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Liberdade significa ter o direito de discriminar
Alguns conceitos básicos sobre liberdade de associação e direito de exclusão

Três perguntas:

  • Pode uma empresa ter a liberdade de contratar quem ela quiser?
  • Pode uma empresa ter a liberdade de decidir contratar apenas negros, recusando-se a contratar brancos?
  • Pode uma empresa ter a liberdade de decidir contratar apenas brancos, recusando-se a contratar negros?

As três perguntas são absolutamente idênticas. A segunda e a terceira são um mero corolário da primeira.

Se a sua resposta não foi exatamente a mesma para todas elas, então você ignora o básico sobre lógica.

Se você respondeu "não" para alguma delas, então você realmente ignora o básico sobre liberdade e propriedade privada.

E se você não percebeu que todas as três inevitavelmente envolvem discriminação e exclusão, você ainda não entendeu o básico sobre a vida.

Você é um grande discriminador

Você próprio está, a todo momento, praticando discriminação e exclusão. E não há absolutamente nada de errado nisso.

A todo o momento, você está fazendo juízos de valor em prol de uns e em detrimento de outros. Diariamente, você exerce seu direito de excluir, e sua liberdade de associar com quem você quer.

Quando você seleciona suas amizades, você discrimina. Quando você escolhe parceiros sexuais, você exclui. Quando você escolhe com quem quer se relacionar afetivamente e profissionalmente, você exclui e discrimina.

Quando você dá uma festa em sua casa, você é criterioso ao selecionar os convidados: algumas pessoas serão atenciosamente convidadas e outras serão necessariamente excluídas. Quando você escolhe ir a uma churrascaria, você está excluindo todos os outros restaurantes ao seu redor. Isso é discriminação. Você está excluindo os proprietários e funcionários de todos estes outros restaurantes. 

Quando uma pessoa de esquerda, que se jura imune a todo e qualquer tipo de preconceito, escolhe suas amizades de acordo com a ideologia dos escolhidos (algo que praticamente todo o mundo faz hoje), ela está excluindo e discriminando.

Excluir e discriminar é algo central à organização de todos os aspectos da vida.

Por que, então, empreendedores e proprietários de empresas não podem ter este mesmo direito?

A liberdade de associação tem de ser plena

Se os administradores de uma empresa decidirem contratar apenas brancos, eles têm de ser livres para tal. 

Se quiserem contratar apenas negros, idem. 

Uma empresa tem tanto direito de contratar apenas brancos quanto de contratar apenas negros. E tem todo o direito de se recusar a contratar brancos ou negros. 

Agora, troque "brancos" e "negros" na frase acima por homens, mulheres, heterossexuais, homossexuais, transgêneros, não-binários, católicos, protestantes, judeus, muçulmanos, ateus, ruivos, loiras, anões, deficientes, obesos, anoréxicos etc. — e tudo continua perfeitamente válido.

Progressistas geralmente defendem toda e qualquer lei anti-discriminação. Conservadores são mais inconsistentes. Embora se oponham a algumas leis anti-discriminação, eles geralmente apoiam lei contra discriminação por raça, religião, nacionalidade, cor, idade ou sexo.

Neste quesito, portanto, progressistas são mais consistentes. E mais errados.

O que, então, um genuíno libertário tem a dizer sobre o tema da discriminação? A posição libertária sobre discriminação é simplesmente esta:

Dado que a discriminação — contra qualquer indivíduo, por qualquer critério e por qualquer motivo — não representa agressão física, força, coerção, ameaça ou violência, então o governo jamais deve proibi-la, tentar impedi-la ou punir qualquer indivíduo que a faça.

Agora, é óbvio que isso não significa que algum ou todos os atos de discriminação sejam necessários, justificados ou justos. 

Significa simplesmente que, no que tange à lei, se um ato de discriminação ocorre por causa de estereótipos ou por preconceitos, é irrelevante. Se um ato de discriminação ocorre por racismo ou por sexismo, é desimportante. Se um ato de discriminação é tido como injusto ou insensato, é imaterial. E se um ato de discriminação é desarrazoado ou irracional, não faz diferença.

Não havendo violência física, coerção ou ameaça de violência e coerção, não há crime. O ato pode até ser considerado imoral, mas não é crime. Ninguém deve ser enjaulado (destituído de sua liberdade) ou multado (destituído de sua propriedade) em decorrência de um ato sem crime.

Logo, voltando ao ponto principal, empregadores devem ter o direito de discriminar candidatos a uma vaga de emprego de acordo com qualquer critério que eles próprios voluntariamente estabelecerem. Assim como eles devem ter o direito de contratar apenas negros, eles também podem perfeitamente optar por contratar apenas brancos. E não só. Eles devem ter o direito de discriminar quaisquer candidatos com base em altura, peso, idade, deficiências, incapacidades, cicatrizes, pelos faciais, raça, cor, tez, tatuagens, cor do cabelo, estilo do cabelo, piercings, vestimentas, odores, beleza, higiene e tudo o mais relacionado à aparência.

Eles devem ter o direito de discriminar livremente candidatos de acordo com qualquer motivo e por qualquer critério.

Proibir a discriminação no emprego significa atentar contra a liberdade de associação, a liberdade de pensamento, a propriedade privada, a livre iniciativa e o livre mercado.

Todas as leis anti-discriminação devem ser abolidas, tanto as relacionadas a emprego como todas as outras.

Leis anti-discriminação não deveriam ter lugar em uma sociedade livre.

Em uma sociedade verdadeiramente livre:

  • Quem (sexo, cor, idade, religião, preferência sexual, altura, peso, cor do cabelo) uma determinada empresa contrata, e o porquê, não é assunto para o governo legislar. 
  • Se as empresas adotarão ou não políticas de ação afirmativa não é assunto para o governo legislar.
  • O salário que as empresas irão pagar a esses seus empregados não é assunto para o governo legislar.
  • Se e quais benefícios as empresas irão oferecer a seus empregados não é assunto para o governo legislar.
  • Quais as normas de vestuário estipuladas pelas empresas para seus funcionários não é assunto para o governo legislar.
  • Quem uma determinada empresa pretende agradar com sua política, e o porquê, não é assunto para o governo legislar.

Em uma sociedade verdadeiramente livre, estas coisas não são assunto para o governo legislar. Quem irá chancelar as escolhas das empresas, e legislar por meio de suas decisões de comprar ou de se abster de comprar, são os consumidores.

Se os consumidores apoiarem as medidas adotadas por uma empresa, irão fazer negócios com ela. Se não aprovarem, irão puni-la. E os concorrentes irão aproveitar.

Se um empregador decidir, sem qualquer razão aparente, que seus empregados devem ter uma determinada característica física (ou não devem tê-la), esse é o seu julgamento. Não é de mais ninguém. Se essa decisão for ruim, a concorrência vai se aproveitar desse erro, vai contratar as pessoas que foram rejeitadas e vai adquirir uma vantagem no mercado.

O soberano final é o consumidor e não o governo. O governo não pode ter o direito nem de obrigar uma empresa a fazer ou a deixar de fazer algo, nem de subsidiá-la, nem de protegê-la, nem de socorrê-la financeiramente.

Igualmente, em uma sociedade verdadeiramente livre, se alguém não gosta do salário ou dos benefícios oferecidos por uma empresa, da norma de vestuário que ela impõe, ou da política discriminatória que ela pratica, esse alguém é livre para ir trabalhar para outra empresa.

Se alguém não gosta das políticas adotadas por uma empresa, ou mesmo de seu posicionamento político, ele é livre para ir fazer negócio com os concorrentes.

Se alguém não gosta das políticas trabalhistas ou de ação afirmativa adotadas por uma empresa, esse alguém é livre para não ser cliente dela e ir comprar nos concorrentes.

As reações dos consumidores às decisões de uma empresa — sejam elas positivas ou negativas — são parte do livre mercado em funcionamento. Se as decisões das empresas irão ajudá-las, prejudicá-las ou não terão impacto nenhum, é algo que ainda está para ser visto. Mas quem irá decidir é o consumidor.

Não é realmente complicado.

O direito de excluir é central à civilização

Assim como empregadores devem ter a liberdade de contratar por qualquer razão, eles também devem ter a liberdade de demitir por qualquer motivo. Ou mesmo sem motivo. Eles podem ser preconceituosos, fanáticos ou ter uma capacidade falha de julgamento — mas o julgamento deve ser feito pelo empregador. 

O mesmo é válido para os empregados. Eles podem sair do emprego quando quiserem, e por qualquer razão — inclusive por discriminarem alguma característica do patrão.

Isso é a liberdade. 

A maneira como uma pessoa utiliza seu direito de se associar com quem ela quer (o que necessariamente significa o direito de não se associar) é uma questão de escolha individual. E uma escolha individual é profundamente influenciada pelo contexto cultural. Que uma pessoa tenha o direito de fazer esta escolha por conta própria é algo que não pode ser negado por ninguém que acredita na liberdade.

O direito de excluir não é fortuito e secundário. Trata-se de algo central ao funcionamento da civilização. Trata-se de algo central à organização de todos os aspectos da vida. 

Se este direito for negado, o que recebemos em troca? Coerção e compulsão. Pessoas serão forçadas pelo estado a conviver diariamente sem que ambas queiram, com um grupo sendo forçado sob a mira de uma arma a atender às demandas de outro grupo. Isto é servidão involuntária, algo proibido por qualquer constituição minimamente civilizada. 

Presume-se que qualquer povo que valorize a liberdade seja contra isso.

A liberdade é como a vida: ou ela existe ou não existe.  Decompô-la e fatiá-la de acordo com prioridades políticas é excessivamente perigoso. É exatamente esta imposição política o que gera divisão social, cria um poder arbitrário e impõe uma forma de escravidão.

Entregar ao governo o dever de regular os "termos" de qualquer tomada de decisão é algo que deveria gerar calafrios. Isso significa presumir que políticos e burocratas têm não só o direito mas também a capacidade de ler mentes, como se eles pudessem saber ao certo as reais motivações por trás de cada ação, independentemente de qual seja a alegação do tomador de decisão. 

Para concluir

Assim como não se deve exigir que o estado imponha cotas  (raciais, sexuais, etárias etc.) para empresas, não se pode invocar o estado para proibir que uma empresa contrate apenas quem ela quer. Ambos atentam contra a liberdade de associação.

Se você dá ao estado o poder de obrigar os outros a aceitarem seus valores, também está dando a ele o poder de lhe obrigar a aceitar os valores alheios em algum momento futuro. Dar ao estado o poder de fazer coisas que você aprova necessariamente significa dar ao estado o poder de fazer coisas que você não aprova; e dar ao estado o poder de restringir comportamentos que você desaprova significa dar ao estado o poder de restringir comportamentos que você aprova.  

Pegando um exemplo de outra área, qualquer governo com o poder de confiscar o dinheiro de um ateu para entregá-lo à minha igreja é também um governo que tem o poder de confiscar o meu dinheiro para entregá-lo a organizações abortistas. Quando utilizamos de força para restringir a liberdade de terceiros, estamos colocando a nossa própria liberdade em perigo.

É por isso que os libertários devem se opor a toda e qualquer política que represente um ataque à liberdade de associação, por mais bem envolta que tal política esteja no linguajar das boas intenções. 

Deixe uma empresa contratar quem ela quiser. E então, caso desaprove, utilize o mercado para aplicar as suas sanções.


autor

Laurence Vance
é um acadêmico associado ao Mises Institute, escritor freelancer, professor adjunto de contabilidade da Pensacola Junior College, em Pensacola, Flórida, e autor dos livros Social Insecurity, The War on Drugs is a War on Freedom, e War, Christianity, and the State: Essays on the Follies of Christian Militarism.


  • Banho Gelado  23/09/2020 18:32
    Sim, o argumento é válido. Mas o que acontece hoje é que a discriminação só ocorre num sentido, mais especificamente contra brancos e tudo que é mais tradicional. A ideologia progressita é uma força discriminatória só em um sentido. O próprio Raphael, que se diz libertário, defendeu recentemente um programa de trainee exclusivo para negros - e disse que boicotaria se fosse exclusivo para brancos. Que liberdade é essa? Agora ele cria toda uma justificativa argumentativa para transformar o libertarianismo num progressimo de mercado. É a liberdade que não aceita tradicionais e brancos.
  • Nunes  23/09/2020 18:55
    Se ele realmente disse isso, então cometeu um erro grosseiro para um libertário.

    E o fato de estar havendo apenas "racismo reverso" não significa que a defesa da liberdade deve ser abandonada. Ao contrário: é mais um motivo para intensificá-la.
  • Revoltado  23/09/2020 19:43
    Infelizmente sim, Nunes. Próximo ao final do vídeo foi falado. O vi no domingo.
  • Estado o Defensor do Povo  23/09/2020 22:19
    Caro Banho Gelado, você que não tá entendendo sobre liberdade, por que o Raphael tem que defender cota exclusiva pra branco também? Se ele defende um , não necessariamente ele defende o outro, e isso é só a opinião dele, deixa o cara ué, não precisa concordar.
  • Paulo Henrique  27/09/2020 12:30
    Ele tem o direito de apoiar e boicotar quem ele quiser. Você acha que um libertário é só aquele que rejeita pautas progressistas? Se o Raphael não está pedindo pro Estado interferir, então não há contradição nenhuma.
  • Isaías  23/09/2020 18:58
    O artigo é excelente e eu concordo com os pontos. Mas tenho uma dúvida: O que dizer de várias experiências de profissionais da área de psicologia alegando que o preconceito e a discriminação não é algo natural, que não nasce com o indivíduo? Isso com relação ao preconceito racial. Em relação a opção sexual, ninguém ainda trouxe uma tese realmente definitiva.
  • Vladimir  23/09/2020 19:05
    "O que dizer de várias experiências de profissionais da área de psicologia alegando que o preconceito e a discriminação não é algo natural, que não nasce com o indivíduo? Isso com relação ao preconceito racial."

    Ué, mas nada nasce com o indivíduo. O conhecimento não nasce com o indivíduo. A experiência não nasce com o indivíduo. A prática não nasce com o indivíduo. Aliás, nem mesmo os conceitos de religião e ateísmo nascem com o indivíduo.

    Portanto, falar que algo que não nasce com o indivíduo (e que só é adquirido depois) é maléfico significa, por definição, condenar o conhecimento, a prática e a experiência.

    Essa constatação, portanto, é totalmente imaterial.

    "Em relação a opção sexual, ninguém ainda trouxe uma tese realmente definitiva."

    Opção sexual também é um comportamento puramente discriminador e excludente.

    A minha preferência sexual é hétero. Sendo assim, não tenho nenhum interesse em ter relação sexuais com outro homem (aliás, tenho nojo só de pensar). Logo, se um gay me convidar para fazer sexo com ele, irei recusar.

    Isso é discriminação? É claro que é. Se eu propositalmente me recuso a manter relações afetivas com pessoas do mesmo sexo, então é claro que estou discriminando e excluindo. E qual o problema com essa discriminação?

    Quem acha que opção sexual não é discriminação, por definição, tem de dar a bunda para todo e qualquer homem (ou travesti) que lhe solicitá-la. Qualquer recusa implicará uma odiosa discriminação.

  • Imperion  23/09/2020 20:31
    Não nasce mesmo. Quando nasce, ele aceita tudo. E quando tá formado, ele passa a ter preferência. E aquilo que ele não prefere, passa a discriminar. Principalmente coisas que ele acha não servir para ele.

    O problema aí foi que criminalizaram o direito dele de não se associar. E não que ele nasceu ou adquiriu discriminação.

    Uma mulher que não quer fazer sexo com um cara ou 3.5 bilhões de caras por não o achar atraente, ou por motivos religioso, e só transar com um cara no mundo todo, pratica descriminalização. Mas é direito dela não se associar sexualmente com todos.

    É isso, e o fato que o corpo dela é propriedade privada dela, que torna crime forçá-la a se associar (estupro). 
  • 5 minutos de IRA!!!  23/09/2020 19:11
    Concordo plenamente com o artigo.

    Já andei defendendo esse ponto em algumas discussões.
    Minha Conclusão:

    Manter a mente aberta e a lógica são coisas para heróis;

    A lógica simples e pura está sendo abandonada em favor de retóricas falaciosas e sofismas;

    Não parece haver solução a curto ou médio prazo para a falta de coerência narrativa entre os pólos das discussões políticas atuais.



  • Eslavo  23/09/2020 19:23
    Ótimo texto. Mas infelizmente no C*zil não existe liberdade pra quase nada. Só um lado é favorecido.

    Já começando pela própria Constituição. É crime a discriminação contra a raça e religião alheia. Ou seja, você é obrigado a gostar de todos os grupos possíveis e não pode expressar sua opinião legítima sobre nenhum, do contrário está cometendo o que hoje chamam de "discurso de ódio". A liberdade de expressão já começou morta por aqui.

    Depois indo pras interpretações do STF de vários artigos e termos da sacrossanta constituição que nunca respeitaram. Quase todas decisões são unicamente para cortar a liberdade individual e econômica da população brasileira. Uma das mais recentes, desde 2018, é crime não gosta de homossexuais.
    Ou seja, a maioria da população pode ser processada, e até presa, se não gostar de um grupo que corresponde a 3% da população. Então só falta criarem campos de trabalho forçado para reeducação de opinião.

    Embora seja majoritariamente devido à nossa legislação trabalhista arcaica de antes da 2ªGG, o Brasil é o país que mais ocorrem processos no mundo. É lógico, se tudo pode ser considerado ofensivo e punível de processos, então é um resultado mais do que óbvio tal posição vergonhosa.

    Aqui sempre imperou o que os juízes permitem o que seja dito. São literais ditadores, na mais simples e pura definição, e que nunca foram expostos pela opinião pública (possivelmente devido ao medo).

  • Flávia  23/09/2020 19:25
    Hoje em dia a discriminação já é considerada correta e natural desde que ela não recaia sobre as supostas minorias oprimidas.

    Por exemplo, é considerado ok para uma boate gay cobrar 3 vezes mais de entrada para mulheres do que para homens ou proibir a entrada delas em certos lugares (não que elas desejam ir, claro), mas é intolerável que um segurança peça um um casal gay que não se beije em um parque com crianças.

    Mas esse é o nosso mundinho idiota de hoje em dia.
  • Rafael  23/09/2020 19:31
    Boates heterossexuais cobram mais de homens do que de mulheres. Na verdade, em muitos estabelecimentos, mulheres entram de graça. Isso acontece pelo simples fato de que homens estão dispostos a pagar mais caro por lugares com mais mulheres.

    Analogamente, mulheres pagam mais caro em boates gays. Isso acontece porque elas estão dispostas a pagar mais caro para frequentar um local onde homens são menos agressivos, ou ficam menos em seus pés, deixando-as livres para poder se divertir, se soltar.

    Não existe discriminação nenhuma nisso, a não ser de preços. É apenas o mercado se regulando.

    Quanto ao casal gay se pegando num parque, isso é problema de ausência de propriedade privada. Fosse o parque privado, haveria regras permitindo ou proibindo.
  • Revoltado  23/09/2020 19:42
    Flávia,

    Em relação à casas noturnas não-convencionais, conheço histórias de mulheres transgêneras que se viram compelidas a pagar o dobro para divertir-se nesses referidos ambientes. Fora o clássico privilégio de que nas baladas comuns, as mulheres podem entrar gratuitamente até determinado horário (ou se muito, pagando 50% do ingresso).
  • Estado o Defensor do Povo  23/09/2020 22:24
    Não há problema nenhum em estabelecimentos cobrarem mais caro por causa do sexo da pessoa, faz parte do mercado e é direito da empresa.
    Mas sim também não tem problema um dono de um parque proibir casais gays se pegando, discordo fortemente dos progressistas nessa.
  • anônimo  23/09/2020 21:05
    Como é bom ter um ditador.
  • José das Couves  23/09/2020 19:52
    Este artigo me lembrou a vez que preenchi o CV no site de uma montadora japonesa estabelecida aqui no Brasil e uma das informaçòes solicitadas era a altura do candidato! Achei engraçado, pois se tratava de posição administrativa, onde a altura é irrelevante. Como tenho 1,83m acho que estava fora do páreo :-D

    Fica o princípio, trabalhar em uma empresa onde leva-se em consideraçao a altura do candidato por razões culturais (sejam elas quais forem), é o tipo de empresas em que gostaria realmente de passar parte de minha vida profissional?... acho que não... se tivessem me chamado, certamente seguiria com o processo seletivo, sem hipocrisia, porém, estão enviando uma mensagem ao solicitar este tipo de informaçào e no l0ngo prazo... sei não..

    Quem tiver ouvidos para ouvir, ouça.
  • Perifento.  23/09/2020 20:39
    Todos os processos seletivos de trainee na prática são para os jovens dos andares mais acima do sistema de castas brasileiro, um perifento do mais esforçado no máximo vai ser formar num curso comum de uma instituição sem prestígio e para se sustentar estudando trabalhará, não sobrando tempo nenhum para participar da vida acadêmica, fazer contatos nos eventos e nem fazer intercâmbios, típicos requisitos desses processos.

    A Lacrazine Luisa fez aí essa proposta, é torta, mas um perifento neguim esforçado se vê com bem mais chances que no processo regular, porque agora só terá que concorrer de forma desigual apenas contra os neguim do andar de cima que são bem menos numerosos que os brancos.

    Aí entra o argumento de liberdade, concordo com o artigo porém o que resta ao perifento esforçado que vê frustrada sua jornada devido ao país ser um completo fracasso econômico que não cresce há 40 anos e não gera novas oportunidades? De um lado tem os liberais dizendo nas entrelinhas que é para o processo de trainee continuar como sempre foi em nome da liberdade e do outro os progrenazis jogando essa armadilha, não fiquem surpresos se a esquerda continuar levando votos o suficiente para travar as pautas liberais nas casas legislativas e transformar isso aqui numa Argentina.
  • Esforçado  23/09/2020 21:08
    Juro que me esforcei para encontrar algum nexo causal em seu comentário, mas não logrei êxito.
  • Perifento  24/09/2020 01:13
    Não encontrou? Então se prepare pra viver numa Argentina com praias que isso aqui vai se tornar em 5 anos.
  • WMZ  23/09/2020 21:07
    Só sendo muito ingênuo para não perceber que a atitude da Magalu é apenas um prenúncio, um flerte, de um PL impondo cotas raciais no mercado de trabalho. Já até sei qual será o nome da lei: Lei Magalu. Ainda mais a Magalu que é mais uma daquelas "empresas amigas do rei"... dizem as más línguas que a dona é amiga da Dilma...

    Imoral a atitude dessa empresa, não tem nada de "social", foi só uma jogada de marketing e uma tentativa de agradar a "rainha amiga". Numa pandemia com milhões de desempregados, colocaram os negros na frente em vez de colocar as pessoas mais necessitadas como os pais de família que estão desempregados, os trabalhadores mais velhos que não conseguem terminar de pagar o INSS, os filhos que sustentam a família, etc... Isso sim seria ter consciência social

    ***

    Agora, os brancos ricos fazem a merda da escravidão mas são os brancos pobres que a limpam.E ainda falam que os brancos pobres são da classe dominante: só se for o domínio do papel higiênico que limpa tudo. Na minha cidade, as mesmas famílias que escravizaram os negros continuam até hoje na política e na riqueza...Claro, existem os brancos pobres otários para pagar a dívida deles

    ***

    Quanto ao papinho moderno de "consciência social": é muito fácil ter "consciência" quando existe conveniência.
  • Humberto  23/09/2020 21:18
    A empresa pode fazer o que ela quiser. Se isso será posteriormente instituído como lei é algo que está completamente fora da seara da empresa, e totalmente ligado ao Congresso.

    Você está, na prática, querendo brincar de Minority Report: criticando coisas atuais com o argumento de que algo pior será instituído no futuro.

    Agora, o ápice da incoerência é você dizer que a empresa tem a responsabilidade de dar oportunidades para todos numa pandemia (que nem é culpa dela) e, logo em seguida, ironizar o papinho de "consciência social".

    Você exige que a empresa tenha consciência social com os mais necessitados e ao mesmo tempo ironiza essa conversa. E ainda age como se a pandemia fosse culpa dela e ela tivesse de se retratar dando oportunidade para todos".

    Aliás, e se descobrirem que a Magalu escolheu negros apenas para poder pagar um salário menor no futuro? Você muda de ideia? Eu não.
  • WMZ  23/09/2020 22:09
    Aqui mesmo no Mises tem um comentário postando uma notícia de um PL parecido. Se não me engano, está naquele artigo do Sowell. Não é Minority Report.

    Quanto à ironia, é como se um hospital tirasse uma pessoa que levou um tiro da urgência e colocasse, só por causa da cor da pele, uma pessoa que só está com uma gripezinha. Ora, as políticas afirmativas não falam de igualdade, e sim de equidade, mas cadê a equidade nesse caso? E quem está na emergência? Quem tem filhos para sustentar? Quem é velho e ainda não se aposentou? A equidade que eles defendem foi magicamente esquecida!

    Eu sei que uma empresa deve ter liberdade mas isso não me impede de reprovar as atitudes dela. E eu reprovei pelos motivos supracitados. Não é incoerência

    Quanto ao negócio do salário, se ela contratou só para pagar menos, eu reprovaria ainda mais porque eu acho que é errado

    A empresa pode "fazer de tudo" mas o indivíduo não pode achar que "algo é certo ou errado"...Ein?
  • João  23/09/2020 23:51
    WMZ, o que você precisa entender é que para nós, libertários, a PROPRIEDADE INDIVIDUAL é um direito natural, inalienável. Começando da propriedade sobre o próprio corpo, até sobre bens adquiridos de forma pacífica (voluntária, sem roubar ninguém).

    A partir do momento que você tira, coercivamente (sem o consentimento dele), a liberdade do proprietário legítimo de agir da forma como ele bem entender em sua propriedade, você está violando os direitos que ele tem sobre a sua propriedade.

    Se a ação deste dono não agredir ninguém, ela é legítima. A menos que ele atente contra a integridade física de outro indivíduo, a ação dele é legítima, já que se trata de uma ação sobre a sua propriedade.

    Resumindo: a empresa é dele e ele faz o que achar melhor com ela. Se ele quiser contratar apenas um tipo de pessoa e não quiser contratar outros tipos de pessoas, independente dos seus motivos, ele não contrata, oras. A empresa é dele, os fatores de produção são dele e ele não está agredindo ninguém ao deixar de contratar.

    A partir do momento que abrimos uma "exceção por uma boa causa" nos direitos de propriedade, cria-se uma brecha imensa para qualquer outra violação da propriedade e consequentemente, da liberdade individual. Surgirão cada vez mais "boas causas" que justificam a violação da propriedade.

    Em uma frase: não existe boa causa para cometer atos imorais (como o de violar a propriedade alheia).
  • Lucas  23/09/2020 23:55
    Você iria querer trabalhar para uma empresa que realmente não lhe quer lá, e que só está lhe dando esse emprego por imposição da burocracia governamental? Creio que essa não seja a receita para uma vida feliz. Uma vida feliz surge ao se permitir liberdade máxima de associação e escolha — uma liberdade que se aplica a todos e em quaisquer circunstâncias, sem exceção.
  • WMZ  23/09/2020 21:37
    *que a limpa

    Esse progressismo é como a Igreja medieval: buscam o monopólio prático da moralidade e, assim, controlam todas as instituições. Vocês nunca terão o "capitalismo de livre mercado e iniciativa", pregados aqui, sem antes fazer uma "Reforma Protestante"

    O primeiro passo não será dado com um Ministério da Economia fazendo reforma tributária, implantando o padrão-ouro, desburocratizando o sistema e diminuindo os impostos. Se a Igreja Progressistas não for derrubada, tudo isso será breve
  • Conhecimento  24/09/2020 19:09
    Se vc está se referindo a Igreja medieval suponho que seja a Católica(da Idade Média) sendo que está mesma criou as universidades, aprimorou o sistema previdenciário, criou as bases para a genética, permitia o livre comercio, permitia a livre expressão, era contra a escravidão, entre outras coisas. Se quiser saber mais veja o livro:

    Como a igreja católica construiu a civilização ocidental - Thomas Woods

    www.mises.org.br/article/1548/a-doutrina-social-da-igreja-catolica-e-o-capitalismo

    A Europa estava indo relativamente bem (a geração posterior era mais rica do que a anterior) até o surgimento dos estados nacionais implementado pelo Rei Filipe o Belo e outros depois dele onde aí sim começou o controle total das instituições ( e até da dita "moralidade") onde geraria mais pobreza do que a geração anterior, peste bubônica, impostos á rodo para financiar a Coroa e as guerras, perda das liberdades individuais enfim...

    www.mises.org.br/article/1091/governos-pandemias-e-a-grande-depressao-do-seculo-xiv
  • Ex-microempresario  24/09/2020 21:00
    Por curiosidade, vc é o mesmo que acabou de postar como "templário" em outro artigo?

    Interessante saber que a Europa antes do século 13 era próspera, rica, com livre comércio e livre expressão, e que Filipe o Belo causou a peste bubônica.

    É "apropriação da virtude" que chama-se esse tipo de argumento?
  • Anon  29/09/2020 22:22
    A igreja Católica não criou as universidades. A Université de Paris por exemplo foi criada em 1200 e posteriormente reconhecida pela igreja Católica. Isso sem contar universidades no mundo islâmico.
  • Vanessa Lopes  23/09/2020 22:13
    O fato é q temos liberdade para escolhermos com quem vamos namorar, casar, fazer amizade, sociedade de negócios e qualquer outra relação e interação social... Uma coisa é preferir, outra coisa é ter preconceito, fazer juízos completamente subjetivos a respeito do outro, ferindo - lhe a integridade moral. É isso q pega. Se a famosa "lei" q diz q "não faça com os outros o q não queres q façam contigo" fosse seguida a risca, não existiriam coisas como estas.

    Posso escolher com quem eu vou namorar, casar, etc, coisas q dizem respeito SOMENTE A MIM. Entretanto, qdo sou dona de uma empresa, devo escolher meus empregados pela COMPETÊNCIA, não desprezar alguém por atributos subjetivos associados à cor da pele, sexualidade, etc, etc, etc.

    É um terreno deveras perigoso, causado tão somente ao ódio q seres humanos podem ter de seus semelhantes por conta de coisas altamente supérfluas e completamente desnecessárias - apoiadas, por tempos, pela sociedade, algumas delas pela religião, etc(tais como pré julgamentos a respeito de negros, mulheres, homossexuais, etc).

    Preconceito é pré julgamento, não um argumento válido.

    cada um de nós temos os nossos preconceitos, mas daí a elevá-los a argumento tão válido a ponto de protestarmos o direito a "ter preconceito" já é demais da conta. Ter preconceito pode não ser legal, mas é altamente imoral, no sentido em q toda uma classe de pessoas leva uma pecha negativa injustamente(sendo q apenas algumas realmente a mereçam)
  • Guilherme  23/09/2020 22:24
    Você se equivocou toda nesse seu comentário. Vamos parágrafo por parágrafo:

    1) Preferência e preconceito são dois lados da mesma moeda. Se eu prefiro algo, desprezo a outra opção. O preconceito não passa de uma categoria de preferências com as quais eu de antemão prefiro não optar. Além do mais, toda preferência consiste em "fazer juízos completamente subjetivos", seja de uma pessoa ou de um objeto.

    2) Quer dizer então que eu como empregador não posso escolher uma pessoa por que ela é alta? Ou por que ela é loira? Ou por que ela é mulher? Sim, eu posso. A questão é que eu como empregador estarei arcando, via o sucesso ou não da minha empresa, com as decisões por mim tomadas.

    3) Seja o preconceito causado ou não por ódio, o que você tem a ver com isso? Pelo seu argumento, qualquer decisão tomada por critérios subjetivos (a.k.a. emotivos) tornam-se inválidos. Ademais, cabe uma pergunta: se eu contrato alguém por compaixão, eu também estou agindo de forma errada, segundo a sua lógica?

    4) Você é muito preconceituosa com os preconceitos, rs.

    5) Cada um de nós temos os nossos ___________, mas daí a elevá-los a argumento tão válido a ponto de protestarmos o direito a ter "____________" já é demais da conta. (Preencha os espaços vazios da forma que bem entender).

    Enfim, por mim, todos nós seríamos gentis, doces e tolerantes. O problema é que a gentileza, a doçura e a tolerência ultimamente tornaram uma via de mão única. E pior: pela força do estado.
  • Fernando  23/09/2020 22:44
    Lógica básica: qualquer proibição de discriminação é em si um ato de discriminação, pois discrimina quem discrimina.
  • Estado o Defensor do Povo  23/09/2020 23:16
    O fato é q temos liberdade para escolhermos com quem vamos namorar, casar, fazer amizade, sociedade de negócios e qualquer outra relação e interação social...

    Beleza, sublinhei ali a parte do "sociedade de negócios" porque você vai se contradizer mais a frente.

    Uma coisa é preferir, outra coisa é ter preconceito

    Qual a diferença então? Não adianta querer usar palavras bonitinhas, se eu gosto de uma mulher inteligente e paciente, então eu estou preferindo, se eu gosto de mulher branca e gostosa, então tô sendo preconceituoso, é mais ou menos isso certo?

    fazer juízos completamente subjetivos a respeito do outro, ferindo - lhe a integridade moral

    Qual o problema de fazer juízos "completamente" subjetivos? Aliás, o que é exatamente fazer juízos "completamente" subjetivos segundo você? A magazine luiza só quer contratar negros nesse seu programa porque ela acha que isso pode ajudar no combate ao racismo no Brasil, e não porque eles acham que brancos são vilões maquiavélico, logo ela não tá ferindo a integridade moral de ninguém, aliás esse negócio de integridade moral ser um "direito" nem deveria existir, as pessoas podem achar o que quiser de você, estejam elas erradas ou não, sendo injustas ou não, é da prerrogativa delas.

    É isso q pega. Se a famosa "lei" q diz q "não faça com os outros o q não queres q façam contigo" fosse seguida a risca, não existiriam coisas como estas.

    Seilá o que tu quis dizer aqui, só sei que muitos negros queriam uma oportunidade dessas e a magazine luiza tá atingindo eles, nenhum branco está sendo atingido porque não tem nada a ver com eles, simples assim, não tô dizendo que eu concordo com a atitude da empresa, mas não vi sentido nessa sua frase.

    Posso escolher com quem eu vou namorar, casar, etc, coisas q dizem respeito SOMENTE A MIM. Entretanto, qdo sou dona de uma empresa, devo escolher meus empregados pela COMPETÊNCIA, não desprezar alguém por atributos subjetivos associados à cor da pele, sexualidade, etc, etc, etc.

    Ué, você não falou lá atrás que temos liberdade para escolher com quem vamos fazer sociedade de negócios, por que de repente mudou o discurso agora?

    E aparentemente você não gosta que empresas usem parâmetros "subjetivos", mas sim "objetivos", mas veja bem, por que escolher um funcionário pela competência dele não seria algo subjetivo? Subjetivo significa algo individual, de julgamento pessoal, logo quaisquer critérios que a empresa utilize para contratar pessoas são de cunho subjetivo, cada critério com um objetivo definido, que pode ser melhorar a produtividade da empresa (contratar gente competente), melhorar a situação de um parente (contratar o irmão que tá desempregado, meu pai já fez isso), ou resolver um problema social que a empresa julga ser importante (como contratar só negros), ninguém tem o direito de mandar como o empresário vai escolher seus funcionários, se ele só quer contratar um bando de incapazes então deixa o cara ué.

    É um terreno deveras perigoso, causado tão somente ao ódio q seres humanos podem ter de seus semelhantes por conta de coisas altamente supérfluas e completamente desnecessárias - apoiadas, por tempos, pela sociedade, algumas delas pela religião, etc(tais como pré julgamentos a respeito de negros, mulheres, homossexuais, etc).

    Quê que ódio tem a ver? O ponto central não é esse, você exclui certas pessoas de poderem se associar a você não necessariamente porque você odeia elas, mas sim porque acha que não será conveniente.

    Preconceito é pré julgamento, não um argumento válido.

    Pré-julgamos as pessoas diariamente, e devemos fazer isso, se eu ando na rua e vejo um cara todo mal-encarado, automaticamente eu fico mais alerta, obviamente que isso não quer dizer que ele é um bandido, mas é o meu instinto de sobrevivência, mesma coisa com mulheres que sentem medo de serem estupradas por qualquer homem que passe na frente delas quando estão sozinhas nas ruas (sim isso acontece), por mais que isso seja raro, elas ainda têm medo e ficam alertas.

    cada um de nós temos os nossos preconceitos, mas daí a elevá-los a argumento tão válido a ponto de protestarmos o direito a "ter preconceito" já é demais da conta.

    Anteriormente você definiu preconceito como pré-julgamento, logo pode abarcar qualquer coisa, não só cor de pele, religião ou sexualidade, se você acha que um cidadão é pobre só porque ele usa havaiana você já o está pré-julgando, já tá sendo preconceituosa.

    Ter preconceito pode não ser legal, mas é altamente imoral, no sentido em q toda uma classe de pessoas leva uma pecha negativa injustamente(sendo q apenas algumas realmente a mereçam)

    Beleza pode ser imoral, e eu concordo (alguns tipos de preconceito, não todos como você deixou subentendido), mas as pessoas têm esse direito, ninguém tá ferindo ninguém, ninguém tá forçando ninguém a nada.
  • Felipe  23/09/2020 23:14
    No Japão há estabelecimentos que aceitam somente japoneses e os donos não são amolados por causa disso.

    Esse texto do IMB com certeza vai irritar muita gente.
  • Melanie  23/09/2020 23:58
    Eu fui ao Japão e meus amigos foram barrados na entrada das casas de banho que só permitiam japoneses. Eu consigo pensar em diversas justificativas para tal decisão. Por exemplo, talvez turistas mal informados costumem usar o espaço de forma reprovável pelos locais, ou talvez os japoneses se sintam desconfortáveis na presença de forasteiros. Ou talvez eles não queriam fornecer evidências para um determinado estereótipo.

    Acho bem plausível que em determinadas circunstâncias a clientela dite os padrões do negócio.
  • Anônimo  24/09/2020 00:29
    Estrangeiros raramente sabem usar as casas de banho do Japão e compreendo o motivo de os nativos não os quererem por lá. Diferentemente do que achamos por aqui, não é porque há água rodeada de terra que uma coisa vira piscina ou poça. Ouvi a história de um grupo de amigos franceses que realmente não entendiam isso. E bem, os japoneses foram prejudicados.

    Eu também não os permitiria por lá.
  • Felipe  24/09/2020 00:58
    Por que os japoneses foram prejudicados?
  • Anônimo  24/09/2020 02:28
    Baderna, conversa alta e zoação com o tamanho da genitália deles. Japoneses gostam de calma, silêncio e respeito.
  • Imperion  24/09/2020 03:01
    No Japão, respeito, cordialidade, educação, honra são muito importante nas relações sociais e eles consideram bárbaros quem não cultiva isso. Daí que eles têm ambientes fechados para seguir essas exigências, e como os outros povos muitas vezes não seguem isso, são barrados nesses ambientes. São como hotéis de alta sociedade.

    Mas existem casas de banho pra estrangeiros, que os japoneses nem chegam perto. Lá se podem coisas que seriam consideradas impróprias e eles são bem fechados para agir abertos dessa forma.

    Até brasileiros descendentes de japoneses tem problemas com a cultura e são barrados.

    Não é o problema da origem da pessoa. "Conduta" pra eles é o que separa os homens dos animais. Os seus valores tem que estar nos seus "gestos" e eles percebem tudo. Por isso, lá se pode deixar as coisas na rua e no Brasil não, pois some.

    Honestidade tem que estar na sua conduta. Não vale apenas você dizer que é. E vale pra todos os valores humanos.
  • Lee Bertharian  28/09/2020 18:08
    Vi muitos comentários aqui atacando ou defendendo o artigo; mas ao tentar argumentar, acabam contradizendo o ataque (ou defesa) inicial...
    Pois bem, isso é típico do juspositivismo - uma caralhada de rabiscos que tenta dar um verniz de justiça às convicções de cada um.
    O que ninguém está falando sobre este assunto é que o Estado fez a exata mesmíssima coisa ao instituir a política de cotas raciais nas universidades, mas a menor crítica a isso é considerada meramente "racismo"...
  • Emmerson  24/09/2020 00:00
    Artigo claro, direto e profundo!

    Leis antidiscriminatórias antagonizam as pessoas (efeito reverso ao pretendido) e dão um poder nefasto às autoridades: QUEM decide quais crenças e valores são adequados?
  • Thiago Diehl  24/09/2020 01:55
    Sigo o site desde 2016 e defendo a grande maioria dos ideais libertários aqui expostos, porém, esse artigo em específico é completamente deslocado da realidade.

    Em uma sociedade sem preconceitos e evoluída culturalmente tal texto teria completo sentido. Na prática, serve somente para polarizar ainda mais a discussão esquerda x direita, além de colocar "o site do mises" no saco de gato do idealismo infantilizado. Estratégia e bom senso passou longe, lamentável.
  • Leitor Antigo  24/09/2020 02:20
    Algum contra-argumento? Alguma refutação racional? Afetação de vitimismo e efusão de bom-mocismo não irá levar você muito longe na vida.

    Pelo que entendi, você defende que a Magazine Luiza seja punida pelo estado, correto?

    "Em uma sociedade sem preconceitos e evoluída culturalmente tal texto teria completo sentido."

    Já em uma sociedade como a nossa, que não é essa utopia com a qual você sonha, precisamos de políticos e burocratas para purificar a mente e o coração das pessoas, certo?

    "no saco de gato do idealismo infantilizado"

    A definição da ironia: primeiro você diz que ideias só devem ser aplicadas em um mundo perfeito ("sociedade sem preconceitos e evoluída culturalmente"). E aí, logo em seguida, diz que os outros é que têm um "idealismo infantilizado".

    Diz aí: Defender propriedade privada e liberdade de associação é um "idealismo infantilizado"? Pois é só disso que se trata. Se você acha que sim, dê meia volta. Esse site aqui definitivamente não é para você.

    Bom senso, de fato, passou longe de você. E sem nem ter uma estratégia. Lamentável.
  • Alfredo  24/09/2020 02:44
    Ainda dentro do assunto, uma pergunta: em 2009, a Suíça proibiu num referendo a construção de minaretes no país.

    pt.wikipedia.org/wiki/Controv%C3%A9rsia_sobre_minaretes_na_Su%C3%AD%C3%A7a

    Esse tipo de proibição pode ser visto como algo que afeta a liberdade de culto?
  • Régis  24/09/2020 02:58
    Nisso os suíços estavam corretíssimos. Muçulmanos não pertencem ao país, o lugar deles é outro, a cultura é outra. Quem acha que muçulmano tem o direito de chegar a uma vizinhança e sair impondo sua cultura não entendeu nada de liberdade e propriedade.

    É por isso que o multiculturalismo que está destruindo a Europa não afeta a Suíça.
  • Tiago  24/09/2020 03:06
    Os suíços não estão corretos nesse ponto não.
    Não cabe a uma entidade monopolista impor uma lei proibindo a construção de algo em todo um território do qual essa entidade se apossou pela força. Se uma vizinhança em particular é de fato uma propriedade privada (condomínio) e essa vizinhança quer proibir minaretes, aí sim ela tem direito. Via referendo em toda uma nação, deveria ser óbvio para todo libertário que não.
    Acho que você é que precisa ler um pouco mais sobre liberdade e propriedade, Régis.
  • Régis  24/09/2020 03:12
    Prezado Tiago, é você quem tem de ler mais sobre liberdade, pois parece ignorar o básico. Se eu moro em uma vizinhança há anos, tenho muito mais direitos de propriedade sobre ela do que qualquer imigrante recém-chegado (seja ele muçulmano, judeu, ateu ou o escambau). Isso nada mais é do que o próprio princípio da apropriação original (homesteading).

    Logo, de acordo com este princípio, posso sim impedir que estes recém-chegados à minha vizinhança saiam construindo merdas e descaracterizando um local sobre o qual tenho mais direitos do que eles. Isso é básico.
  • João  24/09/2020 03:22
    Não é bem assim, Régis.
    Se os imigrantes compraram terrenos vizinhos ao seu, eles são proprietários legítimos daqueles locais. Se você proibi-los de construir algo nos terrenos deles, você está violando o direito à propriedade deles.

    Apropriação original é pra resolver disputas por um mesmo recurso. Pode ser um terreno, o ar (no caso da poluição de fábricas), um rio.

    O que os imigrantes não têm direito é de reclamar caso você construa uma igreja ao lado da mesquita deles, caso a igreja está na sua propriedade.
  • Régis  24/09/2020 03:33
    Não. Uma coisa é você comprar uma casa de uma pessoa física. Outra coisa, bem diferente, é você comprar um terreno público (normalmente, um lote da prefeitura ou um imóvel que pertencia à prefeitura) e construir nele uma mesquita.

    Se você comprar uma casa, demoli-la e construir uma mesquita, realmente nada poderei fazer. Mas se você adquire um terreno da prefeitura, tal transação não tem validade nenhuma.
  • Estado o Defensor do Povo  24/09/2020 03:59
    Então responde aí Régis, como você quer que as pessoas comprem casa então? Em todo lugar do mundo você precisa comprar sua casa do Estado, "ah mas eu comprei a minha de uma pessoa física", blz e essa pessoa comprou de quem? E essa pessoa de quem essa pessoa comprou comprou de quem? Em algum momento você vai chegar no Estado, ou você quer dizer que se o bandido te vende mercadoria roubada então aquela mercadoria passa a ser tua e dane-se o dono original?

    A não ser que você defenda que só tem validade os donos de terrenos não regularizados, onde o cara só chega lá e monta a casa dele sem ter nem um endereço, a sua casa é assim?

    Ademais, você fez uma lambança de conceitos aí, homesteading não fala que você tem mais direito a sua "vizinhança" do que os recém-chegados, só fala que você tem direito sobre aquilo que você se apropriou originalmente, nada de "vizinhança" ou coisas em redor de sua propriedade, ao menos até onde eu li é isso, me mostre um texto que me refute se não é esse o caso.
  • Régis  24/09/2020 05:01
    "como você quer que as pessoas comprem casa então?"

    Hein?

    ?"Em todo lugar do mundo você precisa comprar sua casa do Estado, "ah mas eu comprei a minha de uma pessoa física", blz e essa pessoa comprou de quem? E essa pessoa de quem essa pessoa comprou comprou de quem? Em algum momento você vai chegar no Estado, ou você quer dizer que se o bandido te vende mercadoria roubada então aquela mercadoria passa a ser tua e dane-se o dono original?"

    Qual o seu ponto?

    "A não ser que você defenda que só tem validade os donos de terrenos não regularizados, onde o cara só chega lá e monta a casa dele sem ter nem um endereço, a sua casa é assim?"

    Sigo sem entender.

    "Ademais, você fez uma lambança de conceitos aí, homesteading não fala que você tem mais direito a sua "vizinhança" do que os recém-chegados, só fala que você tem direito sobre aquilo que você se apropriou originalmente, nada de "vizinhança" ou coisas em redor de sua propriedade, ao menos até onde eu li é isso, me mostre um texto que me refute se não é esse o caso."

    Homesteading é a apropriação original de um terreno devoluto seguido da mistura do seu trabalho à terra (como a construção de casas e infraestrutura). É absolutamente impossível um muçulmano chegar à Suíça de hoje e encontrar um terreno devoluto no qual construir seus minaretes.

    Dito isso, eu deixei claro: se o muçulmano comprar a casa de um indivíduo, ele poderá fazer o que quiser. Se ele comprar um terreno diretamente da prefeitura, isso não tem validade nenhuma.

    Qual exatamente a sua dificuldade?

    Você pode perfeitamente falar que não concorda com o que foi dito. Mas tem de apontar falhas, e não ficar criando espantalhos.
  • Estado o Defensor do Povo  24/09/2020 13:27
    Como que eu tô criando espantalhos? Qual o seu problema do cara comprar da prefeitura? É por que tudo o que a prefeitura tem é roubado certo? Ou melhor, não é dela de fato já que ela não teve um ato de apropriação original, mas qualquer pessoa que tem casa hoje teve que fazer acordo com a prefeitura/Estado antes, mesmo que você compre de uma pessoa física, essa pessoa física comprou do Estado um dia, o que invalida você mesmo de comprar dela segundo a sua lógica, para de bancar o otário, você entendeu o que eu quis dizer.
  • Renato S.  24/09/2020 05:06
    No caso da Suíça, não os critico. É uma questão cultural e histórica.

    Antigamente, grupos primitivos se estabeleciam em áreas defensáveis militarmente, e economicamente adequadas ao tamanho do grupo, áreas essas que eram primordialmente do grupo.

    E dentro dessas áreas originalmente apropriadas, a terra era dividida entre os membro do grupo. Tendo bens em comum, tinham também governo em comum, que cuidava primordialmente de justiça, defesa e presença de estrangeiros (afinal a área comum era do grupo, e portanto era natural que a presença de estrangeiros dependesse da anuência do grupo).

    Num processo posterior, governos cresceram territorialmente, dominando outros grupos e inclusive vastos territórios vazios, o que impedia outros grupos de lá se estabelecerem, e cresceram institucionalmente, aumentando enormemente as suas próprias atribuições. Disso resultaram estados de grande extensão territorial, e opressivos até o ponto do totalitarismo (de que URSS e China comunista foram os exemplos mais gritantes).

    Claramente, este não é o caso da Suíça. Não só é um estado pequeno, que nunca praticou o expansionismo, como também é dividido em vários cantões, cada um deles de área bastante pequena, com extrema autonomia, e liberdade de secessão. Esses cantões, claramente são algo bastante próximo das áreas de apropriação original dos grupos.

    Idealmente, as cidades dentro dos cantões deveriam ter autonomia para tratar independentemente dessas coisas, mas não estou dizendo aqui que a Suíça é um país ideal, apenas digo que a autonomia local chega perto do que era originalmente. Não sei se os cantões teriam autonomia para impor uma lei diferente sobre os minaretes dentro de seu território, mas certamente teriam autonomia para se separarem e depois permitirem ou não minaretes.

    Deve ser observado que a questão dos minaretes não é considerada como relativa a liberdade de religião (esta pode ser praticada livremente, e não depende de construções físicas), mas como relativa à política para com estrangeiros residentes (que é algo que fazia parte das atribuições originais dos governos primitivos).
  • Gabriel Laser  24/09/2020 04:41
    Boa noite eu sei que não tem nada a ver com o texto acima,mas tenho uma duvida e se alguém que sabe mais do que eu puder me ajudar eu agradeço,os paises escandinavios são o "orgulho da esquerda" que se gaba de como esses paises são a prova de que suas ideias são boas e podem dar certo mas por outro lado eu ja vi muita gente dizendo que esses paises são muito mais direita do que de esquerda,a minha duvida é,esses países são realmente bons?e eles são de de esquerda ou de direita?se alguem souber um link ou video de onde eu posso achar uma explicação eu agradeço
  • Pedro   24/09/2020 11:44
    Fiz a leitura do artigo, seu conceito apesar de ser plausível, encontra-se totalmente *contrário a nossa realidade* quanto sociedade.

    Para se aplicar a liberdade de associação descrita nesse artigo a *empatia, fraternidade e igualdade (lato sensu) deveriam ser regra,* mas não existe isso em nossa sociedade.

    Não é exagero afirmar que esse tipo de liberdade de associação *reina no campo da utopia, das fábulas,* no mundo onde o extraordinário impera.

    *Razão pela qual sou totalmente contra esse tipo de pensamento,* bem como tenho convicção de que as garantias e o controle estatal, de forma equilibrada, são essenciais em qualquer sociedade para que haja *isonomia (igualdade), com ênfase na equidade.*

    Saliento que devemos olhar os erros do passado para não repeti-los no presente.
    Lembrem-se, por exemplo, da *política de segregação racial* que existia nos Estados Unidos da América no século passado, onde os negros eram *discriminados em instalações públicas e privados, serviços e oportunidades.*

    A título de exemplo, quando existia uma política de segregação racial nos EUA, os comerciantes estadunidenses *podiam se recusar a atender,* nas palavras usadas à época, *"pessoas de cor",* por elas serem negras.

    Esse tipo de discriminação, através da aplicação de fato das ideias expostas no artigo em comento, poderiam facilmente retornar, o que *seria inaceitável e totalmente imoral.*

    *Sendo assim, considero essa forma de livre associação extremamente perigosa, abominável e preconceituosa.*
  • Ronaldo  24/09/2020 14:27
    Olá, Pedro. No seu mundo colorido, administradores judeus ou negros devem ser proibidos de se recusarem a dar emprego para um skinhead neonazista (o qual nunca agrediu ninguém)?

    Ou seja, se um skinhead (que nunca agrediu ninguém) quiser ser empregado de um judeu ou de um negro, ele deve ser compulsoriamente contratado por eles?

    Se você disser que sim, ok, você estará sendo coerente (resta saber que mundo será esse).

    Se você disser que não, então é sinal de que você nem sabe do que está falando.

    P.S.: Dica: encare o mundo como um adulto, e não com essa emotividade toda, típica de uma menininha de 4 anos.
  • Ex-microempresario  24/09/2020 14:45
    Em primeiro lugar, que monte de asteriscos é esse? Fetichismo? Promessa? Alguma forma rara de Tourette ?

    Em segundo lugar, você percebeu que os únicos argumentos que você apresentou são "eu acho", "eu considero", "eu quero", "eu sou contra", "eu tenho convicção ?

    Em terceiro lugar... Bem, não tem terceiro lugar. De seu comentário não dá para extrair uma frase sequer que se aproveite.

  • Welfate State  24/09/2020 12:28
    O artigo utiliza o termo 'discriminar' no sentido: Capacidade de distinguir ou estabelecer diferenças; discernimento. Entretanto, faltou uma visita ao dicionário para averiguar que o termo também pode significar: Ato de segregar ou de não aceitar uma pessoa ou um grupo pessoas por conta da cor da pele, do sexo, da idade, credo religioso, trabalho, convicção política etc.

    O artigo utiliza a técnica de confundir para influenciar, e pelos comentários conseguiu.

    O artigo se baseia no indivíduo como consumidor mas 'esquece-se' do indivíduo como trabalhador.

    Modernamente falando, o modo pelo qual um indivíduo sustenta sua própria vida é através do trabalho. É através daquele, por exemplo, que o indivíduo consegue os recursos necessários para acessar o alimento, essencial para sua vida, ou uma morida, essecial para sua segurança.

    Ao impedir que um indivíduo não tenha acesso ao trabalho, através da discriminação, no segundo sentido da palava, está a se aceitar que esse indivíduo não tem o direito de sustentar sua própria vida , o quê atenta contra a própria liberdade do indivíduo.
  • Ronaldo  24/09/2020 14:28
    Olá, Welfare. No seu mundo colorido, administradores judeus ou negros devem ser proibidos de se recusarem a dar emprego para um skinhead neonazista (o qual nunca agrediu ninguém)?

    Ou seja, se um skinhead (que nunca agrediu ninguém) quiser ser empregado de um judeu ou de um negro, ele deve ser compulsoriamente contratado por eles?

    Se você disser que sim, ok, você estará sendo coerente (resta saber que mundo será esse).

    Se você disser que não, então é sinal de que você nem sabe do que está falando.
  • anônimo  27/09/2020 23:24
    Olá Robaldo. Espero que você esteja utilizando de desonestidade intelectual, pois caso seja ingenuidade intelectual você deveria ficar severamente preocupado.

    Eu particularmente acho que ninguém pode tirar a chance de disputa de uma posição na sociedade com base em um preconceito.

    Isso não significa afirmar, é óbvio, que ninguém seja obrigado a fornecer uma oportunidade.

    Isso é tão óbvio que é difícil acreditar que você confunda algo tão básico.

    Um administrador negro ou judeu não é obrigado a fornecer uma oportunidade na sociedade, ainda mais para um "skinhead". Você pode não saber, mas os negócios também tem valores e não sai obrigados a contratar aqueles que são publicamente contrários à estes valores.

    Ps.: Pare de associar a negritude com criminalidade. Associar um skinhead com um negro, demonstra claramente isso.
  • Guilherme  24/09/2020 14:30
    O tal Welfare, ao deixar claro que, para ele, todo mundo tem direito a ter um emprego — o que, por definição, significa que todo mundo também tem a obrigação de dar um emprego para terceiros — mostra de maneira explícita por que essa ideologia é totalitária.

    E o ápice da ironia é que esse totalitário adorne sua retórica com palavras que evocam compaixão e humanismo — uma característica típica dos psicopatas.

    Quando dizem que esquerdista é mentalmente desarranjado, não é exagero.
  • Thiago  24/09/2020 15:51
    E mais, quem impede o acesso ao trabalho é o Estado, não os indivíduos ou empresas.

    Num mundo sem leis trabalhistas e com moeda sólida, não existe desemprego. Mesmo se todas as empresas segregassem de alguma forma, não existiria desemprego.

    Isso por si só já resume a mente deturpada deles, o estado nunca é o problema na mente deles, o pior, é sempre a solução.
  • Ex-microempresario  24/09/2020 14:40
    E quem é que está impedindo alguém de trabalhar? O Magazine Luíza? É o único lugar do mundo onde tem emprego?

    Pela sua lógica, a minha ex-microempresa deveria ser obrigada a contratar qualquer pessoa que passasse pela porta e pedisse emprego, senão eu estaria "impedindo o acesso ao trabalho"?

    É bem o retrato da esquizofrenia moderna: alguns têm todos os direitos, outros têm todas as obrigações.

    Se um sujeito mora em Belo Horizonte mas quer ser surfista, o estado deve cobrar todos os impostos necessários dos outros para realizar uma obra (executada pela Odebrecht) que permita ao sujeito "realizar o seu sonho", porque não podemos admitir que as aspirações de uma pessoa sejam limitadas por coisas banais como a geografia.

    Como último comentário: erros como "Ao impedir que um indivíduo não tenha acesso" mostram bem que o cérebro das gerações mais novas já não está dando conta sequer de construir frases de complexidade média.
  • Revoltado  24/09/2020 14:47
    Em minha cidade natal, há uma mulher que é motorista de Uber, mas que atende exclusivamente mulheres. A princípio, achava um absurdo, mas, de tempos para cá, percebi que é um direito dela e vou além: se eu trabalhasse à Uber, seria um motorista exclusivo de homens e pessoas transgêneras.
    Tenho uma antipatia imensa pelas chamadas "mulheres cis" (usando o linguajar atual), fora o risco de sofrer acusação de "assédio" de parte delas.
  • weberth  24/09/2020 17:25
    Obviamente o intuito dessas empresas, a Bayer fez o mesmo recentemente, é a tal reparação histórica.
    - Seleção de somente NEGROS.....LACROU, reparação histórica sobre o homem branco mau capitalista
    - Seleção de somente Brancos..... RACISMO... os brancos são privilegiados
    - Seleção de somente Pardos...Ééééé, alguns são morenos escuros, outros claros, vamos precisar de um tribunal racial pra ver quem merece ou não
    - Seleção de somente mulheres... EMPODERAMENTO feminino
    - Seleção de somente homens...MACHISMO!!.. homens tem privilégios demais
    - Seleção de somente Homossexuais, cis, trans,zeta, gama.... oba, inclusão.
    - Seleção de somente Heterossexuais...... PRECONCEITO!!!, chega de opressão sexual
    - Seleção de somente Ateus... LACROU!!...chega de intolerância religiosa
    - Seleção somente de Cristãos.... RETROGADOS!!

    O progressismo não importa com pessoas ou liberdade, e sim, com sua agenda que visa aprisionar um grupo de pessoas.
  • Ex-microempresario  24/09/2020 20:02
    É por aí, só que discordo da última comparação. Você está tirando do nada uma equivalência entre progressistas e ateus.

    O presidente atual já declarou que não respeita o estado laico ("o estado é laico mas o governo não") e no recente discurso na ONU colocou os cristãos entre os oprimidos, não os ateus.

    Igrejas e religiões são beneficiadas pelos políticos o tempo todo em troca de votos. Me diga o nome de um político que tenha defendido o direito de um ateu pensar o que ele quiser sem ser xingado.
  • anônimo  24/09/2020 23:24
    Me diga o nome de um político que tenha defendido o direito de um ateu pensar o que ele quiser sem ser xingado.

    Eu só lembro do Datena.
  • Marc  24/09/2020 22:15
    Eu concordo com o texto. E num sentido filosófico libertário, está tudo certo.

    Porém, nosso estado tem Leis vigentes que, querendo ou não querendo, devem ser seguidas, pois é um principio da democracia, respeitar as leis.

    No caso, a Lei numero 7716, tipifica a discriminação que a Magazine Luiza cometeu, no caso, crime previsto em Lei. E a Lei é para todos, certo? Então ela deve pagar por isso.

    Se queremos um estado libertário, bom, então devemos colocar legisladores libertários lá, para mudarem as leis, mas até que isso aconteça, precisamos trabalhar dentro daquilo que é possível hoje, e não com a utopia do amanhã, não acham?
  • Ex-microempresario  24/09/2020 23:17
    "é um principio da democracia, respeitar as leis. "

    Exatamente por isso que democracia não resolve quase nada (embora seja um pouco melhor que a maioria das ditaduras).

    Se "respeitar as leis" é um princípio que define certo e errado, então não podemos nos queixar do que fazem os deputados e senadores, nem dos ministros do stf: estão todos amparados pela lei.

    Os juízes com salário de 200 mil estão dentro da lei. Os corruptos cujos processos prescrevem sem julgamento estão dentro da lei. O Lula solto está dentro da lei.

    Mas olha só: o stf decidiu esta semana que o governo não deve seguir a constituição "literalmente". A constituição é mais assim tipo uma idéia, entende?

    Olha o que disse o Alexandre de Moraes:

    "Limitar as possibilidades de atuação do Estado mediante interpretação literal da atual redação do art. 149, § 2º, III, da CF não me parece a melhor exegese para a consecução dos desígnios constitucionais de viabilizar a promoção do desenvolvimento das micro e pequenas empresas""

    Repito: o Alexandre de Moraes acha que seguir o que está escrito na constituição "literalmente" não é o melhor caminho. Outros ministros falaram que o que está prescrito no tal artigo 149 deve ser visto como "exemplificativo".

    E todos lá no stf ficam muito felizes de saber que tem brasileiro que ainda acredita que "a Lei é para todos, certo? "
  • Marc  25/09/2020 15:43
    Sim, concordo contigo, mas a saída não é revolução, nem desobediência, é através de mais democracia, colocando legisladores diferenciados, dando o exemplo, como o pessoal da bancada do NOVO tem feito, devemos pedir que procurem mudar as leis, revogando leis imbecis, torando outras melhores, e sim o STF é uma piada, mas porque eles também são ruins.
    A mudança é lenta e gradual, nós somos um estado socialista-populista desde sempre, com uma constituição social democrata, então é um processo de mudança lento. De qualquer forma, nesse caso, o texto é perfeito, mas não se pode eximir a Magazine Luiza do erro porque concordamos com o texto. Até porque, o motivo da Magazine Luiza não era com base no texto, mas na Lacração, na alienação Marxista provocada pelo movimento, também Marxista, BLM, que provoca toda essa porcaria...
  • Elias  24/09/2020 23:13
    Pior é o CEO da Magazine Luíza justificar esse programa de Trainee para negros porque "outros programas de Trainee não atraiam muitos negros porque tinham critérios muito exigentes, como inglês fluente".

    Em resumo, para ele, negros são incapazes de preencherem requisitos para um programa normal de Trainee. É hipocrisia travestida de boa vontade.
  • Jojo  25/09/2020 15:41
    O Holliday e o Alessandro Santana falaram exatamente isso. NENHUM POVO que foi escravizado no passado teve nenhuma "reparação" ou tratamento especial. Todos foram deixados livres e hoje estão prósperos como qualquer outro.

    A esquerda quer que negros sejam seus cachorrinhos.
  • Sr.Segredo  25/09/2020 16:49
    Verdade, cada uma viu
  • Lucas  25/09/2020 00:48
    O argumento é válido, porém na prática se uma empresa resolver fazer o oposto será massacrada pela mídia e sofrerá boicote de clientes, fornecedores...
  • Felipe  25/09/2020 02:10
    Alguém aqui viu o vídeo do Ideias Radicais sobre esse tema? Eu sinceramente achei bem fraco, ele ficou falando de um monte de assunto e só depois chegou ao caso da Magazine Luiza.
  • Thiago  25/09/2020 11:53
    Eu não consegui nem chegar ao final do vídeo. Ele estava com os mesmos argumentos da mídia tradicional, parece que esqueceu da visão libertária.

    E até hoje não tive vontade de assistir aos vídeos posteriores àquele. O cara simplesmente cagou o trem todo.
  • Guilherme  25/09/2020 22:56
    galera aqui é libertaria só quando não os afeta.
  • Jose Silva  26/09/2020 14:39
    E se a empresa proibir consumidores de determinada cor? É liberdade?
  • Carlos Alberto  26/09/2020 16:47
    Sim, é liberdade. Mas também é de uma extrema burrice. Quem se recusa a auferir receitas não é capitalista, mas sim um ignóbil que está implorando para perder mercado para a concorrência até ir à falência.

    É por isso que em um capitalismo genuíno não há discriminação. Discriminação é um "luxo" que apenas quem opera em uma economia fechada, protegida pelo estado, pode se dar. No capitalismo genuíno, empresas imploram para servir a todos, independentemente de cor, crença, sexo, ideologia. Caso não consiga, toma prejuízo e quebra.

    Começou a entender?
  • rraphael  26/09/2020 18:25
    amigo, liberdade significa que ninguem é obrigado a negociar com quem nao deseja
    se é por cor, genero ou (falta de) educação, tanto faz

    lembro de um caso nos EUA de uma confeitaria que recusou fazer bolo pra um casal de gays , o que qualquer pessoa sensata pensa : o casal agora vai levar o dinheiro deles pra outra confeitaria e o primeiro confeiteiro que fique com um cliente (ou grupo de clientes) a menos ... mas nao, entrou em discussao leis para obrigar estabelecimentos a atender quem eles nao querem

    veja, num ambiente livre se gays nao tem onde comprar bolo pois a confeitaria que existe se recusa a fazer, logo alguma outra pessoa vai ver a oportunidada e ter a iniciativa de fazer bolos para esses clientes em potencial, eventualmente todos estarao atendidos e ninguem foi obrigado a fazer algo que nao queria - o que nao pode eh querer obrigar e punir alguem que nao queira se associar com outras pessoas seja la que motivo que seja , nesse da confeitaria alegaram que era cristã (motivo religioso)

    *eu sou cristao e acho ate esse exemplo uma bobagem, ja que cristao deveria praticar empatia e compaixao, mas se a pessoa acredita que vai perder a alma por causa do fiofó do cliente problema dela, novamente : se eu nao sou bem-vindo em um local, logo vou pra concorrencia, nao preciso chamar o papai-estado pra obrigar o dono a abaixar as calças pra mim, lembre-se que se voce concorda com terceiros sendo obrigados a fazer o que nao querem , voce vai acabar sendo obrigado a fazer algo contra a sua vontade tambem - e ai a gente vira essa bosta de sociedade moderna em que as pessoas nao sabem ouvir um "não"
  • Lucas  26/09/2020 20:47
    E se a empresa proibir consumidores de determinada cor? É liberdade?

    Sim. Isso é liberdade de associação. A empresa é livre para escolher com quem deseja fazer negócios e, principalmente, com quem NÃO deseja. Usar a força do estado para obrigar a empresa a fazer negócios com quem ela não quer viola essa liberdade.
  • historiador  28/09/2020 01:36
    O que a Magazine Luíza fez não é discriminação, mas AÇÃO AFIRMATIVA, pois não existe racismo contra os brancos. Historicamente, os negros sempre foram oprimidos aqui no continente americano, a começar pela escravidão. Então os negros já começaram em desvantagem com relação aos brancos aqui no continente americano.
  • Realista  28/09/2020 14:53
    O que pouquíssimas pessoas têm coragem de falar é que quem aprisionava negros e os comercializava na África eram os próprios negros. Ou você acha que brancos dominaram todo o continente africano para escravizar negros? Se isso de fato tivesse acontecido, aquele contente seria hoje majoritariamente branco.

    revistapesquisa.fapesp.br/os-escravos-do-escravo/

  • Revoltado  28/09/2020 19:42
    Realista,

    Os muçulmanos participavam da revenda desses mesmos afrodescendentes, bem como capturavam escravos na bacia do Mediterrâneo (europeus) e o praticaram por 13 séculos. Isto também não se comenta muito abertamente...
  • historiador  01/10/2020 01:18
    Caro realista, isso que vc falou refuta o que eu falei acima? Que os negros escravos começaram em desvantagem com relação aos brancos aqui na América?
  • Ex-microempresario  28/09/2020 18:35
    "Não existe racismo contra os brancos......"

    Tentativa óbvia e descarada de aplicar a novilíngua orwelliana. Se a pessoa X faz determinada coisa, é crime. Se a pessoa Y faz exatamente a mesma coisa, é "reparação histórica".

    Quem mais pratica preconceito, discriminação, comportamento agressivo e calúnias em geral hoje em dia são as auto-proclamadas "minorias oprimidas". Já conheci um ativista que só se referia a pessoas brancas como "deficientes em melanina".
  • Revoltado  28/09/2020 20:15
    No Canadá, recentemente, uma das líderes locais do BLM prega abertamente que os "brancos devem ser exterminados".

    É a donzela repudiada pelos meios locais. Au contraire, é tratada por políticos locais como uma pessoa digna de ser cumprimentada e receber bonificações simbólicas do tipo "a chave da cidade" e por aí vai.

    Interessante é, que a mesma descende de imigrantes sudaneses; tivessem os seus ficado no país africano, seria no mínimo submetida à mutilação genital e todo o rigor da Shari'a. E ao invés de gratidão ao país da América do Norte que lhe acolheu por tabela, acha que transformá-lo na pior versão de "Wakanda" lhe trará a utopia. Mais lamentável ainda é o PC ter corroído o Canadá, a ponto de não ostracizar alguém que o faz por merecer. Estão na hora de substituir o Trudeau por alguém mais sensato!
  • anônimo  28/09/2020 20:38
    latinos nem sao brancos
    va passear num bar de skinheads no alabama e no leste europeu pra ver quantas pessoas vao chamar um brasileiro de branco
    vai é levar uma surra

    ações afirmativas é justamente como os estadunidenses batizaram sistemas de cotas e afins
    sistemas como o de cotas sao preconceituosos pelo fato que tratam uma pessoa de cor como um humano aleijado de habilidades - assim como leis de protecao a mulher sao machistas pois tratam mulheres como seres incapazes, no fim esse povo nao quer tratamento justo e igual , querem é vantagens pra sua panelinha

    na faculdade existe banca examinadora de negros , pra ver se o candidato declarado eh realmente negro, e o unico analogo que eu encontro de uma pessoa de cor sendo examinada pra ver se é um negro é nos mercados de escravos , qualquer individuo com o minimo de amor proprio ve esse tipo de coisa como algo completamente humilhante - mas no mundo "moderno" chamam isso de justiça social

    no fim o pobre coitado continua sendo usado, antes como escravo, agora como escudo de um monte de lxcrxdxr que só ta preocupado em posar de salvador da humanidade
  • Guilherme  28/09/2020 20:16
    Mas suponho que essas empresas fazem isso justamente para obter algum beneficio do governo ou seguir alguma norma de "integração social"? tal como a norma da empresa contratar certa % de pessoas com deficiência física ou adotar medidas ambientalistas, entao acho que já há participação do Estado no caso, além disso essas grandes empresas do Brasil são dependentes do governo (dificil achar alguma empresa da Bolsa sem participação do governo ou não recebeu apoio do BNDS).

    Não acho que o Estado deva se meter, mas tambem nao vou passar pano para esses atos dessa corporação racista (chefiada por uma petista que recebeu grana do BNDS), outra coisa também é verdade que se a mesma empresa trocasse negros por brancos seria punida pelo Estado, mas como é no caso dos negros passa em branco. O fato é que hoje em dia ser homem branco heterossexual está quase virando um crime, há um certo ranço tanto no mercado como no Estado contra os homens brancos e não vejo como isso terminará bem no futuro.

  • Iniciante  29/09/2020 15:15
    Liberdade não poderia significar o direito de agredir o outro tb?
    O outro que arranje meios para se defender... Não podemos entender assim?
  • Régis  29/09/2020 16:17
    Liberdade significa, principalmente, ausência de coerção física contra sua pessoa. Isso é básico do básico. Se você pode gratuitamente tomar porrada e ser morto, sua liberdade é nula.

    Desnecessário dizer que a humanidade não mais existiria se todos tivessem o direito de saírem dando porrada e matando inocentes.

    Ademais, cada indivíduo tem direitos negativos, e não direitos positivos.

    Eis um artigo que desenha esses conceitos:

    Desejos não são direitos - eis uma maneira de distinguir o que é um direito e o que não é
  • Profissional  30/09/2020 16:43
    Os direitos naturais são frequentemente chamados de "direitos negativos", pois a única obrigação que tais direitos impõem a terceiros é a de não efetuar uma determinada ação. Assim, o indivíduo tem o direito de que não tirem sua vida, não restrinjam sua liberdade (o que inclui não tomar porrada gratuitamente), e não confisquem sua propriedade honestamente adquirida.

    Ou seja, o direito negativo simplesmente impõe a terceiros o dever de não iniciar coerção contra inocentes, seja na forma de violência bruta, seja na forma furtiva obrigá-lo a pagar por bens e serviços que serão ofertados a terceiros. 

    De acordo com esta visão, o próprio governo deveria estar restringido e limitado pelos direitos humanos universais de todo e qualquer indivíduo. Consequentemente, aquele indivíduo que não reconhece a legitimidade de um governo não deveria ser submisso a ele.

    Perceba que se qualquer um dos três direitos naturais supracitados fosse abolido, acabaria a humanidade. Se todo mundo pode roubar de todo mundo, ninguém mais trabalha e produz. Se todo mundo pode agredir e matar todo mundo, ninguém mais circula. E se todo mundo pode confiscar a propriedade alheia, ninguém trabalha, produz e constrói, e todo mundo passa a viver do esbulho.

    Por isso, a existência dos direitos naturais é irrefutável. Mais ainda: é impossível criticar qualquer um deles sem cair em contradição. Se tais direitos negativos não existissem, você próprio não estaria vivo.
  • Sociólogo  01/10/2020 01:05
    Vejamos contra qual raça existe racismo aqui no Brasil.

    Aqui no Brasil, observando pelo tom de pele, a demografia do Brasil é a seguinte: 50% da população brasileira é constituída de negros, mulatos e pardos, 49% brancos e 1% são índíos.

    Porém:

    - 100% dos bilionários são brancos
    - 99,9% da elite é constituída de brancos
    - 80% dos moradores dos bairros de classe média alta são brancos
    - Mais de 80% dos médicos são brancos
    - Mais de 90% das funções de chefia são ocupadas por brancos
    - 90% dos moradores das periferias são negros, mulatos, pardos e índios
    - 80% das vítimas de brutalidade policial são negros, mulatos e pardos
    - 99% das empregadas domésticas são negras e mulatas

    Fica a pergunta: é justo isso? Com estes números em mãos, sabemos quem são os privilegiados.
  • Marcos  01/10/2020 17:11
    Vou dar de barato que suas estatísticas estão corretas (muito embora você não tenha oferecido um mísero link para elas; aliás, a população negra no país não chega a 8%).

    O ponto é: o que elas efetivamente comprovam quanto à produtividade e à capacidade de criar valor de cada indivíduo?

    Enquanto você não responder a isso, o debate não anda.
  • Régis  01/10/2020 17:11
    Pelé, Neymar, Ronaldinho Gaúcho são bilionários. E são negros. Vários pagodeiros, rappers e funkeiros também. Logo, sua estatística de que 100% dos bilionários são brancos é completamente fajuta. Assim como o todo o resto.
  • Luiz  01/10/2020 17:33
    Só um adendo Pelé, Neymar e Ronaldinho Gaúcho são milionários, não bilionários. Até onde se sabe só 18 bilionários no mundo inteiro são negros, obviamente isso não diz nada sobre a criação de valor das pessoas mas não existe bilionário brasileiro negro.
  • Androide  01/10/2020 18:37
    Régis, por favor, se informe um pouquinho.
    O mais rico desses aí é o Neymar, que sequer é bilionário, e mesmo se considerasse o patrimonio em reais.

    E mesmo que vc estivesse certo, o sociologo estaria errando em 1 ou 2%.
    Fato é que os estratos mais elevados da sociedade, que são os mais ricos, são em geral brancos e quase não ha negros.

    E vcs acusaram o golpe

    Fonte:
    www.google.com/search?q=Neymar+patrimonio&oq=Neymar+patrimonio&aqs=chrome..69i57.3471j0j9&sourceid=chrome&ie=UTF-8

    www.google.com/search?ei=AiF2X9nvJIzG5gLqmLuICg&q=ronaldinho+gaucho+patrimonio&oq=ronaldinho+patrimonio&gs_lcp=CgZwc3ktYWIQAxgAMgYIABAHEB4yAggAMgYIABAHEB4yBggAEAcQHjIGCAAQCBAeMgYIABAIEB46CAgAEAcQHhATOgQIABANOgoIABAIEAcQChAeOgYIABANEB46CAgAEA0QBRAeOggIABAIEA0QHlDxxwJYktgCYO3fAmgBcAB4AIABnQKIAfkUkgEEMi0xMZgBAKABAaoBB2d3cy13aXrAAQE&sclient=psy-ab

    www.google.com/search?ei=MSF2X5-9BcjY5gKhk6ngDw&q=pel%C3%A9+patrimonio&oq=pel%C3%A9+patrimonio&gs_lcp=CgZwc3ktYWIQAzIECAAQDTIGCAAQBxAeMgYIABAHEB4yBggAEAcQHjIGCAAQBxAeMgYIABAHEB4yBAgAEA0yBggAEAcQHjIGCAAQBxAeMgYIABAHEB5QuXtYrIABYOCBAWgAcAB4AIAB1gGIAe0EkgEFMC4xLjKYAQCgAQGqAQdnd3Mtd2l6wAEB&sclient=psy-ab&ved=0ahUKEwjfmd2fhJTsAhVIrFkKHaFJCvwQ4dUDCA0&uact=5
  • Régis  01/10/2020 18:55
    Ah, agora eu entendi! Vários negros serem milionários ainda não é o bastante. Eles têm é de ser bilionários!

    Afinal, negros milionários ainda é prova inconteste de racismo. Ou eles viram bilionários ou nada feito. Se forem apenas milionários, ainda está comprovado o racismo.

    E você ainda diz que os outros é que acusam o golpe?


    P.S.: sou branco e nem sequer sou milionário. E há vários negros milionários. Isso não seria um "racismo reverso"?
  • Androide  01/10/2020 23:29
    Meu caro Regis,
    Apenas corrigi pois vc tinha dado uma informação errada, completamente errada eu diria.

    Eu acho que não precisa de muito esforço para perceber que há muito mais negros\pardos\mulatos pobres do que brancos. E muito mais brancos ricos do que negros\pardos\mulatos ricos.
    Sinceramente isso pra mim é tao perceptivel que nao sei como ainda se torna pauta para discussão.

    E mesmo que haja milionarios e ricos negros eles são minorias. Basta ver o público do estádio de Copa do Mundo no Brasil e Olimpiada, a proporção de brancos e negros em relação ao da população, % de negros\pardos\mulatos e brancos que chegam a uma universidade sem considerar as cotas, e o % dos negros\pardos\mulatos e brancos na população
  • Ex-microempresario  02/10/2020 14:40
    Pois eu também não sei porque isso é pauta para discussão.

    Existe algum mandamento divino que diga que a proporção de ricos e pobres deve ser a mesma em grupos com cor de pele diferente? E como fazer se a realidade contrariar isso? Tirar de uns para dar aos outros? E se constatarmos que existem mais ricos entre os gordos do que entre os magros, ou que os mais altos são mais ricos que os mais baixos, ou que os heterossexuais são mais ricos que os homossexuais? Temos que igualar tudo?

    E enquanto os números não forem iguais, está decretado que um grupo nunca terá culpa e será sempre vítima do outro grupo?

    Ensino universal existe no Brasil faz décadas. "Ah, mas as escolas dos negros são piores que a dos brancos, então temos que dar cotas para eles entrarem na universidade mesmo sabendo menos".

    As cotas na universidade já tem uns quinze anos. "Ah, mas não adianta o negro ter diploma porque ele é discriminado, temos que criar cotas de emprego para ele".

    As cotas de emprego já estão surgindo. Qual será o próximo argumento dos que tem interesse em manter a teoria da "discriminação" de pé?
  • Ex-microempresario  01/10/2020 18:13
    100% dos meus antepassados são brancos e de olhos azuis. Chegaram ao Brasil fugindo da guerra na sua terra (que estava se tornando a Itália) praticamente com a roupa do corpo, uma enxada e uma muda de parreira.

    Foram colocados pelo governo brasileiro em terras cobertas de mato na Serra Gaúcha, onde não havia sequer estradas, e tiveram que pagar por essas terras. Não receberam escola de graça, nem hospital de graça, nem bolsa-família nem vale-gás. Não receberam absolutamente nada mas pagavam impostos.

    Embora a escravidão fosse legal na época (1875~1885), os imigrantes eram proibidos por lei de possuírem escravos.

    Todos meus antepassados trabalharam duro e progrediram. Nenhum se fez de coitado ou reclamou que era "discriminado". Nenhum ficou pedindo "ajuda" do governo ou achando que os outros deveriam lhe dar dinheiro. Seus filhos estudaram mesmo sem ajuda do governo. A cultura deles, por conta das guerras sem fim em sua terra natal, não via governos grandes com bons olhos. Quase todos viraram empreendedores, alguns com mais sucesso, outros menos, mas pouquíssimos viraram funcionários públicos.

    Alguns exemplos de empresas fundadas por esses imigrantes (possivelmente eu tenho algum parentesco distante com alguns deles): Eberle, Tramontina, Agrale, Marcopolo, Miolo, Valduga.

    Agora me explique o que eu tenho a ver com estes números que você citou. Eu te devo alguma coisa?
  • Sociólogo  01/10/2020 22:33
    Ex-microempresario, sabe o que seus antepassados italianos tiveram que nenhum ex-escravo negro teve no final do século XIX e início do século XX? ACESSO GRATUITO À TERRAS. Tremenda medida especial de promoção do "branqueamento" da população brasileira. E tem quem acredita que pobres europeus seriam melhores produtores rurais que ex-escravos. Claro que sei do sofrimento dos colonos europeus, as mortes após a destoca da terra (jeitinho dos antigos proprietários de escravos acumularem mais terras produtivas), geralmente com a queima das famílias de posseiros nas suas casas. Medida amplamente utilizada até hoje nos processo de colonização do norte. Nem o fato de que todas as crises econômicas expulsaram muitos destes produtores das suas terras, tornando-os pobres e favelados, como se fez com os ex-escravos. Os imigrantes, que vieram para cá, eram pobres, mas eram considerados superior, disciplinados, trabalhadores. Vieram para cá cumprir uma política de "branqueamento". Vieram "melhorar" o Brasil. Os imigrantes foram trazidos para cá para impedir que este fosse um país de maioria negra. Que sua cor de pele 'superior' era necessária para que se pudesse imaginar esse país como uma nação.
  • Ex-microempresario  02/10/2020 14:31
    Gratuito coisa nenhuma. Vinte pagamentos anuais com dois anos de carência.

    Quanto à politica, nenhum deles estava preocupado. Queriam apenas sair do meio das guerras entre os ducados e condados e principados que só atendiam à vaidade dos governantes e viver sua vida em paz.

    E creia-me, você não precisa mostrar argumentos contra as decisões e políticas do governo. Eu frequento o IMB exatamente porque já sei disso.

    Só estou constatando que existem grupos que, sem receber ajuda de ninguém, ou exatamente por isso, arregaçam as mangas e constroem seu futuro, e existem grupos que são tratados como "coitadinhos" e acabam por acreditar nisso e tornam-se eternos dependentes de ajuda, incapazes de viver por si sós.

    Minha pergunta continua sem resposta: eu devo alguma coisa para alguém? Eu estou obrigando algum quilombola a viver de ajuda do governo ao invés de buscar um trabalho melhor? Eu estou impedindo algum negro de estudar? Eu sequestrei algum jovem "discriminado" e o obriguei a virar trombadinha e depois assaltante?

    Se a resposta é não, então é hora de parar com essas acusações genéricas do tipo "isso é justo?" O que não é justo é me arrancarem 40% do que eu ganho com meu trabalho para bancar centenas de ministérios, secretarias, fundações, ongs e muitos etcs para sustentar um sistema que se baseia em ensinar a um monte de gente que eles devem ser eternos coitados que vivem à custa dos outros.
  • Androide  02/10/2020 19:14
    Gratuito coisa nenhuma. Vinte pagamentos anuais com dois anos de carência.
    Pq nao recorreu ao mercado pra comprar essas terras? Claro o governo deu uma mamatinha e aí não resistiram. Mercado nos outros é refresco

    Minha pergunta continua sem resposta: eu devo alguma coisa para alguém?
    Sim, deve. Se vc se beneficia dos bonus que seus antepassados ganharam até hoje, vc tb tem que arcar com as consequencias. Poderia começar devolvendo os valores do emprestimo camarada que o governo lhes deu para vir até esse país, enquanto nas lavouras ao lado estavam açoitando negros

    Eu estou obrigando algum quilombola a viver de ajuda do governo ao invés de buscar um trabalho melhor?

    Não, mas ele foi escravizado assim como seus antepassados, vc não foi escravizado, tampouco seus antepassados. Pelo contrário, vcs se beneficiaram disso.

    Eu estou impedindo algum negro de estudar?
    Não. Mas vc tem meios para estudar, recursos, empregados e tudo isso nasceu com os recursos que o governo deu pra vc de lambuja. Pq nao procuraram financiamento em um banco? Acreditam tanto no mercado, mas na hora do oba oba recorrem ao governo, quando é pro outro que foi ESCRAVIZADO, ai acham que eles tem que ir ao mercado e não devem recorrer ao governo (e ainda politizam a questão dificultando a implementação de politicas publicas que de fato os ajudem)


    Eu sequestrei algum jovem "discriminado" e o obriguei a virar trombadinha e depois assaltante?
    Não. Alguns imigrantes tb praticavam pequenos crimes, mas esses ganhavam benesses do estado, o discriminado ganhava ferro!

    O que não é justo é me arrancarem 40% do que eu ganho com meu trabalho para bancar centenas de ministérios, secretarias, fundações, ongs e muitos etc
    40%? Acho que vc não aprendeu a fazer contas ainda.
    Antes de tudo é pra deixar claro que todos os seus gastos particulares de educação e saude são abatidos do IR, isso já te dá uma vantagem incrivel.
    Segundo que os lucros e dividendos são isentos quando da distribuição. Sim, o mundo inteiro cobra isso, mas aqui resolveram não fazer justamente pra beneficiar a elite.
    Terceiro, o JCP da sua empresa tb é isenta. Que surpresa!
    Quarto, os seus ganhos com juros são menores do que os ganhos dos pobres com mao de obra
    Quinto, diversas empresas ganham beneficios fiscal do Estado e Municipio, pode ser o seu caso, nao sei. A se analisar
    Sexto, vc como microempresario ganha ajjuda fiscal pelo simples nacional. Paga-se muito menos do que se devia de imposto, que lindo!
    Sétimo, quando vc tiver uma doença que o teu plano não cubra ou se recuse a faze-lo, sera o SUS quem vai te resgatar e ate pagar os seus remedios.
    Oitavo, se vc contribui com plano de previdencia privada, voila, mais um beneficiozinho pra conta
    Nono, se vc contribui com ONGs que são think tank que endossam políticas que lhe beneficiam, vc está indiretamente se beneficiando das isenções fiscais que essas ONGs gozam.
    Décimo, acho que já tá bom para pelo menos começar a cair na realidade
  • Sociólogo  02/10/2020 21:19
    Ex-microempresario, os imigrantes italianos receberam ajuda do governo brasileiro.

    Leia isso, por exemplo:

    "Os imigrantes recebiam diversos auxílios governamentais, como viagem paga entre o porto do Rio de Janeiro até o núcleo colonial, recebimento de um lote de terra para a família imigrante, que poderia ser pago em oito ou cinco prestações (conforme a área do terreno), uma casa provisória e auxílio para construir uma nova moradia."

    pt.wikipedia.org/wiki/Imigra%C3%A7%C3%A3o_italiana_no_Brasil#A_imigra%C3%A7%C3%A3o_italiana_no_sul

    Os ex-escravos negros nunca tiveram ajuda nenhuma.

    Isso não é querer ser tratado como coitadinho. Isso é HISTÓRIA.
  • Ex-microempresario  03/10/2020 15:53
    Wikipédia brasileira? O nível está caindo assustadoramente.

    A imigração na Serra Gaúcha começou com alemães (preferidos pelo governo) por volta de 1860. Depois de muitas queixas dos imigrantes em cartas às suas famílias, o governo de lá mandou uma comissão para as colônias que constatou que nenhuma das promessas do governo brasileiro para os imigrantes era cumprida. Com base no relatório dessa comissão, o governo alemão PROIBIU a emigração para o Brasil. Isso forçou o governo brasileiro a buscar novos imigrantes na recém-formada Itália.

    E a única coisa que o governo fornecia era a viagem de carroça de Porto Alegre, onde os imigrantes desembarcavam, para as "colônias", que eram apenas lugares marcados no mapa. Os lotes foram pagos, se o preço era "módico" ou não vai das referências de cada um. Qual seria um bom preço por um lugar montanhoso coberto de mata virgem, onde você teria que derrubar árvores a machado para poder plantar e sem estradas para transportar o que produziu?

    Se você procurar um descendente de imigrantes que tenham ganho casa ou "ajuda" do governo na Serra Gaúcha, você ouvirá apenas gargalhadas. Tente ler algo sério sobre o assunto, não Wikipédia ou artigos acadêmicos engajados de gente que nunca esteve lá e quer apenas produzir material que atenda à seus interesses ideológicos. Rovílio Costa é um bom nome para começar.
  • Androide  02/10/2020 00:14
    Ex-microempresário. O seu relato foi a coisa mais errada que li em meses.

    Para a formação dos núcleos coloniais, o governo deveria dispor de terras que deveriam ser entregues aos imigrantes os quais, a princípio, receberiam do governo auxílio até que pudessem sobreviver por conta de seu trabalho desenvolvendo as regiões em que foram instalados, um dos motivos de sua vinda para o Brasil
    Enquanto os colonos eram tratados à pão de ló pelo GOVERNO, era bom lembrar, os escravos estavam apanhando e sofrendo castigos nas lavouras, e nem preciso dizer, recebendo ZERO do governo.

    Para atrair os colonos úteis, dever-se-ia promulgar a lei que já se encontrava em discussão no Parlamento e que regularia a medição, divisão, demarcação e venda pública das terras nacionais e devolutas, por preço módico e garantisse o direito de propriedade

    repito: preços módicos
    Veja o absurdo disso! E não foi só fugidos que vieram os imigrantes, foi fruto de uma politica pública, gastando recursos públicos, tudo para defender os donos de terras e os imigrantes europeus e ajuda-los financeiramente.
    Enquanto isso, acho que vc sabe o que o escravo negro estava fazendo e sofrendo ne.

    Fonte:www.gestaoescolar.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/producoes_pde/artigo_cacilda_estevao_reis.pdf

    Mas tu tem razão ex-microempresário. Vc é O CARA! Por isso tu é rico, ou seus antepassados foram e vc curte a riqueza dele, ou consegue multiplicar mais ainda de maneira mais fácil pois já começou a maratona no km10, enquanto a patuleia ta no km 0 e descalça.

    tem um ponto ainda:alguem pode argumentar que foi justamente um politica governamental que fez aumentar a desigualdade e o absurdo da politica migratoria, logo o governo é que é ruim.

    E eu respondo: sim, pois era um governo autocrático, não democrático, ditatorial praticamente, bem parecido com o que um certo presidente hoje sonha em ter. Dai conseguiram fazer esses absurdos todos. Ademais, os negros que eram arrancados da Africa, não o foram por conta de uma política dos governo africanos (isso nem existia), o foram por não ter uma coalizão global, como uma ONU, para impedir atrocidades como essas.

    Knock-Out!
  • Ex-microempresario  03/10/2020 19:11
    "Ademais, os negros que eram arrancados da Africa, não o foram por conta de uma política dos governo africanos (isso nem existia)"

    Já que o pessoal acha que Wikipédia é referência, vai um control-c/control-v para não dar muito trabalho:


    "O chamado Reino de Congo ou Império do Congo (Chamada muitas vezes de Kongo, para diferenciar dos atuais países) foi um estado pré-colonial africano no sudoeste da África no território que hoje corresponde ao noroeste de Angola incluindo Cabinda, à República do Congo, à parte ocidental da República Democrática do Congo e à parte centro-sul do Gabão. Na sua máxima dimensão, estendia-se desde o oceano Atlântico, a oeste, até ao rio Cuango, a leste, e do Rio Ogoué, no atual Gabão, a norte, até ao rio Cuanza, a sul. O reino do Congo foi fundado por Ntinu Wene no século XIII.

    A partir do século XIV os congos passaram a organizar-se politicamente, formando o poderoso reino do Congo, a partir da reunião dos reinos Ampemba Cassi e Bambata. O antigo reino de Bambata acabou por tornar-se um ducado dentro do reino, nas terras que atualmente formam a província do Uíge.

    A fundação do reino do Congo se deu com a investidura de Lukeni lua Nimi como primeiro rei, em 1390, fixando capital em uma localidade por nome Nisi Cuílo, em territórios do Congo-Quinxassa.

    politicamente forte, o reino do Congo organizou uma expedição e conquistou o reino rival de Muene Cabunga, que tinha sua capital, Mongo-dia-Congo, ao sopé de uma montanha ao sul.

    O período de aproximação comercial, política e econômica com os portugueses também foi marcado pela própria expansão territorial do reino do Congo, onde, nas guerras empreendidas contra os reinos e povos vizinhos, angariava-se a principal matéria de exportação congolesa, o trabalhador escravo.
  • Cyborg  03/10/2020 20:38

    "Não. Mas vc tem meios para estudar, recursos, empregados e tudo isso nasceu com os recursos que o governo deu pra vc de lambuja. Pq nao procuraram financiamento em um banco? Acreditam tanto no mercado, mas na hora do oba oba recorrem ao governo, quando é pro outro que foi ESCRAVIZADO"

    Vamos desconstruir essa logorreia:

    Para você, os imigrantes italianos, fazendeiros analfabetos desnutridos, deveriam pensar assim:

    "Nós italianos somos ancaps e vamos fugir para o Brasil, mas se o governo de lá nos der terra, ouro, casas e mansões de graça a gente deverá rejeitar porque nós somos ancaps e não podemos ser incoerentes e aceitar nada que venha do governo"

    Não parceiro! Primeiro, não acreditamos no mercado, tentamos entender o mercado e, dos estudos, sabemos que as tentativas de "humanizar", "corrigir" e "tornar justo" cometem, quase sempre, distorções

    Parte 1

    Parte 2 em breve... pressa para sair

    ABS!
  • Ex-microempresario  03/10/2020 16:17
    Pq nao recorreu ao mercado pra comprar essas terras?
    Porque não havia mercado na Serra Gaúcha, só havia mato. E porque o governo brasileiro não permitia o "mercado", os imigrantes tinham de obedecer estritamente aos regulamentos do governo. Nem escolher o seu lote podiam.

    Se vc se beneficia dos bonus
    Ai, que papinho mais vitimista! É isso que dá acreditar em boas intenções do governo.

    devolvendo os valores do emprestimo camarada que o governo lhes deu para vir até esse país
    Esse empréstimo só existe nos seus sonhos, e talvez nos trabalhos acadêmicos com referências tiradas da bunda que pululam nas nossas estatistas universidades.

    mas ele foi escravizado assim como seus antepassados
    Os quilombolas de hoje são escravizados? Por quem? Por mim é que não é. Deve ser pelo governo e pelas ongs que gostam de mantê-los submissos e dependentes. (obs. você sabe que estou obrigando é presente e não pretérito?)

    os recursos que o governo deu pra vc de lambuja. Pq nao procuraram financiamento em um banco?
    Já disse, o governo não deu dinheiro, nem ajuda, nem escola, nem atendimento médico, nem infra-estrutura para os imigrantes da Serra Gaúcha. E mesmo que houvesse bancos, eles não tinham liberdade para comprar a terra que quisessem. Perante a lei eles não eram cidadãos, eram "colonos".

    Alguns imigrantes tb praticavam pequenos crimes
    Você tem algum dado para mostrar isso ou simplesmente se acha tão bacana que tem o direito de fazer acusações do nada? Garanto que se alguém disser que um antepassado seu "praticou pequenos crimes" você sai berrando "calúnia! preconceito! difamação! racismo!" e vai correndo para o colinho do papai governo.

    foi fruto de uma politica pública, gastando recursos públicos
    Sugiro que vc reclame para os descendentes do D.Pedro II, não para mim.

    tudo para defender os donos de terras
    Que donos de terras? Vc acabou de dizer que eram terras devolutas. Não deixe a raivinha subir muito, atrapalha o raciocínio.

    Por isso tu é rico
    É verdade, o Brasil tem milhões de pessoas que não trabalham, não estudam, não tem capacidade para apertar um parafuso, vivem às custas de esmolas do governo, e é tudo por culpa minha e de minha micro-empresa.

    vc como microempresario ganha ajjuda fiscal pelo simples nacional. Paga-se muito menos do que se devia de imposto, que lindo!
    Realmente é lindo ver um imbecil achando que os outros devem pagar cada vez mais impostos. Você vive às custas desses impostos, adivinhei?

    Só que você nem sabe ler direito. Meu nick é EX-Microempresário. Como esse país ainda não chegou ao século 20 em termos econômicos, empreender aqui é bancar o trouxa. Eu fechei minha empresa (meus vinte e poucos funcionários devem estar felizes de se livrar do patrão explorador e passar para a fila do seguro-desemprego) vendi o imóvel para uma construtora que recebe subsídios do governo para construir apartamentos super-faturados para os pobres, e virei rentista.

    Eu acho ótimo que o governo seja assistencialista, ache que distribuir dinheiro é "justiça social", e todas essas bobagens que você defende. Quanto mais lambança o governo fizer, mais ele se endivida e mais eu ganho. Reclame na ONU.
  • Sociólogo  04/10/2020 20:32
    Ex-microempresário, só o fato de comparar a situação dos ex-escravos negros com a dos imigrantes europeus já mostra que é racista, pois dá a entender que os imigrantes europeus são mais "trabalhadores" e mais "produtivos" do que os ex-escravos negros, que por sua vez eram "vagabundos", "vitimistas" (pelo menos é isso que é possível entender de seus comentários). É uma comparação sem fundamentos. A verdade é que, tanto eu, como o Android, estamos tentando lhe mostrar é que os imigrantes europeus (italianos, alemães, etc.) receberam ajuda do governo, coisa que os ex-escravos negros nunca receberam. Tanto a minha fonte, como a fonte do Android, comprovam isso. Após a abolição da escravidão, os negros ficaram totalmente sem nada, sem ajuda nenhuma, simplesmente disseram para eles: "Agora vocês são livres, se virem como podem, pois não haverá ajuda nenhuma"...então,. sem ajuda nenhbuma, os negros tiveram de ir para as periferias (não é à toa que hj, a maioria dos moradores das periferias são negros, mulatos e pardos.) Isso não é vitimismo, é HISTÓRIA.
  • Ex-microempresario  04/10/2020 23:03
    Não, eu apenas apontei um fato. Na verdade, meu primeiro comentário foi apenas para dizer que eu, como descendente de imigrantes, não tenho "divida histórica" nenhuma, nenhum antepassado meu escravizou ninguém. Daí vocês começaram a falar um monte de mentiras que devem ter lido nos livros didáticos do MEC.

    A situação econômica dos descendentes de imigrantes na Serra Gaúcha é um fato. A situação econômica dos descendentes dos escravos é um fato. Se você acha que isso tem a ver com raça, então o racista é você.

    Não chamei nenhum descendente de escravo de vitimista. Eu chamei de "papo vitimista" isso aqui:
    Se vc se beneficia dos bonus que seus antepassados ganharam até hoje, vc tb tem que arcar com as consequencias. Poderia começar devolvendo os valores do emprestimo camarada que o governo lhes deu para vir até esse país, enquanto nas lavouras ao lado estavam açoitando negros

    Já a palavra "vagabundo" eu não usei em nenhum comentário, talvez vc tenha lido o que queria ler e não o que eu escrevi.

    A sua afirmação que imigrantes europeus receberam ajuda é falsa, e sua suposta fonte é uma declaração de intenções do governo de D.Pedro II. As intenções podem até ter existido, a ajuda nunca existiu. A única coisa que o governo dava era uma viagem obrigatória de carroça até o meio do mato, provavelmente para evitar que os recém-chegados pudessem tentar se estabelecer em Porto Alegre, onde já existia civilização.

    Caso você não tenha percebido, eu, como a maioria dos frequentadores aqui do IMB somos libertários, anarco-capitalistas e queremos que governos se f...

    Então não precisa se dar ao trabalho de falar para mim que o governo brasileiro ou qualquer outro fez bobagem. É isso mesmo que governos fazem.

    Por outro lado, eu reafirmo que não tenho dívida histórica nenhuma com ninguém. Tente reclamar para os descendentes do D. Pedro II, ouvi dizer que moram em Petrópolis (e tem renda garantida pelo governo).
  • Sociologo  05/10/2020 17:50
    Estaria eu sendo racista com quem, sendo que eu tb sou branco, e tb sou descendente de imigrantes europeus. Só estou dizendo que não é possível comparar a situação dos imigrantes europeus com a lamentável situação dos ex-escravos. Os ex-escravos sofreram muito mais, sem ajuda nenhuma. Agora, os imigrantes italianos receberam sim auxílio do governo no transporte e um lote de terras. Os ex-escravos não receberam NADA. Se vc compara a situação dos imigrantes européus com a situação dos escravos, logo vc é racista, pois dá a entender que os europeus seriam superiores.
  • Imperion  05/10/2020 01:12
    Só o fato de chamar uma pessoa de racista por falta de argumento ja demonstra que é do time dos que tentam mudar o conceito de racismo para se dar bem. Só que essa de chamar todo mundo de racista só porque não concorda com a ladainha esquerdista só funciona com quem é ignorante e tem medo de ser chamado de racista.

    Quem não deve não teme; não escravizamos ninguém e sabemos que vocês só falam isso pra justificar a tomada do nosso trabalho e patrimônio pra vocês continuarem a receber sem fazer nada e sem colaborar em nada para com o funcionamento da sociedade. Nem todos descendentes afros concordam com vcs. Aceitem isso. Vocês não mandam e nem mandarão em todas as mentes.

    São vocês, que dizem representar os afrodescendentes, com essa políticas de roubar os bens dos outros , que deixam todos com fama ruim. Mas nem todos são ou serão favoráveis a essas políticas, pois a maioria tem a moral de saber que roubar é errado e que vocês é que são uma minoria barulhenta.

    Não posso fazer nada pelo meu tataravô escravizado, pois já morreu e viveu em outra época, mas roubar de uma pessoa aleatoriamente e acusar ela de ser racista só porque ela é de outra cor, aí sim é racismo da sua parte. Cabe a vc provar que ele roubou de vc diretamente e não só porque ele é descendente de quem você "acha que ele é".
  • Gustavo  05/10/2020 01:13
    Política de reparação racial proposta pela esquerda:

    Roubar de A para repassar a B por causa de algo que C fez com D
    há mais de dois séculos.

    Coisa de gênio.
  • Nécio  05/10/2020 14:49
    Qual a política que vc defende pra quem mata outra pessoa?
    Qual a politica que vc defende para quem assalta?

    Não é devolver o bem subtraído? Ou agora vc vai classifica como um roubo ao bandido?
    Os ladrões da Lava jato obrigados a fazer delação e devolver dinheiro, eles foram assaltados pelos Lavajatistas?

    O encarceramento de alguem que matou outra pessoa é injusto? Privar de liberdade é sempre ruim entao?
    Pena de morte a um homicida é um crime justificando o outro do seu ponto de vista?

    Eu acho engraçado como pessoas como o Gustavo mudam de régua e lentes para enxergar e medir o mundo sem nem disfarçar
  • Gustavo  05/10/2020 15:47
    "Qual a política que vc defende pra quem mata outra pessoa?"

    Pena de morte.

    "Qual a politica que vc defende para quem assalta?"

    Restituição do dobro do valor roubado, seguido de punição.

    "Não é devolver o bem subtraído?"

    Como dito, devolver o dobro e encarceramento.

    "Ou agora vc vai classifica como um roubo ao bandido?"

    Não faço a mais mínima ideia sobre o que você está falando.

    "Os ladrões da Lava jato obrigados a fazer delação e devolver dinheiro, eles foram assaltados pelos Lavajatistas?"

    Sigo sem entender.

    "O encarceramento de alguem que matou outra pessoa é injusto? Privar de liberdade é sempre ruim entao?"

    Continuo perdido. Sua mente opera em outra dimensão lógica.

    "Pena de morte a um homicida é um crime justificando o outro do seu ponto de vista?"

    Eu defendo a pena de morte para um homicida.

    "Eu acho engraçado como pessoas como o Gustavo mudam de régua e lentes para enxergar e medir o mundo sem nem disfarçar"

    Você tem certeza de que você está mentalmente ok?
  • WMZ  05/10/2020 17:18
    Não Gustavo, "o ladrão" da história é o branco. A "vítima" é o negro. O roubo é a escravidão e a justiça seria a indenização

    Resumindo, o sr. "Nécio" quis dizer que branco deve restituir o negro
  • Isaac  05/10/2020 18:43
    ""o ladrão" da história é o branco."

    Beleza. Então especifique o "branco".

    Você tem de apontar um indivíduo específico, e não simplesmente falar uma generalidade, como cor de pele (a qual não quer dizer absolutamente nada, exceto para racistas).

    Se um branco em 1750 praticou um crime, então é ele quem teria de pagar. E não um branco qualquer em 2020.

    Isso é tão óbvio que é até constrangedor ter de explicar isso.

    "A "vítima" é o negro."

    Beleza. Então especifique o "negro".

    Você tem de apontar um indivíduo específico, e não simplesmente falar uma generalidade, como cor de pele (a qual não quer dizer absolutamente nada, exceto para racistas).

    Se um negro em 1750 sofreu um crime, então é ele quem teria de ser ressarcido. E não um negro qualquer em 2020.

    Isso é tão óbvio que é até constrangedor ter de explicar isso.

    "O roubo é a escravidão e a justiça seria a indenização"

    Sim. O senhor de engenho e o escravo são os únicos que fazem parte dessa equação. Ninguém mais faz.

    Aliás, aproveito para perguntar: sou descendente de judeus. Meus familiares vieram para o Brasil na década de 1930, quando já nem havia mais escravidão. Nunca tiveram escravos. E eu sou branco.

    Por que eu tenho de pagar para um negro de hoje? Aliás, posso eu pedir para um descendente de alemães me indenizar pelo Holocausto?

    "Resumindo, o sr. "Nécio" quis dizer que branco deve restituir o negro"

    Sim. O branco daquela época teria de restituir para o negro daquela época. Infelizmente, o crime — que, aliás, era chancelado pelo estado — já prescreveu.

    Caso contrário, desempregados alemães de hoje terão de dar dinheiro para ricos judeus para compensar o crime do holocausto.

    Um alemão mestiço (sim, eles existem) da periferia de Berlim vai ter de dar dinheiro para George Soros.

    Essa discussão é tão surreal que confesso achar até divertida. A ignorância do ser humano é sempre algo que me surpreende.
  • WMZ  05/10/2020 20:00
    Não me pergunte, caro Isaac filho de Jacó, pergunte ao senhor "Nécio"

    Mas irei argumentar por ele:

    Não existe o justo e nem o injusto! Se a maioria da população pensar que "sacrificar bebês inocentes" é algo justo, ora, assim vai ser! Essa sociedade fará leis que sacrificarão bebês inocentes!

    E nem adianta falar daquela lógica perfeita hoppeana porque de nada serviria a minoria pensar "hoppeanamente" se a maioria pensa "esquerdopatamente"

    Como dizem, o poder faz o certo e o poder está com aqueles que conseguem manipular a opinião da sociedade.

    Além do mais, como dizem mais ou menos os marxistas, as ideologias (e o ideário moral estético de uma sociedade) não passam de véus que escondem os interesses materiais das classes, então, o seu "justo", se formos analisar a fundo, é um "justo" que só é "justo" para um capitalista, ou seja, é a justiça liberal que protege os interesses materiais dos capitalistas, portanto, é a lógica capitalista.

    Então, argumentos morais não valem muita coisa já que tudo é muito relativo... deveria não ser mas é
  • Isaac  05/10/2020 20:42
    "Não existe o justo e nem o injusto! Se a maioria da população pensar que "sacrificar bebês inocentes" é algo justo, ora, assim vai ser! Essa sociedade fará leis que sacrificarão bebês inocentes!"

    Ah, entendi agora. Vocês dois estão defecando para a ética, a moral, o certo e o errado.

    Vocês defendem o sacrifício de bebês inocentes simplesmente porque preferem assim; porque acham que é o melhor. Certo.

    Obrigado pela franqueza. E por me lembrarem de sempre manter distância de tipos assim, para o bem de minha saúde mental.
  • WMZ  05/10/2020 20:59
    Caro Issac filho de Abraão e pai de Jacó , eu sou um católico e tento seguir todo moralismo católico mas imagino, de maneira mais científica, que a moral do mundo seja assim
  • Revoltado  05/10/2020 20:43
    Para divertir-me, acrescentarei mais perguntas dentro desta "lógica":

    -O italiano que fala a língua de Dante, morador de Roma, deverá indenizar algum celta da França? Sobraram apenas os bretões como celtas locais e mesmo assim esses chegaram lá muitos séculos depois. Gauleses (que seria o caso) já nem existem mais. Apenas gente latinizada falando francês e occitano...

    - O japonês moderno deveria indenizar algum coreano ou chinês devido à expansão imperial de seu país pelo Extremo-Oriente? Lembrando que estupros e proibição lingüística ocorreram a partir sobretudo de 1910...

    -O australiano moderno, habitante de Sydney ou Melbourne, terá de indenizar algum aborígene qualquer, devido ao massacre ocorrido a partir do século XVIII e a segregação praticada até os anos 50 na terra do Men At Work?

    -O descendente de português daqui, de qualquer porção do Brasil, deverá indenizar algum kaiapó, yanomami, tenetehara, kaigang ou xokleng dos dias atuais porque "talvez" algum ancestral seu, trezentos anos atrás, maltratou um nativo naquela época? A indenização teria que ocorrer quem sabe numa reserva, pois o que não falta neste país são pessoas miscigenadas etnicamente, sendo talvez a maioria. Apliquemos a mesma lógica a uma pessoa negra/parda...

    -O uruguaio e o argentino modernos, estes terão de indenizar algum charrua? Se sim, farão isso como, dado que esse povo foi exterminado totalmente há pelo menos 300 anos...

    -E o chileno moderno? (mais miscigenado que os habitantes da bacia do Rio da Prata) devem indenizar algum Mapuche? Quem sabe o descendente do índio Colo-Colo (que dá ao nome à equipe de Santiago), se é que este o teve?

    Basta por hora!
  • Necio  05/10/2020 18:21
    Se vc é a favor de pena de morte, ou de devolução dos valores roubados, vc é a favor de "Roubar de A para repassar a B por causa de algo que C fez com D há mais de dois séculos."

    Liberdades e vidas foram tiradas lá atrás há dois tres, quatro séculos atras e seus herdeiros são beneficários e sofredores dessas consequencias e do status que se seguiu. Quem se beneficiou do roubo da liberdade e matou seus escravos ou lhes incutiu sofrimento foram criminosos, ou não foram? Esse crime não merece reparação?

    Assinado:Nécio
  • Isaac  05/10/2020 18:51
    "Se vc é a favor de pena de morte, ou de devolução o dos valores roubados, vc é a favor de "Roubar de A para repassar a B por causa de algo que C fez com D há mais de dois séculos.""

    Ué, por quê? Perdi esse salto de lógica.

    Se Manuel escravizou Tonhão em 1682, por que Pedro tem de ser roubado em 2020 para pagar Maicossuel?

    "Liberdades e vidas foram tiradas lá atrás há dois tres, quatro séculos atras e seus herdeiros são beneficários e sofredores dessas consequencias e do status que se seguiu."

    Quais herdeiros? Você tem uma árvore genealógica perfeitamente acurada apontando isso?

    Eu sou descendente de judeus. Minha família veio para o Brasil na década de 1930. Nunca tivemos escravos. Nunca nos beneficiamos em nada da escravidão. E eu sou branco. E aí? Eu tenho de dar dinheiro para Ronaldinho Gaúcho? Para Alexandre Pires? Para Pelé?

    Aliás, descendentes de alemães devem me dar dinheiro pelo Holocausto?

    "Quem se beneficiou do roubo da liberdade e matou seus escravos ou lhes incutiu sofrimento foram criminosos, ou não foram?"

    Claro que foram. Pena eles não estarem vivos hoje…

    "Esse crime não merece reparação?"

    Mereceria. Hoje, não mais é possível, pois vítima e agressor já estão mortos.


    P.S.: eu sei que você está de zoeira (ninguém é realmente tão imbecil ao ponto de falar essas coisas que você disse), mas eu não resisti à brincadeira.
  • Revoltado  05/10/2020 19:09
    Filho do patriarca Abraão!

    Zoeira não imagino que seja. A linha de raciocínio é de fato néscia. Ainda não sei como não exigiram que teus ancestrais indenizassem os descendentes das sete nações cananéias que habitavam a Palestina quando da conquista israelita encabeçada por Josué ou aos filisteus, que foram exterminados séculos mais tarde aonde é hoje a Faixa de Gaza!
    Ainda bem que, quem vos escreve, descende de italianos e franceses, e portanto, não deverá indenizar a pessoas de origem celta (que não sejam os bretões) que habitassem a França moderna, dado que os romanos empreenderam uma dura conquista por aquelas bandas ao longo do século I a.C, liderados por Júlio César e seus requintes cruéis.
    Haja montante para pagar tais dívidas nestes casos!
  • Vinícius  05/10/2020 15:50
    Calma, o Nécio está apenas fazendo jus ao nome dele.
  • Imperion  04/10/2020 21:14
    Esses assistencialistas se humilham tanto pra justificar o recebimento da esmola, que inventam coisas e ao mesmo tempo assumem a incompetência de não fazer nada pra melhorar de vida.


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