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O homem pobre, o homem rico e a mágica dos juros compostos — sete anos fazem toda a diferença
Comece cedo

Nota do editor

Richard Russell, morto em 2015, foi um dos maiores escritores do mundo das finanças. Sua carta de investimentos, a Dow Theory Letter, era publicada, desde 1958, regularmente a cada três semanas, disponível apenas para assinantes.

A assinatura custava US$ 300 por ano (um preço extremamente alto para os padrões). Ele tinha 12 mil assinantes. 

Mas eis o principal: ele jamais fez nenhuma propaganda. Era tudo boca a boca. Seu histórico de previsões acertadas para a bolsa e para os metais preciosos garantiu sua reputação.

Seu artigo sobre o efeito dos juros compostos se tornou um clássico do mercado financeiro. Quem o lê muda para sempre sua visão a respeito das finanças e, principalmente, da importância de se poupar e investir desde cedo.

Faça um bom uso.

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De tudo o que já publiquei durante os 40 anos em que escrevi essas cartas, o artigo intitulado "Rich Man, Poor Man" (Homem Rico, Homem Pobre) foi, de longe, o mais popular.

Recebi dezenas de pedidos para republicar esse texto novamente ou para autorizar sua divulgação para várias pessoas e empresas. 

Portanto, aqui vai.

—-

Ganhar dinheiro envolve muito mais do que prever corretamente para qual direção os mercados de ações ou de títulos estão caminhando. Ou tentar descobrir qual ação ou fundo irá dobrar de valor nos próximos anos. Para a grande maioria dos investidores, ganhar dinheiro requer um plano, autodisciplina e desejo. 

Digo "para a grande maioria das pessoas" porque, se você é o Steven Spielberg ou o Bill Gates, não precisa conhecer nada sobre o mercado financeiro, sobre rendimento dos títulos e sobre a relação preço/lucro de cada acao. Você é um fenômeno em seu próprio campo e ganhará muito dinheiro como consequência de seu talento e de sua capacidade. 

Mas esse tipo de gênio é raro. 

O investidor médio, como você e eu, não é gênio; por isso, precisamos ter um plano financeiro. Em vista disso, ofereço abaixo alguns itens dos quais devemos estar cientes se realmente quisermos levar a sério a questão de ganhar dinheiro. 

Regra número 1: juros compostos

Uma das lições mais importantes para se viver no mundo moderno é que, para sobreviver, é preciso ter dinheiro. Mas para viver (sobreviver) com felicidade, é preciso ter amor, saúde (mental e física), liberdade, estímulo intelectual – e dinheiro. 

Quando ensinei meus filhos sobre dinheiro, a primeira coisa que lhes ensinei foi o uso da "bíblia do dinheiro". 

Qual é a bíblia do dinheiro? Simples: é uma tabela de juros compostos. A composição é o caminho real para a riqueza. 

Saber fazer uso da mágica dos juros compostos é o caminho seguro. E garantido. E, felizmente, qualquer um pode fazê-lo. 

Para usufruir com sucesso dos juros compostos, você precisa do seguinte: perseverança para se manter firmemente no hábito da poupança. Inteligência para entender o que está fazendo e por quê. E conhecer a matemática básica para compreender as recompensas surpreendentes que virão caso você se mantenha fielmente na estrada dos juros compostos. 

Por fim, é claro, você precisa de tempo; tempo para permitir que o poder dos juros compostos funcione para você. Lembre-se de que a composição dos juros só funciona ao longo do tempo. 

Mas existem dois aspecto no processo da composição dos juros. 

O primeiro é óbvio: o processo pode envolver sacrifício (você não pode gastar dinheiro e ao mesmo tempo poupá-lo). 

Segundo: esperar o efeito dos juros compostos é algo chato – muito chato. Ou, melhor dizendo, é chato até (depois de sete ou oito anos) o dinheiro começar a chegar. 

Aí então, acredite, o efeito dos juros compostos se torna muito interessante. De fato, torna-se absolutamente fascinante! 

Para enfatizar o poder dos juros compostos, incluo este estudo extraordinário, cortesia da Market Logic, de Fort. Lauderdale. 

Neste estudo, supomos que o investidor (B) abre um fundo de previdência aos 19 anos. Por sete anos consecutivos, ele deposita anualmente $ 2.000 em seu fundo, o qual rende uma taxa média de 10% ao ano. 

(Repare que não precisa ser necessariamente um fundo de previdência. Pode ser qualquer investimento que gere 10% ao ano, o que inclui também ter um próprio negócio, com novos investimentos de $ 2.000 a cada ano. No atual momento do Brasil, mesmo com a Selic em níveis historicamente baixos, há CDBs de bancos pequenos, disponíveis em corretoras, que pagam até 11% ao ano).

E agora vem o ponto principal: após sete anos, esse cidadão NÃO faz mais nenhum aporte anual – ele terminou.

Um segundo investidor (A) não faz nenhum aporte até os 26 anos (que é exatamente a idade em que o investidor B acabou de terminar seus aporte). E então A começa fielmente a aportar $ 2.000 todos os anos — até os seus 65 anos (recebendo a mesma taxa de juros de 10% ao ano).  

Agora, compare os resultados incríveis: B, que começou seus aportes mais cedo (sete anos antes) e que fez apenas sete aportes, termina tendo ganhado MAIS dinheiro do que A, que fez 40 aportes, mas começando sete anos mais tarde.

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A diferença entre os dois é que B teve sete anos a mais de efeito dos juros compostos do que A. Aqueles sete primeiros anos valeram mais do que todas as 33 contribuições adicionais feitas por A.

Este é um estudo que eu energicamente sugiro que você mostre aos seus filhos. Trata-se de um estudo que reitera um fato: quanto mais cedo você começar a poupar e investir, mais rico será. Trata-se de um estudo com cujas premissas eu segui em minha e posso garantir: "Funciona". 

Você pode trabalhar seu juros compostos com títulos públicos, com um bons fundos multimercados, com fundos de ações e, por que não?, abrindo um próprio negócio e reinvestindo seus proventos.

(Nota do editor: como adendo, vale ressaltar que, no atual momento do Brasil, mesmo com a taxa SELIC em níveis historicamente baixos, há CDBs de bancos pequenos, disponíveis em corretoras, que pagam até 11% ao ano).

Regra número 2: Não perca dinheiro

Isso pode parecer ingênuo, mas acredite, não é. 

Se você quer ser rico, não deve perder dinheiro — ou, devo dizer, não deve perder muito dinheiro. 

Parece uma regra absurda, boba? Talvez, mas a maioria das pessoas perde dinheiro em investimentos desastrosos, em consumo supérfluo, em negócios insensatos, em ganância desmedida e até mesmo por terem um timing ruim. 

Depois de quase cinco décadas investindo e conversando com investidores, posso assegurar que, de fato, a maioria das pessoas definitivamente perde dinheiro, e muito – com ações, com opções, com o mercado de futuros, em imóveis, em empréstimos ruins, em jogatina, em apostas, em esquemas de pirâmides e em seus próprios negócios.

Regra número 3: Homem rico, homem pobre 

No mundo dos investimentos, o investidor rico tem uma grande vantagem sobre o pequeno, sobre o amador da bolsa, e sobre o trader neófito. A vantagem de que o investidor rico desfruta é que ele não precisa dos mercados

A diferença que isso faz, tanto na atitude mental quanto na maneira como alguém lida com o dinheiro, é avassaladora. 

O investidor rico não precisa dos mercados porque ele já tem toda a renda de que precisa. Ele tem dinheiro entrando através de seus títulos (públicos e privados), fundos multimercado e de ações e imóveis. Em outras palavras, o investidor rico nunca se sente pressionado a "ganhar dinheiro" no mercado. 

O investidor rico tende a ser um especialista em valores. Quando os preços dos títulos estão baratos e os juros que eles pagam estão irresistivelmente altos, ele compra títulos. Quando as ações estão uma barganha e seus dividendos, atrativos, ele compra ações. Quando ele visualiza que haverá grande demanda por imóveis, ele compra imóveis. Quando obras de arte, joias finas ou ouro estão a preços de oferta, ele compra arte, diamantes ou ouro. Em outras palavras, o investidor rico coloca seu dinheiro onde estão os grandes valores.

E se nenhum ativo estiver disponível a valores atraentes, o investidor rico espera. Ele pode se dar ao luxo de esperar. Ele tem renda passiva entrando diariamente, semanalmente, mensalmente. O investidor rico sabe o que está procurando, e não se importa em esperar meses ou até anos pelo próximo investimento (eles chamam isso de 'paciência').

Mas e o pequeno investidor? Este cidadão sempre se sente pressionado a "ganhar dinheiro". E, consequentemente, ele está sempre pressionando o mercado a "fazer algo" por ele. Mas, infelizmente, o mercado não está interessado. Quando este sardinha (que é o oposto do tubarão) não está comprando ações que oferecem rentabilidades de 1% ou 2%, ele está comprando títulos de capitalização, bilhetes de loteria ou, onde permitido, perdendo dinheiro em cassinos. Ou então está "investindo" em algum esquema de pirâmide de "retorno alto e garantido" sobre o qual seu vizinho lhe falou (com a maior confidencialidade, é claro). 

E dado que este sardinha está tentando forçar o mercado a fazer algo por ele, é garantido que ele vai perder. Como o cidadão não entende nada sobre quais são os valores corretos de cada ativo, ele constantemente paga caro. Ele está sempre comprando caro. E ruim. Ele não compreende o poder dos juros compostos. Ele não entende de dinheiro. Ele nunca ouviu o ditado: "Quem entende de juros ganha juros. Quem não entende de juros paga juros". Ele é o cidadão médio típico, e está afundando em dívidas.

Como resultado, ele está sempre suando – suando para pagar as prestações da geladeira, do carro, da televisão e, é claro, da casa própria (ele não admite morar de aluguel). Ele é impaciente e se sente perpetuamente explorado. Ele diz a si mesmo que precisa ganhar dinheiro, e rápido. E então ele se entrega a essas promessas de "ganhos rápidos, fáceis e garantidos" [nos dias de hoje, essas promessas são feitas por traders de YouTube]. 

No final, o sardinha perde seu dinheiro no mercado ou em esquemas fraudulentos. Em suma, esse "nerd do dinheiro" passa a vida tentando subir por uma escada rolante que desce.

Mas aqui está a parte irônica de tudo. Se, desde o início, este cidadão tivesse adotado uma política estrita de jamais gastar mais do que ganha, e se ele tivesse pegado essa poupança extra, investido em títulos geradores de renda, e usufruído dos juros compostos, então, com o tempo, ele passaria a receber dinheiro diariamente, semanalmente, mensalmente, assim como o homem rico. 

O rapaz teria se tornado um vencedor financeiro, em vez de um derrotado patético.

Regra número 4: valores

O único momento em que o investidor médio deve se afastar do sistema básico de juros compostos é quando um determinado mercado oferece um valor excepcional. 

Considero que um investimento é de grande valor quando oferece (a) segurança; (b) um retorno atraente; e (c) uma boa chance de se valorizar em termos de preço. 

Em todos os outros momentos, o método dos juros compostos é mais seguro e provavelmente muito mais lucrativo, pelo menos no longo prazo.

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Leia também:

Por que uma sociedade poupadora enriquece e uma sociedade consumista empobrece


autor

Richard Russell
(1924 -- 2015) foi o escritor e editor das Dow Theory Letters. Era considerado por muitos como o grande mago das previsões para o mercado de ações e para o mercado de ouro.

  • Gustavo  18/09/2020 20:05
    Espetacular artigo. Essa tabela realmente muda qualquer perspectiva. Eu comecei a poupar e a investir cedo para os padrões brasileiros, mas muito tarde para meus planos. Se eu pudesse voltar atrás e aproveitar aqueles juros do passado...
  • Julio  23/09/2020 12:27
    Mas refaçam a tabela com rendimento de 9%, 8%... 3%... muda tudo. Só a título de exemplo, com 9% ao ano já ficaria 736k-630k para o investidor A. E com 3% seriam 155k-51,5k. Então esse exercício só funciona se o cara for melhor que o Warren Buffet e fizer mais de 10% ao ano por décadas! Entendo o poder dos juros compostos, mas exemplo foi bem seletivo.
    E a frase sobre juros compostos provavelmente não é de Einstein, apesar de largamente difundida na web como sua. Todavia, acho que ele deve concordar com sua validade ;)
  • César  23/09/2020 13:16
    Nossa!!! Descobriu que, se os juros forem baixos, a rentabilidade cai, e passa ser menor que os aportes! Que espanto!

    Dica: neste exato momento, na Easynvest, há CDBs prefixados que pagam 12% (doze por cento) ao ano por dez anos. E este CDB sempre existiu e, no momento, sua taxa é das menores da história. Já chegou a ser de 18%.

    Precisa ser Warren Buffet para abrir conta em corretor e comprar esse CDB? Então eu sou um e não sabia…

    Ah, sim, e quem investe em fundos atrelados ao IMA-B 5+, disponível em qualquer corretora, consegue média de 15% ao ano, desde 2004.

    ibb.co/CswK1zr

    Agora, pode voltar aí pro seu CDI.

    P.S.: se você quer alterar parâmetros, certifique-se de alterar todos. Já que reduziu a rentabilidade de 10% para 3% (uma redução de 70%), reduza também os aportes em 70%. Caso contrário, você estará demonstrando ignorância matemática.
  • Fernando  18/09/2020 20:06
    Pegando o gancho das críticas que o artigo faz aos milagreiros de hoje, vejam que hilário. E parece que é sério:

    twitter.com/AlfredoMenezes6/status/1307032231072890881
  • Yuri  18/09/2020 20:33
    O que teve de gente que recentemente levou uma trolha por seguirem um trader de Instagram que mandou todo mundo comprar Cogna...

    A ação tava em R$ 10 e ele jurava que ia para pelo menos R$ 15. Mas não descartava R$ 20. Nêgo vendeu até carro pra comprar.

    Hoje a ação esté em R$ 5,50 e ele mal pode colocar o pé na rua...
  • rraphael  18/09/2020 21:23
    desde o inicio dos lockdowns a cada 10 chamadas no YT umas 3-4 ao menos eram "segredos" pra ganhar dinheiro com trading e afins
    nao consigo mensurar o que deve ter de gente que meteu fogo nas reservas que tinha em troca de promessas de ganho facil
  • Felipe  19/09/2020 12:44
    Fiquei curioso sobre quem seria esse "trader de Instagram". Ele foi processado por causa disso?
  • ale  21/09/2020 15:16
    Ele vende acesso ao Trader Club.
  • ale  21/09/2020 15:13
    agora ele pode voltar a limpar a privada do dono do barco.
  • Constatação  18/09/2020 20:16
    Nunca me esqueço de uma conversa em família, há muito tempo atrás. Falávamos sobre a extorsão que era um empréstimo cujas parcelas a pagar são capitalizadas a juros compostos. Minha irmã mais nova, que tinha 14 anos na época, soltou essa: "se a pessoa aceita ser roubada, o que vai se fazer? Ela assinou o papel"
  • L. Ávila  18/09/2020 20:34
    Essa é a grande lição:

    Se as pessoas forem inteligentes, perceberão que dívidas são alavancas de empobrecimento. Os juros e as taxas que você pagaria durante uma vida, para sustentar bancos e financeiras, poderiam ser utilizados para aumentar o seu patrimônio, para gerar renda passiva (juros sobre juros) nos seus investimentos. Isso poderia melhorar a qualidade de vida da sua família.

    Dívidas são alavancas de riqueza quando você é o credor e não quando é o devedor. Você enriquece quando as pessoas devem para você e não quando você deve para as pessoas. Banqueiros enriquecem emprestando o seu dinheiro para os outros. São os outros que precisam trabalhar mais para pagar os juros que você recebe quando faz um investimento financeiro (emprestando dinheiro para os bancos ou para o governo).

    Por isso mesmo, no Brasil, vender produtos é apenas um pretexto para vender crédito. Grandes lojas de eletrodomésticos, grandes lojas de moda e fabricantes de automóveis lucram mais vendendo crédito do que vendendo produtos. É por isso que a maioria possui o cartão próprio da loja, a maioria estimula que você compre parcelado ou financiado no lugar de comprar à vista. Os empresários sabem que podem ganhar duas vezes. Eles podem ganhar vendendo o produto e emprestando o dinheiro para que você compre.

    Quando você compra qualquer coisa através do crediário de uma loja ou de financiamentos, você está pagando duas vezes. Isso faz você empobrecer se comparado com quem poupa, recebe juros e paga à vista negociando descontos. As pessoas não percebem que passam a vida toda trabalhando para pagar juros e taxas, transferindo sua riqueza para os outros.
  • Jorge  18/09/2020 20:41
    Pontos excelentes. Tem gente que fica toda empolgada quando vê um "12x sem juros no cartão". Ora, não existe isso. Nenhum vendedor é idiota de parcelar um produto em 12 vezes, ainda mais em um país de inflação historicamente alta como o Brasil.

    Neste valor anunciado, que é o mesmo à vista, já estão embutidos os juros. O que o comerciante está fazendo é justamente vendendo uma dívida para você (há uma financeira por trás de tudo).

    Por isso quando vou a uma loja (saudosa época) eu sempre pechincho e peço de 5 a 10% de desconto à vista. De início sempre há uma resistência do vendedor (justamente por causa da financeira). Mas se ameaço ir para a loja concorrente, imediatamente consigo.
  • anônimo  18/09/2020 20:43
    Perfeito. Rico é aquele que acorda pensando em como ganhar mais dinheiro e em como multiplicar o que já tem. Pobre é aquele que acorda pensando em fazer dívida para gastar o que não ganhou ainda.
  • Carsughi  19/09/2020 02:50
    Capitalismo é a busca por riquezas. E rico é quem consegue acumular e multiplicar o capital. Pobre é o que consome toda sua renda e ainda precisa dar outro bem ao banco ou à loja.
  • EUGENIO  20/09/2020 02:41
    PODE QUE SIM, PODE QUE NÃO !
    ===========================

    SUA OBSERVAÇÃO É MUITO VAGA!

    QUASE NUNCA PUBLICAM O QUE ESCREVO NEM TODA DÍVIDA É RUIM!

    TEM DIVIDA LUCRATIVA,PRODUTIVA.

    IDÉIA ERRONEA, ERRADÍSSIMA QUE TODA A DIVIDA É RUIM.PENSAVA ASSIM E COMECEI A ALFABETIZAÇÃO FINENCEIRA, SABIA MUITO DE ALGUMAS CIÊNCIAS MAS NADA DE FINANÇAS, PARECE QUE BONS COLÉGIOS EDSTÃO PROIBIDOS.

    SÓ COM ARITMÉTICA É POSSIVEL VERIFICAR E PROSPECTAR NEGÓCIOS BONS,FICAR RICO EU VI E FUI VERIFICAR.

    POSSO FAZER UMA DÍVIDA CUJO JURO É BAIXO, ATÉ MAIOR QUE SELIC MAS QUE DÊ UM RETORNO,CONSIDERANDO RISCO E CUSTOS, MAIOR DO QUE AQUELE QUE EU TOMEI
    .SIMPLES ASSIM!

    ORA, OS BANCOS ASSIM FAZEM! TOMAM A UM CUSTO E APLICAM /EMPRESTAM PARA TEREM RETORNO MUUUUITO MAIOR. SAIA A ESCUTAR NEGÓCIOS, QUEM COMPRA E QUEM VENDE.

    AHHHH, MAS AÍ PRECISA PENSAR!
    SIM PRECISA PENSAR E TEM GENTE QUE PREFERE CARREGAR PEDRA A PENSAR. ENTÃO VAI FICAR CARREGANDO PEDRA E SE QUEIXANDO DA VIDA, DO GOVERNO ...

    ISTO EXISTE, É SÓ "GARIMPAR" NEGÓCIOS. PORTANTO,SEM DINHEIRO PROPRIO FAZER BONS NEGÓCIOS.

    TEM DÍVIDA PRODUTIVA E QUE ENRIQUECE QUEM A TOMA MESMO A JUROS COMPOSTOS DEPENDENDO DO PRAZO E DO RETORNO!!!!!

    PRAZO E RETORNO!!!

    VÁRIAS VEZES TOMEI EMPRESTADO, A X% E APLIQUEI EM NEGÓCIOS QUE ME RETORNARAM 5X% ENTÃO LEVEI 4X% A MAIS, E MUITO MAIS EM OUTRAS OPORTUNIDADES.EX.:

    Ofereça a alguem pagar um pouquinho a mais pelo que ela recebe na poupança, claro alguem vai topar!

    ofereça a alguem que quer comprar uma geladeira p ex, com prestações menores do que na loja que oferece a ela vai "PAGAR SEM JUROS" SEGUNDO O VENDEDOR DA LOJA;

    Compre a vista DÁ UMA ENORME DIFERENÇA, e ganhe a diferença, e comece a ficar rico.

    MUITAS VEZES FIZ ISSO,tomando as precauções é claro.

    outro modelo melhor que faço, ensino e mostro!


    EX .:FIZ INVESTIMENTOS A 10 ANOS, BAIXÍSSIMO RISCO,BAIXÍSSIMO RISCO, usei AS IMPORTANCIAS DA TABELA FORNECIDA NESTE ARTIGO, NAS FRAÇÕES DE MEU INVESTIMENTO COMO INICIAL

    INICIAL 22.959,00
    10 ANOS DEPOIS, VIRARIAM 54.136,00 NO JURO COMPOSTO SEM, NADA FAZER NO EXEMPLO dado PELO AUTOR


    MEU INVESTIMENTO MUITAS VEZES REPETIDO:
    :
    INICIAL 35.000,00
    10 ANOS DEPOIS,VIRARAM 700.000,00 MEUS INVESTIMENTOS,SEM NADA FAZER

    AO ALCANCE DE SEMI ANALFABETOS! USANDO ARITMÉTICA APENAS É POSSÍVEL CONFERIR!
    .
    OBS.:FOI GERADA RIQUEZA COM ESTE INVESTIMENTO ESTOU NO BRASIL

    NUM PERIODO SE NÃO MEXER,DE 14 ANOS ESTARÃO EM TORNO DE 1.200.000 !TAMBÉM RIQUEZA GERADA

    ESTOU NO BRASIL.












  • Carlos Lima  18/09/2020 20:41
    os juros compostos resolvem, simplesmente, o ridículo problema da aposentadoria, apresentado numa perspectiva indecente, onde um esquema de ponzi fraudulento pretende ser a única saída pra garantir uma impossibilidade matemática, que é o sistema atual de benefício definido. dito isto, podemos concluir que só o modelo de contribuição definida, fazendo uso dos juros compostos, poderá salvar o cidadão, chamado de comum, da humilhação de ver seu dinheiro roubado, de maneira descarada, sob o pretexto de garantir um benefício que ele jamais terá.
  • Santiago  18/09/2020 20:51
    Sim, quem sabe disso jamais esquentou cabeça com aposentadoria. No mercado de títulos privados, os juros seguem atrativos.

    Semana passada mesmo, na Easynvest, tinha CDB prefixado pagando 12%. Tem também atrelados ao IPCA pagando 4,50% de juros reais (uma maravilha, considerando que os até mesmo os juros de longo prazo do resto do mundo estão negativos). E ainda temos acesso livre à compra de ouro, para se proteger de uma eventual inflação.

    Ou seja, o país ainda tem boas taxas de juros e ainda tem vastas opções, mas ninguém se aproveita delas. Tá todo mundo querendo enriquecer rápido com promessas de Instagram.
  • Régis  18/09/2020 21:01
    Graças a um bom educador financeiro que tive (meu pai), nunca paguei INSS (sou autônomo free-lancer), e sempre investi na renda fixa (e mais recentemente em ouro). Pretendo me aposentar, no máximo, aos 55 anos de idade. Mas já quero, aos 50, ter um bom colchão acumulado que já me permita viver de renda caso aposente antes. Essa é a minha meta.

    Quem investiu em renda fixa em qualquer ano até 2018 já fez um belo pé de meia. Quem comprou Tesouro Direto em qualquer período entre 2014 e 2018, já pode se aposentar.

    É interessante que pessoas viciadas em INSS (e que nem conseguem mais sacar o dinheiro, pois os funças se recusam a ir trabalhar com medo de resfriado) não se deram conta de que há outros investimentos em que você pode sacar seu dinheiro quando quiser. Tesouro Direto é assim. Qualquer Fundo de Investimento também.

    E aí é você quem controla sua aposentadoria, e não políticos.
  • WMZ  18/09/2020 21:40
    No meu entendimento, posso estar errado:

    Esse CDB pagando 12% é muito alto.Mas é óbvio que se todo mundo saísse do INSS e começasse à ir para o CDB os juros seriam menores, 1% por exemplo. É 12% porque pouca gente "comum" conhece (eu sei que os grandes bancos utilizam os CDB's para diversas operações mas 12% é um "valor de equilíbrio" neste dado momento, ou seja, algo intrínseco do sistema mas que seria perturbado se os trabalhadores saíssem do INSS para os CDB's)

    Portanto, não resolve o problema das aposentadorias, a não ser se for comprovado que se "todos os trabalhadores" saíssem do INSS para os CDB's o impacto seria mínimo, ou seja, para o sistema bancário não faria grandes diferenças

  • Santiago  18/09/2020 22:18
    Sim, se toda a população investir neste título, os juros dele desabarão. E aí os juros dos outros papeis subirão. Qual o ponto?
  • WMZ  21/09/2020 01:18
    O ponto é que com 12% você consegue alguma coisa para aposentadoria
    Mas com 1% ou qualquer outro valor baixo já é bem difícil

    Mas, de fato, ninguém investiria se fosse 1% (que é só um valor de exemplo), algo que desmonta o meu argumento, então haveria algum valor de equilíbrio
  • Marcus Aurelio  18/09/2020 22:33
    Mas não existe isso de "solução coletiva" para a previdência. Há apenas soluções individuais. É por isso que nenhuma reforma da previdência feita pelo governo pode dar certo.

    Eu, por exemplo, tenho a solução para a minha Previdência: não contribuo para INSS e já um bom tempo faço exatamente o que sugere o artigo; e estou feliz. Mas eu não tenho a solução para a Previdência de todos. Até porque, por mais que eu queira genuinamente ajudar, sei que tem gente que não quer.

    Na minha família vejo pessoas jovens que nem sabem por onde passa essa questão de previdência e da importância de poupar par o longo prazo. Até tentei falar sobre isso uma vez, mas olharam pra mim como se eu fosse de Marte. Larguei pra lá.

    Cuido do meu futuro, dos meus investimentos e já estou investindo para minha filha de 4 anos. É o máximo que eu, como indivíduo, posso fazer. O que é meu tá resolvido. Tenho a solução para mim e para meus filhos. (E talvez netos). Mas não tenho a solução para meus vizinhos e nem para meus parentes. Nada posso fazer por eles.

    Sugiro a todos os realmente interessados no assunto que estudem e façam o mesmo. Investimento não é fazer um trade bem-sucedido pra ficar postando boleta e DARF em Twitter e Instagram. Investimento é poupança para você poder viver tranquilamente sua velhice.
  • Carlos Lima  19/09/2020 06:05
    prezado marcus aurélio, com todo respeito, mas a solução global existe sim, e com certeza tem muito coisa que poderá ser feita para ajudar as pessoas que flutuam nesse mar de ignorância, onde infelizmente também estamos mergulhados. esta solução global seria a resultante das soluções individuais adotadas por quem quiser aplicar uma pequena porção do que ganha, numa aplicação remunerada do mercado financeiro, com juros realmente muito baixos, mas por um longo período de tempo. (digo "por quem quiser" porque não acho que as pessoas devam ser obrigadas a poupar para uma possível aposentadoria no futuro; cada um faz o que quiser com sua grana, inclusive torrá-la todinha.) sim, e nem precisa dizer que são exatamente os juros compostos que garantem retiradas a perder de vista - já calculei até os 100 anos de idade - de um valor igual ou até maior que o de contribuição. e – pasme! – nas simulações, o percentual a ser poupado variou de 0,54% a 1,80% apenas. eu mesmo já apresentei a solução a qual me refiro num sindicato da minha cidade. pela primeira vez vi um grupo de agressivos sindicalistas ouvirem calados, sem questionamentos nem brigas, alguém apresentar um ponto-de-vista conflitante e totalmente diferente do deles, para solucionar um problema que eles não sabem sequer explicar qual sua verdadeira natureza. lógico que depois torceram o nariz e ignoraram tudo, mas eu tentei, porque acredito que somente soluções individuais poderão resolver o problema do todo nesta área. arriscaria até a dizer que existem outras soluções totalmente viáveis, que não se limitam a roubar o cidadão. leandro roque, por exemplo, já expôs uma delas aqui no site, num excelente artigo intitulado "uma proposta para uma reforma definitiva da previdência", que poderá ser acessado através do link www.mises.org.br/article/2589/uma-proposta-para-uma-reforma-definitiva-da-previdencia
  • ale  21/09/2020 15:25
    prezado, poderia compartilhar conosco a apresentação feita ao sindicato?
  • Carlos Lima  22/09/2020 14:21
    compartilhar a exposição que fiz no sindicato aqui no imb talvez não seja algo produtivo, porque 90% aproximadamente do que expus aos sindicalistas foi somente pra mostrar que usando única e exclusivamente a aritmética elementar - mais precisamente as quatro operações básicas - dá pra provar facilmente, ao mais limitado dos mortais que já concluiu o ensino fundamental, que naõ existe solução dentro do modelo de benefício definido, algo que todo mundo aqui com toda certeza já sabe. os outros 10% foi pra mostrar que no mercado de renda variável é possível se obter um rendimento fixo que garantiria a aposentadoria (graças a uma contribuição mensal de menos de 2% do salário, tirando proveito dos juros compostos) com recebimento de um salário de contribuição integral (devidamente corrigido pela inflação e descontados os impostos, obviamente) até pelo menos os 100 anos de idade, com a vantagem dos herdeiros ficarem com o saldo (que nunca é zero) existente na conta, por ocasião do falecimento do aposentado. não é nenhuma fórmula mágica ou milagre. é simplesmente algo que as tesourarias das grandes instituições financeiras já fazem. EM TEMPO: passei mais de 25 anos dentro de um banco, vendo na prática como se ganha e se perde muito dinheiro com os juros compostos, dependendo apenas em qual das duas pontas se está: pagando ou recebendo. aliás, este excelente artigo já mostra como se obter sucesso na empreitada, ao enfatizar que o tempo ganha das taxas.
  • Marcos Roberto Schneider  22/09/2020 19:10
    2% do salario durante 100 anos equivale a 2 anos de salário. O resto vem somente dos juros ou de ações? Qual a rentabilidade desses investimentos para cobrir mais uns 30 ou 40 anos?
  • Carlos Lima  22/09/2020 23:16
    MARCOS, como falei no meu post anterior, seriam juros mensais fixos, que iriam variar entre 1,00% e 1,14%, equivalentes, respectivamente, a taxas de 12,68% e 14,57% anuais. o efeito seria exatamente igual ao que foi mostrado neste artigo. tudo "mágica" dos juros compostos. mas o que importa mesmo é o tempo. ele é a grande variável, e porque não dizer, o grande mágico, capaz de garantir aposentadoria pra todos, desde que fosse adotado o modelo de contribuição (individual) definida.
  • Juliano  18/09/2020 21:11
    A esmagadora maioria nem sabe como funciona o INSS. Eles juram que o dinheiro fica guardado num fundo, rendendo juros. São poucos os que sabem que a "contribuição" é imediatamente gasta com um aposentado.

    E se o cidadão médio brasileiro mal sabe o básico sobre previdência, como você quer que ele saiba títulos (públicos e privados) e matemática? Aliás, como você quer que toda a população cuide de si própria? Esquece. A previdência taí e vai ficar enquanto o esquema fraudulento puder ser mantido.

    Apenas os realmente informados irão escapar e manter seu padrão de vida futuro.
  • Bruno  18/09/2020 21:20
    Uma matéria da Folha, de 2017, dizia que apenas 4% da população poupa para a aposentadoria. Destes 4%, uns 90% deve estar na caderneta de poupança.

    Ninguém sabe de juros compostos.
  • Régis  18/09/2020 21:35
    Mas essa é exatamente a mentalidade do brasileiro comum. Ele trabalha em troca de um salário mensal, e aí utiliza esse salário para pagar contas (inevitáveis) e, acima de tudo, para ter muito lazer (é a mentalidade do "eu mereço").

    Ele parte do princípio de que não precisa poupar nada porque, quando se aposentar, o estado vai cuidar dele (só que não haverá aposentadoria para ele). E se for demitido tem seguro-desemprego e FGTS. Poupar, portanto, é para otários e masoquistas.

    Pela reportagem, 96% dos brasileiros nem sequer sabem o que são juros compostos e como eles atuam para aumentar seu patrimônio exponencialmente. No final, todos ficarão dependentes de políticos.
  • Matheus S  20/09/2020 23:42
    Devo dizer que essa era a minha mentalidade antes dos 20 anos, e naquela época eu trabalhava, mas gastava todo o dinheiro com coisas fúteis demais, além de ajudar nas contas de casa. A venda dos meus olhos foi retirada quando conheci a EA, e principalmente, a leitura de livros sobre finanças, com destaque para o "O homem mais rico da Babilônia" que realmente me acordou para certos fatos que estavam ocorrendo naquele momento em que estava descobrindo um conhecimento que não estava disponível e nem foi ensinado, nem pelos meus pais, parentes e amigos e menos ainda pela escola.

    Uma parte do livro conta como Arkady estava ensinando os cidadãos da Babilônia sobre finanças e sobre como o dinheiro funciona e a parte que mais me impactou foi a parte do controle dos gastos, passando conhecimento de se poupar 1/10 para investir de modo a trazer retornos futuros e um cidadão da assembleia se rebelou dizendo que tem o direito de ter as melhores coisas da vida, essa é justamente a mentalidade do brasileiro conforme você ilustrou. Desse modo foi explicado que se você manter um gasto desnecessário, estará pagando a todo mundo e não a si mesmo, ou seja, estará pagando ao açougueiro, ao dono do mercado, ao dono da cia de luz, da cia de água e etc... porém, não para si mesmo.
  • EUGENIO  20/09/2020 05:14
    NA REALIDADE MONTAM UMA PIRAMIDE

    enquanto tem mais gente entrando ótimo, sobra ate para funcionalismo roubar,mal administrar.Quando a rataiada percebe os fundos foram mal geridos,mal aplicados e a bomba ameaça explodir, e todos vão pagar o roubo, a demagogia..

    INACREDITAVEL A INCÚRIA, A INSANIDADE E A MÁ FÉ, CLARO DOS QUE SABEM E DISFARÇAM.
  • Jovem Libertário  18/09/2020 21:08
    Tenho cerca de 250 mil parado, o que me sugerem? Qual corretora recomendam pra juros compostos? Até agora só apostei na IBOV, deu ganhos mas to saindo fora por causa da bolha. Eu sou economico, poupo dinheiro e sou bem disciplinado, acho que os juros futuros vão subir (próximos 10 anos), só que nessa parte de juros sob juros eu conheço muito pouco. Queria o caminho das pedras nessa renda passiva.

    PS: Tenho 24 anos e moro com os pais, sou de classe média.
  • Santiago  18/09/2020 21:17
    Está há quanto tempo parado? (Apenas para saber seu custo de oportunidade).

    Se você não quer muito risco, os títulos públicos, graças à heterodoxia do Banco Central, rapidamente voltarão a ficar atrativos. Se tiver paciência, pegará taxas boas nos atrelados ao IPCA (que são os recomendáveis).

    Se tiver estômago, pode comprar CDBs de bancos pequenos. Na Easynvest, tem CDB pagando 11%. Para menos de R$ 250 mil, os investimentos são garantidos pelo FGC. Se o banco quebrar, você recebe, em três meses, o valor que você tinha quando o banco quebrou. (No seu caso, não acho que será problema, dado que você mora com os pais e não deve ter grandes despesas).

    E se você acha que os juros vão subir, então compre ouro. Aliás, compre ouro sempre. Em relação ao real, raramente tem um mês negativo.
  • Jovem Libertário  18/09/2020 21:44
    Santiago, Menos de um mês que sai da IBOV
  • Carlos Lima  19/09/2020 06:32
    AO QUE SE INTITULA JOVEM LIBERTÁRIO - já que perguntou, permita-me opinar. considere continuar na bolsa, porque é lá que está a grana. lembre-se que no auge da pandemia o mundo parou, os comércios, as fábricas e os bancos fecharam, o petróleo ficou no negativo, mas a bolsa continuou viva, firme e forte, engordando a conta de quem sabe utilizá-la. operei muito enquanto os "cirtuit breaks" aconteciam e não tenho do que reclamar. adoro essas quedas violentas. sim, e o medo da bolha pode ser minimizado se vc fizer operações onde sua exposição seja controlada. operar pequeno e fazer seguro são as duas regras de ouro. e já que falei em ouro, hedge com ouro físico, obviamente.
  • Jovem Libertário  18/09/2020 21:46
    Sobre o Juros, devido ao excesso de moeda depositado nas economias globais, os déficits fiscais e a destruição da moeda e do lockdown, não existe mais retorno bom a não ser um search for yield, sair pulando e ficando entre países com juros altos.

    Alguém discorda de mim desse cenário pra essa década?
  • Jovem Libert%C3%83%C2%A1rio  19/09/2020 20:03
    E vc Leandro, o que me sugere com meus 260k parados?
  • Leandro  19/09/2020 23:44
    Não tenho ideia. Jamais falo o que o outros devem fazer, pelo simples motivo de que as preferências são subjetivas. Eu sei o que é bom para mim, mas não tenho ideia do que seria bom para você. Eu sei o tanto de risco que estou disposto a suportar, mas nada sei sobre sua disposição. Eu sei meus objetivos, mas nada sei sobre os seus. Eu sei da minha situação financeira, mas nada sei sobre a sua.

    logo, seria total irresponsabilidade de minha parte falar exatamente o que você deve fazer com R$ 260 mil.

    E creia-me: ninguém, exceto você, sabe.
  • Jovem Libert%C3%83%C2%A1rio  20/09/2020 00:24
    Perfeito Leandro, mas o que você faria? Falando de você? Obviamente não irei seguir, só quero refletir. De fato eu penso assim e conselhos pra mim é só um exercício de reflexão, sempre vou pela minha cabeça
  • Leandro  20/09/2020 21:58
    Se R$ 260 mil adicionais caíssem em minha mão (esse é o único cenário possível no qual posso me encaixar; qualquer outro seria mero exercício de imaginação), a minha primeira preocupação seria não perdê-los. Logo, eis o que faria:

    1) Colocaria imediatamente tudo no CDB de liquidez diária do Banco Sofisa, que paga 110% do CDI.

    2) E então, com mais calma, começaria a diversificar.

    3) Pela atual situação das finanças do governo e das irreais taxas de juros, colocaria de 30 a 50% em ouro (comprando apenas nos dias de queda).

    4) Esperaria os juros longos subirem mais, e então compraria alguns ETFs de IMA-B 5+. São negociados na bolsa. Colocaria de 20 a 30% aí.

    5) CDBs prefixados que paguem acima de 11% também seriam adquiridos. De 10 a 20% do investimento estariam aí.

    6) As raspas eu colocaria em um bom fundo de ações, mas sem grandes expectativas.
  • Felipe  20/09/2020 23:29
    Quase achei que o Leandro fosse falar que sairia do país.
  • Leandro  20/09/2020 23:55
    De jeito nenhum. Eu adoro isso aqui. Minha família está toda aqui. E, como bem disse o leitor Régis ali embaixo, se você souber escolher bem uma localidade para viver, terá um padrão de vida melhor do que teria como imigrante em qualquer outro país.

    Lembre-se: como imigrante, você sempre será um cidadão de segunda classe. Por isso, só é válido emigrar se você for um cidadão de terceira classe em seu país natal.
  • Felipe  21/09/2020 02:19
    Acho isso de que "sempre será um cidadão de segunda classe" um pensamento bastante equivocado, bairrista (e olhe que tenho coisa interiorana) e, por que não, até determinista e talvez preconceituoso ou elitista (além de que dá para conseguir cidadania e há imigrantes que estão mais ricos do que os próprios nativos, como os chineses e indianos residentes nos Estados Unidos). Nunca fui destratado por ser estrangeiro, pelo contrário, fui mais bem tratado quando estava morando fora do que aqui no Brasil. Agora, se você estiver usando os termos meramente estatais, aí realmente tem as desvantagens e então já não é culpa minha e sim dos estatistas que impuseram essas regulações desde o fim da Primeira Guerra Mundial.

    Mesmo que eu seja um funcionário estatal ganhando R$ 40 mil por mês, não irei dispor de infraestrutura, bens e serviços de qualidade que estão disponíveis em qualquer país mais rico. Não vai ter uma rua minimamente plana, um Honda Accord sem blindagem, uma gasolina com menos etanol e variedade de bens e serviços e ainda com qualidade. Coisas que um pobre consegue num país desenvolvido (inclusive os imigrantes de "segunda classe"), um rico "nativo" no Brasil sempre estará atrás. É aquela situação de quando o burocrata da URSS chegou aos EUA e se impressionou pela variedade de bens e serviços.

    Claro, do mesmo jeito que pode ser bom para umas pessoas morar em cidades interioranas no Brasil, isso não é uma cláusula pétrea e que irá se aplicar para todas as pessoas.
  • Vinicius perifento.  21/09/2020 14:59
    O conselho de imigração do Leandro foi preciso, o problema é a total falta de conhecimento da própria realidade do brasileiro, um perifento br médio realmente se acha na pior das hipóteses um cidadão de segunda classe, um mediano de classe média de pele mais clara, com apto de 60m² e carro populixo financiados então esse sim tem absoluta certeza de que é um cidadão de primeiríssima classe.

    Quando na verdade é mais ou menos assim:

    Cidadão de primeira: Políticos, funcionários públicos de sangue azul, empresários amigos do governo, artistas influentes e seus familiares. Esses aqui se acham deuses;

    Cidadão de segunda: Funcionários públicos barnabés, empresários de sucesso ou relativo sucesso, empregados com cargos de chefia nas organizações internacionais ou nacionais de grande prestígio, profissionais de ensino superior que não se sujeitam a trabalhos braçais ou repetitivos e seus familiares. Esses aqui acham que são de primeira classe;

    Cidadão de terceira: Microempresários, pequenos comerciantes, empregados qualificados medianos nas organizações, professores e seus familiares. Esses aqui se acham de primeira classe;


    Cidadão de quarta: Os perifentos em geral, trabalham no comércio, são informais e etc. Se acham de segunda classe mas assim que se formarem na Ahanguera serão alçados pra primeira classe.

    Párias: Os mendigos, os super pobres e os miseráveis que pedem esmolas ou fazem comércio ultra precário na beira das estradas do país, vivem de auxílios do governo ou doações.
  • ale  21/09/2020 15:32
    Leandro, e se fosse tivesse uns 1 mil mensais do seu trabalho poupados, onde os colocaria?
  • Leandro  21/09/2020 16:35
    Depende das condições de mercado do momento. Se fosse exatamente hoje: ouro, índice IMA-B 5+ e alguém prefixado em torno de 11%.

    Mas, de novo, isto é olhando exclusivamente a minha situação e minha tolerância a risco. Não é conselho de investimento para ninguém mais, dado que eu nada sei sobre a situação e a tolerância ao risco de terceiros.
  • ale  21/09/2020 15:30
    deixa parado jovem, pois parado em 1 dia já lhe rendeu 10 mil.
  • WMZ  18/09/2020 21:21
    Nesses títulos do governo, dos bancos privados e afins; como que funciona os impostos?

    É tudo combinado antes? (se eu invisto agora eu vou saber que irei pagar 15% de imposto no dia da entrega)

    Ou está tudo em função da politicagem? (se o PSOL estiver no poder em 2055 e decidir aumentar a taxação para 99% eu irei ficar sem o meu dinheiro prometido)




  • Tulio  18/09/2020 21:41
    As duas coisas.

    Hoje é 15% após dois anos. Se o PSOL ganhar, pode sim ir para 99%.
  • Felipe  18/09/2020 22:09
    Legal esse tema de artigo, apesar de estar um pouco fora da Escola Austríaca.

    Se a pessoa aplica esse ouro mensalmente por 8 anos (em um fundo de ouro ou ouro físico), é praticamente um juro composto, não é? Leandro Roque é muito esperto.

    Brasil impressiona pela falta de cultura de poupança aqui, cuja origem eu não descobri. Somos menos poupadores do que os indianos, que são (ainda) mais pobres do que a gente. Poupamos tanto quanto os americanos, mas somos mais pobres, menos produtivos e mais propensos ao calote do que eles.

    Com essa moda de juros negativos, os portadores de títulos governamentais acabam se dando bem, não é?

    PS: Por que é comum ver na Internet, quando é conteúdo de mercado financeiro, a pessoa falar que aquilo "não é um conselho de investimento"? Seria para evitar dor de cabeça?
  • Ulysses  18/09/2020 22:26
    Até onde sei, poupança, investimento e soberania do indivíduo têm tudo a ver com Escola Austríaca.
  • Felipe  18/09/2020 22:42
    Sim mas esse artigo está mais para algo como conselho de investimento.
  • Humberto  18/09/2020 22:43
    "Se a pessoa aplica esse ouro mensalmente por 8 anos (em um fundo de ouro ou ouro físico), é praticamente um juro composto, não é?"

    Dependendo das lambanças do seu Banco Central, sim.

    "Leandro Roque é muito esperto."

    Ele até reduziu suas aparições por aqui. Pelos ganhos do ouro, já deve ter se aposentado. Aliás, nessa apresentação dele de janeiro de 2018, ele recomendou também títulos prefixados, dizendo que a Selic não mais voltaria aos dois dígitos (na época estava em 7%). Quem comprou se deu bem.

    "Com essa moda de juros negativos, os portadores de títulos governamentais acabam se dando bem, não é?"

    Quem comprou lá atrás, sim. Teve um amplo ganho de capital. Quem comprar agora tende a tomar ferro.

    "Por que é comum ver na Internet, quando é conteúdo de mercado financeiro, a pessoa falar que aquilo "não é um conselho de investimento"? Seria para evitar dor de cabeça?"

    Para se eximir de responsabilidades e se livrar de processos caso dê merda.
  • Felipe  19/09/2020 14:09
    Esse artigo também não seria um conselho de investimento?
  • Rodolfo  18/09/2020 22:47
    O que aprendi de economia nesse site me ajudou a montar uma planilha para ajudar na decisão de comprar ou vender o ibovespa. Se alguém desejar posso compartilhar aqui.
  • Valentino  18/09/2020 23:58
    Por favor.
  • RODOLFO CACITA  19/09/2020 01:45
    Segue o endereço da planilha Google:
    docs.google.com/spreadsheets/d/1hp3DJ8PiPxMLhs2kUxwqZI18wIuutSFtuKiQwdmFkZQ/edit?usp=sharing

    Explicação: é comparada a evolução de um investimento de 100 reais no Ibovespa e na Selic desde 1995. Quando o valor correspondente ao investimento no Ibovespa esta muito defasado em relação à Selic, é sinal que a bolsa está barata, boa hora de comprar. Quando o valor relativo ao Ibovespa está próximo ao da Selic, é sinal que a bolsa ficou cara, boa hora de vender. Acredito que quando o valor do investimento em ações está muito abaixo do valor do investimento na Selic temos uma "anomalia" que em algum momento será corrigida. Se conseguirmos pegar parte da correção para cima e ficarmos de fora da correção para baixo, temos um efeito bastante positivo ao longo do tempo.
  • Matheus  19/09/2020 02:52
    Os três princípios de João Calvino: TRABALHO, POUPANÇA E FRUGALIDADE.
  • Getulio  19/09/2020 03:04
    Lições fantásticas. Durante vários anos da minha vida, eu trabalhava, poupava, e então gastava a maior parte com viagens. Um belo dia pensei: se eu trabalhar o suficiente e poupar o máximo possível, quanto tempo demoraria até chegar ao ponto de não mais precisar de trabalhar.

    Se eu tivesse muita sorte, demoraria 5 anos para ser independente. Alguns chamam isso de aposentadoria. Se fosse mais difícil do que o planejado, demoraria 10 anos. Acabei levando exatamente 7 anos e meio. Vendi minha revendedora de motos (como ensina Flávio Augusto, nunca se case com um negócio. Crie a empresa, gere valor, faça crescer e então venda), comprei imóveis comerciais e então me tornei financeiramente independente.

    Durante toda a minha vida vivi abaixo do meu padrão de renda, portanto não houve dificuldade em me adaptar. Até hoje ainda vivo abaixo de minhas posses.

    Abraços a todos.
  • Régis  19/09/2020 03:17
    Muito boa a sua história, obrigado por compartilhar.

    Como disse lá em cima, já estou quase lá em termos de independência financeira.

    Eu moro no interior do Espírito Santo e trabalho de casa (home office desde sempre). Acesso rápido a boas praias, sem lotação e a preços muito bons.

    São coisas assim que ainda me seguram no Brasil: se você souber escolher um bom lugar para viver, o custo de vida ainda é baixo e a segurança ainda é boa. Você consegue poupar bem e, se souber investir, torna-se financeiramente independente rapidinho. Ouro e juros estão aí para quem souber usar.

    Com essa onda de home office, quem for esperto vai pegar a oportunidade, vai cair fora das grandes cidades, vai para o interior, vai manter o mesmo salário, vai gastar menos e, se for comedido e souber investir, adquirirá a autonomia financeira rapidinho.

    Há várias cidades muito boas no interior do Brasil para quem pode trabalhar de casa (como é o meu caso). Não são perfeitas, mas o custo de vida ainda baixo compensa tudo. E, se houver estabilidade da moeda (que é o que me interessa), mesmo que relativa, melhora ainda mais.

    Em várias cidades interioranas dos estados do sul e do sudeste (e em alguns do Centro-Oeste), você consegue segurança, baixo custo de vida, boas opções de lazer e boa gastronomia. Isso pra mim é a definição de qualidade de vida.

    Por isso, para mim, cidades do interior do sul e do sudeste são opções imbatíveis. Se você conseguir trabalhar de casa (algo cada vez mais comum), não pense duas vezes: fuja das capitais e das grandes cidades (que são barris de pólvora; a mentalidade da esquerda universitária revolucionária ainda é forte) e vá para o interior, onde ainda há um maior conservadorismo, mais segurança e um maior laço entre as pessoas. E, como dito, o custo de vida é bem tolerável.
  • Inácio  19/09/2020 03:25
    O recente movimento FIRE, que é tendência mundial, segue isso.

    FIRE é uma acrônimo para Financial Independence, Retire Early, que em uma tradução livre seria algo como "Obtenha sua Independência Financeira e Aposente-se Cedo".

    É bem forte nos EUA e está chegando ao Brasil.

    movimentofire.com.br/
    comoinvestir.thecap.com.br/movimento-fire/
    www.aposenteaos40.org/

    www.youtube.com/results?search_query=movimento+fire
  • Wallace  19/09/2020 08:41
    Devo admitir, e agradecer, pois muito do que hoje eu entendo sobre Câmbio, aprendi aqui neste site com o Leandro Roque.

    Contudo, e já há alguns anos, fiz uma indagação a ele mais ou menos assim: "De que adianta buscar multiplicar a quantidade de uma moeda que cada vez mais perde o seu valor?". À época, e gentilmente como sempre, o Leandro me respondeu: "Títulos atrelados à Inflação". O mesmo o próprio Leandro afirmou em um Podcast que ouvi aqui neste espaço.

    Até hoje não vi nenhuma resposta satisfatória, ou prática, (se é que exista) sobre o problema de, mesmo com um excelente manejo dos juros sobre juros, a moeda usada (e multiplicada) pode estar se tornando tão "valiosa" quanto o Bolívar venezuelano ou o famoso Dólar do Zimbabwe com suas notas de 100 Trilhões de dólares zimbabueanos.

    A afirmação mais satisfatória que ouvi sobre o assunto, foi a de um dono e administrador de uma grande gestora de fundos norte-americana. Ele disse o seguinte: "Se eu vivo em um país com moeda forte, como aqui nos EUA, eu mantenho grande parte dos recursos posicionados em Dólares. Mas se eu vivesse em uma nação de moeda fraca, eu ficaria com o Ouro".

    Entendido! Contudo, a indagação sobre o Real, e levando em consideração o que escrevi acima, permanece.

    De que adiantará uma montanha de Reais daqui a uns dez ou quinze anos, caso o rumo do navio continue na direção que se encontra?

    Respostas teóricas, já ouvi incontáveis. Porém, na prática, e em relação ao Real, sinceramente, nenhuma!

    Sobre Títulos Públicos que vencem em 2045, por exemplo (e sem nenhuma alusão à resposta do Leandro Roque), há quem pareça esquecer que a expectativa de vida do homem varia na faixa de 70 a 75 anos, o período de tempo utilizado em históricas projeções que levam em conta "uma geração" (ou seja, o tempo médio de vida de uma pessoa nesta efêmera existência).

    Se uma pessoa hoje começa a poupar com 35 anos de idade, colherá os resultados daqui a 25 anos, e se estiver viva até lá. Ou colherá muitos e muitos Bolívares venezuelanos? (BR Reais).

    Um abraço sincero ao Leandro Roque com quem muita coisa tenho aprendido!
  • Leandro  19/09/2020 18:09
    É um bom ponto.

    Quando a moeda era mais estável e os juros eram maiores, o títulos do Tesouro tendiam a se valorizar mais do que o ouro — o que, aliás, era exatamente o esperado; afinal, eram ativos que pagavam juros e garantia rentabilidade bem acima da própria perda do poder de compra da moeda.

    Hoje, com todo o mundo com juros reais negativos, inclusive o real, mesmo os títulos atrelados ao IPCA perdem para o ouro.

    De janeiro 2004 até hoje (escolho 2004 porque foi o ano em em que o índice IMA-B começou a ser divulgado), os títulos atrelados ao IPCA superaram o ouro.

    Mas de janeiro de 2013 até hoje (escolho janeiro de 2013 porque foi quando os juros do Tesouro IPCA se assemelhavam aos de hoje), o ouro superou a rentabilidade trazida por esses títulos.

    Até meados de 2018, títulos de longo prazo atrelados ao IPCA ainda tinham alguma atratividade. Atualmente, não acho mais.

    Dito isso, permita-me algumas considerações:

    1) Embora títulos sejam de longo prazo, eles têm liquidez diária. Você pode resgatá-los diariamente.

    2) Eles são "marcados a mercado", o que significa que o preço de compra e venda varia diariamente de acordo com os juros.

    3) Se você comprou quando os juros estavam altos, e de lá pra cá os juros caíram, você pode vender com alto lucro, um lucro bem maior do que o contratado (este é exatamente o "charme" dos títulos públicos).

    4) Digo tudo isso apenas para esclarecer sua aparente estupefação com o fato de que os títulos vencem em 2045. Sim, eles vencerão naquele ano, mas se você comprar hoje, pode revender amanhã, semana que vem, mês que vem, ano que vem, quando quiser. Não é necessário carregá-los até o fim.

    5) Por fim, o artigo deixa claro a imperativa necessidade de se começar cedo. Logo, para quem começa cedo, comprar um ativo que terá 25 anos de vida não é nada exagerado.

    Finalmente, devo dizer que concordo com suas colocações em relação à moeda, mas tal destino ainda demorará um pouco para chegar. Até lá, quem quiser, pode ir comprando títulos (públicos ou privados) atrelados ao IPCA. Mas façam isso sempre comprando também ouro, exatamente como forma de hedge para este cenário.

    Agora, quem quiser dar all in no ouro, pode também. Eu compro mensalmente desde 2013 (quando surgiu o primeiro fundo voltado para isso). É óbvio que, tendo começado lá atrás, já tenho uma enorme vantagem sobre quem for começar agora.

    Entretanto, olhando para o longuíssimo prazo, a escolha garantida realmente é o ouro. Mas, de novo, é para o longo prazo — e você terá de aguentar períodos de rentabilidade negativa (o que, aliás, também ocorre com títulos públicos e com ações).

    Sabendo disso, e estando preparado para isso, compre ouro.

    Obrigado pelas palavras e grande abraço!
  • Felipe  19/09/2020 18:45
    Quando o Brasil entrou em hiperinflação, ainda era possível se proteger dela (tanto que tivemos uma hiperinflação por 15 anos) porque havia o fenômeno de indexação e era menos intensa do que hoje é na Venezuela. Na Venezuela não existe nenhum resquício de mercado financeiro para lidar com isso, tanto é que eles usam criptomoedas e outras moedas estatais mais fortes. No Equador, nos anos 90, as pessoas passaram a voluntariamente se dolarizar, inclusive nas transações, e não existia essa indexação lá.

    Por isso que foi relativamente fácil aplicarem a dolarização no país. Hoje está entre os poucos países do mundo onde os juros aumentaram (agora estão em 9,12% ao ano), e os juros lá flutuam, exatamente como deve ser.

    Mas eu também acho realmente difícil pensar no Brasil a longo prazo, mesmo com investimentos bons disponíveis no mercado. É um país bastante instável e imprevisível.

    Acho que mais medonho do que os lockdowns em si, é essa moda mundial de colocar juros negativos. Não dá para ficarem rolando essa dívida eternamente.
  • Leonardo Oliveira  21/09/2020 14:04
    Leandro,

    Vi você falando sobre banco que paga mais de 100 % do CDI. Tendo isso em vista, então você acha que vale a pena deixar depositar no Nubank ou Banco Inter, ambos pagam 100% do CDI, por exemplo? Enquanto dinheiro fica ali rendendo, de vez em quando, vou comprando ações. Seria uma boa estratégia?
  • Leandro  21/09/2020 14:58
    Pode também. Eu recomendei o Banco Sofisa, que é igual a esses dois (digital e gratuito), mas paga 110% do CDI. Eu também tenho conta no Inter e utilizo o home broker deles, que é gratuito.

    Mas para liquidez diária deixo no Sofisa.
  • Leonardo Oliveira  23/09/2020 19:17
    O que acaba fazendo com que o Banco Inter seja bem interessante pra pessoas de baixa renda, é que ele não cobra taxas para fazer TED, DOC ou quando você quer sacar o dinheiro. Isso faz com que ele seja um pouco melhor que o Nubank, por exemplo, que cobra taxa de saque.

    O Sofisa pra falar a verdade eu nem conhecia até você citar.
    As condições são as mesmas do Banco Inter, será? Ou tem cobranças de taxas?

    Outra coisa, no Sofisa tem investimentos mais seguro para pessoas mais conservadoras e que não tem tanto conhecimento na área, né? Você indica também?
  • Manoel Graciano  19/09/2020 12:20
    Bom dia equipe do Instituto Mises, já li milhares de artigos deste Instituto, todos muito bons, mas igual a este, formidável.
  • José  19/09/2020 17:07
    Sou iniciante. Por exemplo, se eu tenho R$100,00 onde deveria investir? É um valor muito baixo para iniciar? É melhor eu juntar mais dinheiro?

    Por onde começar?

    Algum artigo/vídeo?

  • Lucas  19/09/2020 18:12
    Cara, R$ 100 ainda é muito pouco. Não fará nenhuma diferença. Acumule mais e aí comece a comprar ouro e CDBs de bancos pequenos que pagam taxas maiores (até R$ 250 mil, são garantidos pelo FGC).

    Desnecessário dizer que você deve comprar sempre quando estiveram na baixa, ou seja, compre o ouro quando ele tiver sofrido uma queda e compre os títulos quando os juros estiverem maiores.

    Caso não saiba fazer absolutamente nada disso, então é melhor buscar um bom fundo de investimentos. Sugiro fundo Versa Tracker.
  • Banho Gelado  19/09/2020 18:13
    Cara, a real é que você precisa de um emprego e trabalhar como todo mundo. Essa história de ganhar dinheiro no conforto de um escritório ou em casa é pura ilusão - ou algo para uma minoria. Conforto é fruto de trabalho duro, quase sempre trabalho que você irá odiar. Faça uma faculdade, se especialize em algo, comece a ganhar pelo 2 mil reais, depois, se dê ao luxo de arriscar patrimônio em algo que você conheça.
  • Ulysses  19/09/2020 18:34
    Exato. Riqueza e prosperidade é fruto de trabalho, frugalidade e investimentos. Esqueça essas promessas de ficar rico fazendo day trade morando em Mônaco. Isso é só história de Instagram pra impressionar iludido e fazê-los comprar cursos parcelados em 10 vezes (desde quando bilionário precisa vender curso parcelado em 10 vezes?)

    Até existem algumas pessoas que de fato ganham a vida fazendo day trade, mas todos receberam uma bolada de herança (nada de errado nisso) e hoje podem se dar a essa luxo. São uma ínfima minoria.


    P.S.: discordo apenas quanto à necessidade de faculdade. Se for para engenharia, medicina, estatística, contabilidade e afins, perfeito. Se for para ciências sociais e humanas, é dinheiro e tempo jogado fora.
  • anônimo  19/09/2020 18:28
    Junte mais dinheiro, arrume seu passaporte e vá embora do país. O futuro aqui é ser um país de velhos ridículos cobertos de tatuagens, com mentalidade de adolescentes, endividados e dependentes de cestas básicas doadas por igrejas. Vá por mim.
  • Imperion  19/09/2020 19:23
    Fundo orama ouro vc deposita qualquer quantia. Da pra fazer uma poupanca em ouro.
  • Marcel  19/09/2020 19:30
    Com a corretora Órama ouro FIM pode-se fazer investimento a partir de $0 só que bem este investimento é no longo prazo e só tirar para emergências.

    Só que com apenas 100 eu acho que eu compraria e revenderia coisas no meu bairro ou na internet e quando tivesse minha própria empresa onde esta começasse a não precisar mais de mim aí começaria a fazer outros investimentos.

    Se eu fosse indicar umas 2 leituras iniciais seria o do
    Pai Rico Pai Pobre de Robert Kiyosaki
    O Homem mais Rico da Babilônia

  • anônimo  19/09/2020 22:29
    baseado no comentário dele, vamos usar um exemplo da parcela de 96% da população que nao sabe fazer bom uso dos juros compostos: supunhemos que o cara consegue guardar mil reais por mês. Ai final do ano ele junta 12 mil. Porém, devido aos revezes do cotidiano, ele precisa comprar algo novo ou tem alguma despesa extraordinária. Não é melhor ele optar pelo parcelamento em 10x sem juros de 500 do que retirar, digamos, 5 mil do colchao de 12? Toda dívida é burra e o melhor sempre é poupar e pagar à vista?
  • Fábio   19/09/2020 23:59
    É melhor pagar em 10x de 500 do que 5.000 à vista (há um desconto devido ao tempo) . Isso é certo, é matemática...
    Resta saber se não poderia ter barganhado pra pagar um valor menor à vista.
    Também tem que ter noção se o gasto é realmente necessário, cuidando pra não acumular parcelamentos deixando o consumismo tomar conta
  • Estado o Defensor do Povo  19/09/2020 19:53
    Não tem muito a ver com o artigo, mas alguém poderia me indicar alguns livros e/ou sites sobre como investir em ações e no mercado financeiro em geral? Importante frisar, só consigo entender se for em inglês ou português.

    Agradeço se alguém responder :)
  • Imperion  20/09/2020 22:04
    Estude a TACE aqui no site pra aprender como a política gera ciclos que estragam seus investimentos. Estude precificação de ativos.

    Veja um livro "Valuation – Como Avaliar Empresas e Escolher as Melhores Ações". Estude análise técnica, fundamentalista. CDB é renda "segura", mas paga pouco. Então estude bem os tipos de investimento. Vá pela sua cabeça. Tem renda fixa, variável, ações, ouro, dólar e commodities. Investimento de curto prazo, médio e longo prazo pra ver.

    Mas comece pela TACE. Ela que guia pelas épocas. Na inflação, vá para o ouro.
  • Richard  19/09/2020 22:14
    Belo artigo.
    Mas gostaria de acrescentar algo que nunca vi ninguém falar nos 'conselhos' de investimentos:
    Mais importante do que o quanto você tem é o quanto você precisa para viver. Tantas coisas são compradas por mera convenção que, se analisarmos racionalmente, a maioria das pessoas [classe média] ganha muito mais do que precisa.
    Estou na iminência de me aposentar (aos 35), e mais do que investir meu salário, eu aprendi a viver com menos do que as convenções dizem, gastando com o que de fato preciso e me satisfaz, muito menos do que a maioria das pessoas fazem.
  • Luiz Henrique  19/09/2020 22:53
    Boa noite meus amigos

    Tenho 19 anos, e possuo um dinheiro guardado. Já faz um tempo que acompanho o instituto mises, e esse artigo foi o que mais me fascinou. Gostaria que me descem um norte, algum livro, canal, site etc, que explicam esse mundo de investimento (ação, CDB etc) para alcançar a minha independência financeira quando estiver velho. Um comentário acima recomendando comprar CDB. Trata-se de um investimento que pago em juros compostos?
  • Estado o Defensor do Povo  19/09/2020 23:58
    Sim, além dos CDBs, LCI, LCA, Tesouro Direto, poupança, todos são pagos com juros compostos, aliás eu nem conheço uma aplicação que funciona na base de juros simples.
  • Luiz Henrique  21/09/2020 00:11
    Muito obrigado amigo.
  • anônimo  20/09/2020 05:44
    Há alguns livros bons (axiomas de Zurique, monte uma carteira vencedora, investindo como Warren Buffett), o canal do Rafael Scapella no YouTube pode dar umas alfinetadas também.

    CDB's não chegam a remunerar tanto, mas são melhores que deixar apenas na poupança sem dúvida e são um ponto de partida para os iniciantes. Acho que o Sofisa ainda oferece CDB's a partir de valores baixos. Vá atrás.
  • Luiz Henrique  21/09/2020 11:00
    Obrigado amigo.
  • Carlos Lima  20/09/2020 07:34
    AO LUIZ HENRIQUE. cara, vc está com a faca e o queijo na mão. quisera eu ter sua idade com os conhecimentos que possuo no momento. sendo tão jovem, e com alguma grana (nem precisa de muita, acredite...), seu futuro, se as coisas permanecerem como estão, poderá não ser tão tenebroso quanto para os zilhões de escravizados deste planeta infeliz. o problema é apenas um: informação, ou seja, conhecimento. (VER ARTIGO "O que efetivamente cria a riqueza - e por que muitas pessoas são contra isso" no imb, link www.mises.org.br/article/2473/o-que-efetivamente-cria-a-riqueza--e-por-que-muitas-pessoas-sao-contra-isso).
    sugiro estudo, muito estudo. e lhe adianto alguma coisa, pra vc não perder tanto tempo (como eu perdi) lendo tudo que aparecer pela frente, pra aproveitar pouca coisa: mantenha o foco em aplicações no mercado financeiro que, dentro da renda variável, podem funcionar como uma renda fixa. não estranhe, pois do mesmo jeito que na renda fixa existe renda variável, também na renda variável existe maneira de se tirar uma renda fixa periodicamente. depois que dominar este assunto, você poderá tirar proveito dessa maravilha chamada juros compostos. talvez o grande impacto que você vai sentir (ao compreender a mágica do que einstein chamou de'oitava maravilha do mundo') seja perceber que um dos problemas econômicos mais 'sérios'(?) que este país de incultos enfrenta no momento - o roubo da previdência - sequer existe. bons estudos e muita sorte na vida, são meus sinceros votos.
  • Luiz Henrique  21/09/2020 00:10
    Muito obrigado meu amigo pelas palavras.
  • anônimo  20/09/2020 09:41
    Sim, o CBD como qualquer outro instrumento de renda fixa paga juros compostos. Entre no site "www.clubedospoupadores.com", há vários artigos sobre o tema. Salvo engano, o Leandro, organizador do site, postou aqui no tópico. Os artigos deles são muito didáticos.
  • Luiz Henrique  21/09/2020 00:12
    Muito obrigado amigo pela indicação.
  • Richard  20/09/2020 10:45
    Juro composto nada mais é do que um juro que incide sobre o seu montante inicial e mais os rendimentos (próprios juros), por isso chamado de 'juros sobre juros'. Qualquer investimento que você fizer em que o rendimento seja reinvestido será juros compostos.
    Eu sugiro "The Intelligent Investor - Benjamin Graham".
  • Marcos Roberto Schneider  23/09/2020 01:11
    O investidor inteligente, do Benjamin Grahan. Vai mudar tua vida financeira.
  • Vidente  20/09/2020 00:28
    Dentro de um patrimônio diversificado, a hora agora ainda é propícia para aumentar a parte de ouro, prata e bitcoin.

    Algum dia essa bagunça e irresponsabilidade nas economias (que deve continuar por algum tempo) vai levar a um colapso nas bolsas.
    Pode ser quando a inflação começar a aparecer de verdade...

    E então vai ser a hora de voltar a pensar em ações, que deverão voltar a preços razoáveis, aproveitando para diversificar internacionalmente
  • Vinicius Aita  20/09/2020 03:27
    Seguindo conselho do meu irmão e meus primos (que são administradores), comecei a investir o pouco que me sobra em ações, não como day-trader, mas alguém que acumulará um elevado número de ações no longo prazo. É interessante essa estratégia pra receber bem em dividendos? Procuro sempre investir naquelas ações de empresas mais seguras.
  • Pérsio   20/09/2020 12:37
    Já é rotina do Instituto Mises brindar-nos com artigos de EXCELENTE QUALIDADE TÉCNICA. Mas este último supera tudo o que li na minha vida, sobre o verdadeiro valor do dinheiro e da educação financeira. Uma aula e tanto!
    Parabéns pelo texto e obrigado por compartilhar. Gostaria muito de ter lido isto uns 15 anos atrás...
  • ESTUDANTE  20/09/2020 23:28
    Off Topic:

    Na questão dos incêndios no Brasil: nós que conhecemos o libertarinaismo sabemos que o a solução seria liberdade e direitos de propriedade.

    Mas pensando no cenário atual, em que o estado existe, haveria alguma coisa que o estado poderia fazer paga conter amenizar a ocorrência desses incêndios?

    Os esquerdistas falam que o governo Bolsonaro não gastou nem 1% da verba para proteção ao ambiente e que esse descaso com o tema, que se reflete no aumento das queimadas.

  • Professor  20/09/2020 23:59
    Não, não tem o que ser feito. Isso é o básico sobre propriedade estatal: vale tudo e nada é de ninguém.

    Centenas de artigos neste site exatamente sobre isso, e, pelo visto, ainda tem gente que insiste em acreditar em fadas, papai-noel e estado eficiente.
  • ESTUDANTE  21/09/2020 02:52
    Não sei se seria tão efetivo, mas se o estado aumentar a fiscalização e monitoramento presencial e via satélite/drones visando coibir os incêndios intencionais? Bem como aumentar frota de veículos e equipamentos transportadores de água para apagar incêndios ?

    Ainda que insuficientes e talvez pouco efetivas, tais medidas não poderiam trazer alguma ajuda?

    Obviamente tudo isso seria feito com dinheiro de impostos (dinheiro roubado). Mas, considerando que o recurso já foi roubado, seria menos mal que usassem para ajudar a conter esses incêndios.
  • Neto  21/09/2020 03:15
    Não viu a Austrália no início deste ano? Não está acompanhando a Califórnia neste exato momento?

    A Alemanha, no passado, dizimou suas florestas para abrir espaço para suas cidades. Quase toda a Europa fez o mesmo.

    Aqui será a mesma coisa.

    De resto, sobre monitoramento, não funciona lá e não funciona aqui. Nossos burocratas não são melhores que os burocratas dos outros países. Todos são igualmente a mesma bosta. Setor público é o mesmo em todos pontos do globo. Isso é teoria econômica básica. E as leis da economia não mudam de país para país. A única diferença entre o funcionalismo público é que aqui eles ganham relativamente mais.
  • Neto  24/09/2020 00:27
    A Argentina também está repleta de incêndios florestais.

    www.clarin.com/fotogalerias/fotos-devastadores-incendios-sierras-cordoba_5_UbDchpF5r.html

    Nenhuma palavra na mídia brasileira. Ninguém pode estragar a narrativa.
  • Felipe  21/09/2020 02:22
    Só se as pessoas ao redor ali passarem a se unir e a apagar esses incêndios. Hoje é sabido de que as pessoas num bairro não podem recapear uma rua com qualidade, já que é monopólio da prefeitura. Talvez seja o mesmo caso desses terrenos.
  • Estado o Defensor do Povo  21/09/2020 17:24
    Colocando o chapéu estatista, uma solução mais óbvia, é ter corrupção mínima, com a corrupção baixa, mais recursos do Estado vão estar disponíveis para investir em suas áreas de atuação, e o meio ambiente não está fora dessa, outra consequência da diminuição da corrupção é uma menor necessidade do controle burocrático, já que assim você confia mais de que os agentes do Estado e seus contratados estão fazendo tudo direitinho, sem precisar de toneladas de documentos carimbados atestando que tá tudo como previsto em lei (e isso se a lei for boa, pois não é novidade que existem leis que já nascem degeneradas).

    Agora como diminuir a corrupção? Eis a questão, na minha opinião o método mais efetivo de se fazer isso é diminuir o poder dos agentes do Estado, porque assim eles vão ter menos do que oferecer na hora de vender "facilidades", ou de comprar os seus fiscalizadores pra fazerem vista grossa, mas isso não é o que o estatista quer certo?

    Tirando o chapéu estatista, vende tudo, privatiza tudo, separa ao máximo o Estado dessas áreas, mesmo que seja via concessão, melhor do que ter o governo gerenciando tudo, só diminua o Estado.
  • WMZ  21/09/2020 01:01
    O Guedes está aplicando mesmo o MMT? Ou o pessoal está falando isso só para desprestigiar o MMT, aproveitando o insucesso do monetarismo do Guedes?
  • Felipe  24/09/2020 02:23
    Tanto ele quanto o BCB.
  • anônimo  21/09/2020 12:26
    Creio que ninguém precise falar nada pra desprestigiar a MMT. Os resultados que ela gera já fazem isso automaticamente.
  • ale  21/09/2020 15:13
    Após ler um artigo como este, reforço em mim a compreensão de o quão criminoso é não estimular o trabalho e poupança desde criança. Neste final de semana comentei entre parentes que faço minha filha de 10 anos realizar pequenos trabalhos (coisa boba), para começar a juntar dinheiro desde já. Fui duramente criticado, alegam que criança tem que aproveitar a vida.

    Sei, entendo bem isso.

    Aproveitar a vida socadas 5 horas numa sala de aula (não agora), depois lição de casa e terminada a lição, ficar diante da TV/video game/celular.

    Não, obrigado.

    Prefiro ela arquivando documentos para mim, limpando minha mesa e outras tarefas bem simples, em troca de uma modesta remuneração que já deixei combinado com ela que é para ela investir 80% do montante.
  • Mr. Nobody  21/09/2020 16:33
    Off Topic

    Digitalização das moedas estrangeiras

    O Brasil poderá digitalizar o dólar, euro, iene e outras moedas. No seguinte modus operandi: faz-se uma parceria com os bancos estrangeiros; onde os agentes econômicos externos abrem uma conta digital num dos bancos brasileiros e deposita suas moedas nacionais num banco parceiro (que está no exterior). E, assim, podem investir de forma remota no Brasil ou desfrutar de um período de passeios. Há também a possibilidade que os dólares sejam depositados nos caixas-eletrônicos localizados em aeroportos internacionais (localizados no Brasil). Posteriormente, para cada unidade monetária é criada um espelho em moeda digital.
    Essa metodologia possibilitaria que o Brasil aumentasse o volume de reserva estrangeira, simplesmente, ofertando um sistema facilitador de transações.
    Prosseguindo nesse raciocínio, caso um grande grupo estrangeiro queira abrir um banco no Brasil. Basta fazer um depósito do valor que pretende-se investir no Brasil num dos bancos parceiros, logo depois o grupo investidor teria acesso aos dólares digitais — disponibilizados numa conta do BCB— como o plano é tornar todos os bancos DIGITAIS— em poucas semanas os dólares (agora digitais) podem ser convertidos em reais (graças a uma câmera virtual de câmbio) e, os agora reais (digitais) podem ser ofertados pelo, recém banco, — ao mercado financeiro.
  • PESCADOR  21/09/2020 17:39
    O pessoal ali mais acima elogiou o fundo Ouro Orama FIM.
    Mas o que vocês acham do fundo Trend Ouro Dola FIM que tem na XP Investimentos? É um fundo multimercado de risco moderado cuja estratégia é a seguinte, segundo o próprio site:"O fundo tem exposição ao ouro (futuro mais líquido negociado na Bolsa de Chicago), a partir de operações de swap. O fundo apresenta exposição cambial ao dólar." Segue o link com mais informações conteudos.xpi.com.br/fundos-de-investimento/trend-ouro-dolar-fim/objetivo-e-politica/
    Será que é interessante investir agora? Apenas 0,5% de taxa de administração. Estou tentado a botar uma graninha nele.
  • Trader  21/09/2020 20:36
    É basicamente a mesma coisa, mas o da Orama, além de investir no mercado de futuros, tem um pouco de OZ1D em sua carteira, ou seja, tem um pouco de ouro físico.

    Já o da XP investe basicamente no mercado de futuros, sem o ouro físico.

    Já eu agora estou me concentrando aqui:

    www.mercadobitcoin.com.br/landings/paxg

    Uma stable coin lastreada em ouro.
  • anônimo  22/09/2020 00:13
    Muito interessante a PAXG. Mas, nessa exchange estatista, nem pensar!

  • Sadib  22/09/2020 13:16
    Por qual corretora vc recomenda comprar bitcoins? Já usei a e-toro, e estava pensando em usar o Mercado Bitcoin.
    Mas de preferência gostaria de comprar via corretora fora do Brasil.
    Obrigado
  • anônimo  22/09/2020 22:52
    Por qual corretora vc recomenda comprar bitcoins?

    O ideal seria não utilizar corretora e comprar peer-to-peer, com o uso de alguma plataforma descentralizada como a Bisq. Ainda estou estudando para ver como funciona, para operar com segurança. Por ora utilizo a Foxbit, mas o meu objetivo é não depender mais de corretoras para comprar ou vender bitcoins.
  • Sadib  23/09/2020 14:17
    obrigado anônimo, vou procurar sobre essas opções
  • Edujatahy  22/09/2020 01:11
    Não tem o menor sentido uma stable coin lastreada em ouro.
    é o pior dos dois mundos.

    Ou fique com bitcoin ou fique com ouro físico.

    Qualquer outro modelo é de pura confiança em intermediários, então nesse caso não tem problema nenhum ir para uma entidade de confiança em um país sério (evidentemente que ter aacreditar em um pedaço de papel no Brasil é coisa de sadomasoquista) e já ficar com um título centralizado mesmo.
  • Anderson HPL  21/09/2020 17:43
    Ola senhores, tenho 20 anos e sou consideravelmente bem leigo quanto a investimentos, venho de uma família pobre que sempre optam por se endividar ao invés de poupar, ficando sempre naquele comodismo dos tais parcelamentos. Eu nunca parcelei algo, e nunca gastei mais do que ganho no mês, mas não sei nada sobre investimentos ou coisa do tipo, o ponto que eu quero chegar é... como eu posso ganhar dinheiro, podem me indicar livros, sugerir algo, ou seja la oque for, achei o artigo excelente e vi muitas pessoas conhecedoras do assunto aqui nos comentários, por isso decidi perguntar.
  • anônimo  21/09/2020 21:28
    Nos comentários feitos neste artigo você vai encontrar diversas indicações, eu mesmo indiquei o site "clubedospoupadores.com". Leia os artigos do Leandro Roque aqui no site. O conteúdo é sempre inestimável e nos comentários você pode encontrar várias recomendações sobre como investir.
  • anônimo  21/09/2020 21:31
    Olha, se você for bom em algo tente empreendimento na área; se não é já estiver trabalhando continue no emprego e tente crescer nele. Vá poupando vinte, trinta porcento do que ganhar até chegar em uns cinco mil e invista em um CDB em princípio.

    Fuja de coachs de picadeiro e soluções fáceis, não existe principalmente para pessoas de origem pobre. Aqui nas respostas do artigo já deram dicas de livros e investimentos diversos busque conhecimento sobre eles.

    E o mais importante: não se deixe contaminar pelo ambiente tóxico que você afirmou habitar.

  • Imperion  22/09/2020 00:38
    Estude a fundo a TACE, para não quebrar a cara com política e procure materiais como: Introdução à renda fixa e variável, precificação de ativos, análise de empresas, análise técnica e fundamentalista.
  • Cuca Estival  21/09/2020 19:29
    Tenho 480 mil, se fosse nos tempos de SELIC dos anos 2000 eu nem precisaria arriscar em Bolsa, ficaria bem de vida só com juros do governo.
  • ale  21/09/2020 21:48
    Eu considero imoral colocar dinheiro em Tesouro Direto.
  • Moral  22/09/2020 01:21
    Sim. é imoral colocar dinheiro em Tesouro Direto. É o equivalente a fazer um empréstimo para financiar as operações do Comando Vermelho, sem tirar nem pôr.
    Na realidade, emprestar dinheiro pro Comando Vermelho é menos imoral.
  • Estado o Defensor do Povo  22/09/2020 03:30
    Então não te preocupa, com a SELIC quase negativa ninguém vai querer investir no tesouro mesmo.
  • Guilherme  22/09/2020 15:55
    Neste exato momento, eis alguns CDBs prefixados na plataforma da Easynvest:

    i.ibb.co/RhhmvPn/Captura-de-Tela-2020-09-22-a-s-12-50-21.png

    i.ibb.co/5WXPc9r/Captura-de-Tela-2020-09-22-a-s-12-50-36.png


    Curiosidade: os juros subiram após as últimas reduções da Selic feitas pelo Banco Central, o que mostra como a atual taxa está totalmente desancorada da realidade.
  • Imperion  22/09/2020 23:05
    Olha só como chamam o imposto sobre o dólar na argentina: PAIS (Para uma Argentina Inclusiva e Solidária).

    E ainda falam que ela "sofre" com o dólar utilizado pela população.

    www.boletimeconomico.com.br/por-que-a-argentina-impos-regulacao-sobre-o-dolar/?fbclid=IwAR2NJ0C9YWfQ1RGu7o5aJ5WgRaViP2u9CL4PUmWy4HuWFy0Xwg9T4eEXm6I

    Ah, é dever do estado livrar o povo do seu sofrimento, né?
  • rraphael  23/09/2020 17:49
    se nao fosse o dolar os hermanos nem teriam casa pra morar mais, nao da pra negociar qualquer bem usando o peso-morto argentino
    impressionante como é comum o uso de termos emotivos (inclusiva e solidaria) para empurrar todo tipo de absurdo, aqui no brasil dá um filme de tanta deturpaçao
  • Investidor Pequenino  30/09/2020 01:28

    Estou vendendo um apartamento e pretendo investir em ativos geradores de renda (já tenho um bom percentual em investido em ouro)

    Estava pensando em fundos imobiliários. Entretanto, tenho duas dúvidas:

    Uma alta da Selic nos próximos meses (2021), isso geraria uma pressão de desvalorização nos fundos imobiliários, correto?

    Se entrar agora e mais pra frente os juros futuros subirem ainda mais, isso também poderia gerar uma desvalorização nos fundos, correto?

    Estou pensando mais nos dividendos. Mas acredito que se eu esperar uma alta da SELIC ou dos juros futuros, eu poderia entrar nos fundos imobiliários num melhor momento (com preços mais baixos). O que acham?

  • Imperion  30/09/2020 16:26
    Se a Selic subir, realmente se corta o crédito, mas não o direcionado. O imobiliário é dado por conveniência política.

    Se subir os juros e ou tb se cortar o crédito imobiliário, sim, cai a venda de imóveis e produtos imobiliários (cessa a expansão.) Mas ninguém sabe quando vai ser…

    Por ora, a expansão vai ser no crédito MEI, crédito assistencialista, direcionado, imobiliário, etc.

    Mas uma hora a farra acaba e da expansão vai pra retração.

    Mas ninguém sabe quando. Então, fique de olho na notícia política oficial. Saiba quando entrar e sair.

    Na hora que começar a subir os juros, vai começar mês a mês e na hora que a conta dos bancos estatais estiverem ruins, o crédito imobiliário vai ser cortado também.


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