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Uma vacinação compulsória é incompatível com o mais básico conceito de liberdade
O estado não tem o direito de injetar forçosamente substâncias em seu corpo

Direto ao ponto: vacinações obrigatórias são uma grave violação da mais básica liberdade individual. 

Em alguns casos específicos de políticas governamentais — incluindo quarentenas obrigatórias, postos de controle em aeroportos e até mesmo invasão de e-mail por agências de segurança do governo –, ao menos ainda há uma alegação razoavelmente coerente de que se está fazendo um trade-off, uma concessão, entre liberdade individual e segurança pública. 

Porém, quando se trata de vacinações obrigatórias, há muito pouco espaço para um debate plausível.

Um programa governamental de vacinação obrigatória envolve uma explícita e suprema violação da liberdade: agentes do estado injetam substâncias no corpo de um indivíduo contra sua vontade. 

Simultaneamente, mesmo em princípio, as vacinações obrigatórias não oferecem muitos benefícios no aumento do bem-estar público em comparação a como seria em uma sociedade livre

E quando levamos em consideração preocupações realistas como a incompetência e a improbidade do governo, o argumento contra a vacinação obrigatória é avassalador.

Antes de apresentar meu argumento, explicarei em termos básicos como diferentes grupos tendem a tratar essa proposta, levando em conta as principais concepções de cada grupo quanto ao papel adequado do estado. Faço isso para mostrar que, mesmo que aceitemos como princípio as concepções mais inclusivas de liberdade, as vacinas obrigatórias ainda assim não são justificáveis.

Os três cenários possíveis

Primeiro, entre aqueles que seguem estritamente um princípio de não-agressão e uma sociedade sem estado, a vacinação obrigatória é, obviamente, inaceitável. Quer se identifiquem como "libertários", "voluntaristas" ou "anarco-capitalistas", este grupo obviamente nunca toleraria o estado forçar alguém a ser vacinado, pois a maioria acredita que o estado é ilegítimo.

Em segundo, para os minarquistas, o papel apropriado do estado é ser um "vigia noturno", um governo mínimo que proteja apenas o indivíduo contra criminosos domésticos e ameaças estrangeiras. Em um arranjo minarquista, é legítimo para o estado apenas atuar contra alguém que está violando (ou ameaçando violar) os direitos de outro. O fato de uma pessoa não ser vacinada dificilmente representa, por si só, uma violação dos direitos de terceiros. Invertendo o argumento, pareceria estranho alguém dizer que você tem o direito de viver em uma sociedade na qual todas as outras pessoas já tomaram vacina contra o sarampo.

Terceiro, e mais interessante, vamos considerar uma noção mais ampla de liberdade, uma que equilibra, de um lado, a presunção da autonomia individual, e, de outro, o bem-estar público. 

Nesta abordagem, o estado pode restringir as liberdades dos indivíduos – mesmo quando eles ainda não prejudicaram ninguém –, desde que tais restrições não imponham grandes danos aos destinatários, e ainda possivelmente evitem uma grande quantidade de danos a todos. 

Esta é a única concepção de estado para a qual o debate sobre a vacinação obrigatória é possível.

Vamos ser benevolentes e pressupor essa definição mais ampla, sob a qual, por exemplo, até mesmo os autodenominados libertários não iriam se opor a penalidades rígidas ao ato de dirigir embriagado ou a proibições aos cidadãos de construir bombas atômicas em seus porões. 

Pergunta: como a vacinação obrigatória se sai neste arranjo, em que não estamos discutindo em termos de princípios qualitativos, mas sim realizando um teste quantitativo de custo-benefício?

Mesmo aqui, o argumento em prol das obrigatoriedade das vacinas é fraco. 

Mesmo pressupondo o melhor, a defesa da obrigatoriedade não se sustenta

Em primeiro lugar, o único cenário realista em que a questão seria relevante é um no qual a grande maioria do público pensa que seria uma boa ideia se todos fossem vacinados, mas uma pequena minoria (por qualquer motivo) discorda veementemente. 

Isso é óbvio: se o argumento médico em prol da vacinação compulsória fosse tão duvidoso ao ponto de, digamos, metade do público acreditasse não fazer sentido ministrá-la, então dificilmente haveria alguma pendenga. O governo simplesmente não teria como injetar uma substância em metade da população contra sua vontade. A vacinação nem seria discutida.

Sendo assim, vamos levar nossa análise para mais longe. Estamos agora lidando com um cenário em que a grande maioria do público pensa ser uma boa ideia que toda a população fosse vacinada. Nesse ambiente, se a vacinação for voluntária, podemos ter a certeza de que quase todos esses entusiastas seguirão em frente e se submeterão à vacina. Em outras palavras, com quase todo mundo vacinado, qualquer "carona" da parte dos não-vacinados só ocorreria na margem; se a maioria da população recebeu a vacina, então um eventual surto da doença em questão seria improvável, pois já há uma imunidade de rebanho.

Este é um ponto crucial e mostra por que o argumento em prol da vacinação obrigatória é muito mais fraco do que, por exemplo, o argumento em prol das restrições obrigatórias sobre as emissões de dióxido de carbono ou mesmo o argumento em prol do alistamento militar compulsório. 

Quando uma pessoa é vacinada, o principal beneficiário é ela própria. E esse benefício é tanto maior quanto menor for a taxa de vacinação na população em geral. Em outras palavras, entre uma população de pessoas que acreditam que uma vacina é eficaz, a análise de custo-benefício individual de tomar a vacina só irá gerar a tentação de não ser vacinado e se tornar um "carona" quando uma fração suficiente da população já tiver sido vacinada, o que garantiria a "imunidade de rebanho". 

Ao contrário de outros exemplos de (supostamente) grandes conflitos entre benefícios individuais e públicos, com as vacinações não há a ameaça de um surto maciço em uma sociedade livre. Com as vacinas, temos o feliz resultado de que, quando alguém opta por ser vacinado, desde que a vacina seja eficaz, então essa pessoa está amplamente protegida das consequências das decisões dos outros em relação à vacinação.

Ou seja, se você quer ser vacinado, você está protegido, independentemente dos outros. Ponto.

No entanto, os defensores da vacinação obrigatória dizem que essa análise é muito superficial. Há pessoas que não podem se submeter a certas vacinas por causa de condições médicas, incluindo jovens (bebês) que ainda não têm idade suficiente para receber determinadas vacinas. É para proteger estes bolsões vulneráveis da população que alguns querem que o estado force a vacinação sobre aqueles que são muito ignorantes ou muito egoístas para reconhecerem seu dever de viver em comunidade.

Observe, porém, a ironia e quão fraco se tornou o argumento em prol da vacinação obrigatória. Não mais estão dizendo que as vacinas são "seguras" e que qualquer um que tema complicações médicas é um teórico da conspiração que confia em sites obscuros de internet em vez de pessoas em jalecos brancos. Pelo contrário, o próprio CDC americano alerta certos grupos a não tomarem vacinas populares por causa dos riscos à saúde. Isso não é mais uma questão de princípio – as pessoas do lado da ciência são pró-vacina, enquanto os malucos e ignorantes são anti-vacinas. Ao contrário: temos agora uma discordância sobre quais pessoas devem tomar a vacina e quais pessoas não devem tomá-la porque os perigos são muito grandes.

Em relação às crianças, o conflito social pode ser resolvido por meio da aplicação mais completa da questão dos direitos de propriedade privada. Se todas as escolas, hospitais e creches fossem operados de forma privada e tivessem o direito legal de excluir os clientes que desejassem, os proprietários poderiam decidir sobre as políticas de vacinação. Qualquer pai que ficasse horrorizado com a ideia do pequeno João brincar com uma criança não vacinada poderia escolher a escola de João de acordo com suas preferências. Mas ele não tem o direito de obrigar o pai de José, o coleguinha de João, a vaciná-lo.

Para concluir

Vimos que, mesmo pressupondo as melhores intenções e concedendo a maior das competências aos funcionários do governo, é difícil apresentar um argumento em prol da vacinação obrigatória. 

No entanto, o debate se torna ainda mais obtuso quando lembramos que ao longo da história, funcionários do governo tomaram decisões horríveis em nome do bem-estar público, seja por incompetência ou por segundas intenções. Já deveria ser óbvio e auto-evidente que nenhum defensor da liberdade pode apoiar a injeção de substâncias no corpo de uma pessoa inocente contra sua vontade.



autor

Robert P. Murphy

é Ph.D em economia pela New York University, economista do Institute for Energy Research, um scholar adjunto do Mises Institute, membro docente da Mises University e autor do livro The Politically Incorrect Guide to Capitalism, além dos guias de estudo para as obras Ação Humana e Man, Economy, and State with Power and Market.  É também dono do blog Free Advice.



  • Paulista  03/09/2020 17:59
    Excelente artigo para desentocar aqueles falsos defensores da liberdade.

    A todos aqueles que dizem que o Doria tem o direito de enfiar uma vacina chinesa em mim, vão todos pra PQP!
  • Arthur  03/09/2020 18:50
    Aproveitando a sua deixa, vou atiçar alguns aqui:

    Até onde acompanho, há uma correlação explícita entre a explosão dos casos de autismo observados nos últimos anos e as vacinas injetadas nestas crianças quando bebês.

    Até o fim da década de 1980, autismo era algo raro. Tão raro que era tema de filmes. Hoje, todo mundo conhece alguém autista. Minha filha de 4 anos tem uma colega autista. O filho da minha prima é autista. Conheço outras três pessoas (que não são da minha família e que não têm qualquer relação entre si) que têm filhos autistas.

    Essa explosão do autismo não surgiu do nada.

    Eis aqui um compilado, repleto de fontes científicas, sobre essa relação entre vacinas e autismo.

    jbhandleyblog.com/home/2018/4/1/international2018
  • Minerius  03/09/2020 20:25
    "Até onde acompanho, há uma correlação explícita entre a explosão dos casos de autismo observados nos últimos anos e as vacinas injetadas nestas crianças quando bebês."

    Vamos ver então.

    "Até o fim da década de 1980, autismo era algo raro. Tão raro que era tema de filmes. Hoje, todo mundo conhece alguém autista. Minha filha de 4 anos tem uma colega autista. O filho da minha prima é autista. Conheço outras três pessoas (que não são da minha família e que não têm qualquer relação entre si) que têm filhos autistas. "

    Você pode dizer a mesma coisa sobre depressão, ansiedade e muitas outras doenças. O fato de o estudo sobre eles ter aumentado não quer dizer de que antes não existia e nunca existiu. Como as informações e mais descobertas sobre elas aumentou, então mais pessoas foram diagnosticadas. Mas isso não quer dizer de que antes tinham menos autistas: é que as pessoas simplesmente não sabiam.

    E tem outra coisa: até anos atrás, por exemplo a Síndrome de Asperger não era considerada autismo. Anos depois, passou a entrar para a categoria de transtorno do espectro autista (no Brasil deve ocorrer a atualização no próximo ano). Pronto, você tem um aumento nos casos de autismo aos milhares. Isso foi culpa das vacinas também?

    O autismo seria um transtorno de ordem neurológica. Partindo da premissa de que a vacina nada mais seja uma variante mais fraca ou pedaços de um patógeno, como isso é capaz de alterar o cérebro humano, só se essa tal vacina foi adulterada e eles colocaram alguma outra coisa.

    E vale lembrar que evidência anedótica não quer dizer nada. Eu posso usar isso para provar o contrário. Ou aí não pode, por que discorda da sua opinião? Eis um material interessante sobre isso.

    Sou contra a vacinação obrigatória, mas eu também não vou cair em ideias erradas de movimentos anti-vacinas.
  • Arthur  03/09/2020 20:34
    Campeão, eu coloquei um link com várias fontes científicas para isso. Eu mesmo gastei mais de cinco dias para ler tudo. Você o fez em menos de uma hora?

    Pois então faça o favor de fazê-lo para só então vir apresentar alguma réplica.

    P.S: você ironizar o meu comentário totalmente anedótico, o qual nem sequer foi intencionado como argumento, mas sim como mera observação acidental, mostra que você desconhece aspectos básicos do debate científico.

    P.P.S: não se preocupe. Não tenho intenção nenhuma de proibir vacinas. Podem continuar vacinando à vontade. Só não me obriguem a fazer o mesmo. E nem tentem me proibir de tocar no assunto.
  • Jair  03/09/2020 20:42
    Vacinas podem aprimorar muito a saúde. Foram as vacinas que ajudaram a reduzir a incidência de doenças como a polio.

    Só que nem todas as vacinas são seguras e eficazes para todas as pessoas. Ademais, determinadas práticas, como injetar várias vacinas em uma criança de uma só vez, podem sim causar sérios danos à saúde. Autismo é uma delas.
  • Gilberto  03/09/2020 21:42
    Sem ofensas ao colega, mas eu também já li muitas horas, senão dias, a respeito da correlação entre vacina e autismo na primeira vez que entrei em contato com o tema - afinal, sou pai de uma menina que, hoje, tem pouco mais de dois anos.

    E de toda minha leitura, encontrei inúmeras provas de correlação entre os dois, mas nenhuma prova de causalidade. É importante lembrar que correlação não implica causalidade. É muito comum dois fenômenos com correlação excelente simplesmente terem a mesma causa, e não um ser causa do outro. Um dos argumentos que me pareceu bem interessante, embora seu objetivo tivesse sido a ironia, foi de uma pessoa que mostrou que existe uma correlação excelente entre o aumento do autismo e a diminuição do market share do internet explorer. O ponto que ele queria mostrar é exatamente esse, de que não correlação e causalidade são coisas distintas.

    Ademais, existem muitos estudos que refutaram as explicações de vacinas causarem autismo, que é basicamente a existência de mercúrio em sua composição. Foram feitos inúmeros estudos que pesquisaram, mas não encontraram relação entre o mercúrio nas vacinas (etil-mercúrio, que é diferente do encontrado em peixes e que causam uma série de problemas se ingerido, que é o metil-mercúrio) e autismo. Ainda, o uso de etil-mercúrio em vacinas foi abolido em 1992 na Europa e em 2001 nos Estudos Unidos. Há estudos interessantes que aproveitaram essa mudança "ecológica" (de ambiente, com a retirada do etil-mercúrio das vacinas) que demonstraram que não há relação de alteração da incidência de altismo com a retirada do etil-mercúrio das vacinas.
  • Arthur  03/09/2020 22:23
    Outro… Você por acaso leu os trabalhos linkados? Eu gastei cinco dias da quarentena por conta exclusivamente disso. Já aqui tem dois gênios (que certamente dominam a arte da leitura dinâmica) que fizeram tudo em não mais de quarenta minutos.

    A aversão de alguns ao conhecimento realmente impressiona.
  • Gilberto  04/09/2020 00:13
    Tem toda razão, rapaz... impressiona mesmo.
  • Lucas  04/09/2020 08:53
    Oi Arthur, bom dia. Tudo bem?

    Sou imunologista e pediatra. Esse tema de discussão sempre gera polêmicas. Não tenho nenhuma clínica de vacina ou participação acionária em qualquer empresa farmacêutica. Vou lhe contar o que é convicção firme entre imunologistas e neurologistas. Para uma busca (acho que você deva faze-la para comprovar o que irei lhe dizer) faça a pesquisa no Pubmed (pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/) Todos os trabalhos de relevância estão publicados nesta base de dados. Alguns trabalhos, podemos ler apenas a introdução, outros, estão liberados na íntegra. A fonte dos dados deve ser levada em consideração ao se formar uma opinião. Dito isso.
    A hipótese de que vacinação associa-se à síndrome do espectro autista, já foi refutada por diversos trabalhos, observacionais e caso-controle. Os próprios tipos de pesquisa e trabalhos tem hierarquia de qualidade, sendo as Meta-análises o tipo de trabalho com maior grau de evidência. cito aqui um deles (Vaccines are not associated with autism: An evidence-based meta-analysis of case-control and cohort studies, publicada na Vaccine (maior e melhor revista sobre o tema de vacinas))


    Abstract

    There has been enormous debate regarding the possibility of a link between childhood vaccinations and the subsequent development of autism. This has in recent times become a major public health issue with vaccine preventable diseases increasing in the community due to the fear of a 'link' between vaccinations and autism. We performed a meta-analysis to summarise available evidence from case-control and cohort studies on this topic (MEDLINE, PubMed, EMBASE, Google Scholar up to April, 2014). Eligible studies assessed the relationship between vaccine administration and the subsequent development of autism or autism spectrum disorders (ASD). Two reviewers extracted data on study characteristics, methods, and outcomes. Disagreement was resolved by consensus with another author. Five cohort studies involving 1,256,407 children, and five case-control studies involving 9,920 children were included in this analysis. The cohort data revealed no relationship between vaccination and autism (OR: 0.99; 95% CI: 0.92 to 1.06) or ASD (OR: 0.91; 95% CI: 0.68 to 1.20), nor was there a relationship between autism and MMR (OR: 0.84; 95% CI: 0.70 to 1.01), or thimerosal (OR: 1.00; 95% CI: 0.77 to 1.31), or mercury (Hg) (OR: 1.00; 95% CI: 0.93 to 1.07). Similarly the case-control data found no evidence for increased risk of developing autism or ASD following MMR, Hg, or thimerosal exposure when grouped by condition (OR: 0.90, 95% CI: 0.83 to 0.98; p=0.02) or grouped by exposure type (OR: 0.85, 95% CI: 0.76 to 0.95; p=0.01). Findings of this meta-analysis suggest that vaccinations are not associated with the development of autism or autism spectrum disorder. Furthermore, the components of the vaccines (thimerosal or mercury) or multiple vaccines (MMR) are not associated with the development of autism or autism spectrum disorder.

    Keywords: Autism; Autism spectrum disorder; Immunisation; Mercury; Thimerosal; Vaccination; Vaccine.

    Há reações adversas decorrentes de vacinas, elas não são agentes inócuos. Mas, para nossa sorte, A síndrome do espectro autista NÃO se correlaciona com vacinação. Pelo menos, é o que indica os principais trabalhos feitos e publicados em revistas indexadas (que são utilizadas por médicos e pesquisadores para se informarem).

    Com relação ao tema do texto. Apesar da firme convicção de que vacinas salvam vidas, não acho razoável aplica-las sem o consentimento do paciente. Tal ato fere, inclusive, o juramento hipocrático.

  • Arthur  04/09/2020 16:02
    Uma revista voltada para vacinas investigou as vacinas e descobriu que as vacinas são inocentes!

    Tá certinho…

    Ah, e fazer regressão estatística para determinar efeitos biológicos não é lá muito biologicamente científico. É o equivalente a eu usar conceitos biológicos para determinar como o genótipo de cada pesquisador estatístico gera vieses em seus dados coletados… Mas, cada um acredita no que lhe for mais conveniente.

    Em todo caso, agradeço a sua franqueza: você se identificou como imunologista. É óbvio que você não irá colocar sob suspeita exatamente aquilo que é o seu ganha pão. E isso não é crítica, não. Em seu lugar, é provável que eu fizesse o mesmo.
  • Observador Curioso  04/09/2020 16:07
    Eu sou totalmente agnóstico nessa questão de autismo e vacinas. Não é nem de longe minha especialidade.

    Agora, é um fato empírico: a quantidade de crianças autistas disparou nos últimos anos.

    Aquilo que até a década de 1980 era um fenômeno raro (ao ponto de até virar tema de filmes, de tão excepcional e desconhecido que era), hoje tornou-se corriqueiro. Todos nós conhecemos ao menos uma criança autista. Por outro lado, é raro encontrarmos um autista de mais de 40 anos.

    Ou seja, é um fenômeno muito recente.

    Dado que a alimentação não mudou muito neste intervalo de tempo, e dado que não são as vacinas, então o que mais poderia explicar essa explosão?
  • Elza - Méthodo  04/09/2020 17:15
    Disparou autismo conforme as mulheres adiam a gravidez e se tornam mães após os 30 anos quando 90% dos óvulos já morreram, minha família teve escola especial para deficientes mentais dos anos 80 até 2018, nós tratamos pacientes com autismo grave, os casos leves não sei informar, pouco mais da metade dos clientes que tivemos ao longo de 35 anos de trabalho eram nascidos de mulheres acima dos 30.

    Mas e quem tem coragem de fazer uma estatística dessas? Imagina dar a entender que as mulheres que desejam ter filhos devem se dedicar a maternidade tão cedo quando possível, abandonando a construção de carreiras e de sua liberdade sexual? Feministas cairão matando.
  • Skeptic  11/09/2020 04:53
    Excelente! E parabéns pela paciência. Pessoal posta blog e acha que é artigo científico.
  • EUGENIO  08/09/2020 00:26
    A MEU VER,AUTISMO TEM A VER COM MUDANÇAS NO MODO DE VIDA,quanto mais primitivos mais "TRIBAIS","ATÁVICOS" são os comportamentos. os smartfones transformam meio mundo em autistas, e autistas do AQUI E AGORA;ignoram pessoas ao lado mas comunicam-se com outro lado do mundo.

    Na sala da familia quase ninguem fala mais, todo mundo COISEANDO no celular, ferramentas novas levam a isso. não creio sejam vacinas.Já vi no sofa da sala uma pessoa mandar mensagens para alguem ao seu lado.

    Mas vacinas sem periodos de teste só em ultimo caso.

    XI JIPPING PRES pc chines, declarou em todos os paises:"VAMOS IMPOR AO MUNDO O MODO DE VIDA CHINES"

    Ninguem contestou,veio o virus e agora virão as vacinas...pode ser apenas "mera coincidência", mas tudo pode!

    O que farão as vacinas?

    Ficarei observando os que tomaram , o que se lhes acontece , para decidir se tomo ou não.Acho que não.

    Alguem sabe de lei que obrigue a tomar vacina "a força" vacina sem protocolos de testes?
  • Revoltado  08/09/2020 17:19
    XI JIPPING PRES pc chines, declarou em todos os paises:"VAMOS IMPOR AO MUNDO O MODO DE VIDA CHINES"

    Ninguem contestou,veio o virus e agora virão as vacinas...pode ser apenas "mera coincidência", mas tudo pode!

    ====Eugênio, não houve contestação, pois que o disse governa um país que é marxista desde 1949. Se remotamente um político conservador, como Trump ou Bolsonaro sugerissem que o "conservadorismo deveria ser divulgado pelo mundo", à esta hora a Srta. ONU etsaria convocando uma coalizão para derrubar o governo dos EUA ou do Brasil (a eles seria mais fácil atacar aqui, naturalmente).

    O que farão as vacinas?

    Ficarei observando os que tomaram , o que se lhes acontece , para decidir se tomo ou não.Acho que não.

    ====Se de fato o que nos oferecerem for a "vachina", também e negarei a recebê-la.
    Minha confiança pela Hidroxicloroquina permanece.


    Alguem sabe de lei que obrigue a tomar vacina "a força" vacina sem protocolos de testes?

    ====Espero que não seja o caso de SP, com o tresloucado do Ditadoria.
  • Artista Estatizado  08/09/2020 18:36
    Eles não vão enviar um grupo de policiais armados para auxiliar um profissional de saúde a injetar a vacina chinesa em você. Isso deixaria a coerção estatal muito explícita. Eles não são tão bobos.

    O que vão fazer é prever alguns tipos de restrições a quem não comprovar que tomou a vacina, como impedimento de viajar de avião, alguma multa ou algo do tipo. Concomitantemente, a mídia de esquerda fará o trabalho de pintar os que não tomam a vacina como monstros genocidas.

    Já vimos esse filme muitas vezes. O modus operandi da esquerda é muito mais sutil e profissional.
  • Skeptic  11/09/2020 05:01
    Não entendeu nada da realidade política. Bolsonaro só começou a atacar as vacinas e a obrigatoriedade das vacinas (lei que ele mesmo sancionou) quando a vacina que ele apostou, a da Oxford, teve uma pausa por medidas de segurança. Ou seja, é um jogo político caso algum governador tenha sucesso com alguma outra vacina e coloque em risco o plano de reeleição do BolsoDilmo.

    Ficam nessa histeria de "olha a esquerda, olha a esquerda" e não conseguem ver um palmo de distância do nariz. O inimigo sempre foi o estado, não apenas a esquerda.
  • EUGENIO  08/09/2020 00:31
    Mas elementos como o deputadp willis, que cospe nos outros começaria a espalhar suas doenças e maus costumes pelos procedimentos, então deve ser tirado do convivio, ainda bem que se mandou.
  • Revoltado  08/09/2020 17:53
    O ex-BBB à esta altura, está mais preocupado me manter seu modo de vida burguês nalgum lugar do mundo aonde a esquerda revolucionária não tomou completamente e paradas do "orgulho LGBT" (desde quando com quem se prefere manter relações íntimas e o que fazer nesse microcosmo é motivo para regozijo?), enquanto vocifera contra o governo atual brasileiro e denigre em conjunto a imagem das pessoas gays, lésbicas, transgêneras que apenas vivem suas vidas discretamente como os demais cidadãos.
    Por mim, que permaneça longe da vida política do Brasil, que já não tem sido das melhores, mesmo com a atual presidência.
  • Santiago  04/09/2020 19:59
    É isso aqui que o Dória quer injetar no povo:

    Laboratório chinês é multado em US$ 1,3 bilhão por vacinas adulteradas
  • Murilo D  17/10/2020 00:45
    www.infomoney.com.br/negocios/doria-da-ultimato-para-ministerio-da-saude-sobre-vacina-chinesa-e-diz-que-sp-tera-vacinacao-obrigatoria/ Esse doria é um ditador desgraçado
  • Edson  03/09/2020 18:00
    O artigo tocou no ponto crucial, e é aquele que eu menos vejo por aí: quem acredita na vacina e quer tomar, pronto. Tal pessoa está a salvo.

    Ainda que ela seja a única vacinada no mundo, ela está imune (supondo que a vacine funcione, é claro).

    Logo, não faz absolutamente nenhum sentido dizer que "se você não tomar a vacina, eu estou em perigo". Não, campeão. Se você tomar, acabou. Você está livre dos perigos.

    Isso, e apenas isso, aniquila praticamente todos os argumentos da obrigatoriedade.
  • Camões  03/09/2020 18:58
    Exato. O argumento que eu mais vejo sendo apresentado pelos "wokes" é que se eu não tomar a vacina, estarei colocando a vida deles em risco. Ora, isso é totalmente contraditório. Se eles estão vacinados, eles estão a salvo, independentemente de eu ser vacinado ou não.

    É o argumento mais espetacularmente contraditório que existe.

    A realidade é que, no fundo, tudo não passa daquilo que já foi explicado pelo Velho do Restelo em "Os Lusíadas": tudo é a Glória de Mandar.
  • Gilberto  03/09/2020 21:49
    Não é bem assim. Em uma população com elementos expostos, há maiores chances de mutações dos vírus e bactérias, surgindo novas cepas às quais as pessoas que já tomaram a vacina não estarão imunes. Estão ressurgindo no mundo algumas doenças que já estavam praticamente erradicadas, em novas cepas, e acredita-se que é exatamente por conta das campanhas anti-vacinas mundo afora.

    Isso dito, não estou defendendo a vacinação compulsória. Concordo que a liberdade faz mais bem à saúde do que a vacina. Mas precisamos dos argumentos certos. Senão, ficará fácil para aqueles que defendem o autoritarismo nos criticar, focando apenas nos argumentos equivocados e ignorando os corretos.
  • Edson  03/09/2020 22:22
    "Não é bem assim. Em uma população com elementos expostos, há maiores chances de mutações dos vírus e bactérias, surgindo novas cepas às quais as pessoas que já tomaram a vacina não estarão imunes."

    Ou seja, segundo você próprio, a vacina não adianta de nada. Se grávidas, bebês, idosos, alérgicos e todos os outros que não podem tomar a vacina desenvolverem mutações, fim. Todo o resto da já era.

    Ademais, se levarmos essa sua lógica ad infinitum, a humanidade deve sempre ficar sob constante estado de pavor, pois, a qualquer momento, pode surgir uma nova mutação. Certo?

    De resto, cite casos concretos em que isso aconteceu. Cite casos concretos em que vacinas foram impostos e "fujões" que não se vacinaram acabaram criando novas cepas e acabaram contaminando todo mundo. Eu mesmo desconheço.

    "Estão ressurgindo no mundo algumas doenças que já estavam praticamente erradicadas, em novas cepas, e acredita-se que é exatamente por conta das campanhas anti-vacinas mundo afora."

    Ah, agora sim você chegou ao ponto em que queria. E ainda dizem que os outros é que são teóricos da conspiração…

    Cite aí evidências científicas de que:

    1) Há doenças gravíssimas e altamente contagiosas (transmissíveis de pessoa para pessoa) ressurgindo (doença não-contagiosa e não-transmissível de pessoa para pessoa, por motivos óbvios, não interessam);

    2) Tais doenças gravíssimas e altamente contagiosas (transmissíveis de pessoa para pessoa) ressurgiram porque toda a humanidade passou a boicotar vacinas.

    "Isso dito, não estou defendendo a vacinação compulsória. Concordo que a liberdade faz mais bem à saúde do que a vacina. Mas precisamos dos argumentos certos. Senão, ficará fácil para aqueles que defendem o autoritarismo nos criticar, focando apenas nos argumentos equivocados e ignorando os corretos."

    Na verdade, você está defendendo algo muito pior. Ao falar de coisas sem comprová-las, e ao dizer que vacinas devem ser impostas para evitar o ressurgimento de doenças que nem sequer são transmissíveis, você está argumentando de maneira ainda mais autoritária que os defensores da obrigatoriedade da vacina chinesa. Estes ao menos estão defendendo apenas uma vacina (fictícia) contra algo contagioso.
    Já você está dizendo que a humanidade está prestes a ser extinta porque movimentos anti-vacinas fizeram a cabeça de toda a população do globo.

    Você realmente deveria focar apenas nos argumentos corretos e ignorar os equivocados.
  • Fabrício  03/09/2020 22:31
    "não estou defendendo a vacinação compulsória. Concordo que a liberdade faz mais bem à saúde do que a vacina. Mas[…]"

    Essa é aquela conversa mansinha e totalmente batida. "Não, veja bem, eu sou contra isso, MAS", e aí o cara vai lá e defende exatamente aquilo que ele dizia ser contra.

    Pra mim, o artigo foi muito além do necessário. Bastava dizer o seguinte: o estado não tem o direito de injetar substâncias químicas no corpo de alguém contra a vontade deste.

    Fim. Acabou. Não tem isso de "mas".

    A partir do momento em que você aceita que o estado pode injetar algo no seu corpo para "proteger você", então ele pode fazer quaisquer outras coisas bem menos violentas também para proteger você. Ele pode proibir a venda de bebidas e cigarros (inúmeros argumentos para isso). Ele pode estabelecer um horário para todo mundo dormir e acordar. Ele pode impor uma rotina de ginástica para a toda a população. Ele pode obrigar todo mundo a ser vegetariano. Ele pode proibir beijo na boca com desconhecido. Ele pode proibir fast food.

    Ele pode proibir qualquer coisa que seja tida como ruim para a saúde e impor qualquer coisa que seja tida como saudável.
    E sempre com argumentos científicos.

    Os grandes totalitários de hoje são aqueles que juram estar seguindo a "ciência".
  • Gilberto  04/09/2020 00:20
    Meu amigo, você leu o que veio depois do "mas"? Eu reforcei que devemos combater isso mesmo, nos esforçando com os argumentos mais fortes possíveis. Só isso. Estou defendendo a ideia, não combatendo. Dome essa sua raiva e leia o que as pessoas estão escrevendo antes de vir com textão.
  • Helliton  03/09/2020 18:06
    A questão é? Quem no Brasil foi obrigado a tomar vacina? É muito difícil ter qualquer punição e o governo não vai atrás de caderneta de vacina. Sem contar que Caderneta de Vacinação é muito fácil de ser falsificada. Não possui qualquer padrão, ou forma de garantir a autenticidade. Eu já perdi a minha faz anos, e nunca ninguém me cobrou por isso, ou para saber se as vacinas estão em dia.
    Estão falando sobre obrigar as pessoas, sobre algo que não possui obrigação nenhuma. Estão levando para a questão ideológica de algo que na prática nem mesmo é eficaz. As pessoas já são livres para não ser vacinadas, ou não tomar algum tipo de vacina e nada vai mudar isso.
  • Fabrício  03/09/2020 18:14
    Sim, sua constatação está correta. Só que, por causa da Covid-19, governadores estaduais tomaram gosto pelo autoritarismo (algo narrado em tempo real por este site; ver aqui, aqui, aqui, aqui e link) e estão se aprofundando cada vez mais.

    Dória, que nem mais disfarça estar no bolso do governo chinês, não só virou garoto propaganda dos "investimentos" do Partido Comunista Chinês em SP (vide o Twitter dele), como ainda está dizendo que tem de ser obrigatório injetar uma vacina chinesa em toda a população.

    Se ele quiser, ele consegue: basta estipular que pessoas que vacinaram recebem um "passaporte da liberdade", e as que não vacinaram não recebem. Essas que não tiverem não terão autorização para fazer nada. Não poderão entrar em estabelecimentos comerciais, não poderão ir ao cinema, não poderão viajar de ônibus ou de avião.


    P.S.: qualquer pessoas com conhecimentos básicos sobre ciência sabe que uma vacina séria leva mais de um ano para ser fabricada, testada e comprovada. Querer enfiar uma vacina sem nada disso na população é homicídio.
  • Rafael  03/09/2020 18:23
    Em todo caso, uma eventual vacina já chegaria tarde. Já praticamente alcançamos a imunidade de rebanho. O Brasil é quem tem o maior número de curados no mundo.

    Cloroca, é você?
  • Jair  03/09/2020 19:00
    Vacinas e os antibióticos foram responsáveis pelo grande salto na estimativa de vida da população em geral. No entanto, uma vacina mal elaborada pode ter efeitos bem deletérios.

    Por exemplo, vacina com vírus vivo atenuado. Pode, no processo, não ter sido "tão atenuado". Poderia reverter e causar a doença. Já com vírus morto é praticamente impossível de causar problemas. Algumas vezes o próprio diluente da vacina pode estar contaminado.

    O que quero dizer é que em qualquer processo laboratorial pode ocorrer erro. E em vacinas criadas às pressas, essa chance é ainda maior. E em uma vacina criada às pressas por um regime totalitário, nem fudendo.

    No mais, as vacinas são absolutamente necessárias. O artigo foi bastante feliz em não criticar vacinas, mas sim em argumentar contra sua obrigatoriedade, o que é bastante válido.
  • BlackeagleBR  03/09/2020 19:31
    Qualquer vacinação obrigatória é contrária à liberdade, como exposto acima.
    Mas não vou entrar nesse mérito e sim em uma notícia que vi hoje no jornal sobre os critérios para ser cobaia dessa vacina chinesa: profissional de saúde na linha de frente, que não tenha tido covid-19, não tenha comorbidades e não tome remédios, além de não ter tomado nenhuma outra vacina nós últimos 30 dias. Analisando friamente, um profissional de saúde que até agora não tenha sido exposto em menor ou maior grau ao Coronavírus ou é alguém que usa EPI 24h por dia e segue TODOS os protocolos de descontaminação a todo momento e se isolou do mundo ou já está imune (naturalmente ou por imunidade adquirida). Essa seleção é para pegar pessoas já imunes, que não terão imunidade adicional com a vacina, mas não apresentarão infecção pelo Coronavírus...ou seja, vai ser uma vacina com quase 100% de "eficácia" (porque foi usada em pessoas que não tinham mais necessidade de imunização)...
    Pessoalmente não tomarei essas vacinas (até porque já tive e me curei, bem como meus familiares) nem darei aos meus filhos (minha esposa não posso obrigar, mas ela é contra essas vacinas feitas as pressas e sem comprovação de eficácia). Recomendo que façam o mesmo, pelo menos até termos estudos sérios e vacinas com segurança comprovada, quando não serão mais necessárias pois a epidemia já terá acabado há anos....
  • Fabrício  03/09/2020 20:22
    Detalhe: a descoberta e toda a fase de pesquisa de uma vacina dura de dois a cinco anos. No total, uma vacina pode demorar mais de 10 anos para ser totalmente desenvolvida.

    www.weforum.org/agenda/2020/06/vaccine-development-barriers-coronavirus/

    Mas tem nêgo dizendo que o governo chinês criou uma em seis meses, ela é confiável e deve ser ministrada compulsoriamente.
  • Elias L Sants  04/09/2020 00:27
    A Resposta para a sua pergunta: "A maioria das vacinas obrigatórias no Brasil devem ser tomadas ainda durante a infância. Segundo o calendário de vacinação infantil brasileiro, que foi estabelecido pelo PNI, a imunização já começa logo após o nascimento. (jornaldebrasilia.com.br/brasil/saiba-quais-vacinas-sao-obrigatorias-no-brasil/)

    E também: " De acordo com o Ministério da Saúde, o recém-nascido deve receber, nas primeiras horas de vida, a vacina contra a hepatite B e a vacina contra a tuberculose (BCG). As demais devem ser administradas de acordo com o Calendário Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde." (Google com a pergunta: Qual vacina o recém-nascido deve receber nas primeiras horas de vida) Obs: Os pais não tem gerência sobre isso!
  • Felipe  03/09/2020 20:04
    Esse artigo é bom pois é em momentos difíceis que descobrimos quem defende a liberdade e quem não defende.

    Eu é que não vou confiar nessa vacina do Doria. Eu só torço que essa vacina seja só um placebo, pois nenhuma vacina contra um patógeno novo foi desenvolvida de maneira tão rápida assim.

    Não, eu não sou anti-vacina e não compactuo com ideias idiotas de pessoas anti-vacina, que para mim estão na categoria de ideias que defendem a terra plana e de que o homem pode alterar o clima mundial.
  • Edson  03/09/2020 20:12
    Lógica dos totalitários: um remédio de 70 anos (hidroxicloroquina) não tem comprovação científica e deve ser proibido, mas uma vacina chinesa, criada em um país sem nenhuma transparência, e ainda em fase de "teste" deve ser enfiado no povo à força.

    Eu já falei aqui em outras ocasiões. Com essa gente não tem diálogo.

  • Vladimir  03/09/2020 20:19
    Thomas Sowell disse que há três perguntas que destroem praticamente 100% dos argumentos dos esquerdistas.

    Sempre que um esquerdista apresentar uma ideia ou um projeto e falar que ele é bom e deve ser implantado, pergunte:

    1) Comparado ao quê?
    2) A qual custo?
    3) Qual evidência sólida você tem?

    Praticamente nada sobrevive.

    Se alguém chegar dizendo que a vacina chinesa deve ser compulsória, faça as três perguntas acima. Você verá só esperneio e gemeção.
  • João Luiz  03/09/2020 20:26
    Exato. É realmente espantoso ver as mesmas pessoas que queriam tirar a liberdade de pacientes e médicos para o uso precoce da hidroxicloroquina – uma droga aprovada há 60 anos e sem maiores intercorrências – defendendo que o governo use a força para obrigar a população a servir de cobaia para a primeira vacina disponível, ainda que aprovada fora dos protocolos mínimos de segurança.
  • Régis  03/09/2020 20:46
    Fale assim com um esquerdista: se o estado pode me obrigar a tomar uma vacina para o meu próprio bem (e me punir caso eu não o faça), então, igualmente, o estado pode mandar você para a cadeia se não parar de fumar maconha.

    Watch them squirm.
  • Imperion  03/09/2020 22:32
    Como eu sempre digo, se vc deixa o estado enfiar imposto nos outros, vc dá o direito dele te enfiar mais imposto.

    Aí eles ficam nervosos. Falam que não é bem assim. Falam muito de igualdade mas na hora da prática convenientemente a ignoram.
  • Gustavo A.  09/09/2020 12:39
    Ninguém quis proibir hidroxicloroquina, gênio. O que é criticado são hospitais públicos receitando um medicamento sem eficácia comprovada.

    Se você aceita que o Estado forneça remédios sem eficácia comprovada a indivíduos, você é um ancapizinho bem meia boca.
  • Humberto  09/09/2020 13:09
    Ué, mas absolutamente nenhum remédio tem "eficácia comprovada". Não existe nenhum remédio de eficácia 100% garantida no mundo.

    Até remédio pra dor de cabeça não funciona igualmente para todos (para mim, só funciona o Anador; pra minha mulher, só o Tylenol; e o Doril não funciona para nenhum de nós).

    É óbvio ululante que a hidroxicloroquina não será 100% eficaz para todas as pessoas do mundo. Mas isso não é motivo para ignorá-la.

    Aliás, já existe vacina contra a gripe comum. Comprovadamente eficaz. E, no entanto, muito gente vacinada morre de gripe todo ano. E aí?

    Pela sua lógica, todos os tratamentos contra o câncer deveriam ser abolidos, pois nenhum deles é comprovadamente 100% eficaz.
  • Zaka  18/10/2020 07:41
    Gostaria de ver a réplica de Gustavo A.
  • Rodrigo  03/09/2020 20:15
    Alguns debates sobre a tensão entre liberdade individual e interesse coletivo são legítimos, mas tenho para mim que toda tirania começa com esse papo de "é pelo bem dos outros".
  • João Luiz  03/09/2020 20:24
    Isso me fez lembrar de uma epidemia de meningite meningocócica B, no início dos anos 90, quando meus filhos eram crianças. Na época, não havia nenhuma vacina disponível no mercado, mas logo apareceu uma milagrosa – adivinhem? – de origem cubana.

    Rápidos como flechas, alguns governadores, com o apoio maciço da mídia, compraram toneladas da vacina cubana e programaram campanhas de vacinação em massa. Lembro-me de ter perguntado ao pediatra das crianças se deveria vaciná-las e a resposta foi que ele não recomendava. Nossa decisão, lógico, foi seguir a recomendação do representante da ciência mais próximo de nós; mas a vacinação cubana foi levada a cabo, não sem que algumas crianças tivessem reações graves.

    Posteriormente, a tal vacina foi considerada ineficaz e caiu no esquecimento.
  • anônimo  03/09/2020 23:45
    Eu lembro disso, mas ainda bem que não foi em escala nacional. Se prendeu ao Norte e Nordeste.
  • MicroFuncion%C3%83%C2%A1rio  03/09/2020 22:52
    Para deixar claro antes de qualquer coisa, concordo integralmente com o artigo e pertenço ao primeiro grupo (estado é ilegítimo e não tem direito de vacinar ninguém compulsoriamente).

    Quero apenas trazer uma hipótese a mais para discussão (que não muda meu ponto de vista) e gostaria de ajuda par que também seja rebatida.

    Se uma vacina tiver comprovadamente uma eficácia limitada (por exemplo, funcionar em apenas 60% dos vacinados), em determinadas situações, forçar a vacinação de todos poderia ser uma forma de se alcançar a imunidade de rebanho, dificultando a circulação da doença e protegendo também aqueles para os quais a vacina não produziu efeitos.

    Não muda o fato de ser uma violência contra os indivíduos que não querem se vacinar, mas seria uma hipótese em que "o pequeno mal causado a alguns proporcionaria um benefício para todos".
  • Fabrício  03/09/2020 22:59
    "Se uma vacina tiver comprovadamente uma eficácia limitada (por exemplo, funcionar em apenas 60% dos vacinados)"

    Aí é caso encerrado.

    1) Algo com uma eficácia tão baixa nem deveria ser considerado.

    2) Imunidade de rebanho não precisa de 100% da população. Há quem diga que ela já alcançada com a imunização de 40% da população.

    Logo, essa sua hipótese não faz sentido.

    "em determinadas situações, forçar a vacinação de todos poderia ser uma forma de se alcançar a imunidade de rebanho, dificultando a circulação da doença e protegendo também aqueles para os quais a vacina não produziu efeitos."

    Reler acima.


    P.S.: Sério: por que a tara com "forçar"? Se surgir uma vacina confiável, feita por um laboratório renomado, com skin in the game, eu garanto que muito gente iria se vacinar voluntariamente. Agora, uma vacina anunciada às pressas por uma regime ditatorial sem nenhuma transparência, e sendo ameaçada por uma governador vagabundo que está claramente no bolso desse regime? Isso não tem nem conversa.
  • anônimo  03/09/2020 23:28
    1) Vou colocar alguns números, para desenvolver melhor o argumento:

    Imagine uma doença que precise de 60% da população imunizada para se atingir imunidade de rebanho (exemplo hipotético. Existem estudos apontando que para Covid a imunidade é alcançada com muito menos. Fala-se até em 20%).

    Nesse exemplo teórico, só 80% da população aceita tomar vacina espontaneamente.

    Com a vacina de 60% de eficácia sobre 80% da população, apenas 48% dos indivíduos estariam imunizados.

    Aplicar a vacina nos 20% restantes seria a forma de se alcançar a imunidade de rebanho.

    A crítica de que essa eficácia de 60% é baixa é válida, mas não refuta o argumento de que, em casos como esse, a vacinação de todos é necessária para proteger a população.
    Quero argumentos em contrário que sejam válidos também para não libertários (dizer que o estado é egítimo é suficiente para mim, mas não para a maioria dos meus contendores)

    2) li o texto e todos os comentários. Não entendi a que se refere com o "reler acima". Se puder fornecer alguma referência (horário do comentário e autor), poderei compreender onde o assunto já foi tratado.

    3) não sugeri forçar ninguém nem defendi governador ou vacina chinesa. Releia meu comentário e verificará que apenas pedi ajuda para rebater uma hipótese que poderia ser trazida pelos que defendem a vacinação compulsória.
  • Fabrício  04/09/2020 00:57
    "Imagine uma doença que precise de 60% da população imunizada para se atingir imunidade de rebanho. […] Nesse exemplo teórico, só 80% da população aceita tomar vacina espontaneamente. Com a vacina de 60% de eficácia sobre 80% da população, apenas 48% dos indivíduos estariam imunizados. Aplicar a vacina nos 20% restantes seria a forma de se alcançar a imunidade de rebanho."

    Quer dizer que antes de começar a vacinação já se sabe exatamente a (baixa) eficácia dela, já sabe a porcentagem exata de quando se alcança a imunidade de rebanho e já se sabe exatamente quem vai tomar e quem não vai?

    Dica: quando você se vê obrigado a recorrer a cenários cada vez mais irreais e rocambolescos para tentar sustentar uma tese é porque a sua tese é furada e a sua argumentação é fraca.
  • WMZ  04/09/2020 00:35
    "1) Algo com uma eficácia tão baixa nem deveria ser considerado."

    Depende. Um rapidinha: se a eficácia for 60% mas a imunidade de rebanho for 59%, aí já teremos alguma coisa (se é que o conceito deles de eficácia é tão simples assim...)....Mas:

    www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2020/09/vacina-contra-covid-19-precisara-ter-eficiencia-de-50-diz-oms.shtml

    "2) Imunidade de rebanho não precisa de 100% da população. Há quem diga que ela já alcançada com a imunização de 40% da população. "

    40%? Quem disse isso? Cada doença tem a sua porcentagem: sarampo é 95%, poliomielite é 80%, o Covid ERA 70% (estou desatualizado) e assim vai....Se fosse só 40%, os 60% não seriam inúteis...uai sô?

    Para refletir 1): quem deve ficar nesses 5%, 20%, 30% e (100%-X%)? Os marmanjos antivacina ou aqueles que não conseguem, por diversos motivos, imunização e dependem da imunidade de rebanho? (aidéticos, velhos, operados, moribundos)

    Para refletir 2) Será que os patógenos, uma vez vivos nos corpos dos não imunizados, não podem sofrer mutações genéticas e, assim, inutilizar todas as vacinas? Mesmo se 5% da população não estiver imune e estiver com o patógeno no vivo no corpo, será que não existem possiblidades de mutações as quais podem se espalhar (quero dizer, o patógeno mutado) e, assim ,invalidar todas as vacinas? É raro...mas nem tanto se, em vez de 5%, forem 45%

  • Fabrício  04/09/2020 00:56
    "40%? Quem disse isso? Cada doença tem a sua porcentagem: sarampo é 95%, poliomielite é 80%, o Covid ERA 70% (estou desatualizado) e assim vai....Se fosse só 40%, os 60% não seriam inúteis...uai sô?"

    De fato, você está MUITO desatualizado. A imunidade de rebanho da Covid-19 é alcançada com 20% da população. Informe-se melhor.

    agencia.fapesp.br/herd-immunity-to-novel-coronavirus-can-be-reached-when-up-20-are-infected-study-suggests/33832/

    "Será que os patógenos, uma vez vivos nos corpos dos não imunizados, não podem sofrer mutações genéticas e, assim, inutilizar todas as vacinas? Mesmo se 5% da população não estiver imune e estiver com o patógeno no vivo no corpo, será que não existem possiblidades de mutações as quais podem se espalhar (quero dizer, o patógeno mutado) e, assim ,invalidar todas as vacinas? É raro...mas nem tanto se, em vez de 5%, forem 45%"

    Cite exemplos práticos e comprovados disso. Não quero cenários fantasiosos (para isso existem filmes). Quero realidade.


    P.S.: gentileza manter os comentários na thread original. Ficar abrindo outras threads pra responder a mim é coisa de quem quer questionar sem ser respondido.
  • WMZ  04/09/2020 01:51
    Vamos analisar a situação: deu para entender que o Microfun%% não estava falando especificamente do COVID-19. Ele estava falando de uma vacina hipotética (de uma doença hipotética) que só foi usada para explanar a ideia dele.

    Deu para entender que você também respondeu de maneira não específica

    E eu respondi de maneira não especifíca só que, depois e para reforçar, usei exemplos reais (sarampo, polio e COVID...o último estava desatualizado porque eu estou de saco cheio de ficar acompanhando)

    Resumindo: deu para entender que você, ao falar 40%, estava falando de todas as vacinas de todas as doenças...o que é errado.

    Se vocês estavam falando especificamente do Covid-19...foi mal

    Quanto à minha "fantasia de filme":

    www.timesofisrael.com/mutation-proof-israeli-scientist-nears-vaccine-thatll-cope-with-covid-changes/
    www.bbc.com/portuguese/brasil-52069729
    www.uni-bonn.de/Press-releases/polio-mutated-virus-breaches-vaccine-protection (esse é da poliomielite)

    E fui pelo princípio de que os vírus, principalmente os de RNA (instável) e os retrovírus (o RNA é transformado em DNA num processo que altera a estrutura genética do vírus), são altamente propensos à mutação. As bactérias também.
  • Vladimr  04/09/2020 02:23
    Seu raciocínio e sua escrita são ininteligíveis para mim. Mas, qualquer que seja a sua ideia, se você acha que esse seu plano é bom e deve ser implantado, diga-me:

    1) Comparado ao quê?
    2) A qual custo?
    3) Qual evidência sólida você tem?
  • anônimo  04/09/2020 10:15
    Esse questionamento do Sowell é válido também para quem prega a inatividade:
    1) Comparado ao quê?
    2) A qual custo?
    3) Qual evidência sólida você tem?
  • WMZ  04/09/2020 21:38
    1) Comparado ao quê?
    Ideia de deixar todo mundo livre para decidir. Deve ser compulsória caso haja necessidade

    2) A qual custo? Ao "descusto" de vidas humanas que estão vulneráveis

    3) Qual evidência sólida você tem?

    Vimos que existe a imunidade de grupo que, entre outras funções, protege aqueles que não podem adquirir defesas

    Vimos que existe a possibilidade de mutação do patógenos. Então podemos raciocinar: quanto menos patógenos vivos "in natura"menor será a possibilidade de mutação, ou seja, quanto mais gente vacinada menor é a possibilidade de mutação...Um exemplo prático: quem tem mais chances de sofrer mutação: o vírus da gripe, que existe no mundo inteiro, ou o vírus da varíola, que só existe nos laboratórios de Atlanta e de Moscou? (excetuando as mutações propositais

    Então, a pessoa que não vacina pode estar colocando a vida de terceiros em risco
  • Amante da Lógica  05/09/2020 00:56
    "1) Comparado ao quê?

    Ideia de deixar todo mundo livre para decidir. Deve ser compulsória caso haja necessidade"


    Eu não estou perguntando o que você pensa, pois opiniões subjetivas não me interessam. Quero fatos comprovados. Como você comprova que coerção é melhor que liberdade? Absolutamente toda a história econômica e social do mundo prova exatamente o contrário (Suíça x URSS, para citar apenas uma).

    Mostre um teorema, ou um axioma, provando que um porrete manejado por políticos é melhor do que a liberdade. Prove também que políticos têm uma superior capacidade de decisão do que milhões de indivíduos interagindo livremente.

    "2) A qual custo? Ao "descusto" de vidas humanas que estão vulneráveis"

    A afirmação é tão errada que mal consegue a inocente dignidade do ridículo. Vidas humanas vulneráveis, uma vez vacinadas, estão curadas. E, caso não possam vacinar, devem evitar aglomerações.

    Agora, se o seu argumento é que para proteger um punhado de anciões, 100% da população deve ser injetada forçosamente, então aí você tem de responder novamente à pergunta: a qual custo?

    E trata-se de uma pergunta objetiva, a qual, por óbvio, não deve ser respondida com platitudes e afetações de emotividade.

    "3) Qual evidência sólida você tem?

    Vimos que existe a imunidade de grupo que, entre outras funções, protege aqueles que não podem adquirir defesas"


    Duh! Incorreu em um argumento circular e nem percebeu. Deixa eu tentar desenhar:

    a) Imunidade de rebanho não precisa de 100% da população vacinada. Com efeito, no caso da Covid-19, com 20% de imunizados já se tem a imunidade de rebanho.

    Logo, seu argumento de que tem que vacinar todo mundo já desmorona cientificamente.

    b) Ademais, imunidade de rebanho também é alcançada sem vacinas.

    Logo, volte aos itens 1 e 2.

    "Vimos que existe a possibilidade de mutação do patógenos. Então podemos raciocinar: quanto menos patógenos vivos "in natura"menor será a possibilidade de mutação, ou seja, quanto mais gente vacinada menor é a possibilidade de mutação…"

    Mais platitudes. Isso aí pode ocorrer com absolutamente todos vírus. Dengue, Zika, chikungunya, Aids, hepatite, herpes, catapora, gripe comum…

    Logo, por que fazer isso apenas com a Covid? Volte aos itens 1, 2 e 3.

    "Um exemplo prático: quem tem mais chances de sofrer mutação: o vírus da gripe, que existe no mundo inteiro, ou o vírus da varíola, que só existe nos laboratórios de Atlanta e de Moscou? (excetuando as mutações propositais. Então, a pessoa que não vacina pode estar colocando a vida de terceiros em risco"

    Por que então não se impõe vacinação obrigatória para a gripe? Existe a vacinação voluntária e eu sou favorável. Pela sua lógica, você quer torná-la compulsória. Volte aos itens 1, 2 e 3.
  • Inimigo do Sofisma  07/09/2020 22:43
    "Eu não estou perguntando o que você pensa, pois opiniões subjetivas não me interessam. Quero fatos comprovados. Como você comprova que coerção é melhor que liberdade? Absolutamente toda a história econômica e social do mundo prova exatamente o contrário (Suíça x URSS, para citar apenas uma). "

    É isso que eu sempre digo: para que abolir a liberdade dos assassinos, dos estupradores,d os assaltantes, dos "antivacinistas" e outras pessoas que ameaçam a sociedade? Por que eles não podem fazer livremente o que desejam fazer? Vamos deixá-los soltos por aí! A "mão invisível" guiará eles para o caminho certo...
    Mas o antivacinista é um caso especial:

    Não tem como alterar ou controlar a mente de um assassino e nem de um estuprador mas, no caso do antivacinista, não precisamos alterar e nem controlar a mente dele. Só precisamos injetar a vacina nele à força, multar ele e PRONTO! Ele não representa mais uma ameaça!

    "A afirmação é tão errada que mal consegue a inocente dignidade do ridículo. Vidas humanas vulneráveis, uma vez vacinadas, estão curadas. E, caso não possam vacinar, devem evitar aglomerações."

    A vacina não cura, senhor Amante do Sofisma, a vacina induz a imunização. Você está confundindo vacina com soro, que são coisas diferentes.

    "Agora, se o seu argumento é que para proteger um punhado de anciões, 100% da população deve ser injetada forçosamente, então aí você tem de responder novamente à pergunta: a qual custo?"

    Anciões, aidéticos, crianças mirradas, acidentados e qualquer pessoa que eventualmente poderá estar vulnerável (pode ser você). E não é 100% da população...vou repetir pela milésima vez: a porcentagem depende da doença, cada doença tem uma, o sarampo é 95%, a poliomielite é 80%, o Covid era 70% (agora eu não sei...o link que você enviou está escrito "sugere")

    A qual custo? Ao descusto de humanas.

    "E trata-se de uma pergunta objetiva, a qual, por óbvio, não deve ser respondida com platitudes e afetações de emotividade."

    Proteger a propriedade privada alheia, ou seja, a vida alheia é "afetação e emotividade"? O MST não pode saber disso...

    "a) Imunidade de rebanho não precisa de 100% da população vacinada. Com efeito, no caso da Covid-19, com 20% de imunizados já se tem a imunidade de rebanho."

    Eu já falei pela milésima primeira vez: a porcentagem depende da doença, cada doença tem uma.O sarampo é 95%, a poliomielite é 80%, o Covid era 70% (agora eu não sei...o link que você enviou está escrito "sugere", então, não sei se é 20% com certeza)...Sem falar que eu não estou falando especificamente do COVID-19...estou falando de uma maneira ampla

    "Logo, seu argumento de que tem que vacinar todo mundo já desmorona cientificamente."

    Com esse "cientificamente" você está que nem esquerdista com as palavras e locuções "democrático", "direitos humanos", "bem comum","Foucault disse", "Hegel pensava" e "lucro social"....Basta pegar uma ideia absurda, imbuir com alguma dessas palavras ou locuções mágicas e "voilà"!!! A ideia se torna válida, digna de um P.H.D.!

    Mesmo porque eu não argumentei isso. O que desmoronou foi o meu queixo com tamanha sacanagem de sua parte

    "b) Ademais, imunidade de rebanho também é alcançada sem vacinas."

    Sim. Pela imunização mas, porém, sem a vacina o indivíduo vai ter que pegar a doença na sua forma ativa. Com a vacinação, o indivíduo não vai precisar correr esse risco, já que é injetada no corpo dele uma forma "enfraquecida" do patógeno (e mesmo assim tem os seus riscos...que podem ser maiores ou menores do que pegar a doença...cada caso é um caso e não há espaço para esse seu reducionismo tosco)


    "Mais platitudes. Isso aí pode ocorrer com absolutamente todos vírus. Dengue, Zika, chikungunya, Aids, hepatite, herpes, catapora, gripe comum…"

    Duh! Será porque PARTE (dengue, aids e gripe eu afirmo com certeza, ou seja, o fator mutação está relacionado com a difuculdade que se tem pra elaborar as vacinas) desses vírus apresentam uma altíssima taxa de mutação? (você misturou tudo...mas tudo bem) Fora as outras complexidades (já que cada caso é um caso...a questão da mutação é apenas uma delas)

    "Logo, por que fazer isso apenas com a Covid? Volte aos itens 1, 2 e 3."

    Não é que vai fazer "só com o COVID". Se existir uma vacina em potencial contra o COVID ou contra qualquer uma dessas doenças, ela será aplicada. O objetivo é controlar ao máximo possível a proliferação e a fatalidade de todos os patógenos...E, por causa da ignorância, os antivacinistas estão dificultando essa tarefa, colocando a própria vida e a vida dos outros em risco

  • Gustavo  08/09/2020 15:19
    "É isso que eu sempre digo: para que abolir a liberdade dos assassinos, dos estupradores,d os assaltantes, dos "antivacinistas" e outras pessoas que ameaçam a sociedade? Por que eles não podem fazer livremente o que desejam fazer? Vamos deixá-los soltos por aí! A "mão invisível" guiará eles para o caminho certo…"

    Eu já li muitas asneiras na vida. Mas um relincho desse tipo é bastante raro. O sujeito quer lacrar fazendo ironia sem nem sequer saber do que fala.

    Vou tentar desenhar:

    Coerção significa obrigar uma pessoa inocente a fazer algo contra a vontade dela. Iniciação de violência significa agredir (ou matar) um inocente.

    Já assassinos, estupradores e assaltantes já cometeram a agressão. E exatamente por terem cometido a agressão, já aplicaram coerção e iniciação de violência contra terceiros inocentes. Sendo assim, eles são, por definição, os agentes coercitivos.

    E, ao retiraram a vida, a propriedade e a liberdade de terceiros, eles próprios perdem o direito de não terem sua vida, propriedade e liberdade retirados de si.

    Começou a entender?

    Todo indivíduo tem o direito de:

    1. não ter a sua vida retirada (a menos que ele tente retirar a vida de outro sem justificativa ou motivo de legítima defesa);

    2. manter a propriedade material daquilo que construiu por conta própria, daquilo que ganhou de presente, e daquilo que adquiriu via transação pacífica e voluntária.

    3. empreender e ganhar a vida fazendo aquilo que quiser, desde que não agrida a vida e a propriedade de terceiros.

    4. viver em paz e com liberdade, desde que não ameace a paz e a liberdade de terceiros.

    Se alguém atenta contra um desses itens, então este alguém perde completamente o direito de ter esses 4 itens respeitados para si próprio.

    Logo, você dizer, em tom de ironia, que não se deve agredir assassinos, estupradores e sequestrados mostra sua avassaladora ignorância sobre assunto.

    Mas ainda pior é você comparar pessoas claramente inocentes (que não querem ser sequestradas pelo governo e que não querem ter seu corpo invadidos e injetados com substâncias químicas) com assassinos, estupradores e sequestradores.

    Sua baixeza moral é inominável.

    Nem me dei ao trabalho de ler o resto. Quero preservar minha integridade intelectual.
  • WMZ  11/09/2020 01:11
    "Já assassinos, estupradores e assaltantes já cometeram a agressão"

    Sim. Assassinos, estupradores, assaltantes e antivacinistas. Como eu defendi aqui na minha tese, os antivacinistas também colocam a vida dos outros em risco. Para neutralizar essa ameaça dos antivacinistas, eles devem ser forçadamente vacinados.


    Você ignora a minha tese, pega uma definição aleatória da sua ideologia e acha que está me refutando
  • Humberto  11/09/2020 02:00
    Como é que é o negócio aí?!

    Se você voluntariamente toma a sua vacina (e se acredita imune), e eu voluntariamente prefiro não tomar (pois não há garantia de nada; nenhum remédio é 100% eficaz), isso me coloca no mesmo nível de estuprador e assaltante?!

    Ah, vá à merda, que é o seu lugar.

    Quem não toma vacina não tem como fazer mal nenhum a qualquer pessoa que já tomou a vacina.

    Por essa mesmíssima lógica totalitária, uma feminista pode perfeitamente argumentar que todo homem deve ser previamente castrado, pois todo homem, pelo fato de ter um pênis, é um estuprador (ou pedófilo) em potencial, e logo tal risco para os inocentes tem de ser anulado.

    Aliás, se você vivesse na década de 1980, com certeza defenderia o extermínio de homossexuais, pois eram eles os difusores do vírus da AIDS (ou, ao menos, era o que se acreditava). E não havia vacina e não havia como proibi-los de fazerem sexo sem proteção. Certo?

    No final, você é isso: um defensor de políticas totalitárias em nome da "prevenção". Aquele filme Minority Report é pra você.
  • Cetico   11/09/2020 10:56
    É de uma imbecilidade sem igual. Comparar "antivacinista" (ninguém aqui sequer é antivacinista, para começo de conversa) a um estuprador. Olha o salto lógico que um ser humano tem de fazer para isso.

    A vacina da gripe está aí há anos, a gripe, essa sim, é muito pior que essa fraude que foi esse vírus chinês, e ninguém cogita sair obrigando as pessoas (especialmente os jovens e saudáveis) a sair tomando a vacina a força.

    É um raciocínio risco, típico de mais um ditador que saiu do armário (quanto todos outros durante a fraudemia).

    Nestas horas vejo o tamanho do erro que a democracia é ao permitir que um retardado desses vote e eleja ditadores que irão me atacar.
  • Ricardo  04/09/2020 00:52
    Tudo bem, ninguém é obrigado a tomar vacina, mas quem fica doente, vai se tratar no sistema público de saúde? Que te ofereceu uma chance de ser imunizado de graça? Eu que tomei vacina, vou pagar com meu imposto a tua imprudência?Ah, tens plano de saúde privado. Se eu fosse dono de um plano destes, não pagaria o tratamento de uma doença que pode ser evitada via vacina. Qualquer doença que tenha vacina.

    Não levem para o lado pessoal. Só queria levantar uma questão.

    Eu vou tomar a vacina. Não a chinesa, nem a russa. Nenhuma na verdade, que não tenha sido testada antes em europeus e norte americanos. Talvez em 2021 tenhamos algo.

    Uma vez, li em algum lugar, que o brasileiro é um dos povos mais afeitos a vacinação em massa.
  • Amante da Lógica  04/09/2020 01:10
    "Eu que tomei vacina, vou pagar com meu imposto a tua imprudência?Ah, tens plano de saúde privado. Se eu fosse dono de um plano destes, não pagaria o tratamento de uma doença que pode ser evitada via vacina. Qualquer doença que tenha vacina."

    No seu raciocínio acima, em vez de pensar em "Covid", pense em "cirrose causada por bebedeira", ou "problemas pulmonares causados por excesso de cigarro", ou "AIDS causada por vida lasciva", ou simplesmente "membros fraturados causados por esportes radicais".

    E aí? Seus impostos (ou seu plano de saúde) pagam por esse comportamento alheio (comportamentos totalmente evitáveis). Como você sai dessa com coerência?
  • Bruno  04/09/2020 11:12
    Estou aguardando ansioso a resposta pra esse comentário
  • Ricardo  04/09/2020 17:52
    Não há uma resposta coerente ou 100% certa para esta questão. Os planos de saúde, principalmente o SUS, sempre arcarão com consequências de comportamentos idiotas. E não só eles. Bombeiros, por exemplo, quando acionam um helicóptero para resgatar um aventureiro de final de semana, deveriam cobrar o combustível? Mas se trocarmos planos de saúde por seguros, aí há casos em que o (mau) comportamento do segurado, excluí ele dos benefícios.
    Como escrevi antes, quis apenas levantar uma questão contraditória. Debate onde todo mundo concorda, é conversa de comadres.
  • Bruno  04/09/2020 11:09
    Acho que você não entendeu o termo obrigatório. Você está dizendo que vai tomar a vacina, mas só depois dos europeus ( já dizendo que quer ter a opção de escolha). Mas se for obrigada, você vai tomar a que eles mandarem, pode ser a chinesa, a cubana ou Russa e pode ser antes dos Europeus. Porque será eles que irão escolher qual e quando você vai tomar. Independente dos seus receios.
  • Edujatahy  04/09/2020 01:26
    Eu simplesmente não tolero mais o argumento de tirar liberdade x pq vai afetar o sistema de saúde público.
    Kct. Se para essa joça funcionar temos que continuamente sacrificar nossa liberdade de ir e vir, propriedade sobre o corpo, liberdade de empreender e tudo mais, se faz urgente acabar com esse sistema público de saúde!
    Se só teremos mais liberdade se separarmos o incapaz estado da saúde (saúde X estado), então que o façamos.
    Não tem lógica o estado continuamente demonstrar que não tem capacidade de gerir algo tão complexo e usar a sua própria incapacidade como motivo para tirar ainda mais liberdade do indivíduo.
  • Consagrado  04/09/2020 06:40
    Os ditadores fizeram o que quiseram, como bem quiseram e o resultado foi um fracasso total. Economia destruída e não mudou nada o inevitável cenário das infecções e mortes.

    Não contentes, ainda querem mandar mais e mais, sob a hipótese de que a vacina estará pronta antes da pandemia acabar (o que, segundo a própria OMS, é um cenário irreal). E a melhor parte: com o completo aval da mídia, a dita "defensora da democracia". Provando, de uma vez, que a mídia não é contra o autoritarismo, mas sim um provável autoritarismo de quem não gostam. Que isso fique muito bem gravado na história.

  • Tarantino  04/09/2020 10:56
    A obrigatoriedade da vacina alegando que estarei prejudicando terceiros se não me vacinar é a maior e incontestável prova de que o próprio governo não acredita na eficácia da mesma. Seria cômico se não fosse trágico.
  • Richard  04/09/2020 11:35
    É pessoal, chegou a hora da Desobediência Civil de Thoreau. Chegou a hora de passar a noite na cadeia, de perder seu emprego, de salvar o último resquício da sua dignidade.
    Se tornar-se obrigatória de fato, eu levo uns cinco antes de me obrigarem a ser vacinado - ou me levarem junto.
  • Marionete do Nego Ney  04/09/2020 12:02
    Leandro (ou qualquer pessoa que entenda do assunto),

    O que você(s) acha(m) da proposta do nosso grande Hayek exposta no livro "A desestatização do dinheiro", onde ele basicamente defende que moedas deveriam poder ser criadas e emitidas por bancos, empresas e até indivíduos, sem intromissão do estado, e que as pessoas deveriam ter total liberdade para escolher qual moeda querem usar? Ele também defende (pelo que eu entendi) que este arranjo provavelmente funcionaria melhor que um padrão ouro clássico, uma vez que gera maior flexibilidade.

    Obrigado e todos saúdem o Nego Ney!
  • Jairdeladomelhorqptras  04/09/2020 17:14
    Caro Marionete,
    Vc pergunta sobre a tese do grande Hayek referente a desestatização do dinheiro. Não acredito que exista alguém por aqui capaz de contrariar Hayek. Com certeza o Leandro colocaria argumentos pertinentes. De qualquer maneira tua pergunta recordou-me um fato interessante.
    Na segunda metade do século XIX o Uruguay estava revolucionário. Estado caótico. Durante um tempo circulou como moeda no Uruguay títulos do Banco Mauá. Do nosso Barão de Mauá. Que nasceu na fronteira do Uruguay com o RS. E todos confiavam naqueles papéis emitidos pelo Banco Mauá de Montevideo.
    Creio q só este exemplo responde a tua pergunta.
    Abraços
  • Thiago  04/09/2020 17:26
    Oras, se existem várias moedas livres e em concorrência entre si em um mercado, podendo elas auto expandirem a suas respectivas bases monetárias, "vencerá" a que menos fizer isso, ou seja, a que mais se aproximar da estabilidade do ouro.

    No fim das contas, a própria concorrência limitará os QE. Ou seja, o ouro continua ganhando...
  • Leandro  04/09/2020 19:30
    Hayek defendia aquilo que passou a ser a bandeira dos economistas supply-siders dos EUA: a moeda deve ser mantida estável em relação a uma cesta de commodities.

    Isso foi feito durante os governos Reagan e Clinton. Funcionou bastante bem.

    A diferença, no entanto, é que os supply-siders defendem que a moeda continue sendo estatal, ao passo que Hayek dizia que deveria haver livre concorrência entre moedas. A mais estável, segundo ele, teria a maior aceitação.

    (Não confundir isso com a Lei de Gresham, que diz que, sob uma taxa de câmbio artificialmente fixada pelo governo, com duas moedas completamente distintas tendo o mesmo valor, a pior moeda será a mais utilizada, e a melhor será guardada. Seria o equivalente ao governo suíço dizer que, doravante, o franco e o bolívar venezuelano teriam o mesmo valor e seriam de curso forçado. Obviamente, os suíços entesourariam o franco e só usariam os bolívares, pois sabem que tal situação é insustentável).

    Há um ótimo artigo exatamente sobre isso do próprio Hayek.

    www.mises.org.br/article/197/um-sistema-monetario-de-livre-mercado
  • weberth mustapha  04/09/2020 13:38
    Meus amigos, eles obrigaram as pessoas a fecharem as padarias de bairros de cidades que sequer tinha dois casos de Covid baseado no ''colapso do sistema público'', imagine quando a tal vacina surgir...
    Podem ter certeza, não vão apenas te OBRIGAR a tomar a vacina, como vão criar diversos mecanismos de proibição de não vacinados. Coisas que é díficil agora imaginar, chuto um controle de vacinados que proiba não vacinados de entrar em aviões, hoteis, talvez até sair na rua.. mas é um chute.

    ''No entanto, o debate se torna ainda mais obtuso quando lembramos que ao longo da história, funcionários do governo tomaram decisões horríveis em nome do bem-estar público, seja por incompetência ou por segundas intenções.''

    Com tudo que vi, baseado no pouco que já li sobre libertarianismo, sobre a história em geral, sobre as teorias das conspirações, torço muito mesmo que todas essas decisões sejam pelo primeiro motivo (imcopetência). e não estamos a viver um plano por detrás dessa pandemia.

    O texto matou toda a charada, se a vacina for boa , quase todos vão tomar, quem não tomar, vai correr riscos, e com a maioria vacinada, a propagação do vírus vai ser inócua, e quem tiver vacinado não vai se preocupar.

    Adendo: Sou farmacêutico, trabalho em indústria farmacêutica de genéricos, apesar de não ser do desenvolvimento farmacotécnico, conheço pessoas que são, inclusive de multinacionais. Resumindo bem, não sou especialista , quando conversei com um ou dois que são estudiosos de análise de novos fármacos, todos tem a mesma opinião

    "Vacina contra vírus desconhecido criado em menos de um ano'' kkkkkkk
    só a fase 1 e 2 de estudo leva anos, fora o fato de que alguns vírus mutam de tal tal forma que não existe vacina.
  • MAURICIO  04/09/2020 14:49
    As pessoas são condicionadas a pensarem bovinamente e devido a esta doutrinação estatal,se tornam comodistas e acham que sem a(Ilusória)proteção estatal suas vidas serão destruídas por inimigos imaginários,somos educados a sermos medrosos e terceirizar ações que seriam de nossa responsabilidade,o estado com suas propagandas e panfletagem se torna sedutor e poderoso cafetão de nossas vidas e na realidade é nosso senhor de escravo terrível em alguns países(Regimes ditatoriais corruptos)e um senhor de escravo mais brando em outros países(Regime democrático corrupto e ditadura branda-a ditadura do voto).
  • Adriana  04/09/2020 18:18
    A vacina é prevenção. Se ninguém é obrigado a tomar um remédio quando doente, mesmo diante de receituário médico, então ninguém pode ser obrigado a usar uma química preventiva em seu próprio corpo. Além disso, podemos escolher o momento de prevenção. Há pessoas que querem tomar a vacina imediatamente, há outras que querem esperar para ver se realmente não tem efeitos colaterais. Ou vocês acham que nesses poucos meses de teste conseguiram averiguar toda interação possível da química com as diversas condições físicas e de saúde? Concordo com o autor, e não com os histéricos que querem mandar no corpo alheio.
  • Daniel R  04/09/2020 19:53
    Vocês estão discutindo pontos irrelevantes. Se a vacina é eficaz, se o a vacinação compulsória restringe a liberdade, e na verdade NADA DISSO INTERESSA. A única pessoa que levantou um argumento diferente aqui foi o Ricardo.

    O argumento da vacinação compulsória se torna válido quando TODO O SISTEMA DE SAÚDE é bancado pelo Erário, e a vacina vai se mostrar mais barata do que tratar as pessoas se elas não forem vacinadas.

    O objetivo de todo governo é, no fim das contas, a administração pública e o respeito pelo dinheiro do contribuinte. Portanto, quando o governo determina que a vacinação é obrigatória, ele está apenas fazendo aquilo que é o objetivo dele: Economizar o dinheiro público.

    Isso acontece porque alguém achou que seria uma boa ideia se o governo fornecesse um serviço de saúde... E como todo serviço público, o serviço de saúde deve ser pautado na responsabilidade fiscal.

    Então não tem nada a ver com liberdade de escolha ou o que quer que seja, tem a ver apenas com DINHEIRO, como sempre, como tudo o que há nessa vida.

    Se você quer ter liberdade para decidir alguma coisa sobre a sua saúde, a primeira providência é fazer com que essas decisões não afetem o dinheiro público, ou seja, o governo não pode operar um sistema de saúde.

    O mesmo poderia ocorrer com os seguros privados de saúde. A seguradora pode incluir uma clausula no contrato dizendo "nós não vamos cobrir o tratamento de doenças que poderiam ser evitadas com o uso de vacinas".

    Porque se não é você que está pagando DIRETAMENTE pelo seu tratamento médico, então você vai ter que obedecer quem está.

    Imagine o seguinte cenário:
    10 pessoas decidem criar uma sociedade onde cada uma delas contribui com um valor para a manutenção do sistema de saúde.
    9 dessas pessoas decidem tomar a vacina, e portanto, ficam imunes a doença. A pessoa que decidiu que não quer tomar a vacina ficou doente, e agora vai precisar ser tratada pelo sistema de saúde.
    É justo que os 9 contribuintes que se vacinaram paguem pelo tratamento daquele contribuinte que não se vacinou?
  • Vladimir  04/09/2020 20:17
    "O objetivo de todo governo é, no fim das contas, a administração pública e o respeito pelo dinheiro do contribuinte. Portanto, quando o governo determina que a vacinação é obrigatória, ele está apenas fazendo aquilo que é o objetivo dele: Economizar o dinheiro público."

    Hein?!

    Um programa de vacinação compulsória em massa seria economia de dinheiro público?! Em que planeta?

    Você sequer parou um pouquinho para pensar nos custos de toda essa operação?

    Comprar estoques da vacina superfatura seria o menor deles. Tem o custo do transporte para todas as cidades do país. Tem que contratar um exército de burocratas para gerenciar os documentos, as filas, e os bancos de dados. Tem de contratar burocratas especificamente para investigar quem não vacinou.

    Esses burocratas terão vários "direitos trabalhistas", o que inclui estadias em hotel cinco estrelas com tudo pago, inclusive passagem aérea e refeições.

    Fora todo o desvio de dinheiro e superfaturamento que sempre ocorre nestas situações (hotéis, por exemplo, sabendo que terão demanda de funcionários públicos, cobrarão mais caro, pois quem está pagando é o contribuinte; eu, se fosse dono de hotel, faria isso).

    Distribuir um placebinho para as pessoas via Correios é muito mais barato. E capaz de gerar melhores efeitos.

    "O argumento da vacinação compulsória se torna válido quando TODO O SISTEMA DE SAÚDE é bancado pelo Erário, e a vacina vai se mostrar mais barata do que tratar as pessoas se elas não forem vacinadas."

    É mesmo? Se você acha que essa medida é a melhor e deve ser implantado, diga-me:

    1) Ela melhor comparada a quais outras?

    2) Qual será o custo dela?

    3) Qual evidência sólida você tem?
  • Daniel R  08/09/2020 01:52
    Vladimir, você pauta a sua resposta na (falsa) premissa de que todo governo tem por objetivo institucional o roubo e a incompetência. Não é assim. O governo (qualquer governo) tem como objetivo a administração pública, e partindo dessa premissa, você consegue desdobrar as decisões de cada uma das ramificações dele.

    Vacinar toda uma população é melhor do que tratar 3% da população que vai necessitar de tratamento médico (Internação em UTI, medicamentos, equipamentos especializados, etc). Um único dia de internação de um único paciente paga vacinas para centenas de pessoas. Portanto, economicamente falando, é mais barato vacinar tudo mundo do que internar 3% das pessoas.

    Quanto as demais perguntas... Eu só posso responder dizendo que você não entendeu realmente o meu argumento. Eu não estou aqui para "evidenciar" nada... Estou apenas dizendo que este é o papel do governo. Eu não preciso "provar" que este é o papel do governo, pois a prova é auto-evidente. O ponto aqui não é "vacinar é melhor que tratar os doentes"... O ponto é "É papel do governo economizar o dinheiro, e se o governo julgar que a vacinação compulsória vai sair mais barato, então é isso o que ele vai fazer".
  • Vladimir  08/09/2020 15:02
    "Vacinar toda uma população é melhor do que tratar 3% da população que vai necessitar de tratamento médico […] é mais barato vacinar tudo mundo do que internar 3% das pessoas."

    Qual evidência sólida você tem para fazer tal afirmação? Apresente dados e fontes.

    Você sequer parou um pouquinho para pensar nos custos de toda a operação de vacinar toda a população? Já parou para pensar na logística?

    E já que você não respondeu, então vou ter de repetir:

    Comprar estoques da vacina superfaturada seria o menor dos problemas. Tem o custo do transporte para todas as cidades do país. Tem que contratar um exército de burocratas para gerenciar os documentos, as filas, e os bancos de dados. Tem de contratar burocratas especificamente para investigar quem não vacinou.

    Esses burocratas terão vários "direitos trabalhistas", o que inclui estadias em hotel cinco estrelas com tudo pago, inclusive passagem aérea e refeições.

    Fora todo o desvio de dinheiro e superfaturamento que sempre ocorre nestas situações (hotéis, por exemplo, sabendo que terão demanda de funcionários públicos, cobrarão mais caro, pois quem está pagando é o contribuinte; eu, se fosse dono de hotel, faria isso).
  • rraphael  04/09/2020 20:30
    "dinheiro público"
  • Ex-microempresario  04/09/2020 20:55
    Para ficar mais condizente com a realidade, substitua a expressão "10 pessoas decidem criar uma sociedade...para a manutenção do sistema de saúde" pela expressão "210 milhões de pessoas são obrigadas a bancar o sistema de saúde".

    Mas vc está certo quando diz que o sistema público de saúde não está preocupado com a saúde das pessoas, está preocupado apenas com dinheiro, e quando conclui: "o governo não pode operar um sistema de saúde. "
  • Adriana  04/09/2020 23:39
    Pago plano de saúde, e meu plano não impede o atendimento de crianças e bebês que não se vacinaram. Até porque as vacinas não protegem 100%. Além disso, os pediatras podem diagnosticar que uma vacina, como a do rotavírus que pode danificar gravemente alças intestinais, seja evitada.
    Essa conversa de responsabilidade fiscal também não cola para a maioria, e especialmente pra mim. Denunciei há 6 anos atrás uma senhora que obteve o 4o benefício previdenciário, no teto do funcionalismo público, e hoje ela deve estar empalhada pela família que tem procuração para sacar todos os benefícios. Os 3 juízes pelos quais o caso passou acharam absurdo alguém alegar interesse público, e adotaram a tese da senhora da inveja. Parece história de escola primária a alegação dessa senhora, que obteve o 4o benefício, ao qual ninguém teria direito (reverteria ao público), porque meu pai assinou um formulário em branco e entregou para ela preencher (ela mesma juntou prova de que o formulário foi entregue em branco, e apenas assinado). Então, com juízes recebendo 100 mil por mês, e julgando desse jeito, não existe responsabilidade fiscal nesse país. Alegar isso pra obrigar vacinação só aumenta a insanidade dessa terra tupiniquim.
  • Imperion  05/09/2020 01:09
    Óbvio que não é justo. O SUS obriga desde sempre todo mundo a custear os outros. E não tem nada a ver com vacina.
    Tomando vacina ou não, ninguém deveria ser obrigado a custear a saúde dos outros.
  • Daniel R  08/09/2020 02:00
    Imperson, no Brasil existe "o melhor dos dois mundos". As pessoas podem optar por ter atendimento privado (se puderem pagar) ou público (se não puderem ou não quiserem). Existem países em que a saúde privada é a única alternativa, e países em que a saúde pública é a única alternativa.

    Pessoalmente, eu não gostaria de ter que custear a saúde pública, mas ao mesmo tempo eu prefiro que ela exista, para que o preço da saúde privada não seja exorbitante. No fim das contas a saúde pública serve como um bom concorrente para manter os preços da saúde privada em um patamar "pagável".

    Obviamente, eu falo isso também porque a saúde da minha família é boa. Se na minha família houvesse alguém que depende de tratamento médico constante, eu certamente iria adorar que os outros pagassem pelo tratamento... Sabe aquele lance de "só penso assim porque não é comigo?" Pois é...
  • Imperion  08/09/2020 17:37
    Uns artigo pra vc se inteirar
    www.mises.org.br/article/2745/como-a-anvisa-prejudica-e-mata-os-brasileiros-para-ajudar-o-orcamento-do-governo


    www.mises.org.br/article/2745/como-a-anvisa-prejudica-e-mata-os-brasileiros-para-ajudar-o-orcamento-do-governo


    www.mises.org.br/article/2714/quando-a-medicina-e-estatal-o-governo-decreta-que-voce-deve-morrer

    www.mises.org.br/article/2699/como-o-intervencionismo-estatal-esta-destruindo-o-mercado-de-saude-privado-brasileiro



    www.mises.org.br/article/2782/com-um-simples-decreto-trump-expos-a-escandalosa-natureza-do-obamacare

    Aproveite
  • Estado o Defensor do Povo  05/09/2020 13:16
    O mesmo poderia ocorrer com os seguros privados de saúde. A seguradora pode incluir uma clausula no contrato dizendo "nós não vamos cobrir o tratamento de doenças que poderiam ser evitadas com o uso de vacinas".

    E podem mesmo, mas isso não obriga as pessoas a se vacinarem, só que, se você quiser ter os serviços da seguradora, tem que respeitar os termos dela, é como consentimento funciona, e isso não é obrigar, se você quiser parar de pagar um plano de saúde a escolha é sua e é válida.
  • Erick  23/09/2020 12:25
    "ele está apenas fazendo aquilo que é o objetivo dele: Economizar o dinheiro público."

    Ja li muita besteira nesse site, especialmente dos trolls, agora uma atrocidade dessa eh DE CAIR O QUEIXO!
  • antonio sergio ferreira baptista  05/09/2020 13:52
    Ninguém com um mínimo de conhecimento científico sério dentro da área médica acredita na relação causal entre vacinação e autismo. O que há é um grupo de picaretas adeptos da homeopatia, veganismo, filosofia zen e outras baboseiras do gênero, que são parte do movimento anti-vacinação. Há centenas de trabalhos bem feitos mostrando que NÃO HÁ NENHUMA RELAÇÃO ENTRE VACINAS E AUTISMO. Essa discussão é absolutamente desnecessári.
  • antonio sergio ferreira baptista  05/09/2020 14:07
    Algumas sugestões de leitura:
    Médecine et Maladies Infectieuses
    Volume 50, Issue 1, February 2020, Pages 16-21
    J.-P.GoulléaL.Grangeot-Keros

    The "urban myth" of the association between neurological disorders and vaccinations
    J Prev Med Hyg. 2015 Mar; 56(1): E1–E8.
    R. GASPARINI,, D. PANATTO, P.L. LAI, and D. AMICIZIA


    Vaccines, Autism, and the Promotion of Irrelevant Research: A Science-Pseudoscience Analysis
    Skeptical Inquirer Volume 41, No. 3 May / June 2017
    Craig A. Foster, Sarenna M. Ortiz

    The combined measles, mumps, and rubella vaccines and the total number of vaccines are not associated with development of autism spectrum disorder: The first case–control study in Asia.
    Uno, Yota, Tokio Uchiyama, Michiko Kurosawa, et al. 2012
    Vaccine 30(28): 4292–4298.

    E uma compoilação das bobagens dos que acreditam na relação entre autismo e vacinação:
    lizditz.typepad.com/i_speak_of_dreams/2013/08/-those-lists-of-papers-that-claim-vaccines-cause-autism-part-1.html
    SHALOM.
  • Um médico qualquer  05/09/2020 16:34
    A opção por injetar ou não algo no corpo deve ser em última instância decisão individual. Qualquer argumento fora disso envolve necessariamente tirania.
    Algo muito importante na discussão de uma vacina anticorona em particular nesse momento é o fato de que, mesmo que determinada vacina seja aprovada, ninguém terá a menor ideia da eficácia de longo prazo e dos efeitos colaterais de longo prazo. Esses dados demoram anos para serem estabelecidos.
    Como alguém em sã consciência pode sugerir a uma pessoa que toma uma vacina desenvolvida a toque de caixa, sem o conhecimento dos resultados de longo prazo ou de possíveis efeitos colaterais de longo prazo? É sintomático de um mundo no qual a racionalidade já deixou de ser usada à muito tempo.

  • Flamenguista   05/09/2020 18:08
    www.publico.pt/2020/08/26/mundo/noticia/lobby-farmaceutico-pede-bruxelas-proteccao-vacinas-covid19-problemas-1929343/amp?s=08


    www.zerohedge.com/medical/russias-top-doc-quits-over-gross-ethics-violations-duterte-says-hell-be-guinea-pig-putins


    www.zerohedge.com/medical/renowned-eu-scientist-covid-19-was-engineered-china-lab-effective-vaccine-unlikely

    www.zerohedge.com/markets/un-forced-admit-gates-funded-vaccine-causing-polio-outbreak-africa

    www.lewrockwell.com/2020/04/no_author/gates-globalist-vaccine-agenda-a-win-win-for-pharma-and-mandatory-vaccination/


    twitter.com/Clauwild1/status/1299736435436781569?s=08


    www.lewrockwell.com/2020/06/jon-rappoport/lets-fact-check-reuters-they-say-dna-vaccines-dont-change-your-genetic-makeup-true-or-false/

  • Eduardo R., Rio  07/09/2020 04:19
    Ninguém pode ser obrigado a tomar vacinas. Certamente! Assim como ninguém pode ser obrigado a fazer um tratamento de quimioterapia, ninguém pode ser obrigado a parar de fumar, ninguém pode ser obrigado a doar sangue. Direitos individuais devem ser respeitados. No entanto, é preocupante que ainda tenhamos de repetir que meu direito acaba quando encontra o direito do outro.

    Saúde individual e saúde coletiva são domínios que nem sempre podem ser separados. Recusar tratamento contra câncer prejudica somente o paciente. Fumar prejudica somente o indivíduo, mas em local fechado pode prejudicar outras pessoas. Por isso, temos leis que protegem o direito do outros contra o fumo passivo.

    Movimentos contrários à vacinação prejudicam toda a sociedade. Em 2018, uma família brasileira, assustada por alegações de que vacinas não são seguras e deixam sequelas, optou por não vacinar seus filhos. Eles tinham duas crianças, uma bebê de seis meses, e uma criança mais velha que já ia à escola. A mais velha pegou coqueluche, e após muito sofrimento, foi tratada e se recuperou. Mas contaminou a bebê, que precisou de internação e correu risco de vida.

    Além da própria irmã, essa criança pode ter contaminado outras crianças e bebês, de outras famílias que não eram contra vacinas, mas cujos filhos ainda não tinham idade para receber a imunização contra coqueluche. A atitude de uma família pôs em risco a vida dos filhos de outros.

    No caso de doenças infecciosas, a recusa em vacinar pode impedir que a população seja protegida pela tão falada imunidade de rebanho, que protege os vulneráveis, aqueles que, por motivos de saúde ou de idade, não podem receber a vacina.

    Quando o aparato de comunicação oficial da Presidência da República escolhe deliberadamente promover a frase "Ninguém pode ser obrigado a se vacinar", está semeando confusão, em vez de informar. Faria melhor se usasse o alcance que têm para promover campanhas de conscientização sobre a importância, os benefícios e a segurança das vacinas. A solução para a pandemia é coletiva. Será com atuação conjunta, solidária, e de respeito ao próximo que venceremos a doença.

    Fazer populismo disfarçado de respeito às "liberdades individuais" traz o sério risco de prolongar a pandemia, e comprometer ainda mais a retomada das atividades econômicas que o próprio governo federal tanto preza. Além disso, gerar insegurança e desconfiança sobre vacinas pode prejudicar a vacinação como um todo, trazendo de volta doenças que já foram controladas, como pólio e sarampo.

    O Brasil tem uma bela história de adesão ampla e voluntária da população a campanhas de vacinação que preservam vidas e saúde. Se o atual governo não atrapalhar, ainda temos chance de seguir assim.

    Natália Pasternak

    oglobo.globo.com/sociedade/meu-direito-acaba-quando-encontra-do-outro-diz-natalia-pasternak-sobre-movimentos-contrarios-vacinacao-24619987
  • João Paulo  07/09/2020 13:10
    Perfeito, Eduardo Rio. Você foi cirúrgico.
    Tenho a sensação de estarmos voltando mais de 1 século atrás, com todo esse movimento anti-vacina, essa recusa de enxergar a ciência.
    Eu fico me perguntando com que propósito por vezes ao invés de se tentar chegar a um consenso se tenta cada vez mais criar dissenso e colocar mais gasolina numa fogueira que já tá alta o bastante
  • Daniel  07/09/2020 18:45
    Sempre que alguém diz estar falando em nome da "ciência", pode ter certeza de que se trata de um espertalhão ganhando com isso (vide o Covidão).

    De resto, dizer que questionar o governo representa "voltar mais de 1 século atrás", então é de você que eu quero distância.
  • anônimo  09/09/2020 00:51
    Se a vacina funciona, não existe isso de "meu direito acaba quando encontra o direito do outro".

    Se quer servir de cobaia para uma vacina feita em países fechadas em meros 6 meses, fique à vontade.
  • Eduardo R., Rio  18/09/2020 00:44
    É inegável o benefício que uma vacina eficaz pode oferecer ao arsenal de combate às doenças contagiosas. Mas seu efeito poderá sofrer interferência de adaptação comportamental e compensação de risco? Receber a vacina significa receber um passe livre para que se abandone o uso de máscaras e a redução da mobilidade? Essas são questões importantes envolvidas no cálculo do impacto das vacinas contra o novo coronavírus.

    A Organização Mundial da Saúde recomenda que uma vacina seja considerada caso proteja, no mínimo, metade dos vacinados de ter Covid-19. Supondo que tenhamos uma vacina com 50% de proteção, isso significa que a outra metade ainda poderia desenvolver a doença, como se não tivesse tomado a vacina. Se todos estes vacinados abandonarem as recomendações de segurança poderíamos observar um aumento da infecção e adoecimento por Covid-19?

    Para impedir que isso aconteça, a adoção de uma potencial vacina como política pública de saúde não deve ser instituída de forma isolada. A manutenção de outras medidas de prevenção deve fazer parte de um conceito, também empregado na abordagem de infecções sexualmente transmissíveis, conhecido como prevenção combinada.

    Estamos, sem dúvida, ansiosos por uma vacina que ofereça o mais alto nível de proteção possível. Entretanto, alguma limitação é esperada, tal como é observada em todas as outras vacinas, mesmo as mais eficazes que dispomos hoje.

    Embora parte da solução, as vacinas não são a solução única, como muitos imaginam. Será preciso analisar sua implementação com o devido cuidado, junto às outras formas de prevenção.

    Esper Kallás
    Médico infectologista, é professor titular do departamento de moléstias infecciosas e parasitárias da Faculdade de Medicina da USP e pesquisador na mesma universidade.

    Íntegra: www1.folha.uol.com.br/colunas/esper-kallas/2020/09/compensacao-de-risco-e-covid-19.shtml
  • Giuseppe  08/09/2020 16:46
    Há aqui um artigo interessante sobre uma justificativa libertária para a obrigatoriedade da vacina:

    "A Libertarian Case for Mandatory Vaccination"


    jme.bmj.com/content/44/1/37?casa_token=Ga8MubskCKsAAAAA%3AukfCxry81ALMN2NdMAanR-gAiqLdPTtxNaQVX-nxnm-vbX8fygMBV-HVNlgKTXXhgErWzI-3mGkv&fbclid=IwAR1mTRNn927R03bkAH8umf6bWzOYOlw-bHDpGZuo9HpSgTycjrFCNYuwtRs
  • anônimo  08/09/2020 23:16
    Uma rádio de minha cidade fez uma enquete buscando saber se os ouvintes são a favor ou contra a vacinação obrigatória.

    Resultado: 885 (78%) a favor e 255 (22%) contra.

    O prefeito da cidade divulgou o resultado dessa enquete em seu perfil do Facebook e resolvi olhar os comentários. Como esperado, a esmagadora maioria dos que comentaram também se disseram favoráveis à obrigatoriedade.

    Dos que são favoráveis, a maioria apelou para a "coletividade", com aquele blablablá todo que as pessoas não devem ser egoístas, que tem que pensar no coletivo, que, se não for obrigatório, a imunização vai ser baixa e etc. Outros disseram que só são favoráveis à obrigatoriedade da vacina se forem feitos todos os testes. E teve uma pessoa que estava chocada com o fato de 22% serem contra a vacinação obrigatória, dizendo que esse número está muito alto, perguntando como é possível alguém ser contra!

    Dos que são contrários, alguns disseram que o são por não confiar na vacina e que não querem "ser cobaias" de ninguém. Outros disseram que são contra, apenas pela possibilidade da vacina ser chinesa. Uma pessoa disse que quem acredita em vacinação em massa com uma vacina produzida a toque de caixa está fora da realidade. Outra disse que ninguém tem o direito de decidir o que injetar no organismo dos outros. E, por fim, teve os que argumentaram que toma a vacina quem quer e que não faz sentido obrigar os outros a tomá-la.

    Apesar de eu ter me decepcionado com o número de pessoas favoráveis a essa medida, por outro lado fiquei bastante satisfeito em ver que tinha gente argumentando muito bem em favor da liberdade individual! Ainda dá para ter uma esperança!
  • Fabrício  08/09/2020 23:48
    A vacina de Oxford acabou de ser suspensa. Deu merda nos testes.

    g1.globo.com/bemestar/vacina/noticia/2020/09/08/estudo-com-a-vacina-de-oxford-e-suspenso-no-reino-unido-apos-efeito-adverso-grave-em-paciente-diz-site.ghtml

    Ou seja, vão enfiar a chinesa mesmo.
  • Gustavo A.   09/09/2020 12:32
    Ninguém deveria ser obrigado, contando que todos fossem permitidos a checar se indivíduos são vacinados antes de entrar em seus estabelecimentos, residência e, enfim, propriedades em geral, inclusive hospitais.

    Não tem vacina? Pode ser impedido de frequentar qualquer lugar que tenha aglomeração de pessoas.

    Ok, entendo, a ideia central do texto é se rebelar contra uma imposição estatal, mas esse é um assunto delicado, tem muito babaca antivax por aí...
  • Kennedy V.  09/09/2020 15:10
    "Ninguém deveria ser obrigado, contando que todos fossem permitidos a checar se indivíduos são vacinados antes de entrar em seus estabelecimentos, residência e, enfim, propriedades em geral, inclusive hospitais.

    Não tem vacina? Pode ser impedido de frequentar qualquer lugar que tenha aglomeração de pessoas."

    Esse é mais um argumento inconsciente a favor da obrigatoriedade de se vacinar: "Não sou obrigado a ter a vacina em meu corpo, mas também não posso fazer mais nada".

    Eu não tomo vacinas, nasci em casa e na roça. Meus pais se mudaram para a cidade quando eu já tinha 8 anos. Não me lembro de matar ninguém por eu ter transmitido alguma doença, mesmo porque praticamente na escola onde estudei - fiquei até a conclusão do Ensino Médio na mesma escola - todos eram vacinados. Provavelmente nenhum vírus ou bactéria sofreu mutação em mim.
  • Ex-microempresario  09/09/2020 21:40
    Eu me divirto com as voltas e piruetas que os totalitariozinhos dão para disfarçar suas idéias:

    "Eu não quero obrigar ninguém a nada, acho que cada um faz o que quer, eu só quero que quem não concorda comigo seja chicoteado em praça pública e depois jogado no meio do Oceano Pacífico, mas todo mundo continua livre para pensar como quiser."

    Fala sério, Gustavo.
  • Ferrari  10/09/2020 13:55
    Ponto crucial da filosofia libertária é até onde a minha individualidade prejudica o outro e então o Estado pode intervir. Nesse caso, a grande maioria de nós só está aqui hoje por conta do avanço da medicina e das vacinas, se desde o inicio esse pensamento de que, meu corpo a mim pertence (e é correto) e faço o que quiser fosse largamente difundido não teríamos erradicado tantas doenças. Eis uma questão, o corpo do seu filho não lhe pertence, ele é um ser incapaz de escolher o que lhe é melhor, sabendo disso, as vacinas obrigatórias são imprescindíveis, já que previnem doenças futuras as quais não temos como evitar. Questão dois, se alguém não toma vacina e contrai uma doença contagiosa e contamina outra pessoa e esta pessoa vem a falecer seria justo nesse mundo libertário que esta pessoa fosse condenada por assassinato culposo? já que assumiu o risco de contrair uma doença contagiosa que poderia passar para outra, ou por conta da outra pessoa tabém não ter se vacinado cada um com seu problema?
  • Skeptic  11/09/2020 04:51
    Eu estou inclinado a concordar com o artigo, mas essa não é a única opinião possível para os libertários.

    Sempre haverá pessoas que por motivos de saúde não poderão tomar certas vacinas, essas pessoas dependem seriamente da imunidade de rebanho obtida pela vacinação em massa. Portanto, deixar de tomar uma vacina quando isso não representa um risco claro à própria saúde pode sim ser visto como uma agressão contra outros indivíduos. É uma posição mais complicada para ser defendida, porém ela existe.

    De qualquer forma, uma cidade privada bem feita teria todos os incentivos para exigir a vacinação de seus cidadãos, assim como uma escola tem de exigir a vacinação de seus alunos como uma medida básica de segurança. Com a exceção lógica de pessoas que não podem tomar certos tipos de vacina por motivos de saúde, como algumas doenças pré-existentes, alergia a ovo ou por tomar algum medicamento (os motivos mais comuns imagino).
  • Erick  23/09/2020 10:25
    Pelo tom das entrevistas e das propostas que o sr. financiador da OMS, o picareta Gates, vem falando a vacina vai ser aplicada em escala global em um curto periodo de tempo (ate 2022 parece) . Porem, o X da questao aqui eh existe o panico do virus (imaginado ou real, deixo com voces), existe a narrativa que a vacina eh a cura pra esse mal, como entao vao saber quem foi vacinado e quem nao foi ainda? Dado que isso sera uma informacao importante para "voltarmos ao normal". Na minha conclusao , o virus eh apenas um artificio criado para que todos sejam identificados (por um chip ou um passaporte de imunidade) e a partir disso criar novos artificios para controle de pessoas (por exemplo, quem nao tem esse passaporte nao pode viajar internacionalmente, ou nao pode entrar em certos lugares).
  • Emerson Luis  09/10/2020 16:44

    Mas que absurdo alguém não querer tomar uma vacina feita extremamente às pressas pela ditadura comunista chinesa! Pode confiar, amiguinho!

    (Supondo que essa vacina realmente só foi feita agora e já não existia antes, claro...)

    * * *
  • Fabrício  14/10/2020 15:25
    Exatamente como previsto, as pessoas serão obrigadas a fornecer o CPF ao vacinar. A ideia é se certificar de que quem não vacinar terá suas liberdades civis tolhidas. Não poderá nem comprar pão na padaria.

    E o que tem de "liberal" defendendo isso…

    oglobo.globo.com/sociedade/governo-vai-controlar-vacinacao-contra-covid-19-pelo-cpf-24683996
  • Eslavo  14/10/2020 18:49
    É incrível como o Brasil sente tesão em copiar tudo de ruim que existe lá fora. É capaz de nem as social-democracias politicamente corretas super autoritárias fazerem isso, só a República de Banânia mesmo.
  • L Fernando  14/10/2020 19:01
    Foi removido isso do MS.
  • Lucas  16/10/2020 19:38
    João Dória: "Eu já garanti que aqui [em SP], os 45 milhões de brasileiros serão vacinados. A vacinação será obrigatória, exceto se o habitante ou cidadão tiver orientação médica e atestado que não pode tomar. E adotaremos medidas legais se houver contrariedade nesse sentido. [...] Não faz sentido vacinar alguns e não vacinar outros [...] Enquanto tivermos pessoas não vacinadas em larga escala, continuaremos tendo a presença do vírus, contaminação e mortes", disse.

    conexaopolitica.com.br/brasil/vacina-contra-covid-19-sera-obrigatoria-em-sp-diz-doria/
  • Felipe  16/10/2020 22:39
    Precisa-se de mobilização popular não só contra esse absurdo, mas contra a obrigatoriedade de máscaras e ainda contra os resquícios de lockdown que sobraram.

    Há um projeto de lei para revogar a obrigatoriedade das focinheiras, mas não sei se vai haver mobilização nisso e nem se as prefeituras e governadores vão continuar tendo autonomia para obrigar mesmo diante da lei aprovada.
  • Felipe  16/10/2020 22:45
    Outro problema é que o uso obrigatório de máscaras está na lei federal Nº 13.979, de 6 de fevereiro de 2020. O governo federal teve culpa nessa. O ILISP tinha falado sobre isso na época e ignorei, e eu vi de que nessa eles tinham razão. Ou eu entendi errado alguma coisa.

    Bastaria revogar isso e colocar algo que tira a obrigatoriedade das máscaras e que proíba as prefeituras e governos estaduais de obrigarem.

    Ou senão daqui a pouco seremos obrigados a sair de casa com luvas, calças compridas e blusas de manga comprida.


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