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Consumistas, capitalistas e dívidas como alavanca de empobrecimento
Seja aquele que mais prospera

Podemos dividir as pessoas em dois grupos de acordo com a forma como lidam com o próprio dinheiro.

De um lado, temos um grande grupo de pessoas que consomem tudo que ganham. Muitas vezes fazendo dívidas para que possam consumir mais do que ganham, mesmo que isso limite o consumo no futuro devido ao pagamento de prestações e juros. 

Podemos chamar essas pessoas de consumistas.

Do outro lado, temos algumas poucas pessoas que consomem só uma parte do que ganham para que possam capitalizar, mesmo que isso limite o consumo no presente devido aos investimentos que fazem para receberem juros. 

Podemos chamar essas pessoas de capitalistas.

Capitalizar significa literalmente juntar dinheiro ou equivalente a dinheiro para então auferir ganhos exponenciais sobre esse capital acumulado. Se você está juntando dinheiro, acumulando bens de valor ou bens que fazem o seu patrimônio crescer com o objetivo de ter um futuro mais próspero, você é um capitalista, mesmo que seja um pequeno capitalista.

Geralmente, as pessoas escondem quanto ganham, poupam e investem. É muito comum entre as pessoas que conseguiram acumular um bom patrimônio sentirem vergonha por isso. Em alguns casos, até possuem um sentimento injustificado de culpa pelo sucesso financeiro.

O mesmo tipo de vergonha, porém, não existe entre os consumistas. Os mais consumistas adoram falar sobre o que compraram e sobre o que pretendem comprar. Tiram até fotos comprando e depois que compram para exibir na internet. As pessoas se orgulham quando mostram para as outras que compraram bens caros ou desejados. Algumas pessoas até se orgulham e gostam de falar sobre as enormes faturas que pagam no cartão de crédito e sobre as dívidas de financiamentos de carros e imóveis.

Por isso, é importante entender a relação que existe entre o capitalista e o consumista.

Ambos se ajudam, mas só um prospera

Geralmente, o que o capitalista faz com o dinheiro que capitaliza ajuda o consumista a manter o seu estilo de vida. 

Já o que o consumista faz com o dinheiro ajuda o capitalista a construir um novo estilo de vida.

Vale ressaltar que não há nada de moralmente errado neste arranjo. Os dois se complementam.

Vejamos alguns exemplos. 

Imagine um consumista. Tudo que ele ganha é gasto mensalmente com todas as coisas de que ele precisa e com tudo aquilo que ele gosta de fazer com o dinheiro. O problema é que, ao gastar tudo que ganha, falta dinheiro para realizar grandes objetivos. Ele recorre a bancos e financeiras para conseguir um empréstimo ou um financiamento para realizar esse grande sonho. 

O dinheiro que o banco ou financeira empresta para o consumista é exatamente o mesmo dinheiro que os clientes capitalistas do banco ou da financeira aplicaram em CDB, LCI, LCA, poupança, LC e outras modalidades de investimento.

Os bancos e as financeiras lucram intermediando essa relação entre consumistas e capitalistas.

O consumista aceita pagar juros para ficar com o dinheiro do capitalista temporariamente. O capitalista aceita receber juros para ficar sem o próprio dinheiro temporariamente. Um paga juros e o outro ganha juros.

O banco ou a financeira cobra juros maiores dos consumistas e paga juros menores para os capitalistas. Esse "spread" se deve ao risco que a instituição assume, já que o banco é que se torna o devedor do capitalista e o credor do consumista. Além do risco, ele assume também a responsabilidade da intermediação.

Embora pareçam estar em lados opostos, capitalistas e consumistas são complementares. Mas, no longo prazo, apenas um prospera.

O consumista vai utilizar o dinheiro que pegou emprestado no banco ou na financeira para fazer compras. Os bancos e as financeiras oferecem empréstimo, crédito e parcelamentos de compras emprestando o dinheiro dos clientes que acumulam capital no banco (capitalistas).

Esse consumista irá visitar lojas que possuem ações listadas na bolsa e que fazem parte da carteira de ações dos capitalistas. Existem muitas empresas do varejo na bolsa em diversos segmentos como eletrodomésticosvestuário etc.

Já o capitalista vai ganhar juros, por ter sido ele que emprestou o dinheiro para os bancos e financeiras quando fez um investimento de renda fixa (exemplo: CDB e LC). O capitalista também vai receber os dividendos e os ganhos de capital das ações que ele comprou aos poucos no passado, com a fatia do dinheiro que ganhou e resolveu investir.

É possível que o consumista tenha esperado o ano inteiro para comprar o que desejava com desconto em uma Black Friday. Ou então ele pode parcelar em várias vezes.

O capitalista também gosta de fazer compras, mas ele terá o ano todo para comprar aquilo que deseja sem precisar esperar a Black Friday e sem precisar tirar dinheiro do bolso. Por meio dos juros, dividendos e ganhos de capital que ele receberá dos seus investimentos, ele poderá realizar as compras que desejar.

Outras relações entre consumistas e capitalistas

O consumista trabalha para receber uma renda fixa (salário). Com efeito, um emprego nada mais é do que um investimento de renda fixa. Você investe o seu tempo e a sua força de trabalho no emprego e recebe uma renda fixa no final do mês na forma de salário e direitos trabalhistas. É uma renda segura e previsível.

Muitas vezes, os consumistas trabalham nas empresas que fazem parte da carteira de ações dos capitalistas. Enquanto os consumistas trabalham em troca de uma renda fixa (salário), os capitalistas apenas recebem dividendos e ganhos de capital destas empresas em que os consumistas trabalham. 

Observe que quem trabalha para o capitalista é o dinheiro que ele investiu na empresa. O capitalista, em vez de uma renda fixa, prioriza os ganhos (lucros), mesmo que isso represente riscos. Os ganhos de capital, dividendos e demais proventos recebidos por aqueles que possuem ações de empresas são fontes de renda variável, sem qualquer estabilidade ou garantia de recebimento. Você investe o seu dinheiro e recebe uma renda variável, sem garantia de ganho. É uma renda sem limites, porém incerta e imprevisível.

Os consumistas, portanto, trabalham pelo dinheiro. Os capitalistas fazem o dinheiro trabalhar para eles.

Muitas vezes, os consumistas também pagam aluguéis para os capitalistas. É comum em muitos países a pessoa juntar dinheiro durante a vida para comprar ou construir imóveis que geram renda oriunda de aluguéis na aposentadoria. É um investimento em imóveis muito comum.

Já o consumista que mora em um imóvel financiado está pagando juros para os bancos, os quais remuneram os capitalistas que investiram em LCI ou na poupança.

As parcelas que os consumistas pagam nas prestações dos carros financiados também remuneram os capitalistas que investem em renda fixa (CDB).

Qualquer um pode ser capitalista

Entendido esse básico, é importante ressaltar que, nos dias de hoje, qualquer pessoa pode ser capitalista, caso queira.

Para se capitalizar (juntar dinheiro e bens que geram renda), você tem necessariamente de gastar menos do que ganha, e investir essa diferença para obter retornos exponenciais. Trata-se majoritariamente de uma questão da adquirir o hábito de poupar (gastar menos do que se ganha) e de obter o conhecimento necessário para investir esse dinheiro que você salvou do consumismo.

Tudo isso também vai exigir paciência, já que pode demorar muito tempo para se acumular capital. No entanto, quanto mais cedo você começar, mais cedo irá usufruir.

Ser consumista ou capitalista é uma escolha. Não é uma questão de certo ou errado. Ambos estão corretos, desde que escolhidos conscientemente.

O único erro é você não entender a sua escolha. Toda escolha tem o seu preço (custos). Ser consumista tem seus ganhos e seus custos. Ser capitalista tem seus ganhos e seus custos. Encontrar um equilíbrio entre os dois também é uma escolha.

Opte por ser capitalista: fuja das dívidas

Não existiriam empresas, produtos, serviços, empréstimos, financiamentos, Black Friday e a sociedade como conhecemos hoje se não existissem pessoas que poupam e que acumulam capital e bens que geram capital — ou seja, capitalistas.

A vida dos consumistas sem os capitalistas seria difícil. 

Igualmente, a vida dos capitalistas sem os consumistas seria menos fácil.

E este é um ponto crucial: para quem acumula capital, é bom haver pessoas que gastam tudo que ganham e que ainda solicitem empréstimos para que possam gastar tudo que podem ganhar no futuro.

Quanto mais consumistas existirem, maiores serão os ganhos dos capitalistas.

O que nos leva à crucial questão do endividamento.

Embora endividar-se para consumir traga uma sensação inicial de bem-estar e satisfação, é importante entender que, se voltadas para o consumo, dívidas são alavancas de empobrecimento

Os juros e as taxas que você paga durante uma vida para sustentar bancos e financeiras poderiam ser utilizados para aumentar o seu patrimônio e para gerar renda passiva (juros sobre juros) nos seus investimentos. Isso poderia melhorar a qualidade de vida da sua família.

Dívidas são alavancas de riqueza quando você é o credor, e não quando é o devedor. Você enriquece quando as pessoas devem para você, e não quando você deve para as pessoas. Banqueiros enriquecem emprestando o seu dinheiro para os outros. São os outros que precisam trabalhar mais para pagar os juros que você recebe quando faz um investimento financeiro (emprestando dinheiro para os bancos ou para o governo).

É exatamente por isso que, no Brasil, vender produtos passou a ser um pretexto para vender crédito. Grandes lojas de eletrodomésticos, grandes lojas de moda e fabricantes de automóveis lucram mais vendendo crédito do que vendendo produtos. Isso explica por que as grandes lojas possuem cartão próprio, e por que as grandes concessionárias têm suas próprias financiadoras. Elas estimulam que você compre parcelado ou financiado em vez de comprar à vista. Agindo assim, elas podem ganhar duas vezes: ganham vendendo o produto e ganham emprestando o dinheiro para que você compre.

Sempre que você compra qualquer coisa por meio do crediário de uma loja ou por meio de financiamentos, você está pagando duas vezes. Isso faz você empobrecer se comparado a quem poupa, recebe juros e paga à vista negociando descontos. As pessoas não percebem que passam a vida toda trabalhando para pagar juros e taxas, transferindo sua riqueza para os outros — os capitalistas.

Seja o capitalista.

O governo também gosta dos consumistas - mas só existe por causa dos capitalistas

Políticos vivem atacando as pessoas que poupam, investem e empreendem. São chamados de "rentistas", de "especuladores" ou de capitalistas mesmo, já que a palavra ganhou sentido pejorativo. 

Os políticos preferem os consumistas, pois eles pagam mais impostos. São tributados quando recebem a renda, são tributados quando fazem as compras e quando pegam empréstimos para consumir mais.

Entretanto, os governos dependem dos capitalistas. São as empresas — frutos de investimentos de capitalistas — que produzem e vendem produtos e serviços que geram lucros, ganhos de capital e salários para serem tributados. Se nada fosse produzido e vendido, nada seria tributado. E aí nem haveria governo.

Sim, os próprios governos não existiriam sem pessoas e empresas acumulando capital. Os governos, nas sociedades em que as pessoas são livres, são mantidos por cobranças de impostos. Quando os impostos são insuficientes, os governos emitem dívida por meio da venda de títulos públicos. E são as pessoas que acumulam capital que compram esses títulos.

Um mundo sem capitalistas

Como seria o mundo se só existissem consumistas? 

Imagine um mundo no qual ninguém acumula nada. Todas as pessoas consomem tudo que produzem. Ninguém produz nada em excesso para fazer trocas ou comércio. Ninguém acumula nada que possa ser alugado ou vendido. Não existem empresas. Não há visão de longo prazo. Não há frugalidade.

Não é difícil visualizar que, neste mundo, não existiriam empréstimos, financiamentos, produtos, serviços e empregos oferecidos por empresas. Empresas são necessariamente investimentos de longo prazo; são o conjunto de bens e capitais que pessoas investiram.

Em um mundo inteiramente voltado para o consumismo não teria como haver nada cuja existência dependesse de investimentos de longo prazo

Por isso, naquela época em que as pessoas só trabalhavam para o próprio consumo, o mundo era muito parecido com isso:

caverna.png

Felizmente, existem os capitalistas - e eles seguem crescendo

Neste momento existem diversas empresas de capital aberto (ações negociadas na bolsa) que estão investindo dinheiro de pequenos e grandes capitalistas para a construção do futuro. 

Se você está consumindo e se endividando, sim, você está fazendo a sua parte desse processo. Porém, se além de consumir, você está acumulando capital e investindo, então você não apenas faz parte do processo, como também será remunerado por isso. 

Seja essa pessoa.

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Leia também:

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autor

Leandro Ávila
é formado em administração de empresas e se especializou em educação financeira e de investimentos. Escreveu livros sobre Independência Financeira, Investimentos em CDB, LCI e LCA, Investimentos em Títulos Públicos e em Imóveis. Acredita que o conhecimento é uma riqueza que precisa ser dividida para ser multiplicada. 

Jamais deixe de acessar seu website: https://www.clubedospoupadores.com

  • J. J.  01/12/2020 20:08
    Aproveitando a ótima abordagem, vale também ressaltar a questão do parcelamento (já falei disso em outro comentário). Tem gente que fica toda empolgada quando vê um "12x sem juros no cartão". Ora, não existe isso. Nenhum vendedor é idiota de parcelar um produto em 12 vezes, ainda mais em um país de inflação historicamente alta como o Brasil.

    Neste valor anunciado (que é o mesmo à vista) já estão embutidos os juros. O que o comerciante está fazendo é justamente vendendo uma dívida para você (há uma financeira por trás de tudo).

    Por isso eu sempre pechincho e peço pelo menos 10% de desconto à vista. De início há resistência do vendedor (justamente por causa da financeira). Mas se ameaço ir para a loja concorrente, imediatamente consigo. Sugiro que façam o mesmo.
  • Henrique  01/12/2020 20:13
    A melhor coisa que existe na vida de qualquer ser humano seguido de saúde é liquidez e patrimônio. A primeira dá condições à segunda, e na maioria dos casos a segunda dá muita base à primeira.

    Riqueza é poupança, e não uma Land Rover na garagem (me desculpem aqueles que tem uma e são líquidos, o comentário não foi para vocês).
  • Rico Goiano  01/12/2020 22:50
    Tá desculpado. ;)
  • Leví Cunha  02/12/2020 02:35
    Melhor e mais barato é ter um Fusca na garagem,vai aos mesmos lugares e ainda chama a atenção
  • Luis Guilherme  01/12/2020 20:51
    Uma dúvida: como o liberalismo vê os especuladores, uma vez que eles não produzem bens "per se"?
  • Fernando  01/12/2020 20:56
    Quando você compra um bem antecipadamente, pois acredita que ele irá encarecer no futuro, você está especulando.

    Quando você vende um bem antecipadamente, pois acredita que ele irá baratear no futuro (como um carro), você está especulando.

    Quando você compra um imóvel para alugar, você está especulando.

    Quando você decide seguir uma profissão, você está especulando.
  • Neto  01/12/2020 21:02
    Especuladores fornecem liquidez ao mercado de ações e o tornam mais lucrativo para que outros investidores, voltados para o longo prazo, façam seu dever de casa e invistam parte de sua poupança em empresas que acreditam ter um futuro sólido.

    Quando começou a pandemia de Covid e surpreendeu os mercados, que desabaram, adivinhe quem estava lá para permitir que os pais de família horrorizados pudessem sair ordenadamente das bolsas sem derreterem seu patrimônio? Os especuladores, que compraram acreditando na alta.

    O mesmo vale para a economia real. Quando você perde seu emprego e está endividado, anuncia seu carro 10% abaixo do preço de mercado e é vendido em poucas horas, agradeça ao especulador, que mesmo num ambiente de crise, ainda tem dinheiro para comprar seus bens para que você possa alimentar seus filhos.
  • André  01/12/2020 21:08
    Correto. Os especuladores prestam importante serviço ao sistema, pois dão liquidez às ações e títulos que os pais de família da classe média aplicam seu patrimônio. Num pânico este pai de família pode recuperar seu patrimônio com perda de 5 a 10% caso venda para um especulador. Sem um especulador, haverá o total colapso dos preços dos ativos, que é o que ocorre quando vendedores não encontram compradores.
  • Trader  01/12/2020 21:03
    Especuladores fornecem o serviço precioso de mover os preços futuros para níveis mais acurados. Eles têm lucros ou prejuízos na mesma proporção em que eles respectivamente corrigem ou perturbam os preços de mercado.

    Quando o petróleo sobe, todo mundo grita especulação. Mas quando o petróleo cai, como durante a pandemia, ninguém diz que foram os especuladores que fizeram essa benesse.

    Aliás, se os especuladores fossem efetivamente banidos e proibidos, os preços de todas as commodities só fariam disparar, e o João da Silva nunca mais comeria um pão ou uma pizza. E nem colocaria gasolina no carro.
  • Davi P. Gomes  01/12/2020 21:10
    Trader, porque o preço das commodities iria disparar? Poderia explicar mais ? Dúvida sincera.
  • Trader  01/12/2020 21:17
    Porque elas são transacionadas no mercado internacional, na bolsa de Chicago. Se especuladores são gananciosos e ávidos, então eles só fariam comprar pra levantar o preço de todas as commodities o máximo possível. Mas não é isso o que acontece. Os preços das commodities vivem caindo, vide petróleo e soja atualmente. E caem por causa de especulações baixistas (vendas a descoberto), que, quando corretas, geram muito mais dinheiro que as especulações altistas.

    Aliás, durante a crise financeira americana de 2008, tava cheio de magnata e banqueiro reclamando que os especuladores estavam derrubando os preços das ações dos bancos, fazendo vendas a descoberto, e com isso atrapalhando suas bonificações.

    Se não houvesse especuladores, os produtores de commodities (e os banqueiros) ficariam no mercado comprando o dia inteiro, todos os dias, para garantir que os preços sempre ficassem o mais alto possível. Mas como há especuladores fazendo vendas a descoberto, é impossível eles terem essa vida fácil.
  • Gary  01/12/2020 21:44
    A crítica aos especuladores não é nem questão de inveja ou de raiva, mas sim da ignorância. Qualquer pessoa minimamente informada sobre como funciona o mercado de ações sabe que o tal "especulador" é um comerciante (ou empreendedor) como qualquer outro.

    Ele entra em um mercado que lida com uma commodity específica. Pode ser milho, soja, café, laranja, trigo etc. Pode ser também dólar ou ouro.

    Se ele acredita que estes bens estão hoje subvalorizados, ele fica "comprado", isto é, ele se posiciona esperando uma valorização futura destes produtos. Consequentemente, ele promete que, em uma data futura específica, irá comprar a um preço estipulado hoje, uma quantidade específica deste produto. Caso sua previsão esteja correta — isto é, caso os preços realmente sejam maiores no futuro —, ele terá grandes lucros. Ele comprará ao preço antigo acordado (baixo) e depois poderá revender ao atual preço vigente (alto). Caso sua previsão se revele incorreta, ele terá prejuízos.

    Por outro lado, se ele acredita que estes bens estão hoje sobrevalorizados, ele ficará "vendido". Consequentemente, ele promete que, em uma data futura específica, irá vender a um preço estipulado hoje, uma quantidade específica deste produto. Caso sua previsão esteja correta — isto é, caso os preços realmente sejam menores no futuro —, ele terá grandes lucros. Ele irá vender ao preço antigo acordado (alto) algo que ele pode comprar ao preço vigente no futuro (baixo). Caso sua previsão se revele incorreta, ele terá prejuízos.

    No mercado de futuros, "vendidos" e "comprados" fazem contratos uns com os outros. Para que haja um vendido tem necessariamente de haver um comprado. Mas esse arranjo não é um jogo. Especuladores no mercado de futuros estão lidando com problemas do mundo real relacionados à incerteza: o desconhecido futuro econômico. Eles não estão em um jogo de chances estatísticas criado e manipulado pelo proprietário do cassino para ficar rico.

    O mercado de futuros é um arranjo voluntário que promove a descoberta de preços, algo que acaba por beneficiar centenas de milhões de outros empreendedores e participantes do mercado. E, no entanto, esses outros empreendedores e participantes do mercado não pagam por esse processo de descoberta de preços. Eles são "caroneiros" no mercado de futuros. Os especuladores — os comprados e vendidos — é que arcam com todo o processo.

    Não há nada de destrutivo neste arranjo, ao contrário do que dizem os críticos dos especuladores e críticos do mercado. O mercado de futuros é uma das grandes instituições da vida moderna. Um punhado de ganhadores e perdedores coloca seu dinheiro em risco. Nós não pagamos nada a eles por efetuarem este crucial serviço social: a descoberta de preços.
  • Realista  02/12/2020 01:05
    Vale ressaltar que para existir a possibilidade de um produtor conseguir fazer um hedge é necessário a existência de um especulador.

    Existe uma ilusão de que o especuladores jogam um jogo de soma zero, nada mais falso. Especuladores permitem seguro contra riscos, e isso na prática é o que permite a produção industrial agrícola.

    Tire especuladores e vejam todo o mercado de derivativos, hedge e etc cair por agua abaixo. Nenhum produtor tendo coragem de fazer vultuosos investimentos com medo do preço no futuro.

    Tire os especuladores e veja bilhões, isso mesmo, bilhões de pessoas morrerem de fome!

    Mas claro, o soça professor de história que está certo. Porque não? Pol Pot que o diga...
  • Imperion  02/12/2020 17:26
    Você comprou um ativo para poupar. Mas mais pra frente você pode ter que vender pra gastar. Quem vai comprar de você é o especulador. E assim você consegue vender o ativo por dinheiro pra gastar. Sem isso, você não conseguiria poupar.

    Só quem tivesse fazenda e tivesse um silo de armazenamento conseguiria fazer alguma economia assim. Mas a maioria das pessoas não mais vive em fazendas e não trabalha com agricultura. E o que produzem não pode ser poupado. Só trocado por dinheiro.

    Então, para essas pessoas pouparem, só com os ativos que elas compram. E sem o especuladores que compram delas, elas não teriam garantia de venda quando precisassem sacar. E guardar moeda no colchão é perder dinheiro. É moeda que perde o valor de compra sempre.
  • anônimo  02/12/2020 00:59
    Caro, até o empreendedor é um especulador.
    Veja

    ''O que possibilita o surgimento do lucro é a ação empreendedorial em um ambiente de incerteza. Um empreendedor, por natureza, tem de estar sempre estimando quais serão os preços futuros dos bens e serviços por ele produzidos. Ao estimar os preços futuros, ele irá analisar os preços atuais dos fatores de produção necessários para produzir estes bens e serviços futuros. Caso ele avalie que os preços dos fatores de produção estão baixos em relação aos possíveis preços futuros de seus bens e serviços produzidos, ele irá adquirir estes fatores de produção. Caso sua estimação se revele correta, ele auferirá lucros.''

    O produtor é um especulador; (E principalmente no Brasil, onde há a incerteza do mercado, e a incerteza do regime)
  • Lucas  02/12/2020 02:17
    Uma dúvida: como o liberalismo vê os especuladores, uma vez que eles não produzem bens "per se"?

    Aqui: 'Por que a bolsa de valores e os especuladores são cruciais para uma economia'
  • LEONARDO PEREIRA MAGALHAES  27/07/2021 21:21
    Todo mercado é um especulador, imagina ter que viajar so para comprar uma maça.
  • Douglas  01/12/2020 21:14
    Acho engraçado quando detratores falam que capitalismo é consumismo. Capitalismo é justamente o contrário: é a poupança e acumulação de capital. O próprio Marx já tinha entendido isso.

    E só enriquece quem poupa, e não quem sai estourando cartão de crédito. O capitalista não é rico porque saiu comprando de tudo, mas sim porque poupou e investiu o que poupou.
  • Hugo  01/12/2020 21:23
    Capitalismo é a busca por riquezas. E rico é quem consegue acumular e multiplicar o capital. Já o pobre é o que consome toda sua renda e ainda precisa dar outro bem ao banco ou à loja.

    Comprar em promoções, em Black Fridays ou similares é bom desde que compre o que precisa, não se endivide e não se importe em comprar produtos que estão saindo de catálogo.
  • Eu  01/12/2020 22:47
    Eu acho ótimo que existam pessoas consumistas e que se endividem pra isso. Senão, de onde viriam os juros que eu recebo de minhas economias?

    Deixem os consumidores serem felizes. Assim, nós poupadores também ficamos.
  • Orestes   01/12/2020 22:54
    Seria correto dizer que, ao menos no Brasil, o dinheiro poupado pelas pessoas, em muitos casos, está sendo usado pelo governo (através dos títulos públicos)? Isto não reduz o benefício para a sociedade que a poupança deveria proporcionar?
  • Bruno Souza  01/12/2020 23:01
    Seria totalmente correto. Onde quer que haja um estado gastador e deficitário, ele irá sugar poupança das pessoas. Poupança que poderia estar indo para o financiamento de investimentos produtivos acaba indo para o sustento da máquina pública.

    Mas o capitalista que financia o governo enriquece. Só que ele não tem culpa nenhuma disso. A culpa é a própria existência do estado, que gasta mais do que arrecada e precisa pegar emprestado. Se o estado não gastasse mais do que arrecada, jamais haveria esse tipo de "rentista".

    Recomendo:

    www.mises.org.br/article/3284/nosso-pesadelo-fiscal-e-monetario-nao-tem-fim--e-agora-em-forma-de-bomba-relogio-atualizado
  • Heitor  01/12/2020 23:14
    E quem financia governo pode ser chamado de capitalista?
  • Daniel  01/12/2020 23:22
    É alguém bem imoral, pois vive dos impostos pagos por terceiros inocentes. Vive do esbulho do trabalho alheio.
  • Fernando  01/12/2020 23:31
    Não é capitalista. O dinheiro está sendo no caso direcionado ao parasitismo e ao sustento de ineficiências, e não para o setor produtivo.

    O problema é que é atraente emprestar para o governo pois é um investimento livre de risco e com ganho real (acima da inflação).
  • Carlos Alberto  01/12/2020 23:41
    Não, não é imoral. Se é capitalista ou não, eu não sei. Mas não é imoral.

    Trabalho no setor privado e pago uma caralhada de impostos. Quero ao menos receber um pouco de volta. Se há essa possibilidade via títulos públicos, então irei aproveitá-la.

    Sou totalmente a favor de o governo equilibrar o orçamento e parar de se endividar. Façam um plebiscito proibindo o governo de se endividar e eu irei votar pela proibição.

    Mas eu não sou mártir nem faquir nem masoquista. Muito menos um idealista. Não fui eu quem criou esse sistema imoral. Se ele existe e se todos tiram proveito dele, então não serei eu o otário que ficará de fora apenas reclamando e tendo de bancar tudo.

    Se você é prisioneiro em um campo de concentração e sabe que a fuga é impossível, então há apenas duas opções: ou você espera passivamente seu abatimento sem fazer nada, ou você se alia aos guardas, permanece vivo e ainda aumenta as chances de sair dali relativamente inteiro.

    Eu opto pela segunda.


    P.S.: vale lembrar que neste nosso campo de concentração os prisioneiros apóiam os guardas.
  • Bernardo  01/12/2020 23:47
    Não é capitalista, é rentista. Mas não faz sentido xingar rentista. Rentista é mera consequência.

    O governo gasta muito e gasta mais do que arrecada porque os eleitores assim desejaram.

    Foi o povo, por meio do seu voto, quem pediu um estado cuidando de escolas, universidades, saúde, esportes, cultura, filmes nacionais, petróleo, estradas, portos, aeroportos, Correios, eletricidade, aposentadorias, pensões, e subsídios para pequenos agricultores e para megaempresários.

    Acima de tudo, foi o povo quem pediu um estado ofertando amplos programas assistencialistas e uma crescente oferta de empregos públicos pagando altos salários.

    Como não há imposto que chegue para bancar tudo isso, o governo tem de recorrer a empréstimos. Os rentistas agradecem.

    Xingar rentista é querer quebrar o termômetro. Só existe rentista porque existe governo. Pior ainda é quem xinga rentista mas pede ainda mais social-democracia. Isso mostra bem o nível de confusão mental que predomina.
  • Ludwig  02/12/2020 00:29
    Mises escreveu sobre isso em Ação Humana:

    "O problema assumiu maior importância quando os governos começaram a recorrer a empréstimos em longo prazo, perpétuos, cujo principal não seria nunca reembolsado.

    O Estado, essa nova deidade da nascente estatolatria, essa eterna e super-humana instituição imune às fraquezas humanas, oferecia ao cidadão uma oportunidade de colocar sua riqueza a salvo de qualquer vicissitude. Abria o caminho para libertar o indivíduo da necessidade de arriscar e de ter que conseguir sua renda novamente, cada dia, no mercado capitalista.

    Quem investisse seus recursos em títulos emitidos pelo governo ou por entidades paraestatais ficava liberado das inevitáveis leis do mercado e da soberania dos consumidores. Deixava de ter necessidade de investir recursos para melhor servir os desejos e necessidades dos consumidores.

    Passava a ter segurança, protegido dos perigos da competição no mercado onde os prejuízos são a punição pela ineficiência; o Estado eterno o acolhia sob sua asa e lhe garantia o desfrute tranquilo de seus recursos.

    Desde então, sua renda não mais decorria do processo de atender os desejos, mas dos impostos arrecadados pelo aparato de compulsão e coerção. Em vez de servir os seus concidadãos, submisso à sua soberania, passava a ser um sócio do governo que arrecadava impostos do povo.

    O que o governo pagava como juros era menos do que o mercado oferecia. Mas esta diferença era fartamente compensada pela indiscutível solvência do devedor, o Estado, cuja receita não dependia de satisfazer o público, mas da cobrança inflexível do pagamento dos impostos."

    conteudo.mises.org.br/ebook-acao-humana
  • Che  02/12/2020 01:56
    Alguns economistas chamam a urgência de satisfação das necessidades de preferência temporal. Quanto maior a preferência temporal, mais consumista. Nas sociedades primitivas, com pouca cooperação para o trabalho, não haviam excedentes de víveres ou bens de consumo. As pessoas mal se alimentavam adequadamente, e tinham elevada preferência temporal, dada a necessidade de satisfazer suas necessidades vitais imediatamente. A medida que a cooperação para o trabalho aumentou, surgiu a agricultura e a especialização permitiu formar excedentes de produção. Superadas as necessidades vitais básicas, a preferência temporal diminui e o acúmulo de excedentes trocáveis levou ao comércio e a evolução civilizatória. Capitalistas têm baixa preferência temporal e são os responsáveis pelo elevado grau civilizacional que desfrutamos.
  • Ernesto  02/12/2020 02:27
    Sim, mas faltou você dizer exatamente quem são essas pessoas que possibilitam tudo isso. Eu digo: são os ricos.

    O que gera crescimento e empregos são os investimentos. São os investidores (ou seja, pessoas com baixa preferência temporal, que visam ao longo prazo) que tornam possíveis a criação de empregos e salários.

    E estes investidores, por definição, são aqueles que têm capital (dinheiro) poupado e disponível para ser investido.
    Dado que investimento é aquilo que é feito com o dinheiro que sobrou após as necessidades básicas da vida já terem sido compradas, temos que os ricos são particularmente cruciais.

    Os ricos, precisamente por serem ricos, são aqueles que possuem a maior reserva de capital disponível após já terem saciado seus desejos e necessidades. A menos que enfiem todo o seu dinheiro físico debaixo do colchão — algo que ninguém mais faz no atual sistema financeiro e monetário —, os ricos irão necessariamente investi-lo: ou eles irão empreender diretamente ou irão financiar empreendimentos.

    Em ambos os casos, os efeitos são os mesmos em termos de empregos e salários.

    Ao investirem, os ricos possibilitam maior capacidade produtiva. Com seu capital, eles adquirem (ou permitem que o empreendedor financie) máquinas, ferramentas, edificações e meios de transporte (tudo isso bens de capital) que irão tornar o trabalho dos empregados mais eficiente e produtivo.

    Uma sociedade sem ricos, com todas as pessoas igualmente medianas, seria uma sociedade estagnada, sem investimentos. Pobres não investem visando ao longo prazo. Nem mesmo a classe média. Para estes, um ano já é muito tempo com o "dinheiro travado".

    Apenas os ricos conseguem abrir mão de boa parte do seu capital por muito tempo. Por isso, apenas os ricos conseguem bancar investimentos vultosos de longo prazo (em termos práticos, sem pedir para resgatar seu dinheiro do banco, possibilitando que o banco o empreste por mais tempo).
  • Varão  02/12/2020 14:44
    O que gera crescimento e empregos são os investimentos.
    Perfeito!

    São os investidores (ou seja, pessoas com baixa preferência temporal, que visam ao longo prazo) que tornam possíveis a criação de empregos e salários
    Exatamente!

    E estes investidores, por definição, são aqueles que têm capital (dinheiro) poupado e disponível para ser investido.
    Aqui começo a discordar.
    Não necessariamente isso vem de alguma "economia" ou "poupança". Pode ter vindo de expoliações, ou por ter se macomunado com algum governo que lhe deu alguma benesse.

    Imagina no dono das capitanias hereditárias. Ganharam de lambuja terras e salvo conduto para escravizar outros. Isso deixou o dono da capitaania rico, seus herdeiros usufruiram, usufruem e usufruirão de todo esse roubou e corrupção para todo o sempre.
    Logo, nem tudo veio de poupança e trabalho.

    Ao investirem, os ricos possibilitam maior capacidade produtiva. Com seu capital, eles adquirem (ou permitem que o empreendedor financie) máquinas, ferramentas, edificações e meios de transporte (tudo isso bens de capital) que irão tornar o trabalho dos empregados mais eficiente e produtivo.

    Corretíssimo. Só devemos nos atentar à origem desse dinheiro. Mas está correto

    Uma sociedade sem ricos, com todas as pessoas igualmente medianas, seria uma sociedade estagnada, sem investimentos.

    Por que não? As poupanças individuais se somam em fundos e fazem grandes investimentos em conjunto.
    Se seu raciocinio tivesse correto o Brasil seria o país com maior índice de investimento em relação ao pib, dada sua desigualdade.
    E países com pouco desigualdade como os Europeus teriam pouco investimento em relaçao a sua renda

    Pobres não investem visando ao longo prazo.

    Essa visão é um pouco preconceituosa. Acho que todos se preocupam com longo prazo igualmente. A diferença é que se você não consegue nem comprar carne uma vez por mês e ter agua encanada na sua casa hoje, as prioridades acabam mudando um pouquinho, certo?
    Não ha longo prazo, se o curto prazo for destruído
  • Ernesto  02/12/2020 15:09
    "Por que não? As poupanças individuais se somam em fundos e fazem grandes investimentos em conjunto."

    Se as poupanças individuais agregadas em fundos pertencem a indivíduos pobres, então este fundo é formado por pessoas com preferências temporais altas (por definição). Isso significa que, a todo e qualquer momento, estas pessoas estarão fazendo saques dos fundos para lidar com despesas não previstas.

    Ora, se um fundo é formado por recursos de pessoas pobres, com preferência temporal alta (ou seja, mais imediatistas), então é óbvio que ele será instável, sempre com um grande volume de saques.

    Sendo assim, é impossível que esta poupança seja canalizada integralmente para investimentos de longo prazo.

    "Se seu raciocinio tivesse correto o Brasil seria o país com maior índice de investimento em relação ao pib, dada sua desigualdade."

    Não entendeu nada. Não se trata de desigualdade, mas sim do número de ricos com baixa preferência temporal (visão de longo prazo). É daí que vem o grosso dos financiamentos de longo prazo.

    Um bilionário poupador faz mais pela economia, em termos de investimentos, do que milhões de indivíduos pobres cujo patrimônio total seja o mesmo deste bilionário.

    "E países com pouco desigualdade como os Europeus teriam pouco investimento em relaçao a sua renda"

    Segue sem entender nada. De novo, não se trata de desigualdade, mas sim da quantidade de ricos. A Europa tem muitos ricos poupadores e com visão de longo prazo. Com efeito, a própria classe média europeia é pouco consumista e mais voltada para o longo prazo. São países com arcabouço institucional mais sólido, que garantem uma estabilidade que permita esses investimentos de longo prazo. O exato contrário da América Latina.
  • Varão  02/12/2020 16:07
    Não entendeu nada. Não se trata de desigualdade, mas sim do número de ricos com baixa preferência temporal (visão de longo prazo)

    Se vc tem duas sociedades, ambas com renda média per capita de R$100.000.
    Mas a Sociedade A tem mais desigualdade, a sociedade é totalmente igualitária
    Na Sociedade A, vc terá mais gente mais rica, mais gente com mais de R$100.000 de renda do que na Sociedade B, em que todos tem exatamente R$100.000. Desnecessário dizer que na Sociedade A teremos, algo como 20% da população com R$200.000 de renda, e 80% com R$ 75.000.
    Logo na Sociedade A tem mais ricos. Estamos todos na mesma página? Conseguiu acompanhar o desenho, amiguinho?

    Logo, segundo o seu raciocinio a Sociedade A teria mais investimento EM RELAÇÃO AO PIB, OU SEJA, EM RELAÇÃO A RENDA, do que a Sociedade B, pois o fator de ter mais investimento segundo vc, é ter mais ricos, e uma sociedade terá pessoas muito mais ricas EM PROPORÇÃO AO PIB quanto mais desigual ela for.
    Alias, vc sabe implicitamente disso, mas é pq vc não reconhece direito nem o que vc diz exatamente, pois quando vc citou "Uma sociedade sem ricos, com todas as pessoas igualmente medianas (...)" Vc mesmo dualiza entre uma sociedade igualitaria plenamente e uma sociedade com desigualdade, em que há ricos e pobres.

    Acho que vc que está com alguma falha cognitiva
  • Ernesto  02/12/2020 17:14
    "Se vc tem duas sociedades, ambas com renda média per capita de R$100.000"

    Renda média ou renda mediana? São coisas bastante distintas, como fiará claro mais abaixo.

    "Mas a Sociedade A tem mais desigualdade, a sociedade é totalmente igualitária"

    Frase totalmente contraditória e sem sentido nenhum. Como algo que tem mais desigualdade pode ser totalmente igualitária?

    "Na Sociedade A, vc terá mais gente mais rica, mais gente com mais de R$100.000 de renda do que na Sociedade B, em que todos tem exatamente R$100.000. Desnecessário dizer que na Sociedade A teremos, algo como 20% da população com R$200.000 de renda, e 80% com R$ 75.000. Logo na Sociedade A tem mais ricos. Estamos todos na mesma página? Conseguiu acompanhar o desenho, amiguinho?"

    Desenha mal, hein? Puta merda.

    Errado. Totalmente errado. Se na sociedade B todos têm R$ 100.000, e na sociedade A, 80% da população tem R$ 75.000, então é óbvio que na sociedade B há mais ricos que na sociedade A.

    Você se embananou todo exatamente porque só pensa em termos de desigualdade, e não em termos de riqueza, que é o que interessa.

    Volte para a caligrafia.

    "Logo, segundo o seu raciocinio a Sociedade A teria mais investimento EM RELAÇÃO AO PIB, OU SEJA, EM RELAÇÃO A RENDA, do que a Sociedade B, pois o fator de ter mais investimento segundo vc, é ter mais ricos, e uma sociedade terá pessoas muito mais ricas EM PROPORÇÃO AO PIB quanto mais desigual ela for."

    Completamente errado.

    Se, tudo o mais constante, a sociedade B tem mais indivíduos com R$ 100.000 do que a sociedade A, então é fim de papo. A sociedade B terá mais investimentos, simplesmente porque ela tem um número maior de ricos do que a sociedade A.

    A sociedade A tem alguns poucos indivíduos com mais de R$ 100.000, mas a esmagadora maioria tem bem menos de R$ 100.000. Ou seja, a sociedade A tem poucos indivíduos com baixa preferência temporal, e muitos indivíduos com alta preferência temporal.

    Já a sociedade B está inteiramente povoada de indivíduos com baixa preferência temporal.

    Há muito mais pessoas com baixa preferência temporal na sociedade B do que na sociedade A. Isso faz toda a diferença para os investimentos.

    Aliás, falando em desenho, eu realmente desenhei isso: disse que nada tem a ver com desigualdade, mas sim com o número total de ricos. Quanto mais ricos há em uma sociedade, mais baixa é a preferência temporal, maiores serão os investimentos voltados para o longo prazo.

    Ou seja, isso nada tem a ver com desigualdade de renda (com a qual você é obcecado), mas sim com o número total de ricos (pessoas de baixa preferência temporal). O fato de você não ter entendido isso mostra o seu grau de dissonância cognitiva.

    Este site deveria ser mais rigoroso na seleção de comentários. Atenta contra a imagem dele, pois denota falta de respeito com a própria propriedade privada, liberar comentários de pessoas com clara insuficiência intelectual.
  • 5 minutos de IRA!!!  04/12/2020 13:17
    Não acho que o colega tenha dissonância cognitiva. Apenas está equivocado no seu argumento.
    Sua falta de educação também poderia ser filtrada.

    No mais concordo com vc.

    Tenho algo a acrescentar:

    A quantidade de ricos (Baixa preferencia temporal) permite mais investimentos produtivos de longo prazo (não acrescentei nada, ainda);

    A classe média do país permite algum investimento de longo prazo, a depender de sua qualidade. Isso torna as naçoes europeias totalmente diferentes das latinas!!!!!!! Nossa classe média tem preferencias temporais diferentes da europeia e tirar dos nossos ricos para dar ao pobres, compondo um incremento nessa classe média tosca não vai contribuir em praticamente nada nos investimentos, só vai aumentar o consumo (vide auxilio emergencial - difícil refutar empiria);

    A quantidade de pobres e miseráveis tem alguma influencia nessa história, pois a impossibilidade de consumir uma variedade de bens impede ou dificulta a diversificação de investimentos. Quando uma parcela muito grande da população consome apenas poucos itens básicos, o mercado interno perde dinamismo.
  • Vagner  02/12/2020 14:56
    No Brasil, país pobre, a taxa de poupança é de míseros 14% do PIB. Já a China tem mais de 40% do PIB em poupança sustentando suas altas taxas de investimento.

    A desgraça aqui, novamente, pela falta de poupança, é fruto do roubo institucionalizado pelo governo que drena nada mais, nada menos que 35,42% do PIB em tributação.

    Se não fosse a evasão fiscal (sonegação), o aparato estatal brasileiro estaria sugando o equivalente a malditos 46% do PIB.
  • Matheus S  06/12/2020 13:59
    Eu tenho que discordar um pouco da sua afirmação. Sim, o maior problema da falta de poupança aqui é o fato do estado nos roubar mais de 35% do PIB, mas isso não explica totalmente o fato de termos apenas 14% do PIB em poupança. o artigo exemplifica justamente uma parte da falta de poupança aqui, o fato de termos uma sociedade consumista.

    Vou te dar um exemplo que já aconteceu diversas vezes comigo. Todo final de ano faço a renovação das minhas roupas e as peças velhas eu faço a doação. Durante todo o ano, eu poupo e invisto acumulando com o que eu já tenho dos anos anteriores, rendendo juros sobre juros, porém todo final do ano eu tiro uma parte dessa renda para fazer uma renovação das roupas. O que acontece é que quando vou a loja, eu trago muitas roupas de uma só vez, pois procuro uma loja de departamento que esteja com preços em conta e faço o pagamento em dinheiro à vista, enquanto o resto dos clientes fazem uma compra pequena e ainda parcela. Ontem, fiz a renovação e vi não um, mais dois clientes que estavam à minha frente, fazendo uma compra no valor de R$100 e ainda parcelando em 2x ou 4x no cartão de crédito, sinal de que não estavam com dinheiro disponível naquele momento e nem em curto prazo, pois poderiam ter feito em apenas uma parcela. Mas novamente, não foi um cliente, foram dois e só visualizei a situação pois estavam na minha frente e acredito que seja a maioria dos clientes fazendo essa opção.

    A matéria é clara nesse aspecto. Vivemos em uma sociedade consumista.

    Qualquer pessoa que já leu "O homem mais rico da Babilônia" consegue traçar um paralelo entre o que Arkady aprendeu com o Algamish com o que foi apresentado na matéria.
  • Mairon Coelho  04/12/2020 16:01
    Leandro, seus artigos são bem didáticos.

    Tenho aprendido muito acompanhando seu site e seus artigos aqui no IMB.

    Parabéns e forte abraço.
  • Emerson Luis  03/04/2021 16:13

    "É inerente à natureza da economia capitalista que, em última análise, o emprego dos fatores de produção visa apenas a servir os desejos dos consumidores."

    Mises

    * * *
  • L.A.  24/07/2021 20:34
    Parte significativa da pobreza que atinge pessoas com educação básica e média (até mesmo de nível superior) está diretamente relacionada com a falta de conhecimentos e de uma cultura que favoreça o ato de poupar e investir o próprio dinheiro.

    Todos ganham quando você não sabe lidar com o seu dinheiro. Veja como funciona:

    *Quem não tem muito conhecimento sobre ganhar dinheiro se torna mão de obra barata

    *Quem não sabe poupar para poder comprar fica dependente de empréstimos e financiamentos dos bancos

    *Quem ganha bem e gasta tudo que ganha sustenta a indústria dos supérfluos e das aparências

    *Quem não se preocupa com o futuro termina a vida dependente do governo e de suas esmolas

    *Quem vive cheio de problemas financeiros busca paliativos nos vícios e maus hábitos e passa a sustentar essas indústrias

    *Quem vive na pobreza se torna alvo fácil nas mãos de determinados políticos

    *Quem é realmente rico não gasta tempo assistindo televisão aberta, jornais, canais e sites que só publicam sensacionalismos, bobagens e fofocas. Grande parte dos meios de comunicação depende da audiência dos mais pobres e de classe média. Manter essa parcela da população entretida com bobagens faz todo sentido para quem vive disso.

    Vivemos em um mundo capitalista e estranhamente ninguém ensinou e motivou o indivíduo comum a ser um bom capitalista.

    O capitalista é todo aquele que produz riquezas (trabalho), acumula riquezas (poupança) e multiplica essas riquezas (investimentos). E nunca foi tão fácil e acessível investir para multiplicar suas riquezas. Estranhamente, poucos se aproveitam disso.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  25/07/2021 04:34
  • Brandão   25/07/2021 19:59
    E se só existissem capitalistas?

    Se todo mundo só poupasse e não tivesse uma só pessoa disposta a se endividar?
    Acho que o sistema colapsaria.

    Imagina uma economia que só produzisse morangos. Se eu sou um cara trabalhador e produzo o suficiente para meu consumo e para uma reserva para intemperes futuras, eu sou um capitalista, pois posso "emprestar" esses morangos e ganhar juros para ter mais no futuro.
    Mas se não tem uma pessoa sequer disposta a consumir o meu morango, pois todo mundo tem morangos de sobras, então meus morangos adicionais apodreceriam.

    Como solucionar isso?
  • reinaldo augusto  26/07/2021 14:31
    Mesmo os capitalistas precisam consumir. Ou morrem de fome.
    Todo mundo precisa consumir em algum momento, e dado que uma pessoa simplesmente não consegue produzir tudo o que precisa para viver, ela tem que consumir de outra pessoa.
    Mesmo alguém sovina ao extremo consome algo que outra pessoa produz. Casa precisam de manutenção, assim como carros, sapatos e roupas. Estes eventualmente precisaram ser trocados por mais novos.
    Se todos virassem capitalistas a partir de agora, em poucos anos haveria dinehiro em abundância a juros baixos, que estimularia pessoas a pegar emprestimos para realizar tanto seus sonhos de consumo como de empreendimento. No longo prazo, nada mudaria.
    O dinehiro estaria circulando nas mãos das pessoas para satifação de necessidades básicas e também de prazer e entretenimento. A principal diferença seria a quantidade de dinheiro disponível para isso.
  • David  26/07/2021 15:44
    Correto. Esta questão, aliás, foi respondida em detalhes neste artigo:

    www.mises.org.br/article/2665/por-que-uma-sociedade-poupadora-enriquece-e-uma-sociedade-consumista-empobrece
  • Bolsodilma cirolulaguedes  26/07/2021 15:48
    Se só existissem capitalistas, você teria super abundância de bens ou serviços. Pra não ocorrer o excesso de morangos tem que se prestar atenção aos preços. É o sistema de preços livres sobre o qual tanto se ensina aqui no site.

    Se os preços estão caindo excessivamente pela super produção, cabe ao produtor analisar os preços (esses são a régua planejar os futuros investimentos) e cortar essa produção antes de plantar. Cabe ao investidor saber se vai ter lucro futuro ao produzir qualquer coisa.

    Se o preço do morando está caindo é porque estão plantando em excesso ou o consumidor não está consumindo; e se o preço do nabo está subindo é porque o consumidor está querendo nabo ou os produtores não estão plantando nabo em quantidade suficiente para abastecer o mercado.

    Em suma, é o investidor quem tem de ver, através do sistema de preços livres, que é para abandonar os morangos e plantar nabos! E isso é o básico de economia.

    E isso não tem relação direta com excesso de poupança ou não. É invenção keynesiana pra falar que o governo deve intervir na economia.
  • rraphael  26/07/2021 19:24
    "Mas se não tem uma pessoa sequer disposta a consumir o meu morango, pois todo mundo tem morangos de sobras, então meus morangos adicionais apodreceriam. "

    po, isso é problema de planejamento

    e voce cita um produto PERECIVEL , a cadeia de abastecimento tem diversas tecnicas pra lidar com produtos pereciveis , se voce tem morango excedente voce pode fazer geleia em conserva que tem um valor agregado maior e dura muito mais , mas isso foge da questao principal

    o capitalista vai ser bem sucedido ao atender as expectativas dos demais

    vender algo que as pessoas nao querem ou tem de sobra é completamente anti-intuitivo

    e pior, é nessas horas que ao inves de readequar a produçao e oferta que o "produtor" vai querer um burocrata que garanta mercado pra ele

    é basicamente isso que acontece ate hoje com os caminhoneiros , muito caminhao pra pouco serviço, o valor pago pelo serviço cai, e como o valor pago mal cobre os gastos , os caminhoneiros querem que algum burocrata garanta um preço base, que alem de nao resolver o problema, transfere as consequencias das pessimas escolhas de terceiros pro consumidor
  • Cristian  26/07/2021 22:46
    Seu argumento é inválido.

    Vamos lá...

    O artigo deixou claro que se uma sociedade for 100% consumista, ela voltará para a idade das cavernas, que aliás, foi de onde saiu a humanidade justamente por surgirem capitalistas que começaram a acumular (poupar) e fazer trocas voluntárias de bens. Somente aqui, está a sua resposta!

    No seu argumento, você primeiramente coloca que 100% da sociedade produz um mesmo produto (bem). Além de ignorar a divisão do trabalho, pois veja bem:

    Serão todos os indivíduos dessa sociedade que produziram morangos? Incluindo recém nascidos, crianças, idosos e acamados?

    Eles irão produzir morangos pelados? Quem irá fazer roupas pra eles se vestirem ou se protegerem do frio? Eles também somente irão comer morangos? E onde eles irão morar se a única coisa que todo mundo faz é produzir morangos?

    Entende, que se torna impossível a sociedade possuir uma única riqueza? E você também ignorou que os capitalistas também são consumistas, como foi explicado no artigo.

    A questão que foi dada a nós, é que se existir apenas consumo, todos irão empobrecer. Enquanto que se todos forem capitalistas, ou seja, produzirem alguma riqueza, toda a sociedade irá prosperar e portanto enriquecer.

    E por fim, se for pra escolher entre ser um consumista ou um capitalista, é muito melhor ser o segundo por razões óbvias.
  • Pedro  27/07/2021 20:14
    "Do outro lado, temos algumas poucas pessoas que consomem só uma parte do que ganham para que possam capitalizar, mesmo que isso limite o consumo no presente devido aos investimentos que fazem para receberem juros.

    Podemos chamar essas pessoas de capitalistas."

    Eles consomem parte do que ganham porque eles tem muito dinheiro. Agora me responda, como uma cara que ganha R$ 1.500,00, tem filho para sustentar, vai poupar?

    Outra coisa: o capitalista consome acima da média do restante da população. Capitalista gasta com mansões, jatinhos, iates, dentre outras coisas. Portanto, o capitalista não é frugal como o texto diz.

    "Capitalizar significa literalmente juntar dinheiro ou equivalente a dinheiro para então auferir ganhos exponenciais sobre esse capital acumulado. Se você está juntando dinheiro, acumulando bens de valor ou bens que fazem o seu patrimônio crescer com o objetivo de ter um futuro mais próspero, você é um capitalista, mesmo que seja um pequeno capitalista."

    Mas que besteira é essa que eu acabo de ler aqui? Quer dizer que um morador da periferia que junta dinheiro para comprar uma casa boa no centro da cidade, é um capitalista?
  • Gustavo  27/07/2021 21:07
    "Eles consomem parte do que ganham porque eles tem muito dinheiro. Agora me responda, como uma cara que ganha R$ 1.500,00, tem filho para sustentar, vai poupar?"

    A minha empregada doméstica — interior de MG — ganha R$ 1.500 por mês. Tem dois filhos. Mora com a mãe. Não tem vida luxuosa, obviamente, mas está longe de passar dificuldades. Tem até celular chique. Ela consegue poupar, mas, infelizmente, não investe, pois não tem educação financeira. Ou seja, ela está "deixando dinheiro em cima da mesa".

    Portanto, está longe de ser impossível.


    Agora, para responder mais detalhadamente a sua provocação:

    1) Para começar, um cara que ganha R$ 1.500 não deveria ter filho. Aliás, nem deveria (por ora) constituir família (a menos que a mulher também trabalhe).

    2) Em tendo filho, ele terá de cortar gastos. Nada de aluguel caro. Nada de roupas de grife. Nada de celular de luxo. Nada de supérfluos caros (TV a cabo e Netflix). Só à medida que for poupando e investindo é que ele pode começar a gastar nessas coisas.

    3) Ter filho foi uma opção dele. Filho nunca surge magicamente na barriga de uma mulher; ele foi "colocado" ali por duas pessoas plenamente conscientes de seus atos. Isso se chama responsabilidade individual. Se você não está numa condição financeira boa, não deve ter filhos. Em os tendo, terá de reduzir seu padrão de vida. Isso é lógica básica, e confesso ser assustador que um marmanjo como você não saiba disso.

    "Outra coisa: o capitalista consome acima da média do restante da população. Capitalista gasta com mansões, jatinhos, iates, dentre outras coisas. Portanto, o capitalista não é frugal como o texto diz."

    As coisas em que o capitalista gasta são imateriais para a discussão. O que interessa é o que eles fazem com o capital que sobrou.

    Eis o óbvio: toda e qualquer pessoa em posse de muito dinheiro investe. Tais pessoas, por definição, vivem muito abaixo de suas posses (afinal, elas não gastam todo o seu dinheiro), o que significa que elas investem "as sobras".

    Investimento é aquilo que é feito com o dinheiro que sobrou após as necessidades básicas da vida já terem sido compradas.

    Os ricos, precisamente por serem ricos, são aqueles que possuem a maior reserva de capital disponível após já terem saciado seus desejos e necessidades. Caso o ambiente institucional seja confiável, os ricos irão necessariamente investi-lo: ou eles irão empreender diretamente ou irão financiar empreendimentos.

    Sendo assim, os ricos são particularmente cruciais no que diz respeitos a investimentos e salários mais altos.

    Se você defende os trabalhadores, então você tem de defender ainda mais os investidores que tornam possíveis a criação de seus empregos e salários. Empregos são consequência de investimentos. Não há empregos sem investimentos.

    E os investidores que propiciam isso são, por definição, aqueles que têm capital (dinheiro) poupado e disponível para ser investido.
    Tais investidores, quase sempre, são aquelas pessoas rotuladas de "ricos".

    E são eles que irão gerar empregos e salários

    São as pessoas comuns que se beneficiam dos bilhões investidos em fábricas de microchip, montadoras, meios de transporte, hotéis, hospitais, siderúrgicas, companhias aéreas, fabricantes de alimentos, bem como nos setores atacadista, varejista e de serviços. De viagens à Disney e cruzeiros oceânicos, até coisas elementares como alimentação, roupas e hospitais, passando por smartphones e notebooks. Benefícios do capital.

    "Mas que besteira é essa que eu acabo de ler aqui? Quer dizer que um morador da periferia que junta dinheiro para comprar uma casa boa no centro da cidade, é um capitalista?"

    Se ele vai comprar a casa para alugar (ou seja, auferir renda com este bem), então sim, ele é um capitalista. O patrimônio dele irá crescer.
    Mas se ele vai comprar apenas para viver nela, então não, ele não é um capitalista. Ele é apenas um consumidor. Ele não adquiriu um ativo que traz retorno financeiro. Ele adquiriu um passivo que irá apenas lhe trazer mais gastos.

    O mesmo raciocínio vale para automóveis. Se você compra um carro para obter renda (você é representante de vendas ou motorista de aplicativo), você é um capitalista. Se você compra um carro apenas para se deslocar com mais conforto, você é um consumidor.

    No primeiro caso, seu patrimônio aumenta; no segundo, ele diminui.


    Você tem sérios problemas de lógica, né? Paciência. Estude mais e se preocupe em afetar menos esta falsa "demonstrações de piedade". Esta sua forçada sinalização de virtude é uma pobre substituta para a argumentação racional. Pode até funcionar se você quiser lacrar em rede social; mas aqui você irá apenas passar vergonha.
  • Introvertido  27/07/2021 22:51
    "Eles consomem parte do que ganham porque eles tem muito dinheiro. Agora me responda, como uma cara que ganha R$ 1.500,00, tem filho para sustentar, vai poupar?""

    Você sequer olhou o que escreveu? Como diabos um capitalista "tem muito dinheiro", gênio? Capitalistas só são o que são porque começaram de algum lugar, trabalharam, pouparam, e criaram seus negócios, auferindo assim grande renda e sendo produtivos para outrem, pois criam empregos assim e usufruiemde bens de capital que elevam a produção, aumentando a oferta e concorrência, se um capitalista possui muita renda, é porque ele poupou no passado, e mesmo depois desse capitalista enriquecer, á tendência é que ele continue poupando em grande quantidade, já que ele rapidamente irá falir caso saia gastando todo o seu patrimônio em bens de forma excessiva, pois assim não terá como ele investir e competir no mercado. Foi assim, aliás, que muitos milionários e bilionários faliram, mas esses geralmente não são capitalistas, mas sim profissionais de sucesso aposentados.

    Por último, o exemplo do "trabalhador que recebe R$ 1,500 e não poupa pois tem 2 filhos para alimentar" é imaterial, já que esse fenômeno é de responsabilidade individual, se o sujeito não tem dinheiro e nem renda para sustentar filhos, então ele nem deveria tê-los. Alguém que não pensa no longo-prazo nunca será um capitalista, o máximo que o sujeito descrito nesse cenário conseguiria, seria talvez passar sua velhice sendo cuidado pela família de seus dois filhos, mas isso não é poupança, mas sim um investimento que não é lucrativo, apesar de ser útil.

    "Outra coisa: o capitalista consome acima da média do restante da população. Capitalista gasta com mansões, jatinhos, iates, dentre outras coisas. Portanto, o capitalista não é frugal como o texto diz.""

    É fantástico ver quantas pessoas não sabem sequer o significado de "poupar", o que determinado capitalista consome é imaterial para uma crítica, e na verdade serve apenas para complementar, já que deixar de consumir no passado, para multiplicar sua renda por meio de investimentos no presente e assim consumir produtos mais caros no futuro é algo completamente natural, uma pessoa nunca será um capitalista se ela não possuir poupança, pois é com essa poupança que capitalistas investem em bens de produção, contratam funcionários e compram ações.

    "Mas que besteira é essa que eu acabo de ler aqui? Quer dizer que um morador da periferia que junta dinheiro para comprar uma casa boa no centro da cidade, é um capitalista?"

    Ué, dependendo do seu objetivo e de sua condição, pode até ser, se o objetivo dele é alugar, então ele poderá usufruir de uma renda, e mesmo se não for, ele ainda poderá vender essa casa por um preço maior no futuro, quando ela se valorizar mais, mas vai depender inteiramente do objetivo do sujeito, e se não der certo, será um investimento falho, normal.


    Sinceramente, todos esses seus argumentos foram imateriais, recomendo estudar e voltar mais preparado para á próxima.
  • rraphael  28/07/2021 00:58
    "Capitalista gasta com mansões, jatinhos, iates, dentre outras coisas. Portanto, o capitalista não é frugal como o texto diz."

    ta assistindo novela demais, amigo


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