país. O argumento básico é a redução de custos, claro.

    Podemos olhar para esse fenômeno de um modo mais amplo, ou mais imediato, ligado ao cotidiano. A portaria inteligente torna o prédio impermeável, inclusive a você e a seus convidados ou encomendas. Coisa de gente chata.

    A ordem espontânea e expandida (expressão usada pelo economista liberal Friedrich Hayek para se referir ao mercado) é uma entidade moral, social, política e econômica. Na China, por exemplo, você vê um número enorme de pessoas, claramente sem grande formação, realizando pequenos trabalhos.

    Esse fato garante a atividade e a dignidade de pessoas dentro dessa ordem espontânea e expandida. Economia sem a dimensão social é uma economia tão cega quanto um mercado em que o Estado controla preços: gera desemprego, instabilidade, e, por tabela, pobreza, concentrando a riqueza na mão de quem destrói o próprio tecido social do mercado. Coisa de idiotas de mercado.

    Infelizmente, no Brasil, existe em grande número esse personagem que é o idiota de mercado ou o liberal inteligentinho, que acha que sociedade de mercado é uma entidade meramente econômica.

    Não. O mercado é moral e social. Adam Smith, filósofo do século 18, antes de ser um economista, foi um filósofo moral. Como você identifica um idiota de mercado?

    Esse personagem confunde a dimensão social e moral do mercado com a ingerência de um Estado gigantesco na vida das pessoas. A dimensão social e moral do mercado é a responsabilidade moral dos agentes econômicos nas suas pequenas decisões diárias, nas suas esferas de poder.

    Mas, para além dessas consequências mais amplas, há que se pensar nas consequências mais imediatas, a curto e médio prazo, no mínimo.

    A humanidade envelhece a passos largos. Idosos que conseguem manter suas casas, onde viveram e constituíram memória, dependem de pessoas que os ajudem a lidar com o cotidiano, nos prédios em que vivem. Portarias inteligentes destroem essa dimensão do vínculo externo da casa com o condomínio. Apenas millennials, enquanto ainda têm 15 anos de idade, não percebem isso.

    Todo mundo sabe que porteiros e similares são os primeiros a darem socorro e tomarem decisões em momentos de emergência. Muitos idosos dependem deles no seu dia a dia, inclusive para ajudar na lida com pequenas compras.

    Os inteligentinhos de mercado, provavelmente, dirão que esses idosos devem ser lançados em casas de repouso, locais em que a história presente na memória material deles inexiste.

    O problema é que o número de idosos só cresce, e destruir essa rede de vínculos próximos, no cotidiano, só aumenta a inviabilidade da vida desses idosos nos prédios em que sempre viveram. É uma forma clara de desumanização.

    Se por um lado, a sociedade contemporânea deve pensar no meio ambiente e nos jovens, ela deve se ocupar com o modo como lidará com o crescimento da longevidade.

    Outro traço das portarias inteligentes é o aumento gigantesco de burocracia, inclusive mediado pelo uso de ferramentas mais próximas à sensibilidade dos millennials.

    Receber, por exemplo, uma nova faxineira, transforma-se num processo semelhante a tirar vistos para viajar. Cada passo banal da relação do prédio com o mundo externo se transforma num grande processo kafkiano. Você se sente um K, personagem famoso do Kafka, se quiser receber uma encomenda e não tiver ninguém em casa pra recebê-la.

    Portarias inteligentes comprovam a tese marxista segundo a qual o capital, um dia, mandaria os humanos a merda e se tornaria autônomo no seu processo entrópico.

    Luiz Felipe Pondé
    Escritor e ensaísta, autor de "Dez Mandamentos" e "Marketing Existencial". É doutor em filosofia pela USP.

    www1.folha.uol.com.br/colunas/luizfelipeponde/2020/01/marx-tinha-razao.shtml
  • Sobrenome  20/01/2020 18:37
    Troque "portarias inteligentes" por "luz elétrica" (que tornou obsoleta as fábricas de velas e causou grande desemprego nesta área), ou por "automóveis" (que tornaram obsoletas as carruagens e causaram grande desemprego nesta área), ou por "tratores" (que aboliram o pesado trabalho manual no campo e causaram grande desemprego), ou por "computadores" (que aboliram as fábricas de máquinas de escrever e causaram grande desemprego neste setor), ou por "elevadores sem ascensoristas" (que dificultaram a vida dos idosos e causaram grande desemprego nesta área), ou por "postos sem frentistas" (uma realidade nos EUA e Europa que dificultou a vida dos idosos e causou grande desemprego nesta área), ou por "ônibus sem trocadores" (uma realidade nos EUA e Europa que dificultou a vida dos idosos e causou grande desemprego nesta área) — e você terá o mesmíssimo "argumento".

    A lista é infindável, e mostra que a real idiotia está no Pondé e naqueles que veneraram o texto dele que faz uma apologia do obsoletismo. Certo?
  • anônimo  20/01/2020 18:52
    Mais engraçado é uso dos velhinhos como argumento. Na falta de dados objetivos, tentou apelar à emoção.
    Só esqueceu que a Europa tem população mais velha do que a do Brasil e lá, "inexplicavelmente", porteiros não são necessários para a maioria dos prédios residenciais. E, aparentemente, isso não afetou a expectativa de vida dos velhinhos.
    Pondé é o "inteligentinho da mídia".
  • Richard Hugh  24/01/2020 12:33
    Engraçado mesmo é o famoso "ultrarracional de internet", que desconsidera qualquer argumento que infere ao emocional alheio mas chora assistindo Titanic.
  • Pobre Paulista  20/01/2020 18:41
    Ué, virou obrigatória a instalação de portarias inteligentes?

  • Drink Coke  20/01/2020 19:40
    Alguém instalou uma portaria 'inteligente" no condominio do Pondé e ele não gostou.

    Além de soberbo de dizer o que é melhor ou não para o consumidor, não entende que a criação de uma automação, além de reduzir custos e, por consequência, aumentar a renda das pessoas, também cria outros empregos, como disse Schumpeter é a destruição criativa. Mas para um filósofo que cita Marx, não dá para esperar muito além de provocar medo e insultar quem pensa diferente.
  • Ex-microempresario  20/01/2020 20:20
    Na Europa, prédio com porteiro é raridade. Porteiro, ascensorista, manobrista, são coisas de país de terceiro mundo como o nosso, onde qualquer um que ganha mais de um salário mínimo já se acha importante demais para abrir uma porta.
  • Felipe L.  21/01/2020 13:50
    Também nunca vi porteiro em prédios e condomínios, quando estava na Flórida. Eu vi um recepcionista somente em um prédio da riquíssima cidade de Palm Beach (onde a renda familiar anual é de US$ 100 mil), quando eu fui fazer uma entrega de Uber EATS.

    Acho que é por questão de segurança mesmo. Como nesses locais não há uma barbárie como no Brasil, fica menos necessária a presença de porteiros.
  • Skeptic  21/01/2020 16:58
    Pondé é um "gênio" bem informado, foi fazer um vídeo sobre anarcocapitalismo e só falou de Ayn Rand.
    Sabe nada do que comenta, é o filósofo das inutilidades, só fala besteira e se concentra em temas sem importância filosófica.
  • Drink Coke  20/01/2020 18:52
    Sempre me irrita em uma discussão sobre capitalismo alguém argumentar que esse sistema prejudica os pobres, aumenta a pobreza ou causa fome. Para refutar, eu costumo partir para um caminho mais empírico ao inves de teórico e mostro gráficos simples (daqueles que rapidamente você acha em uma busca do google) sobre a queda da taxa de pobreza desde a implantação do capitalismo. Um simples gráfico já detona os principais argumentos contra o capitalismo, mas o que irrita mais é que essas pessoas tendem a ignorar essas informações por mais que se trate de um dado estatistico. Tal como recentemente a esquerda se aproveitou das manifestações chilenas para atacar o liberalismo e dizer que o modelo fracassou, ignorando todos os números que corroborem a evolução impar do Chile na América Latina.

    Agora a moda da vez é criticar o capitalismo pela desigualdade ou meio ambiente, por mais que se mostre que igualdade não está relacionado com prosperidade ou que o capitalismo é uma forma de preservar o meio ambiente sem que precise destruir a economia moderna, mas ainda assim as pessoas ignoram e insistem em seus pontos sem fundamentos.
  • Sou direito - sou direita  21/01/2020 02:30
    Sob qualquer parâmetro indicador de qualidade de vida, creio que não há dúvida que melhoramos muito desde a revolução industrial. Esse foi o divisor de águas que tirou a grande maioria da população mundial de séculos de miserabilidade. Desgraçadamente, praticamente junto com a revolução industrial, veio o marxismo, que freou em grande medida essa melhoria, principalmente nos países onde foi posto em prática.

    Será que existem estudos que mostrem o quanto a população mundial poderia estar ainda melhor de vida se não fosse a desgraça do marxismo?
  • Felipe L.  21/01/2020 16:17
    Notícia recente, pessoal:

    "Brasil pula do 9º para o 4º lugar em investimento estrangeiro"

    Notem de que foi o melhor resultado em 7 anos, ou seja, em 2012. Em 2012 o Brasil estava vivenciando ainda uma bolha.

    Será que isso deve se manter nesse ano, dado o desempenho vergonhoso do real brasileiro no governo Bolsonaro até o momento?

    O que você acha, Leandro?
  • Realista  21/01/2020 16:47
    O interessante é que quando você olha o gráfico percebe que o resultado só foi aparentemente bom porque houve meses nos anos 2018, 2017 e 2016 em que o IED foi baixíssimo. Aí, na soma total, 2019 ficou até bem em comparação, simplesmente porque o IED foi mais contínuo e consistente.

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/brazil-foreign-direct-investment.png?s=brazilfordirinv&v=201912201246V20191105&d1=20140121&d2=20200121&type=column

    P.S.: o fato de termos ficado atrás de Cingapura, que é uma cidade menor que o Rio de Janeiro, é vergonhoso. Ficar atras de EUA e China é perfeitamente normal, pois têm mais habitantes que a gente. Mas perder de Cingapura é dose.
  • Imperion  23/01/2020 13:35
    Estao prevendo reformas o que atrai investimentos. É empirico que qualquer corte na burocracia afete o volume de investimentos.
    Fique de olho no andamento da reforma tributaria, mesmo que seja meio porca. Todo alivio trara uma resposta proporcional no aumento do investimento.
    Todo mundo sabe que se houver um afrouxo , vai sobrar oportunidade de negocio no pais. Isso faz com que os investidores se adiantem.
    Note tb que se a situação fiscal piorar, havera diminuicao proporcional dos invéstimentos
  • Imperion  23/01/2020 13:41
    Brasil sobra petroleo. Ao inves de refinar tudo e aumentar a oferta de gasolina e produtos no mercado interno, baixando assim os preços, o brazil exporta petroleo e importa gasolina cara.
    Cria emprego la fora e empobrece o brazileiro
  • Richard Hugh  22/01/2020 14:01
    O pessimismo nunca foi material, ao meu ver.
    A piora do mundo se dá mentalmente, intelectualmente, filosoficamente.
    É claro que a qualidade de vida melhorou, expectativa, menos fome, menos guerras e etc., mas a que custo? Ao custo do emburrecimento da população mundial, seja pelo simples hedonismo cego ou pela futilidade das redes sociais.
    Um exemplo típico (mas não exclusivo) é a literatura. Quando se pega livros do século 19 e 20 (Dostoievski; Céline; Camus; Proust; Machado de Assis; John Williams, etc) e compara com a autoajuda barata, onde só se vê gente ensinando a ligar foda-se, ser eficiente, ser feliz (como se houvesse uma resposta objetiva para isso); é aí que se nota a diferença, é aí que o pessimismo esperneia no desespero.
  • Guilherme  22/01/2020 14:10
    "É claro que a qualidade de vida melhorou, expectativa, menos fome, menos guerras e etc., mas a que custo? Ao custo do emburrecimento da população mundial, seja pelo simples hedonismo cego ou pela futilidade das redes sociais."

    Além de ser uma postura elitista, ela também é fatuamente falsa. Como seria possível o mundo ter melhorado e vivenciado um profundo avanço tecnológico e medicinal e, ao mesmo tempo, ter ficado mais burro?

    Sua lógica não fecha.

    Exemplo prático: por que as pessoas do século XIX não se comunicavam por meio de telefones celulares? Por que elas não utilizavam computadores? Ou mesmo, por que as guerras da antiguidade não utilizavam mísseis teleguiados?

    Todos os recursos físicos necessários para fazer mísseis, celulares e computadores já existiam naquela época. Aliás, esses recursos físicos já existiam desde a época do homem das cavernas. Por que o homem das cavernas não tinha um computador portátil para interagir com seus semelhantes via Facebook? Por que não usavam Skype, WhatsApp ou Instagram?

    A resposta é que, embora os recursos físicos já existissem, a mente humana ainda não era engenhosa e criativa o bastante para saber como transformá-los em celulares, mísseis, computadores, smartphones e internet.

    Ou seja, ainda não tínhamos o conhecimento.

    A diferença entre nós e um homem das cavernas é que nós, hoje, temos mais conhecimento do que eles. Biologicamente, somos os mesmos. Os neurônios em nossos cérebros são os mesmos. O mundo físico à nossa volta é o mesmo (todos os recursos físicos necessários para se fazer celulares, tablets, computadores, carros e aviões já existiam naquela época). 

    Mas a nossa vida hoje é infinitamente melhor e mais confortável por causa do conhecimento.

    E esse conhecimento é o que aumenta nossa riqueza e nosso bem-estar.

    Portanto, você, ao dizer que estamos ficando mais burros, está contradizendo tanto a teoria quanto a empiria.
  • Richard Hugh  24/01/2020 12:18
    Você utilizou o começo da minha resposta para argumentar e ignorou completamente o resto que escrevi - que era justamente o que amparava ela.
  • Drink Coke  22/01/2020 14:24
    A maior parte da população era analfabeta no século XIX, a leitura de livro e discussões de ideia era um privilégio de uma minoria. Hoje a massa ao menos ler livros de autoajuda, de nada para um livro de autoajuda já é uma evolução.

    O que talvez esteja ocorrendo em minha opinião é uma degradação da cultura e do comportamento. Isso não é algo geral, positivamente estamos mais humanos e sensíveis, porém menos responsáveis e mais hendonistas
  • Estado o Defensor do Povo  22/01/2020 14:39
    É claro que a qualidade de vida melhorou, expectativa, menos fome, menos guerras e etc., mas a que custo? Ao custo do emburrecimento da população mundial

    Tá lendo muito Harari heim, de qualquer forma não faz sentido essa afirmação, antigamente mais da metade da população mundial sabia SEQUER LER, portanto não temos como medir o quanto eles eram burros, o máximo que eu acho que seja possível medir isso é vendo o quanto de conhecimento eles tinham na época, o que certamente era bem menor do que hoje, mas acho que em termos de capacidade cognitiva um individuo da época fosse tão capaz quanto um indivíduo hoje, tão ser humano quanto né?
  • Richard  25/01/2020 00:11
    Primeiro que não sei quem é Harari; tirando Michel Houellebecq não me resta mais nada para ler de útil nesses dias em que 'eficácia' e 'eficiência' é o mais importante, sobrando pouco aos questionamentos com sequer um mínimo de existencialismo... Fica fácil perceber que esses livros de política, economia e qualquer outra besteira COMPLETAMENTE SUBJETIVA não tem qualquer valor literário, histórico ou filosófico - apesar de tantos estarem convencidos do contrário.
    Segundo que eu fui muito claro no exemplo da literatura, mas no Mises e em quase todos os lugares em que opiniões são compartilhadas com o privilégio da anonimidade - e o ego dá aquela famosa desesperada - só se absorve o que se quer, aí as respostas ficam extremamente direcionadas a um único argumento e acabam virando uma incompletude digna de desprezo.
    Mas de qualquer maneira, já que apenas a literatura não foi o suficiente para entenderem: considere a música. E aqui não considere o fator subjetivo dela, pois ela também o é, evidentemente, mas o fator técnico mesmo (considerando que a ciência evoluiu tanto, então é claro que os cérebros tiveram que trabalharem muito para que ela assim o fosse, certo?). Há tempos se faziam muitas músicas extremamente complexas com apenas um instrumento, enquanto hoje com toda essa sonhada tecnologia só se faz putaria e choradeira.
    Ou então a forma de comunicação que a humanidade tanto desenvolveu, que tanto evoluiu, ao tempo que se vê tanto adolescente de catorze anos que mal consegue falar com uma menina; e chora assistindo trailer de filmes; e chora assistindo séries; e tem crises de ansiedades diariamente; e etc. Por fim, saber ler não significa nada, nem fazer conta, nem saber física, química, matemática, português, nem mesmo literatura, nada disso interessa. O que se interessa é a simples ciência da nossa efemeridade para que ao menos esqueça-se esse materialismo absolutamente exagerado e estúpido (ao menos o que ultrapassa a mera capacidade de se ter o que comer e onde viver) e pense-se um pouco mais na ciência pela ciência, na filosofia pela filosofia, e mesmo no entretenimento pelo mero entretenimento - mas não que façam dessas coisas tudo o que há.
    Sem dúvidas haviam, lá atrás, mais pessoas analfabetas, não se considera entretanto que elas tinham sem dúvidas mais insight da própria existência, entendiam melhor da vida e da morte (sabiam lidar melhor com ela) – e essa conclusão tira-se com a simples lógica (palavra amada aqui no Mises), pois lidava-se com a realidade, não com um mundo inventado em que se escolhe o que quer ver e escreve-se tudo para estranhos dos quais não se verá reação nenhuma; hoje, qualquer piazinho de merda com dez anos sabe ler, escrever e fazer cálculos, mas se for chamado de gordinho já não suporta mais essa vida de merda e em alguns poucos anos começa a reclamar para todos e se mata, pelo simples 'gordinho', quanta evolução. Não tem nem tanto tempo que criança sabia seu papel junto à própria família, ajudando a trabalhar na roça com os pais para poderem comer. Vá ler Céline, pelo amor, você e todo esse povo que trata de economia e política como algo com respostas já descobertas e com essa arrogância patética que tanto se vê aqui.
    E resta reforçar que eu gosto do Mises, muitos artigos são bons e usam o bom senso, mas esse povo nos comentários só faltam relinchar, e é só falar um pouco 'empolado' para se sentirem felizes consigo mesmo.
  • Aprendendo  23/01/2020 16:27
    Como vocês responderiam a esse comentário de um marxista:

    "Ao tentar nos convencer que o valor depende da utilidade, e não do trabalho, a teoria do valor de Bohm-Bawerk se transforma num círculo vicioso: os preços dependem das avaliações individuais dos consumidores, mas as avaliações dos consumidores também dependem dos preços. Consequentemente, o próprio Bohm-Bawerk e o seu viajante no deserto cometem um pecado capital de método: tomam como dado aquilo que se deve explicar, ou seja, o próprio preço!"
  • Ensinando  23/01/2020 17:07
    "os preços dependem das avaliações individuais dos consumidores, mas as avaliações dos consumidores também dependem dos preços."

    De onde foi tirado isso?! (Não responda, pois eu conheço a anatomia)…

    Se eu vejo uma banana presa na parede por uma fita crepe, e valorizo essa "obra de arte" em US$ 250 mil dólares (fato verídico ocorrido recentemente em Miami), de onde que essa minha avaliação depende dos preços"?

    Aliás, essa postura é típica: inventam um espantalho sem a mais mínima lógica, batem nesse espantalho, e aí saem cantando vitória.

    De resto, é só refutar os artigos abaixo:

    www.mises.org.br/article/2540/a-teoria-do-valor-trabalho-ainda-assombra-a-humanidade-e-segue-causando-estragos

    www.mises.org.br/article/2925/nao-adianta-odiar-o-mercado-apenas-aprenda-a-usa-lo

    www.mises.org.br/article/2515/por-que-lixeiros-e-professores-ganham-menos-que-artistas-e-grandes-jogadores-de-futebol

    www.mises.org.br/article/1751/por-que-a-economia-nao-e-um-jogo-de-soma-zero

    www.mises.org.br/article/2324/os-economistas-austriacos-que-refutaram-marx-e-sua-tese-de-que-o-trabalho-assalariado-e-exploracao
  • Ex-microempresario  23/01/2020 22:06
    Típica embromação.

    O que depende do preço é a DECISÃO de comprar ou não, e não a avaliação.

    Exemplo:

    Eu gosto mais de carne do que de frango. Mas se eu vou em um restaurante onde o bife custa 70,00 e o frango custa 30,00, eu posso optar por comer um frango. Ou seja, minha decisão depende da minha avaliação E do preço em cada situação.
  • Guilherme Silveira  25/01/2020 17:18
    Excelente observações dos fatos que provam que esses arautos do apocalipse, sejam eles Testemunhas de Jeová ou ecologistas estão todos errados em suas análises distópicas. Os sombrios relatórios do WWF ( State of World) não subsistem ao estudo acurado das evidências. Menos Lester Brown e mais leituras de Ronald Bailey e Julian Simon. O único doomsday iminente é o colapso dos sofismas das ONGs ambientalistas, analistas antiglobalização, etc.
  • Guilherme Silveira A. Santos  30/01/2020 21:15
    O periódico científico Skeptical Enquirer, editado pelo CSICOP, tem artigos de capa brilhantes mostrando como as condições de vidada sociedade estão melhorando. A expectativa de vida aumentou mesmo em países de economia em desenvolvimento, a afluência (renda per capita) aumentou, o IDH aumentou, etc. Isso contraria as análises catastróficas de pensadores como o britânico John Gray, que constantemente recorre a argumentos irracionais para expor um quadro decadente das condições mundiais.
  • Guilherme Silveira A. Santos  04/02/2020 22:44
    O catastrofismo apocalíptico é muito antigo. No Épico de Gilgamesh já se encontra trechos apregoando o fim da civilização. No início do século vinte, os historiadores Spengler e Brooks Adams já faziam diagnósticos sombrios do colapso iminente. Agora temos analistas como o economista Nouriel Roubini e os ecologistas que insistem em prever a decadência social.
  • Guilherme Silveira A. Santos  30/08/2020 02:20
    Concordo que o mundo melhorou. Já havia dito isso nos meus comentários acima. Mas devo dizer que aceito as conclusões do economista Robert Gordon sobre o fim do crescimento econômico e das inovações importantes. As coisas fundamentais já foram descobertas e/ou inventadas. Isso já foi dito por Gunther Stent e John Horgan.


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