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Esta crucial profissão está para desaparecer na próxima década
Inicialmente, um milhão de homens já estão marcados para serem substituídos

Existem 3,5 milhões de caminhoneiros nos EUA. Aproximadamente 2 milhões são caminhoneiros dedicados a viagens longas. [No Brasil, são dois milhões de caminhões em atividade].

Agora veja o comercial abaixo. São apenas 80 segundos (um minuto e vinte). Vale muito a pena.

Uma empresa chamada Plus.ai, voltada para inteligência artificial, criou um caminhão que literalmente "dirige sozinho". Trata-se do primeiro caminhão deste tipo já produzido. Ele cruzou os EUA de costa a costa (da Califórnia até a Pensilvânia), com uma carroceria refrigerada carregada de manteiga. Ele fez paradas apenas para cumprir as regulações federais, que exigem paradas temporárias e um número mínimo de "descanso". O caminhão passou por todos os tipos de estradas e de ruas, e por todos os tipos de clima. Completou a jornada em 3 dias, um recorde.

Por lei federal, é necessário haver um motorista dentro do caminhão. Isso limitou o tempo em que o caminhão podia rodar na estrada: apenas 11 horas para cada período de 24 horas.

Se não fosse exigida por lei a presença de um motorista no caminhão, o veículo poderia ter cruzado o país em aproximadamente um dia e meio.

Isso não é faz-de-conta. Este caminhão está, figurativamente, descendo uma estrada na qual dois milhões de caminhoneiros voltados para jornadas de longa distância serão atropelados. Minha estimativa é que 50% deles já terão sumido até 2025. O ritmo de mudanças tecnológicas nesta área da economia está acelerando incrivelmente.

A empresa que realizou esta façanha foi criada por um pequeno grupo jovens extremamente talentosos com Ph.D. na Universidade de Stanford. Ela surgiu em 2016. Isso mostra quão rapidamente as tecnologias estão avançando. Elas estão surgindo do nada. O site Popular Mechanics relata outras iniciativas semelhantes.

Xos Trucks, em Los Angeles, está trabalhando com a UPS no teste de caminhões inteiramente elétricos. A Pronto.ai, fundada pelo engenheiro Anthony Levandowski, que passou por dificuldades na Uber, desenvolveu um sistema de segurança que oferece um controle de cruzeiro completamente adaptável, frenagem de emergência automática, centralização de faixa pró-ativa. A TuSimple, sediada em San Diego, se aliou aos Correios para transportar trailers entre Phoenix e Dallas. Aurora Innovation, Ike, Einride, Kodiak Robotics e Embark [todas elas startups voltas para caminhões autônomos] também querem um pedaço do bolo. 

As tecnologias voltadas para veículos autônomos estão avançando a um ritmo estonteante. A indústria de transporte irá adotar estas tecnologias tão logo o governo federal autorize seu uso. Não creio que irá demorar mais do que três anos. Pode até demorar um pouco mais, mas a tendência é irreversível.

Em algum ponto, o governo federal não mais irá exigir que haja um caminhoneiro na boleia nas autoestradas. Isso irá eliminar a restrição de 11 horas jornada para cada período de 24 horas. [No Brasil são 8 horas, podendo chegar a 12.] Neste ponto, os custos trabalhistas para longas jornadas irão cair dramaticamente.

Para essas jornadas, haverá um caminhoneiro designados para ficar de prontidão perto de um posto de combustíveis. Os caminhões autônomos estarão programadas para se dirigirem para o acostamento quando se aproximarem de um posto. Um caminhoneiro local e um assistente irão se dirigir até este caminhão. O motorista irá descer do carro e entrar no caminhão. Ele então irá dirigir o caminhão até o posto, onde reabastecerá com diesel. E então o motorista irá voltar com o caminhão para a estrada, a partir de onde o computador reassumirá a direção. 

Não será necessário haver muitos destes motoristas, que estarão trabalhando próximos das paradas. Quando os carros autônomos também já estiverem massificados, nem sequer será necessário um assistente para dirigir o caminhão até a rodovia.

A concorrência entre caminhões autônomos irá derrubar os custos do frete cobrados não só pelas transportadoras, como também pelas ferrovias. A velocidade de entrega é a chave. Trens não conseguirão concorrer, em termos de tempo de entrega, com caminhões que podem cruzar o país em menos de dois dias quando não mais for necessário haver um motorista na boleia, o que significa que os caminhões poderão estar na estrada 24 horas por dia, sete dias por semana. Isso irá forçar as operadoras de ferrovias a cobrar menos por distância, pois sua entrega será mais lenta. Empresas aéreas (que também transportam encomendas) não passaram incólumes por esta queda de preço. Se caminhões e trens estão reduzindo tarifas, aéreas também terão de fazê-lo para manter sua fatia de mercado.

Conclusão

Os beneficiários de tudo isso seremos nós, os consumidores. A concorrência irá derrubar os custos de entrega, com efeitos nos preços de toda a economia. Mas nossos benefícios virão a um preço: a destruição de toda uma profissão. É isso que você e eu faremos. 

Em um mercado livre, são os consumidores que determinam os preços por meio da concorrência. Nós iremos demandar preços menores, não obstante o fato de que toda uma profissão irá desaparecer. Pense em caminhoneiros de longas jornadas como agricultores familiares. A profissão está fadada ao sumiço.

Todos aqueles que estão hoje em uma profissão que lida com a ameaça dos algoritmos e dos robôs manterão a tendência de acreditar que a ameaça não é real. É assim que caminhoneiros pensam hoje. Eles estão errados.

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autor

Gary North
é Ph.D. em história, ex-membro adjunto do Mises Institute, e autor de vários livros sobre economia, ética, história e cristianismo. Visite seu website

  • Drink Coke  09/01/2020 17:38
    Podem ter certeza que no Brasil os caminhoneiros vão ter vida longa. Se nem postos de gasolina self-service permitem no Brasil para proteger os frentistas, imagina isso.
  • Carlos Alberto  09/01/2020 17:45
    Haha, bom ponto.
  • zezao cianureto  10/01/2020 20:54
    Perfeito o seu raciocínio.
  • THIAGO CASTRO SERRA  11/01/2020 12:40
    E cobrador de onibus circular entao... Totalmente desnecessário...
  • jemuel  13/01/2020 11:50
    Realmente aqui em Banania isso se for rolar vai ser la pra 2050, estado protecionista/trabalhista.
  • Vinicius  09/01/2020 17:39
    O que mais impressiona realmente é a quantidade de startups que existem nos EUA. Só neste artigo são citadas nove voltadas apenas para caminhões autônomos.

    E nêgo ainda não entende por que os EUA são uma potência. Lá, o cabra inteligente vai empreender. Aqui, ele vai fazer concurso público (e não se enganem: na Europa também é a mesma mentalidade nossa). Pior ainda é caipira dizendo que os EUA estão mal e que o certo mesmo é investir na América Latina…

    Esqueçam o resto do mundo. Ninguém faz sombra aos EUA. A China só faz barulho (muito embora seja bem melhor que o Brasil), mas lá não há nem sombra desta liberdade empreendedorial que há nos EUA. Sem isso, nenhum país prospera solidamente.
  • Anônimo  09/01/2020 18:58
    Otário é quem não faz concurso público, meu amigo. Qual a lógica de correr riscos desnecessários, se pode ter um emprego vitalício com renda garantida? A hora que o boneco é demitido na iniciativa privada, ele fica sozinho. Nessa hora não aparece nenhum liberal para socorre-lo. Ele se f#%* sozinho. Tem é que fazer concurso público mesmo. E aí, quero ver quem é o inteligentão que refuta essa.
  • Sinônimo  09/01/2020 19:12
    Conversa com os funças aposentados do Estado do Rio de Janeiro, que nem recebem mais e sobrevivem mendigando empréstimos (para amigos, bancos e financeiras). Quando fizeram a escolha, parecia ser genial. Hoje, deve ser lamentável, pois, exatamente por terem sido funças a vida inteira, não sabem mais fazer p… nenhuma da vida.

    E sim, ser funça só é bacana enquanto houver otário produzindo e sendo tributado. Mas se o números de otários para de crescer (e vai parar, por uma mera questão de demografia), a vida boa dos funças acaba.

    Questão de matemática e contabilidade pura.


    P.S.: e se todo mundo seguisse a sua lógica de virar funça? O que ocorreria? A sua resposta demonstrará seu nível de inteligência (que já deve ter sido carcomida pelos carimbos, pastas e arquivos).
  • L Fernando  09/01/2020 19:13
    Refutar isso é fácil
    Com avança das tecnologias cada vez o estado será menor e exigirá menos funcionários.
    Claro que num ambiente normal e não numa sociedade bolivariana
  • Realista  09/01/2020 19:17
    Viram só? O que vai acima é a perfeita e mais acurada ilustração da mentalidade brasileira. Se a a farinha pouca, então quero meu pirão primeiro.

    E ainda há quem acredite que um país com uma população com esta mentalidade tem alguma chance de dar certo no longo prazo. Como é que gente que só pensa em mamata, boquinhas e sugar riqueza alheia, e que é anti-assunção de riscos e contra a própria criação de riqueza que eles querem sugar, pode desenvolver um país?

    Esqueçam.

    Aliás, vejo alguns aqui recorrentemente reclamando que o real está fraco, que o dólar está caro e que há fundamentos para a moeda americana ser mais barata. É sério mesmo que vocês pensam que o brasileiro merece ter uma moeda quase tão boa quanto a americana? Compare as duas nações. Compare a mentalidade de cada povo. Que o dólar ainda esteja custando só 4 reais é uma humilhação para o americano.
  • Estado o Defensor do Povo  09/01/2020 20:01
    Realista o seguinte, fale por si mesmo, se tu tem uma mentalidade de vira-lata o problema não é meu, cada brasileiro é diferente dos demais e pode ser tão capaz como qualquer pessoa no mundo, você mesmo se diminui ao desprezar os outros aleatoriamente assim.
  • Estado o Defensor do Povo  09/01/2020 19:20
    Caro Anônimo, pode me responder uma coisa, ser funcionário do governo é bom certo? Então você defende que todo mundo o seja também certo? Mas se isso fosse posto em prática o que aconteceria? Da onde sairia o dinheiro pra pagar o salário de todos esses funcionários públicos? Como funcionaria? No aguardo de sua resposta.
  • Jader dos Santos Correia  16/01/2020 13:18
    Presta atenção seu burro, funcionário público tende a sumir, visto o avanço tecnológico, muitas das funções dos parasitas estatais irão desaparecer, se o cara não inovar ficará para trás jumento comedor de capim.
  • cmr  09/01/2020 19:42
    Esqueçam o resto do mundo. Ninguém faz sombra aos EUA. A China só faz barulho

    Sabe de nada... kkk

    A China está uns 5 anos a frente dos EUA em inteligência artificial, pesquisas em computação quântica, etc... kkkkkkkkk
    Daí o desespero dos EUA em tentar parar a China a todo custo, sabem que a hegemonia americana está com os dias contados.

  • IMC  09/01/2020 19:55
    China é lixo desenvolvimentista, amigo.
  • Drink coke  10/01/2020 02:19
    Qual foi o produto inovador feito na china nas ultimas decadas? ate agora tudo que eles fazem é copiar e fazer mais barato.

    Estão anos luz atrás em inovação comparado com os Yankees. EUA é o principal pólo do mundo de Startup. As empresas de software dos EUA ainda são as melhores do mundo. Até no campo militar-tecnologico os EUA ainda são muito superiores aos Chineses, possuem os aviões, navios e misseis mais acançados do mundo. Sobre computação quantica saiba que a google e a IBM tem tido grande avanços na computação quantica, a google já conseguiu até montar um computador quantico que superasse o computador tradicional. Se você acha que um planejamento central será mais inovador que a liberdade empreendedorial, senta e aprenda.
  • silvio lopes de moraes  12/01/2020 17:51
    Até nisso o estado brasileiro atrapalha. As mentes pensantes são aniquiladas pelo setor público. Nós somos um lixo de país, essa é a verdade. Aqui para você empreender tem que passar por uma série de roubos do estado, com toneladas de normas e burocracia, país onde as decisões são tomadas pelos maiores bandidos da sociedade, nos três níveis, vai continuar sendo lixo mesmo.
  • Socram  14/01/2020 17:49
    Infelizmente esse lixo de país foi feito justamente para não funcionar com essa república imunda. Enquanto uma grande parcela da população não entender a raíz do problema,caminharemos a passos largos rumo ao abismo,governado por ratos corruptos e sua trupe.
  • Ricardo Bahia  14/01/2020 14:59
    Governos não fazem nada. Individuos que geram riqueza. Logo os países mais livres sempre estarão a frente de paises menos livres e a China não conhece muito a liberdade. Eles tem apenas uma multidão de escravos obedientes a sua disposição.
  • Carlos Lima  16/01/2020 19:39
    A China é uma ditadura de partido único que recebeu tecnologia gratuita da extinta URSS, alimentada de espionagem industrial. Compare o PIB per capta da China com os EUA!
  • cmr  16/01/2020 21:16
    Compare o PIB per capita da China de HOJE, com o da China de 30 anos atrás.
    Isso sim seria uma comparação minimamente útil.
  • HELLITON SOARES MESQUITA  09/01/2020 17:47
    Até sonho com isso. Porém é quase certeiro que não ocorrerá. Desde os anos 70 já tem inteligência artificial que consegue substituir médicos, porém até hoje não são usados. Ou mesmo se for pensar nos carros com transmissão automática. Até hoje as pessoas compram carros manuais porque uma transmissão automática é cara. Ok, tem a redução de custo, o que compensaria o preço maior do veiculo, o problema é que além que seja uma super solução com 50% de redução do custo, qualquer entrave burocrático pode tornar o veiculo inviável.
  • Juliano  09/01/2020 17:58
    Não entendi bem seu ponto, Helliton. Cirurgias feitas por robôs já são uma realidade. Meu pai mesmo fez uma ano passado (há apenas uma pessoa controlando o joystick).

    Quanto a carros de transmissão automática, isso é outro assunto que nada tem a ver com cortes de custos de produção. Envolve prazer pessoal, e não corte de custos de produção. Um carro de transmissão automática não reduz os custos de produção de uma empresa (ao contrário até), até porque nem é insumo de produção.

    Já caminhões autônomos são redução de custo na veia. O que pode impedir a disseminação é, como sempre, o governo. E só.
  • 5 minutos de IRA!!!  10/01/2020 11:13
    Exagerou. Só porque o médico faz a cirurgia indiretamente através de um braço mecânico, não quer dizer que foi o Robô que fez a cirurgia. Longe disso. Então já temos veículo autônomo desde o início do século, pois só precisamos guiá-lo pelo volante e ele anda sozinho............................ o carro é um robô?

    Tenho um primo na GM em São Caetano, trabalha no desenvolvimento. Ele aplaudiria violentamente esse artigo, mas a verdade é que não conseguem um veículo que fique estável na faixa de rolagem decentemente e umas quantas pessoas já morreram "dirigindo" veículos autônomos em testes........ acho que três anos, como diz o artigo, é pouco!!!!!!!!! Sempre suspeito quando o estardalhaçõ é grande demais!!!!!!!!!!!!!!
  • Estado o Defensor do Povo  09/01/2020 18:13
    Caro Helliton, onde cê viu essa história de robô substituir médico? Bom, não estou negando o que você disse, mas do que eu sei o que os robôs fazem é concentrar mais produção na mão de menos pessoas, no caso dos médicos, pra se fazer uma cirurgia antigamente era tudo manual, portanto haviam dezenas de cirurgiões na sala fazendo um trabalho mais perigoso usando facas e tesouras pra abrir o paciente, hoje são menos médicos fazendo a mesma cirurgia com robôs auxiliando, mais seguro e mais rápido, de qualquer forma, se for verdade que a tecnologia avançou tanto assim que ótimo.
  • maycon r r alves  09/01/2020 22:18
    Não, não havia inteligência artificial na década de 70. A pesquisa na area de redes neurais (inventadas na década de 50) era muito impopular nessa época, por causa das previsões exageradas e pelo simples fato de não haver dados o suficiente, e tecnologia(leia-se memória e processamento). As pesquisas sobre redes neurais só teve novo fôlego na década de 90, porém só muito recentemente, em 2010, que acelerou. Veja todo esse avanço ocorreu em um pouco mais de uma década. E para ser mais exato, inteligência artifical é um campo de estudo, porém ainda não foi alcançada.
  • Felipe  09/01/2020 18:59
    Imagina só no Brasil, que sonho a chegada de caminhões autônomos. Sem mais ameaça de greves de caminhoneiros, sem terror psicológico aos mais pobres.

    Mas aí eu lembrei dos órgãos brasileiros magnânimos e eficientes de trânsito, e eu voltei à realidade.

    Hoje, aliás, já há alguns sistemas semi-autônomos para alguns carros no Brasil. Por exemplo, há o monitor para manter o carro dentro da faixa. Mas as fabricantes se esqueceram de que muitas de nossas "nossas vias" possuem aquela sinalização espetacular, que faz com que os motoristas até tenham que imaginar que ali naquela via haja realmente uma faixa.
  • Pobre Mineiro  09/01/2020 19:34
    Piloto de avião acaba primeiro que o motorista.

    O motivo é simples, para um computador pilotar um avião é muito mais fácil do que dirigir um carro pelas ruas.
    A inteligência artificial requerida para dirigir um veículo terrestre é muito mais avançada.

    No futuro; um piloto de avião, numa base em terra, pilotará várias aeronaves ao mesmo tempo.

    Isso já é realidade entre os drones militares e, em breve, será também na aviação civil.
  • cmr  09/01/2020 19:51
    Condutor de trem é uma profissão que, teoricamente, já foi substituída faz décadas.

    Pouca gente sabe mas, no caso específico do metrô, o condutor é praticamente uma figura decorativa na cabine.
    E isso não é novidade, já é assim tem mais de 30 anos.
  • anônimo  09/01/2020 20:03
    Enquanto isso, nas repartições públicas brasileiras, elevadores continuam a ser conduzidos por ascensoristas com salário de engenheiro.
  • Pobre Mineiro  09/01/2020 20:16
    Ascensorista, frentista, porteiro, cobrador de ônibus, lavador de carro, bilheteiros de cinema, etc...

    Por que ainda não foram extintos ?.
    Resposta: Só porque o Brasil tem uma cultura "empreguista".
  • anônimo  09/01/2020 21:01
    É engraçado (na verdade trágico) como o setor público continua "assegurando empregos" mesmo após implementar uma "inovação" tecnológica.

    Alguns exemplos óbvios:

    - repartições com elevadores modernizados continuam mantendo ascensoristas (geralmente com salário maior do que o de um engenheiro da iniciativa privada);

    - ônibus com sistema de bilhete eletrônico mantêm um cobrador, que é pago para dormir, ouvir música ou distrair o motorista com conversa fiada;

    - contínuos para entrega de papeis em repartições com processos eletrônicos permanecem indispensáveis;

    - taquígrafos ainda são necessários em locais com audiências gravadas em áudio/video e sistemas de reconhecimento de voz capaz de atender eventuais necessidades de transcrição de conteúdo.

    E por aí vai.
  • Anarquista  09/01/2020 22:25
    Porque o Brasil é um país bolivariano.
  • Anarquista  09/01/2020 23:03
    O eminente fim dos caminhoneiros americanos é há tempos tema dos podcasts do Sam Harris. É claro que ele, como um notório esquerdista, diz que a única solução para essa extinção de uma profissão seria a criação de uma renda mínima à la Eduardo Suplicy. Não acredito que a aniquilação dessa profissão não vai gerar sequelas contra a liberdade. Vai tentar passar a conta para os outros trabalhadores pagarem. Mentalidade esquerdista é assim.
  • Emerson Luis  20/02/2020 16:45

    Você está falando deste Sam Harris?

    * * *
  • Felipe  09/01/2020 20:29
    Consumidores em sua maioria são os trabalhadores, com a diminuição drastica de trabalhadores, causada pela automação, logo nao haverá consumidores para manter a escala que a industria precisa e será o fim do capitalismo. Exatamente como Marx previu. Uma crise monumental de super produção . Onde as industrias terão quase poder infinito de produção mais nenhum mercado para vender e, como o velho barbudo previu, começará nas sociedades mais avancadas.
  • Miranda  09/01/2020 20:38
    Ou seja, o pior que pode acontecer, neste seu cenário "catastrófico", é o mundo ser inundado de bens e serviços baratinhos, fartos e abundantes. Teremos tanta coisa à nossa disposição, que entraremos em crise: uma "crise de superprodução".

    Sério, você realmente pensa antes de escrever? Desde quando estar rodeado de fartura e abundância, com tudo baratinho, configura crise? Eu quero ter uma "crise" dessas para toda a minha vida.

    Crise, meu caro, é você não ter nada, e tudo estar escasso, racionado e caro (exatamente como na Venezuela, que vive o exato oposto desse "pesadelo" que você narrou).

    De fato, a inteligência e o raciocínio básico se tornaram commodities em extinção.
  • Intruso  10/01/2020 00:45
    Miranda, de que adianta estar tudo baratinho se eu e outros milhões não irão participar do processo produtivo. De onde eu tirarei meu quinhão para participar desta festa dos "baratinhos".
  • Miranda  10/01/2020 02:57
    "de que adianta estar tudo baratinho se eu e outros milhões não irão participar do processo produtivo."

    Ué, você só não participa do processo produtivo se não quiser. Tire a bunda da cadeira e vá satisfazer os desejos de consumo da massa. Se você souber atender as necessidades dos consumidores, você sempre terá renda.

    Estando tudo baratinho, seus custos de produção serão irrisórios. Basta ter criatividade, e você ganha dinheiro.

    Agora, se você quer vida fácil, e ser sustentado por terceiros, aí é bom arrumar um(a) amante.

    "De onde eu tirarei meu quinhão para participar desta festa dos "baratinhos"."

    Produzindo bens e serviços que terceiros voluntariamente querem comprar. Sempre que você souber satisfazer a necessidade de terceiros, você terá renda. E sempre que ficar gemendo e reclamando da vida, será para sempre apenas isso: um eterno derrotado.

    A maioria dos empreendedores é composta de maus empreendedores - eis a sua chance

    Não adianta odiar o mercado. Apenas aprenda a usá-lo
  • Anônimo  10/01/2020 14:46
    SQN. Eu vi o atendimento das necessidades do consumidor ser atropelado pela polícia que agride o vendedor ambulante. Não adianta. Renda certa e vitalícia é no concurso público. Ah, mas pra perceber isso, tem que viver no mundo real, né?
  • Fabrício  09/01/2020 20:44
    "Uma crise monumental de super produção . Onde as industrias terão quase poder infinito de produção mais [sic] nenhum mercado para vender e, como o velho barbudo previu, começará nas sociedades mais avancadas."

    Meu Deus!

    Sério mesmo, nêgo realmente pensa antes de escrever? Não é possível.

    O ignaro está dizendo que as indústrias são tão malvadas que irão produzir infinitamente (ou seja, terão prejuízos e destruirão capital voluntariamente), e, em decorrência desta ampla fartura de bens e serviços, todos nós estaremos na miséria. Todos nós teremos de tudo (até mesmo Porsche e helicópteros baratinhos), mas estaremos na penúria…

    É cada coitado (arrivista de Facebook) que desaba por aqui…
  • Tulio  09/01/2020 20:46
    As pessoas só se focam na automação porque têm medo do futuro. Curiosamente elas ignoram outras "mecanizações" do passado que custaram milhões de empregos, mas que melhoraram enormemente nossas vidas e, consequentemente, reduziram nossos custos.

    Por exemplo, os eletrodomésticos reduziram enormemente a demanda por empregadas domésticas, que até então tinham de fazer tudo na mão. Com os eletrodomésticos, não só não precisamos mais de empregadas, como também não temos de pagar salários a elas. Isso reduziu nosso custo de vida e beneficiou a todos, mas os hipócritas ignoram isso.

    Ademais, como os eletrodomésticos diminuíram o tempo que as pessoas gastam em tarefas domésticas, elas agora não só não mais precisam de empregadas (o que reduz custos) como também podem agora focar nas atividades mais importantes (o que aumenta a renda).

    Tal "mecanização" foi brutal para o emprego das domésticas, mas ninguém derrama lágrimas. Tampouco fizeram gritaria dizendo que os eletrodomésticos iriam fazer explodir o desemprego, pois as domésticas não teriam qualificação para encontrar outros empregos.
  • anônimo  09/01/2020 20:55
    Paulo Kogos tem um vídeo inteiro falando sobre essas falácias de esquerda de que "a automação vai retirar empregos" na prática nenhuma mudança tecnológica em larga escala surge da noite pro dia, o processo é sempre economicamente e culturalmente gradual em uma sociedade livre, é tempo suficiente inclusive para que as pessoas tenham como se adaptar, o problema é que em uma sociedade aversa ao desenvolvimento, vitimista e educada para ser medíocre sem perspectivas, tende a criar uma barreira mental que leva a intervenções nocivas de governos para atrasar a civilização. Estamos no século 21, nenhuma sociedade deve se render a idiotismos ultrapassados ou abdicar da automação porque alguns empregos serão extintos, nossa qualidade de vida aumenta a medida que não necessitamos mais de trabalhos que máquinas podem assumir.

  • Humberto  09/01/2020 20:58
    Tanto os empregos industriais antigos (maçantes, mecânicos, monótonos, exaustivos e emburrecedores) quanto aqueles do setor de serviços que serão meramente repetitivos e não exigem raciocínio e iniciativa serão extintos. Não tem nenhuma chance de serem salvos por "vontade política". E tampouco são desejáveis.

    Estamos em transição para a economia digital, será uma era de grandes deslocamentos e reajustes, assim como ocorreu com agricultura (já foi o maior empregador dos países ricos, hoje não chega nem a 4% de seu PIB, e ainda assim alimenta todo mundo). A riqueza estará no setor de serviços tecnológicos, que facilitam a vida das pessoas. Mas mesmo assim apenas para os que tiverem conhecimento.

    Essa é a tendência da nossa evolução: trabalhos mais inteligentes, mais tecnológicos, mais cerebrais e menos manuais. Lutar contra isso é perda de tempo. E também um baita atraso.

    É dose ver gente falando sobre "desindustrialização" e pedindo providências dos governos sem entender o quanto tal fenômeno é natural no desenvolvimento de um país.

    Quem tem hoje um emprego que se baseia em esforços repetitivos ou que pode ser substituído por algoritmos, é bom já ir esperteando. Não vai durar muito.
  • EODP  09/01/2020 21:03
    Mesmo papo de sempre, as pessoas vêm com essa conversa apocalíptica desde os primórdios, cara, nunca duvide da capacidade do ser humano de inventar e inovar cada vez mais, hoje tem gente ficando rica fazendo hobby e diversão, é só ver os maiores sucessos do youtube, jogadores de futebol, cantores e atores, seilá, e ainda assim não é só o setor de serviços que emprega no Brasil, os setores de agricultura e mineração também empregam um monte de gente.

    O importante é ter produtividade, tu fala como se as máquinas substituíssem completamente a mão-de-obra humana, quando não é o caso, o que elas fazem é tornar o ser humano mais produtivo, concentrando o trabalho nas mãos de menos pessoas, por exemplo se ao invés de você ter 100 homens arando uma terra com um arado, você pode substituí-los por um motorista de trator que terá exatamente o mesmo resultado dos 100 homens, e ele ainda terá um trabalho muito menos árduo, ou seja, um emprego que não existia antes existe agora (motorista de trator), e que ainda é muito mais eficiente e confortável.

    E agora que arar a terra ficou mais rápido e mais fácil, a oferta de frutas e verduras estará maior, e é esse tipo de coisa que faz as pessoas enriquecerem, já que agora as frutas estarão mais baratas, e o agricultor terá menos despesas, pois antes ele tinha que pagar 100 homens pra fazer o trabalho, hoje ele paga apenas o motorista de trator e a manutenção do próprio trator, ficou muito mais econômico pra ele, ou seja, a vida de todo mundo melhorou, só quem se deu mal nesse cenário de primeira foram os antigos 100 homens que aravam manualmente, mas isso não é o fim do mundo, agora é a chance deles se especializarem em outras atividades mais produtivas (como dirigir trator) e que irá trazer mais bens para a sociedade.

    Com o setor de serviços e tal é a mesma coisa, antigamente uma cirurgia podia demorar horas e ter 10 cirurgiões atuando ao mesmo tempo, hoje com a ajuda de máquinas o que acontece na prática é ter menos cirurgiões nas salas fazendo o trabalho mais depressa e com ainda mais qualidade, já que pra cortar a pele de alguém uma máquina é muito mais precisa e segura do que o cirurgião fazendo tudo na base da mão e tesoura, ou seja, não te preocupa que as máquinas não vão substituir todos os cirurgiões do planeta do dia pra noite dessa forma.

    Eu sinceramente não duvido que no futuro talvez trabalhar vire só uma opção, já que as máquinas estarão fazendo tudo por nós, desde plantar batata até atender o telefone de telemarketing.
  • Drink coke  10/01/2020 02:49
    "Exatamente como Marx previu"

    Os seguidores de Marx são uma comédia. Marx "previu" há 150 anos que o capitalismo iria quebrar porque sua produção anárquica, sua concorrencia predatoria e produção voltada aos lucros e não as necessidade, concentrariam a renda nas mãos de pouco e elevaria a miseria da massa, provocando a revolução. Mas olha só, nada disso aconteceu, a vida da massa melhorou como nunca visto na historia, ou seja Marx errou e feio, mas os devotos seguem fiel a profecia de Marx e como religiosos fanáticos acham que é só questão de reintepretar Marx corretamente.
  • reinaldo  10/01/2020 12:06
    completando os comentários sobre a geração de desemprego devido à automação, os alarmistas sempre esquecem que muitas pessoas compram produtos feitos de forma específica, como móveis personalizados.
    O setor que atende as demandas diferenciadas da população como personalização de carros, casas, roupas, jóias, comida e bebida artesanal e centenas de outras vão continuar mantendo ocupadas uma fatia cada vez maior da população.
    Veja o estouro das cervejas artesanais, em minha cidade (45000 habitantes) deve ter umas vinte cervejarias, todas usando equipamentos modernos, mas supervisão de um ser humano, pois tem que atender uma demanda específica dos consumidores. Há dez anos havia apenas uma.
    o mercado de produtos artesanais está em expansão justamente porque o padrão de vida alavancado pela automação permite que os consumidores gastem seu dinheiro em produtos cada vez mais exclusivos e específicos, e a tendencia é só aumentar.
  • Paulo Cesar  09/01/2020 21:04
    Já trabalhei como ajudante de pedreiro, pintor, panfleteiro, operador de máquina, embalador, comprador, vendedor e atualmente como gerente operacional, e só posso dizer uma coisa, o mundo muda, se transforma e se moderniza e ele não tem dó de ninguém, desde o senhorzinho que não consegue trabalhar até as multinacionais poderosíssimas que não se atentaram as mudanças de mercado (Kodak, Nokia,Sanyo, entre tantas outras), tentar lutar contra o avanço da tecnologia e do mercado é pedir para ficar atrasado, se quer ficar alienado as mudanças, ok está tudo bem, mas não condene o mundo por mudar.
  • HAWLISON DOS SANTOS PEREIRA  09/01/2020 23:20
    Tomara que isso ocorra realmente. e o nossa economia possa finalmente se livrar dessa uberização dos trabalhos. Estima-se hoje que existam 2 milhoes de pessoas que devido a desemprego, nao saber fazer outra coisa ou por causa da crise economica escapam por meio de app de mobilidade urbana ou entrega de comida e serviços. serão dois milhoes de pessoas com opção de se mordenizarem e fazerem outra coisa de valor. vão ter que estudar uma forma de agregar valor pra sua vida ou pra sociedade senão seram renegados. Refutem isso esquerdopatas de merda.
  • anônimo  10/01/2020 06:15
    No Brasil furto de carga ja supera o trafico de drogas em lucro em alguns pontos.
    Agora, imagine uma IA que para pra nao atropelar o obstaculo. Basta por algo na frente e fechar o transito, a ia para , e o furto fica facilitado.

    Vai depender de sistemas de segurança mais fortes.

    Por isso provavelmente vai estar associado a outra tecnologia disruptiva. O 5G.
    E os EUA ja esta tretando com a china para ver quem domina o mercado primeiro.
  • Pobre Mineiro  10/01/2020 15:08
    Já vi isso sendo tratado em desenhos, filmes futuristas.

    Robôs dentro do veículo com diferentes níveis de reação, desde repreensões verbais, indo para jatos d'água, gás de pimenta, balas de borracha, até disparos de neutralização caso ultrapasse certo limite. Como os robôs obedecem friamente a programação e por isso são totalmente previsíveis, diferentemente de humanos, quem for por exemplo morto, o foi porque fez por merecer, pois o programa só atira para matar caso alguém arrombe o caminhão ou tente destruir, danificar os robôs segurança.

    Navios de carga fica ainda mais tranquilo colocar segurança robótica a bordo, devido ao espaço disponível.
    Se os piratas se aproximarem do navio, eles recebem um aviso para manter a distância juntamente com avisos legais.
    Não respeitou, vem jatos d'água.
    Subiram no convés do navio, vem balas de borracha, gás de pimenta, etc...
    Conseguiram entrar no navio, arrombando portas, aí é eliminação da ameaça. (leia-se, matar todos)

    Tudo desde o início devidamente avisado em vários idiomas.
  • Pobre Mineiro  10/01/2020 15:22
    É claro que a criminalidade também evoluirá, não dá para comparar a bandidagem de hoje com a do futuro.
    Veja que nos filmes de ficção, os bandidos conseguem burlar toda a sofisticada segurança disponível.

    No final, nesse quesito, ficará tudo como está, não há o que temer.
  • Sou direito - sou direita  10/01/2020 14:05
    Tenho que admitir que essa é uma questão que me inquieta. Há cerca de dois séculos a agricultura era a ocupação da grande maioria dos trabalhadores. Hoje essa participação da agricultura no mercado de trabalho é quase irrisória. Com a migração em massa das pessoas do campo para as cidades, a manufatura se tornou, por um bom tempo, o grande empregador, ajudando muito a elevar o padrão de vida da população.

    Mas agora, com a automação, a manufatura está reduzindo drasticamente o número de empregados. Outras ocupações têm surgido, mas a grande maioria delas também está sujeita à troca de empregos por automação. Enquanto isso, a população mundial cresce.

    A questão que se coloca é: robôs (vou usar esse termo para automação de um modo geral) não comem, não usam vestuário, não compram automóveis, não precisam moradias... No máximo, demandam alguns poucos serviços. Então, por um lado, teremos uma produção muito mais barata e farta, propiciada pela automação; por outro, será que teremos consumidores suficientes para absorver essa produção, mantidos os paradigmais atuais? Ou seja, haverá ocupações novas suficientes para absorver todo esse contingente deslocado pela automação, além dos novos entrantes no mercado de trabalho em razão do crescimento da população?

    Tentando fazer um exercício de futurologia -- talvez um tanto quanto simplista -- para o fechamento dessa equação, eu imagino que a solução seria uma forma de divisão do mercado de trabalho que existirá, onde mais pessoas trabalharão por muito menos tempo, tendo mais tempo livre para se dedicar a si próprias. Obviamente, a renda cairá proporcionalmente, mas com o barateamento da produção por meio da automação, essa queda de renda não impactaria o nível de vida. Só não imagino como se daria essa mudança de paradigma, onde as pessoas estariam dispostas a trabalhar menos, ganhando menos, de forma a dar emprego a um maior número de pessoas.

    Enfim, não sei se estou viajando na maionese.
  • Drink Coke  10/01/2020 16:50
    A entrada de uma máquina também cria empregos, passa a ser necessário técnicos para a manutenção da máquina, engenheiros e programadores para desenvolvimento, além de administradores, contadores, analistas de TI, juristas e comerciais para a manutenção do negócio da empresa que produz a máquina.

    No decorrer dos anos as pessoas migrarão para áreas de serviços, como já vem ocorrendo, a massa trabalhará com serviços administrativos em geral. Esse processo já está ocorrendo, é lento, mas está ocorrendo. Olhem o boom que está ocorrendo nas universidades, antes algo restrito para alguns, hoje algo banalizado.







  • Quem quer dinheiroooo?  10/01/2020 17:48
    Amigo "Sou direito - sou direita",

    Seu racional não faz sentido. Quanto mais automatizada as cadeias produtivas se tornaram no passado, mais a humanidade prosperou. Ao mesmo tempo em que a população mundial multiplicou de tamanho, a pobreza desabou. Quanto mais seguirmos o caminho da automação, mais esses efeitos de queda da pobreza irão se acentuar.

    Mesmo que as máquinas fizessem 100% do trabalho na agricultura e na indústria, ainda haveriam serviços complicados de serem automatizados. E se quiser supor que teremos 100% destes serviços automáticos, ainda haverá áreas nas quais as máquinas não excedem a capacidade humana, como pesquisa, artes, entretenimento, alguns segmentos de saúde como psicologia e cuidados humanizados, por exemplo.

    O que provavelmente ocorrerá é que, com a criatividade, iremos desenvolver novos mercados e novas formas de trabalho. Haverá uma infinidade de trabalhos a serem feitos na exploração espacial, no fundo do oceano, nas pesquisas e desenvolvimento, na criatividade, no auto-aperfeiçoamento, no lazer e entretenimento, no cinema, no teatro, e em mercados que nem imaginamos que possam existir.

  • Pobre Paulista  10/01/2020 18:19
    Produtos mais baratos = População precisa trabalhar menos para se sustentar. Qual a dificuldade em entender isso?

    Tendo que trabalhar menos, as pessoas tem seu tempo liberado para que elas possam trabalhar no que elas quiserem. Eventualmente, alguma delas irá criar algo ainda mais revolucionário do que o estado atual das coisas, gerando produtos ainda mais baratos.

    Produtos mais baratos são portanto a causa do progresso.

    Desnecessário dizer que apenas o capitalismo (uso de máquinas + propriedade privada + livre mercado) é quem pode causar produtos mais baratos.

    Quanto ao questionamento da "superprodução" que vc colocou (vc não usou o termo mas é sobre isso), veja este artigo, prestando atenção na seção O que gera o crescimento econômico. Ali se explica que não existe "crise de superprodução", e nem tem como isso existir.
  • Sou direito - sou direita  10/01/2020 22:52
    Será que a solução é tão simples assim - apesar de tudo, vamos continuar tendo uma expansão do mercado de trabalho capaz de absorver a demanda? Será que não estamos chegando a um ponto de inflexão na relação procura/oferta de trabalho por causa da expansão cada vez maior da automação? Não estou defendendo que esse processo deve ser evitado - pelo contrário, é um caminho sem volta. Só acho que os defensores do liberalismo (dentro os quais eu me incluo, ainda que de forma insignificante) deveriam começar a pensar no problema e em meios de resolver essa possível (in)equação, sob pena de o Estado vir a fazer esse papel, que é tudo que os esquerdistas querem.
  • Felipe  11/01/2020 00:16
    Você quer proteger empregos ou pessoas? Sem uma resposta clara, impossível qualquer tentativa de apresentar solução.

    Eu sempre digo o seguinte: uma esquerda minimamente racional (e não estou dizendo que você é de esquerda) pensaria em formas de ajudar pessoas que perderam seus empregos, e não em "proteger empregos".

    "Proteger pessoas" é uma coisa (e há até bons argumentos para isso), já "proteger empregos" é algo completamente irracional e anti-prosperidade.

    Deixem os empregos ruins sumirem. Se quiserem ajudar, criem ONGs para ajudar estes desempregados.

    O objetivo de uma economia não é nem "criar empregos" e nem "proteger empregos"
  • Sou direito - sou direita  11/01/2020 01:07
    Obviamente minha preocupação é com as pessoas. Quanto aos empregos, como mencionei, a automação - e qualquer outro movimento que torne empregos obsoletos - é um caminho sem volta. O que me aflige é que o contingente de eventuais marginalizados por essa modernização, que precisa sobreviver de alguma forma, venha a engrossar a massa de manobra das esquerdas, se não for dada a essas pessoas alguma alternativa.
  • Drink Coke  13/01/2020 17:00
    "O que me aflige é que o contingente de eventuais marginalizados por essa modernização,"

    Troque uma lampada, arrume um entupimento, pinte uma parede, limpe uma casa. Demandas de limpeza e reparos doméstico sempre vai existir aos montes e conforme a sociedade enriquece mais demanda há e menos pessoas estão disponíveis para essas tarefa, visto os países ricos.

    Pode faltar emprego, mas trabalho não, só não arruma algo quem não quer trabalhar mesmo.

    E não pense que ganham pouco, um desetupimento doméstico, cujo o aprendizado é simples, pode ser feita em um senai da vida e requer apenas a compra de uma máquina para desentupir, chega a tirar pelo serviço de 2 a 5 mi reais. Uma pintura de parede em um apartamento pequeno, você tira de uns mil a 2 mil reais.
  • Jéssica Bertoldo  10/01/2020 14:38
    O mundo não entrou num apocalipse quando as charretes foram substituídas pelos carros no início do século xx, também não acabou quando as locadores de filmes foram substituídas pelos serviços de streaming e plataformas digitais, e muito menos quando o uber, 99 e outros app de corridas chegaram ao mercado fazendo concorrência com os taxistas. É claro que no início a gritaria foi grande e as tentativas de lobby para frear a coisa aconteceu, mas no final das contas, a inovação chegou, as pessoas foram beneficiadas, mais consumidores entraram no mercado e as pessoas foram apenas beneficiadas. O medo é comum diante do desconhecido e as pessoas pensam que algo diferente pode piorar suas vidas. Mas se você não quer se prejudicar no meio do processo, aí vai uma ótima dica: para de se lamentar, saia da frente da televisão, e estude, estude muito. Aprenda uma nova profissão, um novo idioma, use a internet para o bem. Há centenas de universidades ao redor do mundo que oferecem graduações, especializações e até doutorados on line, a preços acessíveis. Pela internet, você pode aprender dezenas de idiomas diferentes, basta ter força de vontade e disciplina para os estudos. Seja inovador, curioso e pró ativo. Há sempre um lugar ao sol para quem quer fazer a diferença. O que não pode é você ser preguiçoso e querer prejudicar a vida de milhares de pessoas que querem usar essas portas que estão se abrindo. Você é apenas 1 num universo de 8 bilhões de pessoas no mundo, e se não quer sair da zona de conforto, outras milhares de pessoas não pensam assim, e você não tem o direito de prejudicar a vida delas. Entre na roda e deixe de ser uma vítma.
  • Nome  10/01/2020 15:51
    Tinha que ter um avião desses (sem piloto).

    Aí coloca o Hélio Beltrão e a turma do IMB toda dentro rsrsrs

    será que eles topam ?
  • Sou direito - sou direita  10/01/2020 22:28
    Os aviões mais modernos, principalmente os da Airbus, já praticamente voam sem piloto. Mas para eliminar os pilotos teria que haver a garantia de que os aviões nunca falharão (o que é impossível), porque são bem diferentes de um caminhão, que se falhar, pode ir para o acostamento, ou mesmo parar na rua, causando algum transtorno, mas nada demais. Já um avião, se falhar, mata centenas, e, nessas horas, o piloto pode fazer a diferença. O que parece estar com os dias contados é a vaga do segundo piloto.

    Vem sendo assim ao longo do tempo na aviação. No início da aviação comercial a tripulação técnica era composta de comandante, co-piloto, engenheiro de voo, navegador e operador de rádio (cinco tripulantes). Com a evolução das comunicações, dançou primeiro o operador de rádio; mais evolução tecnológica dispensou o navegador e, por último, o engenheiro de voo. A vez do co-piloto não está longe.

    Parece que já está muito próximo o tempo que vai se tornar verdade quando diziam que no futuro os aviões iriam precisar apenas de um piloto e um cachorro. A função do piloto seria alimentar o cachorro, e a do cachorro seria morder o piloto se ele tocar em alguma coisa na cabine de comando.
  • Pobre Mineiro  13/01/2020 13:37
    O piloto irá sumir da cabine também, este irá pilotar o avião de uma base em terra, inclusive pilotar vários aviões ao mesmo tempo.

    Isso já é realidade ente os drones militares, e será também na aviação civil.
  • Felipe  10/01/2020 17:33
    Alguém sabe essa encrenca da energia solar? Tem gente falando que é subsídio, outras falando que é simplesmente um imposto.

    Seria tão mais simples o Bolsonaro abolir a ANEEL... por que não extinguir? Medo de retaliação? Precisaria de aprovação no Congresso?
  • Sou direito - sou direita  10/01/2020 22:12
    Imposto é um espantalho que os empresários do setor de energia solar criaram ("taxar o sol") como argumento de defesa do subsídio, que é o que eles realmente querem quando defendem que não se cobre alguma coisa para que os pequenos produtores de energia solar coloque na rede os seus excedentes de energia. Ou seja, esses produtores teriam o direito de receber de volta à noite todo o excedente que injetarem na rede durante o dia, sem nenhum desconto. Bem, se eles não pagarem por isso, alguém vai ter que pagar. Aí é que está o subsídio. Sem querer entrar no mérito se é uma coisa boa ou ruim, principalmente do ponto de vista ambiental, mas certamente é uma afronta aos princípios do livre mercado.
  • THIAGO CASTRO SERRA  11/01/2020 12:39
    Caro, se a energia gerada pela usina solar esta sendo injetada na rede para contribuir com o fornecimento, suprindo a demanda da população, não faz sentido a empresa de energia taxar a utilizaçao da energia a noite por parte do produtor. Alem do produtor auxiliar o suprimento da demanda ele tem que pagar pela energia que gerou para utilizar a noite? Não faz sentido.
  • Sou direito - sou direita  11/01/2020 16:50
    Faz todo sentido ele pagar pelo serviços prestado pela distribuidora, que equivale a um serviço de armazenamento de energia. Se ele não quiser pagar, é simples: ele compra um caríssimo banco de baterias, onde ele armazena o seu excedente de energia durante o dia para usar a noite. Aí ele não depende do serviço prestado pelo distribuidor. O que não dá é ele evitar esse custo da compra de um meio de armazenamento, e jogá-lo na conta de outros.

    PS: Nada tenho a ver com distribuidoras de energia. O meu argumento fundamenta-se nos princípios do livre mercado, onde a ideia de subsídio não é bem vista.
  • Pobre Paulista  12/01/2020 20:15
    Não querer pagar a taxa do uso de rede e usar a rede mesmo assim é como querer usar estradas sem pagar pedágio.

    Meu caro, ALGUÉM está pagando para manter aquilo, pouco importa se a rede elétrica (ou as estradas do exemplo) são públicas ou privadas.

    E, no caso da rede elétrica, é simples: Os ricos que tem dinheiro para colocar painéis solares não pagam, enquanto os pobres que não tem dinheiro, pagam. Como tudo que o governo faz, o resultado é o oposto: No final das contas, essa medida para "incentivar" o uso de energia solar se transformou em (mais um) mecanismo de transferência de riqueza dos pobres para os ricos (Pensando bem, o governo Brasileiro sempre foi muito bom nisso).

    Agências reguladoras de fato não devem estar nas mãos do estado, porém, neste caso em particular, a ANEEL está correta e sua proposta é bem razoável.

    Este cara aqui fez um resuminho no twitter, dê uma lida.
  • silvio lopes de moraes  12/01/2020 17:48
    Congresso não deixa ele abolir nada. Estão lá praticando o parlamentarismo claro, anulando o presidencialismo, a forma de governo que está na constituição. Ou seja, o congresso tá rasgando a constituição, anulando o presidente. Alguém discorda?
  • Felipe  10/01/2020 17:36
    Quando os carros se popularizam, será que teve gente falando que seria ruim porque carroceiro perderia emprego?
  • Lucas  10/01/2020 22:53
    Sem dúvidas que sim! Por exemplo:


    "Ao final do século XIX o surgimento do automóvel não foi exatamente bem recepcionado. Existiam fortes grupos de interesse, tais como os donos das estradas de ferro e das empresas de carruagens que eram contrários à novidade que poderia vir a prejudicá-los. Estes grupos conseguiram que fossem promulgadas leis contrárias ao estabelecimento do automóvel tomando como desculpa a questão da segurança.

    A principal ação, nesse sentido, foi a Lei da Bandeira Vermelha (Red Flag Law), promulgada na Inglaterra em 1878. Este decreto obrigava que todo o automóvel fosse precedido de uma pessoa acenando uma bandeira vermelha, ou carregando uma lanterna à noite, para avisar os transeuntes sobre a aproximação da terrível máquina. Além disso, a velocidade não podia superar 6,4 km/h - a velocidade na qual o portador da bandeira vermelha era capaz de seguir à frente do carro.

    A lei, entretanto, teve vida curta e foi derrubada em 1896".

    www.sinaldetransito.com.br/curiosidades_foto.php?IDcuriosidade=33&alt
  • Andre  10/01/2020 19:26
    Essas evoluções tecnológicas só ocorrerão em países avançados, haverá uma forte redução dos custos dos fretes e aumento da competitividade enquanto nos países atrasados como este ficarão ainda mais defasados e empobrecidos. Se você é jovem saia deste país imediatamente antes que fique preso sustentando pirâmide previdenciária de velho e a sinecura dos funças.
  • Donny Campos  11/01/2020 23:45
    No Brasil sob pressão das facções de caminhoneiros "vulgo" sindicatos, os políticos e burocratas vão criar leis proibindo caminhões autônomos e acredito que nem no ano 2120, está tecnologia estará liberada para uso pelas empresas de transporte no país.
  • Pobre Mineiro  13/01/2020 13:46
    Poderiam lançar um "kit motorista automático", esse kit poderia ser instalado em qualquer velharia tupiniquim, como aqueles caminhões Mercedes 1113.

    Com tal kit, o caminhoneiro poderá deixar o caminhão dirigindo sozinho ou até mesmo não viajar com o caminhão.

    Ele estaria recebendo o frete normalmente e não viajando.

    Será que eles já pensaram nisso ?.
  • xerer  15/01/2020 07:14
    Meu amigo, antes desse tipo de automação ser liberada na banania (prevista por você por volta de 2120), teria que ocorrer uma verdadeira revolução na nossa infraestrutura.

    Veja, demoraram 40 anos para asfaltarem por completo a BR 163 (isso pq é um dos principais eixos de exportação da salva pátria commoditie). Detalhe: As pontes de MADEIRA continuam lá, também continua precária em sinalização e etc, neste contexto, vc acha que em 100 anos teremos estradas viáveis para veículos autonomos? Eu acho pouco provável.

    Nos EUA é incrível como as interestaduais são absurdamente sinalizadas, padronizadas, seguras e 100% duplicadas. Há áreas de aceleração, desaceleração, áreas de escape, áreas de descanso e não há interseções, por isso essa tecnologia vai ser muito facilmente implementada por lá.

    Na aviação, por exemplo, só existem 3 aeroportos (galeao, guarulhos e curitiba) que são capazes de receber um avião com tempo muito fechado (visibilidade menor que 200 metros), enquanto esse sistema é padrão em praticamente todos movimentados aeroportos dos EUA.

    Nossa infraestrutura é vergonhosa.
  • Felipe  15/01/2020 14:30
    Morei na Flórida (num bairro pobre), e que nem é o estado mais rico do país, e de fato é vergonhosa a infraestrutura brasileira. Tinha lá alguns lugares com sinalização mais largada e com alguns solavancos, mas é um paraíso perto do que existe no Brasil. As rodovias interestaduais pelas quais passei são muito boas (tem concreto também). O que mais chega perto disso são aquelas marginais que passam por São Paulo (que têm pedágio). O pedágio lá, quando existe, é baratinho. Problema é quando tem congestionamento, apesar que não foi pior do que já passei em São Paulo.

    E olhe que eu moro no estado de SP. Já passei no interior de CE e PI e é pior ainda.

    Vou até fazer o favor de mostrar algumas das várias fotos que tirei de lá na Flórida.

    Essa, lombada até existe, mas geralmente são apenas em bairros residenciais e são bem-sinalizadas e suaves ao extremo (altura dessa). Sabem fazer bueiros que não viram buracos e destroem o carro na hora de estacionar... Essa cidade já é West Palm Beach. Uma linda cidade, faz a cidade de São Paulo parecer uma favela.

    Eu voltei para o Brasil por motivos pessoais mesmo, porque se você tiver oportunidade de sair, saia. Brasil é um inferno comunista, você só tem essa vida e vai morrer esperando essa roça virar algo melhor. Economias demoram para sair do buraco, ainda mais no caso brasileiro, com essa CF intervencionista.
  • Emerson Luis  31/01/2020 16:59

    Podemos contar com os nossos nobres deputados dotados de "consciência social" para proibir tais monstros mecânicos no Brasil (ou pelo menos exigir que haja tripulantes humanos neles), assim como proibiram os postos de gasolina self-service e desse modo garantiram milhões de empregos!

    * * *


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