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O erro fatal de Marx e Smith: o lucro não é deduzido do salário; o salário é que é deduzido do lucro
Este erro mudou o mundo para sempre

O que Karl Marx e Adam Smith, tidos como pensadores opostos, têm em comum? 

Smith cometeu um erro extremamente básico e Marx criou toda sua teoria em cima deste erro — um erro que possui monumentais consequências e que mudou o mundo para sempre.

Em seu famoso tratado sobre a riqueza das nações, Adam Smith afirmou que, em condições primitivas ou em cidades pequenas, aqueles indivíduos que vão ao mercado para vender seus produtos (sejam eles produtos agrícolas, parte do seu rebanho ou mesmo produtos manufaturados) ganham, nesse processo de venda, um salário. 

Isto é, a renda auferida por esses indivíduos autônomos que vendem bens no mercado é o seu salário.

Tanto Marx quanto Adam Smith (que veio antes de Marx) presumiram erroneamente que, "no estado rude e primitivo da sociedade" (para utilizar as palavras de Smith), todas as rendas obtidas eram salários. 

Salário? Grave erro. Aquilo que é obtido por alguém que sai da autossuficiência agrícola para vender seus produtos no mercado não é um salário, mas, sim, um lucro. Ou um prejuízo

Para Smith e Marx, porém, não havia lucro neste modelo. O lucro, segundo eles, só passou a existir com o surgimento do capitalismo.  

Mais ainda: segundo eles, o lucro ocorre à custa dos salários. Outro erro. E grave. Foi daí que surgiu toda a teoria da exploração e da mais-valia.

O surgimento dos salários

Imagine um criador de ovelhas, autônomo, em algum lugar das estepes do Cazaquistão, cem anos atrás. 

Suponha que esse criador de ovelhas não seja autossuficiente, de modo que ele precisa adquirir roupas, pães e uma variedade de outras coisas que ele pode comprar no mercado da cidade mais próxima. Ademais, suponha que a economia do Cazaquistão é desenvolvida o suficiente a ponto de utilizar moedas de ouro como dinheiro.

Quando precisa adquirir bens, esse criador de ovelhas vai ao mercado e vende algumas de suas ovelhas por, digamos, dez moedas de ouro. 

Aqui vem a pergunta crucial: podemos dizer que essas dez moedas de ouro que ele recebe pela venda de suas ovelhas representam seu salário? Não, não podemos.  

Por definição, um assalariado é alguém que não é o proprietário de nenhum meio de produção exceto seu próprio corpo e quaisquer outras habilidades excepcionais que ele porventura possua. Logo, as dez moedas de ouro não podem ser consideradas seu salário porque, para receber um salário, um indivíduo precisa antes de tudo ser o empregado de alguém. 

Esse criador de ovelhas é o seu próprio patrão e pode decidir o que fazer com sua propriedade (o rebanho de ovelhas). O dinheiro que ele recebe após vender algumas ovelhas é apenas a receita das vendas de seu produto

Se ele considera que o propósito de sua atividade produtora — criação de ovelhas — é o de lhe propiciar receitas de venda, então ele é um empreendedor. Da perspectiva dele, a receita das vendas de seu produto é um meio em potencial para sua sobrevivência — ou, alternativamente, é a sua renda.

Desta renda, se ele subtrair todos os custos incorridos na produção e no transporte do produto, ele terá o lucro.

Supondo que não há custos de produção para este criador de ovelhas, temos que toda a sua receita já é o seu lucro.

Portanto, temos que este empreendedor não aufere um salário, mas sim um lucro.

Agora, se ele decidir investir uma parte deste lucro empregando um trabalhador e pagando a ele uma quantia definida de dinheiro — em termos mensais, por exemplo —, então ele estará agora tendo novos custos empresariais.  

Esse seu investimento na forma de salários mensalmente pagos diminui regularmente a fração da receita que antes era considerada lucro — ou seja, o salário pago diminui a diferença entre a receita da venda de produtos (que continua a mesma) e os custos (que aumentam).

Observe que, quando o agricultor não está incorrendo em custos na forma de pagamentos salariais mensais, a receita total obtida com a venda de seus produtos é o seu lucro. Já quando os salários passam a ser pagos, estes advêm do lucro. 

Esta análise abstrata mostra que os lucros, e não os salários, são a forma original de renda.

O salário é uma forma de pagamento que surge apenas  quando um capitalista entra em cena. 

Surge o assalariado

Para compreender a questão mais claramente, vamos ampliar nosso exemplo inicial e supor que nosso criador de ovelhas contrata seu vizinho de nome Murat, que não é proprietário de nada, para ajudá-lo a cuidar de suas ovelhas, protegendo-as contra eventuais ataques de lobos famintos.  

Eles voluntariamente acordam que Murat receba uma moeda de ouro por mês de serviços. 

Agora, o cenário ficou totalmente diferente. Há um assalariado e um empreendedor/capitalista.

Será que podemos dizer que, nesse caso, Murat tem o direito de ser o dono de todas as ovelhas apenas porque ele cuidadosamente as protege contra o ataque de lobos? É evidente que não.  

É verdade que a produtividade marginal do rebanho aumentou desde que Murat foi contratado, mas esse fato por si só não significa que Murat tem agora o direito de reivindicar o produto marginal (ovelhas salvas dos lobos) para si próprio só porque ele foi contratado.

O que ele recebe como salário não é o produto marginal de seus serviços de vigília, mas apenas uma moeda de ouro. 

Observe o papel crucial desempenhado aqui pelo proprietário do rebanho: o salário de Murat — a moeda de ouro que ele recebe — existe unicamente porque o dono das ovelhas é sábio e prudente o bastante para poupar uma moeda de ouro de sua receita de vendas e utilizá-la para pagar Murat.

Ao empregar Murat, o criador de ovelhas espera, naturalmente, ganhar mais moedas de ouro do que ele gasta como salário de Murat. Entretanto, ainda assim, a verdade é incontestável: Murat só ganha a moeda e só contribui para uma maior produtividade marginal — o que justifica seu salário — por causa da poupança e das sábias decisões empresariais do criador de ovelhas.  

Não há aí nenhuma exploração. Não há aí nenhuma mais-valia.

Tivesse o criador de ovelhas consumido essa moeda — digamos, comprando frutas deliciosas para sua esposa —, Murat teria permanecido desempregado e em pior situação. E, como consequência, haveria menos ovelhas para os humanos consumirem.

O erro que se perpetua

No mundo primitivo, portanto, as receitas de venda representavam o lucro total. Não havia custos com terceiros a serem deduzidos das receitas.

Foi posteriormente, com o surgimento do capitalismo, que surgiram os salários dos trabalhadores, os quais são deduzidos dos lucros dos capitalistas.

Adam Smith errou sobejamente quando chamou de salários aquilo que empreendedores obtêm quando comercializam bens nas cidades. E Marx errou quando construiu toda a sua teoria tendo por base essa tese de que o ganho original de qualquer indivíduo é o salário, e que os lucros só passam a existir quando são deduzidos deste salário.  

A realidade é que um salário só passa a existir quando uma pessoa contrata uma outra, pagando-lhe regularmente uma quantia fixa. E este salário, por definição, será deduzido das receitas desta pessoa.

E isso altera toda a análise econômica.

O surgimento de assalariados ocorre somente porque existem, e continuam existindo, empreendedores/capitalistas que estão dispostos a pagar salários com recursos retirados de suas poupanças.

Empregados assalariados não têm possibilidade de auferir lucros, porém — e ainda mais importante — estão livres de prejuízos. Com efeito, os empregados têm mais chance de receber renda do que o capitalista. O fazendeiro, por exemplo, deve pagar os salários de seus empregados mesmo que tenha havido uma geada no dia anterior à colheita. Os empregados, por sua vez, estão isentos do ônus do prejuízo. Tampouco pode o fazendeiro, para sermos justos, compartilhar com eles seus lucros.  

Uma empresa farmacêutica irá vender seus produtos somente quatro ou cinco anos após a ideia inicial de se criar esses novos produtos. Nesse meio tempo, ela terá de pagar salários para centenas, talvez milhares, de pessoas. O salário é pago hoje independentemente de como serão as vendas futuras.

De maneira geral, pode-se dizer que os salários auferidos pelos trabalhadores representam uma antecipação das receitas futuras esperadas pelo capitalista com a eventual venda dos produtos finais. Para que um operário de uma fábrica possa fabricar mercadorias, o capitalista investiu uma montanha de dinheiro na fábrica. Ele investiu, digamos, $ 100 milhões (construiu a fábrica, comprou maquinários e paga os salários) para recuperar, na forma de fluxo de caixa anual, aproximadamente $ 10 milhões. Serão necessários 10 anos apenas para recuperar todo o capital adiantado. (Fora a inflação do período).

Ou seja, o capitalista abriu mão de $ 100 milhões em consumo presente para receber, anualmente, uma receita de $ 10 milhões. Tudo dando certo, daqui a uma década o principal será recuperado (e desvalorizado pela inflação).

Já os trabalhadores que este capitalista emprega não precisam esperar até que os bens sejam produzidos e realmente vendidos para receberem seus salários. O capitalista adianta um bem presente e garantido aos trabalhadores (salário) em troca da expectativa de receber um bem futuro (o retorno do investimento). 

Por tudo isso, os lucros dos capitalistas não representam uma dedução daquele valor que, segundo Marx, pertence por direito aos trabalhadores na forma de salários. Os lucros representam aquilo que o capitalista ganhou em decorrência principalmente de seu trabalho intelectual, de seu planejamento e de suas decisões. O capitalista produz um produto próprio, feito com seus investimentos e com seus bens de capital, embora utilize a ajuda de terceiros cuja mão-de-obra ele emprega com o propósito de implementar seus planos e consequentemente produzir seus produtos.

Salários são deduzidos dos lucros, e não ao contrário

Lucros (ou prejuízos), portanto, são a forma original de receita; são obtidos apenas por empreendedores. Já o salário é uma forma de pagamento que surge apenas quando um capitalista entra em cena. 

O erro compartilhado por Smith e Marx gerou a ideia de que, para obter lucros — a famosa "mais-valia" exploradora —, os capitalistas tinham de manter para si parte do salário de cada empregado. Mas a realidade é outra: a riqueza é criada por aquele indivíduo que sabe como transmitir suas visões, arriscar recursos e reconhecer oportunidades — tudo isso ao mesmo tempo em que ele cria uma renda regular para terceiros durante esse processo.

O surgimento do capitalismo, portanto, não foi o responsável nem pela dedução dos salários e nem pelo surgimento do lucro. Ele foi o responsável pela criação dos salários.  

O lucro do capitalista não ocorre à custa dos salários dos empregados. Ao contrário: os salários dos empregados são deduzidos do lucro do capitalista. 

Primeiro surgiu o lucro; só depois é que surgiu o salário. É o salário que é deduzido do lucro dos capitalistas, e não o lucro que é deduzido do salário dos trabalhadores.

Concluindo com uma provocação

No que concerne à relação entre capitalistas e assalariados, a verdade é exatamente o inverso daquilo que é alegado pela teoria da exploração. 

Os capitalistas não deduzem seus lucros dos salários dos trabalhadores; os capitalistas são os responsáveis pelo surgimento dos salários. Sendo um custo de produção, os salários são deduzidos das receitas, as quais, na ausência de capitalistas, representariam o lucro total.

Antes dos capitalistas, todos tinham de assumir por completo todo o risco de uma dada atividade. Já hoje, podemos delegar os riscos para aqueles que são mais ambiciosos e mais capacitados para atividades empreendedoras, já sabendo que, no final do mês, receberemos nossos contracheques.  

Tal arranjo é infinitamente mais produtivo e eficaz. Em última instância, é ele quem elimina a pobreza.

O que nos leva à pergunta derradeira: quem de fato "explora" quem? Os empreendedores e capitalistas exploram os trabalhadores, ou os trabalhadores basicamente vivem da inteligência, produtividade e prudência dos empreendedores e capitalistas?

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Leia também:

A teoria marxista da exploração e a realidade (o professor George Reisman, meu mentor, foi quem apresentou ao mundo esta constatação)

Eis as três principais maneiras como os capitalistas melhoram a vida dos trabalhadores

A "exploração dos trabalhadores" é um mito – e é fácil de entender por quê

Sim, o trabalho assalariado é uma mercadoria - e é isso o que o protege contra abusos

A ideia de que, no capitalismo, os trabalhadores são "explorados" atenta contra a lógica


autor

Wladimir Kraus
é membro sênior da FCA Markets Analysis and Risk e co-autor do livro Engineering the Financial Crisis: Systemic Risk and Failure of Regulation (University of Pennsylvania Press, 2011). Possui Ph.D. em Economia pela Universidade de Aix-Marselha.

  • Milton Friedman Cover's  17/02/2021 10:45
    Excelente texto!

    Quando, na juventude, eu acreditava nas mentiras de Marx ( filho de rabino, mas extremamente anti religião...), a tal "mais valia" era algo concreto para mim. Hoje, sei o quanto fui trouxa, enganado por professores e "amigos", no mínimo, tão mal informados como eu ( claro, no caso dos professores do ensino médio e universitários, a intenção era me fazer de trouxa, mesmo....), e isso, com certeza, me deixa com muita raiva de mim ( por ter sido otário...), e dos tais "formadores de opinião" esquerdistas.

    Sim, sem produção, sem ter quem crie produtos para consumo, sejam eles quais forem, não haveria empregados, logo, não haveria salários, então, como pode o patrão ser ladrão de salários? Ele que proporciona empregos, ele que proporciona salários.

    " ah, mas o meu patrão paga menos do que eu mereço...", simples: procure outro emprego!

    Malditos comunistas canalhas! Ops, fui redundante aqui.

    E pensar que tenho parentes que continuam com este pensamento: que o patrão é ladrão ( por mais que eu tente explicar que pensar assim é errado...).

    Na verdade, só existe um ladrão de salários, de bens das pessoas: o tal Estado. Este rouba muito, nunca devolve nada e os carneiros esquerdistas querem que ele roube ainda mais.

    Como seria bom se todos entendessem algo que no fundo é muito fácil de entender.

    Abraços.

  • Imperion  17/02/2021 15:29
    É necessário sempre enfatizar, porque toda discussão cai em torno do mimimi "sem o trabalhador o patrão não teria lucros".

    O que acontece é que o trabalhador faz apenas parte da contribuição. Sem os bens de capital emprestados pelo patrão, um trabalhador mal produz o que come. E antigamente era necessário trabalhar vinte horas por dia pra se produzir o que se consumia na agricultura, por cabeça. Mais tempo e menos produção.

    Atualmente, com o uso do bens de capital se produz 30 vezes produtos agrícolas por cabeça. O trabalho manual assalariado é só uma parcela do produto final e a maior parte é feita pelos bens de capital, que é custo do empreendedor. Como o trabalhador assalariado não entra com o dele na reta pra ajudar na compra dos bens de capital, querer ficar com toda produção pra si é tomar do empreendedor a parte dele.

    É a verdadeira atitude exploratória outro se endividar pra comprar as propriedades e bens de capital e aquele que só entra com trabalho manual, que não engloba o todo, querer ficar com tudo o que é produzido, sem nem ao menos ser sócio da empreitada.

    Cada vez mais os bens de capital produzem mais e diminuem a necessidade do trabalho manual. Quem sabe alocar bem os bens de capital na produção é que acaba produzindo mais valor final.
  • Luiz  17/02/2021 17:49
    A "classe" dos trabalhadores só existe em função da "classe" dos empresários. O inverso, ao contrário do que alguns pensam, não é verdade - o criador de ovelhas já se caracterizava como um empresário antes de empregar seu vizinho.
  • anônimo  17/02/2021 18:59
    Acho esse pensamento um pouco exagerado, se for pra ser assim, todos os autônomos deveriam ser classificados como empresários.

    Empresário, por definição, é alguem quê emprega e admistra empregados para formarem um meio de produção. Se eu cuido de ovelhas apenas para poder me alimentar, eu não sou empresário, sou apenas um cuidador de ovelhas. Mas se, eu começar á vender essas ovelhas com o objetivo de obter lucros, ainda sim eu não serei empresário, eu serei um comerciante de ovelhas. Eu só serei, por definição, um empresário, caso eu comece á empregar pessoas para cuidar de minhas ovelhas.
  • Caio  17/02/2021 19:13
    Neste caso, é um autônomo capitalista.
  • anônimo  17/02/2021 19:34
    Se os autônomos não fossem capitalistas, seriam o quê então? É cada uma quê eu vejo.

    Autônomos são pessoas livres de patrões, eles fornecem seus serviços para outros, na hora quê quiser e onde quiser, e recebem dinheiro em troca, por isso eles são classificados como "Autônomos". O povo daqui parece quê não sabe diferenciar "conceito" de "definição".
  • 5 minutos de IRA!!!  18/02/2021 10:34
    É bem mais complexo que isso.

    Antes do sistema de patrão-empregado, haviam oficinas de artesãos em que havia um mestre e os aprendizes que, além de ganhar um pouco pelo que faziam, aprendiam o ofício.

    Esse sistema evoluiu quando saiu do artesanato para a manofatura (divisão do trabalho). Nesse ponto, o salário era o único benefício do empregado, pois ele não aprendia mais o funcionamento de todo o processo, mas só de uma pequena parte, que realizava repetidamente à exaustão. Os salários modernos são mais difíceis de calcular porque é difícil calcular quanto cada um dos envolvidos no processo de fabricação de um determinado produto merece receber pelo resultado final.
    Obs: a estatização dos meios não facilita em nada essa conta porque, além de continuar com a divisão do trabalho (a não ser que queiramos retroceder à produtividade do século XVII), iria quebrar o sistema de preços do mercado. Aí sim eu gostaria de ver COMO É que vão precificar os salários...........

    Acontece que, no nosso sistema, apesar do trabalho ser menos gratificante (muitos vão discordar, mas eu só vejo gente fazendo artesanato como terapia, nunca vi uma manofatura terapêutica), a produtividade é maior e os preços dos produtos baixaram vertiginosamente por causa disso, aumentando o poder de consumo do trabalhador.

    Se hoje vivemos como reis do século XIX, é porque nossa produtividade é imensa. Há quem queira voltar a viver na Idade Moderna....

  • Chat Noir  17/02/2021 11:54
    Excelente artigo!

    Alias, tem uma duvida que não consegui sanar ainda...

    Como o preço surge?

    Como hoje podemos saber que uma coxinha equivale a R$3? Porque a água equivale a R$1?

    Eu sempre me pergunto isso e não consigo responder..
  • Alfredo  17/02/2021 15:11
    Você está a par dos conceitos de utilidade marginal, valor subjetivo, e oferta e demanda?

    É daí que vêm os preços.

    Uma vez estabelecidos os preços por meio destas ações humanas, ele passa a variar também de acordo com a oferta monetária (que nada mais é do que um sinônimo de demanda).
  • Túlio  17/02/2021 15:13
    Também pode ver aqui:

    A origem dos preços
  • Chat Noir  17/02/2021 18:22
    Sobre estar a par da utilidade marginal, valor subjetivo e oferta e demanda, pode se dizer que sim.

    Eu estou estudando a EA com mais afinco ultimamente e me identifico muito com a lei de propriedade privada.

    Minha duvida era mais sobre o porque de "uma coxinha valer R$3". Como que chega na conclusão de que a coxinha vale exatamente R$3.

    Mas eu vou procurar ler o artigo que o cidadão deixou e qualquer duvida que surgir, eu apareço por aqui ahaha!

    Obrigado!
  • ADEILSON VEIGA  18/02/2021 23:23
    No modo simples, o preço sai do custo de produção + lei a oferta e da procura + preço de mercado, o resultado, será maior ou menor lucro!

    Se o custo da produção for R$ 1,50 e o preço de mercado for R$ 3,00, ou você segue o preço de mercado, ou vende a R$ 2,50.

    No 1º caso, seu lucro será maior, e sua venda na média do mercado, no 2º caso, seu lucro será menor, e teoricamente, sua venda maior!
  • Adriano  19/02/2021 02:31
    Não. Preço não é determinado por custo de produção. Ao menos, não em mercados concorrenciais:

    Dica aos empreendedores: o preço já está dado. Agora, escolham seus custos
  • Carlos Brodowski   17/02/2021 20:56
    Sobre preços, recomendo este artigo do Israel Kirzner. Pra mim é o melhor:

    www.mises.org.br/article/1727/o-mercado-e-um-processo-dinamico-e-nao-apresenta-equilibrio
  • Jonas Hotzengard  17/02/2021 18:31
    Tem um livro excelente que mostra etapa por etapa como os preços são formados, infelizmente não me lembro o nome. Mas o conhecimento está em minha cabeça.
    Cada pessoa tem uma lista de preferência/valores, essa lista é subjetiva e varia para cada indivíduo, e pode variar do mesmo indivíduo de acordo com as circustâncias.
    Por exemplo, no momento eu dou mais valor para uma Laranja do que uma maça, ou uma pera. Essa é minha lista de preferência:
    1 - Laranja
    2 - Maça
    3 - Pera
    Isso significa que eu trocaria uma pera por uma Laranja, ou por uma maça. E uma maça por uma Laranja. Já um outro indivíduo terá uma outra lista, de acordo com sua valoração também subjetiva e momentânea.
    Então imagine vários individuos com suas listas, e cada um com uma certa quantidade desses itens. Imagine que comecem a ocorrer trocas, cada um visando seu próprio interesse. Por oferta e demanda, os preços vão surgindo, e vai chegar uma hora que voce vai descobrir que, sei lá, uma laranja vale 80% do preço de uma maça. Mas isso depende da preferencia de todos os individuos envolvidos no mercado. Tem um livro que detalha tudo isso passo a passo, é muito bom, dezenas de página explicando esse processo que tentei resumir em algumas linhas. Só me lembro que o livro era em espanhol, é tudo o que lembro.
  • Chat Noir  17/02/2021 20:02
    Isso! É exatamente isso que eu estava falando.

    Se você achar essa literatura pode voltar aqui e dizer por favor.

    Você falou espanhol e eu lembrei de Huerta de Soto, se for ele o autor já ajuda muito

  • Imperion  17/02/2021 20:55
    Basicamente, o preço é a "divisão" do dinheiro circulando pelos bens e serviços produzidos e ofertados.

    Aumente o dinheiro e não aumente a oferta de bens ofertados = o resultado da divisão é maior. Então o preço sobe (inflação).

    Aumente a oferta: o resultado da divisão é menor (a mesma quantidade de dinheiro compra mais).

    Reduza a quantidade de dinheiro: o resultado da divisão é menor (deflação).

    Reduza a oferta: o resultado da divisão é maior (inflação).

    Também tem o conceito de demanda: se mais pessoas querem um bem, então mais dinheiro vai atrás desse bem e menos para os outros bens.

    Como mais dinheiro está indo para esse bem, mas a quantidade desse bem é fixa ou quase não se alterou no curto prazo, dividindo este dinheiro pela quantidade do bem vê-se que tem mais dinheiro pra cada bem. Então o preço sobe. É o mesmo que dizer que uma maior demanda ou procura aumenta o preço do bem ou serviço.

    Se em determinado mercado você tiver por exemplo a oferta de 10 milhões de cervejas e, devido à demanda dos consumidores, 100 milhões de reais saírem das mãos destes para comprar cerveja, dividindo o dinheiro pelos produtos, a cerveja custará 10 reais.

    Note que é o consumidor quem determinou o preço coletivamente pela demanda ao alocar seu dinheiro para compra de cerveja. Obviamente quem vende a cerveja ia querer vender cada uma por um bilhão. Mas o consumidor não aceita pagar esse preço.
  • Pobre Mineiro   17/02/2021 12:44
    Quando eu era dono de uma lanchonete, me sentia explorado pelos meus empregados.

    Só uma de minhas empregadas, uma neguinha bonita de 19 anos e mãe solteira de um filho, que era muito boa de conta de cabeça, ficava observando o meu trabalho como patrão e calculando as minhas despesas, lucros prejuízos, etc... Sem que eu soubesse...

    Ela me disse uma vez que nunca gostaria de ser patroa, que ela não via vantagem nisso.

    Ela também ajudava o pai dela na feira nos dias de folga, e dizia que via a dor de cabeça que o pai dela passava, e ainda lembrando que o pai dela trabalhava sozinho ou sendo ajudado por ela que era a filha. "Imagino você, que tem empregados de carteira assinada, empregados como a X, que vive acochambrando... para mim isso não dá" disse ela.

    Concordei com ela imediatamente, disse que tinha saudades dos meus tempos como empregado, que assim que a crise passasse, venderia a minha lanchonete e voltaria a ser um assalariado.

    Dito e feito. Não me arrependi.
  • Humberto  17/02/2021 15:24
    Concordo com você. Vida de trabalhador de carteira assinada é muito mais folgada e gostosa.

    A esmagadora maioria das pessoas comuns, quando apresentadas às alternativas da vida, prefere muito mais apenas ser empregada (com vários direitos e zero preocupações) do que ter de empreender (zero direitos e um mundo de preocupação).

    Eu mesmo nunca tive vontade de empreender. Não no Brasil. Trabalho, poupo ao máximo e vislumbro uma aposentadoria precoce. Apenas sigo as lições do Pai Rico, Pai Pobre: primeiro você trabalha pelo dinheiro; depois coloca o dinheiro para trabalhar pra você.

    Empreender no Brasil (aliás, na América Latina) pode dar cadeia. Muito mais tranquilo ser empregado. Jornada de trabalho definida, vários direitos, fins de semana sem preocupação com trabalho, férias pagas e não precisa de esquentar cabeça com nada. Ser funcionário público, então, ainda melhor.
  • robson santos  17/02/2021 12:47
    A pergunta ao final do texto não é uma provocação e sim uma constatação. Se o trabalhador se sente explorado sob qualquer forma então que reclame, e não obtendo êxito mude de emprego.

    Pesquisando vi que este artigo é originalmente de 2007, de Walter Block ?

    Mas gostaria de saber se esse erro de Smith já foi apontado anteriormente.
  • Leitor Antigo  17/02/2021 14:56
    Não, não é do Block. É do Wladimir Kraus. Original.

    A teoria, como apontado no fim do artigo, foi desenvolvida pelo George Reisman, que, em minha opinião, é o economista vivo mais importante do mundo. Qualquer um que já tenha lido seu livro "Capitalism" saberá do que estou falando.

    Smith é conhecido por ter fornecido as bases intelectuais para o marxismo, como a bizarra teoria do valor-trabalho. Sem a teoria do valor trabalho e sem o ponto levantado neste artigo, jamais teria havido a teoria da exploração, a mais-valia e, consequentemente, o marxismo.
  • Joel  17/02/2021 17:53
    Nada impede um grupo de trabalhadores de se demitir e começar o próprio negócio, sem patrão.

    Alguns inclusive o fazem e dão certo. Outros não.

    Se eles preferem trabalhar com remuneração garantida e horário determinado a correr os riscos de abrir o próprio negócio, que pode ter prejuízo e não tem hora para acabar, por que ser contra isso?
  • lucas  17/02/2021 17:56
    "Nada impede um grupo de trabalhadores de se demitir e começar o próprio negócio, sem patrão."..... nada a não ser a falta de capital de giro e acesso ao conhecimento técnico necessário para se administrar um negócio.
  • Amante da Lógica  17/02/2021 18:02
    Capital de giro seria de fato um problema se o número de trabalhadores fosse pequeno. Porém, se uma enorme quantidade de trabalhadores se juntasse, eles sequer precisariam de financiamento. Poderiam utilizar a própria poupança. O que houve com o "trabalhadores do mundo, uni-vos!"? Por que eles não se juntam e criam suas próprias cooperativas? Qualquer grupo de 100 operários do ABC poderia fazer isso tranquilamente. Eles não são pobres. O que os impede?

    Quanto a eles não terem "conhecimento técnico necessário para se administrar um negócio", como assim? Pra começar, existem vários microempreendedores bem sucedidos que nunca sequer leram um livro de administração; aprenderam tudo na prática.

    Adicionalmente, os trabalhadores de hoje, ao menos aqueles realmente esforçados, podem perfeitamente observar como as coisas são feitas, como é a rotina do lugar, aprender com a administração e depois copiar os métodos. Você está simplesmente chamando esse pessoal de imbecil.

    De resto, esta afirmação da "falta de conhecimento técnico" foi uma grande barretada para os capitalistas. Você está dizendo que, sem eles, os trabalhadores estariam completamente perdidos, não sendo capazes nem de abrir uma cooperativa e nem de gerenciá-la.

    A realidade é que sem os capitalistas (detentores do capital), o operariado não é nada. Pode até ter capacidade de gerência, mas não tem o capital que os possibilita gerenciar qualquer coisa.

    São os capitalistas que dão aos trabalhadores a oportunidade de colocarem suas habilidades em prática.
  • anônimo  17/02/2021 18:22
    Quando o sujeito diz "falta de conhecimento técnico", ele se refere á falta de conhecimento suficiente para competir com uma empresa de grande porte, se os funcionários faziam parte de uma padaria, obviamente eles tem de conhecer tudo sobre essa área, e como gerenciar á logística, os gastos, etc.

    Digamos quê 100 funcionários se rebelem contra uma empresa e formem á deles próprios, juntando toda as suas capital para investir nela.

    Existem 2 problemas nesse raciocínio nos dias atuais:

    1- Os funcionários, quê anteriormente muito provavelmente recebiam salário mínimo, obviamente querem lucro de imediato, eles precisam ter uma continua para sustentar á si mesmos e suas famílias, porém pequenos negócios não são assim, o lucro vai demorar surgir, e é provavel quê fechem á portas, vendam tudo e implorem para voltar para á empresa quê eles largaram

    2- Todas as empresas criadas por funcionários e quê deram certo tinham duas coisas em comum: Os funcionários quê decidiram fundar uma empresa unidos tinham uma enorme capital, pois á capital quê eles tinham era alta, e além disso, sempre são poucos funcionários, pois uma empresa recém criada não tem como dar lucros para tantas pessoas.
  • Alien  22/02/2021 10:42
    Por sua lógica apenas empresas de grande porte conseguem operar e sobreviver no mercado. Uma rápida observação da realidade e se percebe que claramente isto está longe do mundo real. A maior parte das empresas funcionais são pequenas ou médias e pasme, uma parte gigantesca delas é feita por pessoas que nunca chegaram perto de um curso de administração.

    Sobre capital a solução é poupança e empréstimo. Quanto ao empréstimo negociado por uma cooperativa de sócios fica muito mais fácil para convencer bancos, afinal, emprestar a empreendedores que mostram ideias funcionais tem uma propensão muito mais segura do que ceder crédito a indivíduos que apenas querem aumentar sua dívida como para comprar um carro ou casa. Bancos favorecem empreendedores. Isto claro, em uma economia onde a moeda não é depreciada e não é sufocada por impostos e óbvio a poupança funciona; coisa que infelizmente não é a realidade do Brasil. Então o problema não está nem no conhecimento, nem no acesso ao capital, mas sim em sua total depreciação feita pelo estado.
  • Felipe  17/02/2021 20:22
    Acho que qualquer camelô sabe alguma coisa de administração.
  • Rod100  18/02/2021 01:43
    Rothbard apontou o erro em "uma perspectiva austríaca sobre a história do pensamento econômico".
  • Eu J%C3%83%C2%A1 Pensei Isso  18/02/2021 18:51
    Pois é. Obrigado por sua resposta. Existe um artigo de Rothbard de 2006, que é um exerto da obra da década de 90 citada por você, que comenta sobre Joseph A. Schumpeter na década 50 finalmente criticando o legado de Smith numa obra que a partir de então fez a concepção sobre Smith mudar. Eis o artigo:
    mises.org.br/Article.aspx?id=434

    Eu comentei sobre a originalidade do presente artigo haja visto o mesmo ter sido publicado sobre diferentes autores. Juan Fernando Carpio em 2011 e Walter Block em 2007. Antes disso não encontrei outro material. Mas especificamente daí vinha minha curiosidade, em saber quando foi que realmente criticaram com força o legado de Smith, até a década de 50, uma pena ter demorado tanto quando a ideia ruim só foi crescendo.. Mas agora estamos na era da internet, conhecimento para as massas, e aí o mainstream obviamente só classifica a escola austríaca como heterodoxa...
  • Atento  18/02/2021 21:51
    Como apontado pelo autor no fim do artigo, o autor original desta teoria é o George Reisman. Todos os outros o seguiram.

    www.mises.org.br/article/1368/a-teoria-marxista-da-exploracao-e-a-realidade

    E a exposição original desta teoria, de maneira detalhada, extensiva e completa, está no livro "Capitalism", do próprio autor.

    www.amazon.com.br/Capitalism-Treatise-Economics-George-Reisman/dp/0915463733
  • Ruben  17/02/2021 13:01
    Ótimo
  • Vladimir  17/02/2021 15:58
    Aproveitando a foto do artigo, vale ressaltar que a profissão que mais deixa explícita a tese apresentada no artigo é a de garçom.

    Observe que, via de regra, garçons são atividades "desnecessárias" — no sentido de que não é preciso haver garçons para que a comida e a bebida cheguem à sua mesa.

    Nada impede que os malvados capitalistas donos de restaurante façam um conluio e, por exemplo, demitam todos os seus garçons (o que representaria um enorme corte de gastos). Aí, sob esse novo arranjo, seriam os próprios clientes que levariam suas comidas e bebidas até a mesa.

    O esquema seria bastante simples, porém desconfortável: você chegaria ao restaurante, iria até o balcão, faria seu pedido e iria esperar na sua mesa. Uma vez pronto o seu pedido, você se levantaria da mesa, iria até o balcão, pegaria sua comida e sua bebida e iria até a mesa. Se quisesse mais bebida, iria até o balcão e pediria.

    Se todos os restaurantes fizessem isso, duvido muito que suas receitas cairiam — para onde mais as pessoas iriam para comer e ser servidas ao mesmo tempo? Ademais, mesmo que houvesse queda na receita, os cortes de gastos oriundos da demissão dos garçons certamente seriam suficientes para fazer com que os lucros fossem ainda maiores do que antes.

    E aí vêm as duas perguntas que ninguém faz:

    1) Por que os capitalistas abrem mão desse lucro maior preferindo gastar parte deles com garçons?

    Porque pensam no conforto dos clientes. Basta que um restaurante comece a oferecer serviços de garçom, e todos certamente irão copiá-lo. Ótimo exemplo dos benefícios da livre concorrência.

    2) De onde vem o salário dos garçons?

    Como já implícito na primeira pergunta, foi deduzido do lucro dos capitalistas.

    Ou seja, os salários dos trabalhadores são deduzidos dos lucros dos capitalistas. Não houvesse os capitalistas, não haveria salários para os trabalhadores.


    P.S.: aliás, se o estabelecimento retirasse o garçom e deixasse o cliente livre para ir ao freezer pegar sua cerveja (ou ir até o barril e pegar o seu chope), o consumo destas bebidas seria ainda maior. Eu pelo menos beberia muito mais.
  • Daniel  17/02/2021 16:03
    Mas isso vale para tudo. Seja para garçons, seja para pedreiros, seja para operários em fábricas altamente especializada.

    Havendo bens de capital, qualquer ser humano — munido de treino, paciência e capacitação — pode operá-los. Inclusive os próprios capitalistas.

    Só que estes, por uma questão de comodidade, preferem terceirizar a operação destes bens de capital para poderem se concentrar na administração dos negócios. É exatamente ao terceirizaram a operação que eles criam empregos.
  • sem nome  17/02/2021 18:10
    Ah mas sem o empregado o patrão não ganha dinheiro. Eu ouvi isso recentemente e o mais bizarro é que a pessoa falou isso na minha casa conhecendo minha realidade. Sou produtos de cogumelos orgânicos, guardei grana, investi em bens de capital que eu e minha esposa utilizamos sem empregados. Eu respondi, então olhe em volta, eu tenho a opção de contratar funcionários pois tenho capacidade produtiva ociosa, e ganho meu dinheiro como empreendedor sem depender de funcionários. Já o operário assalariado que não possui os bens de capital, não está ganhando nada porque eu não contratei.
  • Daniel  17/02/2021 19:15
    Não é o funcionário que gera o lucro de empreendedor; é o lucro do empreendedor que gera o funcionário. Não houvesse lucro, não haveria funcionário.

    Quem fornece os bens de capital, com os quais trabalhador assalariado trabalha, é o capitalista. Sem o capitalista, não haveria sequer salário para o trabalhador. Logo, dizer que o capitalista utiliza o trabalhador para obter lucro (sendo este o cerne da "mais-valia") não apenas é incorreto, como também é uma afirmação que não sobrevive à mais elementar ordem cronológica dos fatos.

    O salário do funcionário é deduzido do lucro do capitalista; não houvesse o funcionário, o lucro ficaria integralmente para o capitalista.
  • anônimo  17/02/2021 17:49
    "1) Por que os capitalistas abrem mão desse lucro maior preferindo gastar parte deles com garçons?

    Porque pensam no conforto dos clientes. Basta que um restaurante comece a oferecer serviços de garçom, e todos certamente irão copiá-lo. Ótimo exemplo dos benefícios da livre concorrência."

    Um serviço só é copiado caso ele realmente se mostre bem sucedido em aumentar lucros, não é questão puramente dos capitalistas quererem dar conforto para seus clientes, e isso é errado? De forma alguma.

    Vejamos um cenário: Digamos quê em uma cidade existam 30 restaurantes, todos esquematizados em um sistema na qual o cliente pede comida por meio de um cardápio, o Chef termina de fazer á comida, deixa numa mesinha e chama o cliente para pegá-la.

    Um restaurante então resolve inovar, ele começa a colocar garçons, pois isso irá agradar o cliente, e possivelmente tal conformo trará mais clientes para sua loja e também haverá um maior número de frequeses fiéis, quê vão jantar lá todos os dias.

    Uma reforma bem sucedida como essa rapidamente se espalhará, e os donos dos restaurantes quê possuem bastante capital irão começar á adotar tal sistema, pois crêem quê trará mais lucros para eles.

    E caso todos os restaurantes furem esse sistema e voltem para o anterior, é extremamente provavel quê um dos restaurantes iriam voltar para ele, pois á concorrência é acirrada e os capitalistas são ambiciosos, e irão tentar conseguir mais lucros que os demais trazendo mais conforto e qualidade para os clientes.

    Ou seja, caso os donos dos restaurantes realmente queiram gastar menos e lucrar á mesma quantidade de antes, eles terão quê de alguma forma trazer mais conforto para os clientes, seja pela qualidade da comida, ou por um sistema quê traga mais conforto.

    Hoje em dia á maioria dos restaurantes funcionam no "Sirva-se á vontade". Tem restaurantes quê deixam o cliente pegar á quantidade de comida quê quiser por um pagamento fixo, e tem outros quê cobram por quilo de comida, você não acha quê esse sistema trás mais conforto para o cliente? eu já vi muitos restaurantes surgindo em cidades grandes usando esse sistema e crescendo em uma velocidade absurda em questão de 1, 2 anos, se á concorrência realmente quiser competir com esses restaurantes quê trazem tanto conforto e satisfação para o cliente, elas terão quê fazer á mesma coisa, ou fazer melhor, não existe exceção, todos os setores, assim como os restaurantes, terão de focar na qualidade caso queiram mais lucros
  • Analista de Risco  01/03/2021 17:16
    O esquema seria bastante simples, porém desconfortável: você chegaria ao restaurante, iria até o balcão, faria seu pedido e iria esperar na sua mesa. Uma vez pronto o seu pedido, você se levantaria da mesa, iria até o balcão, pegaria sua comida e sua bebida e iria até a mesa. Se quisesse mais bebida, iria até o balcão e pediria.

    Esse é exatamente o modelo de negócios das redes de fast-food. Não por coincidência, os preços tendem a ser mais baixos que "restaurantes normais".


    P.S.: aliás, se o estabelecimento retirasse o garçom e deixasse o cliente livre para ir ao freezer pegar sua cerveja (ou ir até o barril e pegar o seu chope), o consumo destas bebidas seria ainda maior. Eu pelo menos beberia muito mais.

    A propósito, já existe essa solução. E, de fato, é muito mais prática:

    www.mytapp.com.br/chopeira-self-service
  • Ricardo  18/02/2021 00:58
    O texto vem de encontro a uma frase feita, que repetimos em diversas situações - "... o que sobrar é lucro"
  • Pasquale  18/02/2021 01:08
    Vai ao encontro de.
  • Ricardo  19/02/2021 03:14
    é
  • Imperion  18/02/2021 14:26
    Maduro virando capitalista? Kk

    www.gazetadopovo.com.br/mundo/venezuela-privatizacao

    Na verdade, só fazendo um capitalismo de estado.

    O certo é devolver as propriedades roubadas aos seus legítimos donos
  • Marcos  18/02/2021 14:35
    Isso aí é puro desespero dele. Com tudo entrando em colapso e com o povo passando fome, medidas de liberação se impõe por necessidade e não por mudança filosófica.

    Recentemente, Cuba liberou e legalizou vários pequenos empreendimentos privados, como cabeleireiros. Isso é por pura necessidade.
  • Kennedy  18/02/2021 16:03
    É muita crueldade... se ele não quiser abandonar a bandeira socialista, poderia pelo menos liberalizar pequenos e médios negócios, implementar uma moeda forte e facilitar a produção e/ou importação de alimentos. Ao menos o povo não morreria de fome.
  • Felipe  18/02/2021 19:57
    Maduro também deu uma leve dolarizada no país, como eu apontei alguns dias atrás aqui.

    Estão quebrados. A Venezuela, rica em petróleo, precisa do Irã para conseguir gasolina.
  • anônimo  18/02/2021 22:11
    É como se o deserto do saara tivesse que importar areia.
  • Intruso  18/02/2021 18:50
    A grande questão do capitalismo no Brasil é resolver o problema referente ao baixo valor dos salários. Quantia essa insuficiente para os assalariados terem uma vida digna, com boa alimentação, moradia adequada, lazer e educação.
  • Guilherme  18/02/2021 21:53
    O motivo de os salários serem baixos no Brasil é evidente.

    Empreender e empregar legalmente no Brasil é muito caro. Para abrir uma empresa são necessários 107 dias, em média. Pagar impostos requerem 2.600 horas apenas para preencher formulários (mais do que o dobro do segundo colocado, a Bolívia). Empregar alguém traz um custo extra de 103% do salário só com impostos e outros encargos trabalhistas.

    Ou seja, além do salário, você tem de pagar o equivalente a outro salário só com impostos, encargos sociais e trabalhistas. Não bastasse isso, ainda temos de arcar com nada menos que 93 impostos diferentes.

    Há, portanto, encargos sociais e trabalhistas que incidem sobre a folha de pagamento, e carga tributária que incide sobre a receita e sobre o lucro.

    Encargos sociais: INSS, FGTS normal, FGTS/Rescisão, PIS/PASEP, salário-educação, Sistema S

    Encargos trabalhistas: 13º salário, adicional de remuneração, adicional de férias, ausência remunerada, férias, licenças, repouso remunerado e feriado, rescisão contratual, vale transporte, indenização por tempo de serviço e outros benefícios.

    Carga tributária: IRPJ de 15%, mais uma sobretaxa de 10% sobre o lucro que ultrapassa um determinado valor, mais CSLL cuja alíquota pode chegar a 32%; o PIS, cuja alíquota chega a 1,65% e a COFINS, cuja alíquota chega a 7,6%. Há também o ICMS, que varia de estado para estado, mas cuja média é de 20%, e o ISS municipal. 

    No final, a alíquota efetiva do IRPJ é de 34%, a quarta maior do mundo.

    Desse jeito, realmente, não há como trabalhadores serem beneficiados.

    O governo asfixia o empreendedorismo com impostos, burocracias e regulamentações. Isso mantém os salários baixos. Salários baixos empurram jovens capacitados para o setor público, que garante estabilidade e altos salários. Mas todos os privilégios do setor público são bancados por impostos e endividamento do governo, os quais são integralmente pagos pela iniciativa privada. Isso deprime ainda mais os salários do setor privado, o que empurra ainda mais jovens preparados para o setor público.

    E é exatamente o setor privado quem tem de sustentar a farra do setor público. Daí os baixos salários pagos na iniciativa privada. Toda a carga tributária existente no Brasil, que impede aumentos salariais na iniciativa privada, existe justamente para sustentar o setor público e seus funcionários que ganham salários magnânimos e vivem à custa dos trabalhadores da iniciativa privada, os quais ganham pouco justamente porque têm de bancar os membros do setor público.


    Começou a entender o problema? Aliás, mais importante ainda: começou a entender de onde realmente vem o problema?
  • anônimo  19/02/2021 02:28
    Os salários são baixos porque o brasileiro é pouco produtivo. E é pouco produtivo porque não abraça o capitalismo de verdade.

    Ficam espalhando que o brasileiro tem direito a salário digno, e em contrapartida não tem que colaborar com quem lhe paga. Isso torna o brasileiro um parasita. Mas o parasitado não vai pagar salário maior sem produtividade. Quanto mais o governo toma dos produtivos, menos eles têm pra si e para pagamentos de salário.

    Emprego não é pra enriquecer você. Se quer enriquecer, tem que investir em bens de capital por si mesmo. Seu patrão não tem obrigação de enriquecer você. Quer emprego, só receberá proporcional ao que produz. E o ser humano só é capaz de "manualmente" produzir pouco.
  • Felipe  18/02/2021 21:51
    Uma onda de frio congelou os dutos de gás natural, atingindo o sul dos EUA, principalmente o Texas, assim como parte do México (gerando blecaute tanto para mexicanos quanto para americanos). Grande parte da energia suprida no México vem de gás natural. Ou seja, o aquecimento global congelou parte do Texas (fui irônico agora).

    O governador do Texas proibiu exportações de gás natural até o dia 21, atingindo o México. Impressiona a ignorância econômica nesses políticos.
  • Daniel T.  18/02/2021 22:42
    Concordo com o artigo, Marx e Smith estavam errados, mas ok, eles estavam construindo a teoria economica.
    Não acho que ninguem aqui vai por isso desmerecer os brilahntes achados para época do Smith, dizendo que não é "da bondade do padeiro, nem do cervejeiro que eles produzem (...)". Hoje é óbvio, na época nao era. É natural que a economia, como ciencia, vá se desenvolvendo aos poucos.
    Ademais, me confirmem uma coisa, Walras, Hicks e a escola marginalista já não corrigiu esse problema, tendo um sistema em que preços de bens finais e de seus insumos se definem simultaneamente?
    O problema que foi colocado no artigo já não foi resolvido? Qual foi a contribuição de Mises para o problema tratado no artigo?
    Abraços
  • Róbson  20/02/2021 16:30
    "Ademais, me confirmem uma coisa, Walras, Hicks e a escola marginalista já não corrigiu esse problema, tendo um sistema em que preços de bens finais e de seus insumos se definem simultaneamente?"

    Isso está mais para equilíbrio geral. Nada a ver com a questão abordada no artigo.

    "O problema que foi colocado no artigo já não foi resolvido?"

    Não. Nenhuma escola da pensamento a abordou.

    "Qual foi a contribuição de Mises para o problema tratado no artigo?"

    Construiu em cima de Menger e Böhm-Bawerk sobre a falácia da teoria da exploração e da mais-valia, mas, ao que se sabe, não abordou a questão de a renda original ser lucro.

    Este insight, vale repetir, é totalmente do George Reisman. A questão, então, é se alguém consegue refutá-lo. Até hoje, nada.
  • Daniel T.  20/02/2021 23:43
    Isso está mais para equilíbrio geral. Nada a ver com a questão abordada no artigo.

    Não me diga? Quer ensinar o que?
    E o equilíbrio geral apresenta as premissas para determinação dos salários, lucros e juros
    Aí vão algumas referências
    daniarruda2.jusbrasil.com.br/artigos/317301824/teorico-do-equilibrio-economico-leon-walras
    domtotal.com/diario-bordo.php?diaId=260

    Não. Nenhuma escola da pensamento a abordou.

    What????? Vc nunca entrou numa sala de aula de graduação... nem sequer de primeiro período. Isso simplesmente é o principal foco da Economia Política.
    Por favor, achismo aqui não.
    É o mesmo que dizer que os infectologistas nunca estudaram nenhum vírus
    Ou que os engenheiros nunca estudaram a lei da gravidade.

    Construiu em cima de Menger e Böhm-Bawerk sobre a falácia da teoria da exploração e da mais-valia, mas, ao que se sabe, não abordou a questão de a renda original ser lucro

    Como é???
    Foco no "AO QUE SE SABE, não abordou a questão"

    Ao que se sabe?
    Ao que VOCÊ sabe, vc quis dizer!
    E como sabe que sabe pouco, colocou essa ressalva tosca na sua frase.
    Por acaso estamos falando de um autor egípcio da época de Ramsés, em que precisa-se escavar os seus escritos para compreende-lo? Ou de algum fanfarrão do século passado em que todos os seus escritos pouco passam de um tipo simplista de ECONOMICS FOR DUMMIES (e bota dummies nisso!) com pitadas de proselitismo barato?

    Se o que Mises fez de relevante foi refutar Marx, então ele fez o que milhares de economistas já haviam feito décadas antes dele.
    De novo, qual foi a contribuição de Mises?
  • Róbson  21/02/2021 05:14

    Cidadão, acalme-se e leia de novo o que eu disse. Estamos falando de coisas completamente distintas.

    Eu entendi que você perguntou se essa teoria (de que Smith e Marx consideravam toda a receita original salário) já havia sido abordada por alguém mais. Respondi que não. E todo o resto que eu respondi foi em cima disso.

    Em momento algum eu disse que a tese do "equilíbrio geral" (que não tem nada a ver com o tema do artigo; você que a introduziu do nada) nunca foi abordada por ninguém.

    Preste mais atenção na próxima. Antes de xingar alguém, ao menos certifique-se de que você próprio sabe do que está sendo falado.

    P.S.: recomendo este comentario aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=3328&comments=true#ac268885
  • Mises refutou nada  19/02/2021 06:45
    A recuperação econômica é definida pelo BC através do juro e do câmbio, as duas variáveis que definem pelo menos 50% da demanda agregada do país. O restante é definido pelo investimento público. Se colocar o juro em taxa neutra de zero (como o fed) e eliminar o efeito de doença holandesa no câmbio (fim da lei kandir e outros mecanismos), levando taxa para nível de competitividade econômica internacional de R$9, eliminamos o problema fiscal e o governo poderá fortalecer seus investimentos de R$2 trilhões em moradia, internet, EAD e mobilidade.
  • Fernando  19/02/2021 14:49
    Confesso que ri. Sempre fui fã de sarcasmo. Aliás, entrando no clima, uma dúvida: por que o câmbio certo é de R$ 9? Como você chegou a esse valor? Pelos meu cálculos econométricos, o câmbio de equilíbrio é R$ 8,73.

    Esse seu câmbio de R$ 9 ia gerar um pouquinho mais de carestia que o meu.
  • Fabio de Araujo  20/02/2021 21:53
    Gostaria de saber de onde o autor do artigo, Wladimir Kraus, tirou essa ideia de Adam Smith, de que naqueles períodos que antecederam o mercado desenvolvido como hoje conhecemos, o produto da venda de bens agrícolas e manufaturados seja considerado salário. Faltou o autor citar onde se encontra essa afirmação na obra de Smith (Wealth of Nations). O preço de um bem, para Smith, divide-se em renda da terra, lucro e salário, como se essas três categorias tivessem origem diferente e o preço fosse meramente a simples soma delas. Smith nesse aspecto entrou em contradição com a ideia de valor, que ele mesmo definiu no Livro I, cap VI, "a proporção entre quantidades de trabalho necessárias para adquirir objetos diferentes parece ser a única circunstância que pode fornecer qualquer regra para trocá-los uns pelos outros." A única fonte do valor é o trabalho. O salário, o lucro e a renda da terra têm uma única origem: no valor (trabalho). A terra por si só não produz nada, exceto se tiver a intervenção humana. A renda da terra é a remuneração que seu proprietário obtém pelo aluguel da terra ao agricultor ou ao capitalista. O lucro é o resíduo do valor das mercadorias de propriedade do capitalista após o ter sido paga a renda da terra e o salário daqueles que foram contratados pelo capitalista para produzir as mercadorias.
  • Leitor  20/02/2021 22:41
    Livro 1, capítulo VIII:

    The produce of labour constitutes the natural recompense or wages of labour. In that original state of things, which precedes both the appropriation of land and the accumulation of stock, the whole produce of labour belongs to the labourer. He has neither landlord nor master to share with him.


    […]


    But this original state of things, in which the labourer enjoyed the whole produce of his own labour, could not last beyond the first introduction of the appropriation of land and the accumulation of stock. It was at an end, therefore, long before the most considerable improvements were made in the productive powers of labour, and it would be to no purpose to trace further what might have been its effects upon the recompense or wages of labour. 

    As soon as land becomes private property, the landlord demands a share of almost all the produce which the labourer can either raise or collect from it. His rent makes the first deduction from the produce of the labour which is employed upon the land. 

    It seldom happens that the person who tills the ground has the wherewithal to maintain himself till he reaps the harvest. His maintenance is generally advanced to him from the stock of a master, the farmer who employs him and who would have no interest to employ him, unless he was to share in the produce of his labour, or unless his stock was to be replaced to him with a profit. This profit makes a second deduction from the produce of the labour which is employed upon land. 

    The produce of almost all other labour is liable to the like deduction of profit. In all arts and manufactures the greater part of the workmen stand in need of a master to advance them the materials of their work, and their wages and maintenance till it be completed. He shares in the produce of their labour, or in the value which it adds to the materials on which it is bestowed; and in this share consists his profit."


    E se quiser ler o autor original da teoria do artigo se aprofundando em todo este tema, com citações e tudo, pode ler aqui:

    Classical Economics vs. The Exploitation Theory
  • Fabio de Araujo  06/03/2021 19:11
    Obrigado pela citação.
  • Vandiscreydon  20/02/2021 23:50
    O autor somente disse que smith nao separou salario do lucro. O que era comum na epoca.

    A evolução dos conceitos na época de mises separou os conceitos, porque o lucro nao e bem salario, por ter características diferentes. O lucro nao é garantido.
    E comum tb os pesquisadores atuais falarem que o anterior cometeu um erro. Normal


  • WMZ  21/02/2021 16:19
    Toda vez que vocês criticam o socialismo (comunismo, Marx, Escola de Frankfurt etc) vocês, estão, na verdade elevando a popularidade dele.

    Pesquisei no Google Trends e notei que a procura por "socialismo" explodiu na crise de 2008 (óbvio) e nos anos eleitorais do Trump, nos EUA, e do Bolsonaro, aqui no Br (11 a cada 10 palavras do Trump e do Bozo era "socialismo").

    Minha mãe sempre fala que "invocar desgraça atrai desgraça".

    Seria interessante trocar "socialismo", "comunismo" e "Marx" por qualquer outra coisa menos sugestiva como "estatismo", "utopia" e "filósofo estatista". (estou falando do uso prejudicial dessas palavras...tem que saber distinguir quando é ou não é prejudicial)

    Pô! Site capitalista que não entende nada de marketing é o cúmulo da contradição!
  • Vini  03/03/2021 17:06
    Ótima reflexão!

    De modo complementar, em outra ciência como a Contabilidade, na Demonstração do Resultado do Exercício - DRE, a dedução do salário vem do Lucro ou Prejuízo Bruto, antes do Lucro ou Prejuízo Líquido. Quem tira de que?

  • Emerson Luis  03/04/2021 17:04

    "Os lucros são a força motriz da economia de mercado. Quanto maiores os lucros, mais bem satisfeitas são as necessidades dos consumidores … Quem melhor serve ao público, obtém os maiores lucros."

    Mises

    * * *


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